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Autor Tópico: Reflectindo sobre o Basquetebol Nacional  (Lida 1000 vezes)
linguadeperguntador
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« em: Fevereiro 12, 2010, 11:49:27 »

O Basquetebol Moçambicano tem decrescido de qualidade nos últimos anos tanto a nível interno assim como nas competições internacionais daí que as nossas equipas não conseguem  uma representação condigna. Isto me leva a pensar que o nosso basquete seja uma fraude e tem um sistema falhado, pois apesar dos apoios que algumas entidades tem dado continuamos na estaca zero.
Os agentes do basquetebol nacional não dialogam, passam a vida a degladiar-se, não sentam na mesma mesa para arranjarem soluções para resolução dos problemas  que afectam esta modalidade. Pois no meu entender é chegado o momento de sentarmos na mesma mesa  analisarmos possíveis métodos de trabalho para sairmos desta letargia em que nos encontramos sob pena de perdermos o comboio do futuro que já partiu em marcha ré, temos nos últimos dias assistido situações caricatas de alguns clubes de não dispensarem os seus atletas para selecção nacional alegando que a FMB deve tratar seguros aos atletas.
Agora pergunto eu se é da responsabilidade da federação ou dos clubes que trabalham uma época inteira com esses atletas? A resposta é muito simples “sabotagem” pois tornou-se cultura, hábito e costume dos agentes Moçambicanos  de desejar mau agoiro as representações nacionais, os agentes do basquete passam a vida a criticar o trabalho dos elencos directivos da FMB, foi assim José Durão ,com   Freitas e Branco Aníbal Manave,  e outros que lá passaram gora e com Ilídio Caifaz    que quanto a mim tem feito algo para crescimento do nosso basquete.
Em femininos ao nível de partições de  clubes temos tido uma alegria enganosa, pois temos tido alguns títulos ao nível Africano, digo enganosa porque são jogadoras internacionais que nos tem ajudado -.estou a mentir  Prof. Nelito?
Senhores é chegado o momento de trabalharmos para recuperarmos a hegemonia perdida, fazermos um plano nacional de desenvolvimento da modalidade, deixarmos de ter um ze nabo sem formação psicopedagogica a treinar escalões de iniciação, pois isso tem se reflectido negativamente nos séniores , temos jogadores que não sabem se quer fazer lançamentos livres  ISSHI YOWHE… esse plano que atrás me referia tem que englobar várias vertentes, mas a principal é a captação e formação de talentos, fazer acompanhamento e monitoria, devemos ter uma tabela de altura e idade para deixarmos de ter atletas com  1.50m, daí que trago algumas soluções, algumas delas avançadas pela ABCMATOLA dirigida pelos meus grandes amigos dr. Tivio Chongo e o eterno campeão do basquete show Leonel Manhique.  Vou destacar alguns pontos que devem ser atacados a saber:
Como primeiro ponto,  o nível de competitividade tende a baixar estando neste momento estagnado segundo diversas opiniões. Este facto é explicado pelo reduzido número de jogos  que as equipas efectuam durante a época, embora algumas equipas efectuam um maior número de jogos mas contra equipas de fraco nível. O que tem criado resultados negativos nos jogos internacionas que outrora traziam glorias ao pais em femininos e, em masculinos temos vindo a descer no raking internacional para posiçõoes menos dignificantes.

O nosso país é caracterizado por uma cultura de treinos que está aquém do ideal, contrariamente ao que acontece em outros paises que levam sério a modalidade.
Este facto é identificado e é de inteira coinciência dos nossos clubes, mas julgamos estar a ser constantemente ignorando, daí haver necessidade urgente de mudança de atitude, isto é, parar com afirmações do tipo: temos que fazer isto, e seguir com acções do tipo: estamos a fazer isto.

Também tende a ser cultura Moçambicana a realização de um número de jogos bastante reduzido durante uma época. É normal que um clube “grande” não realiza 50 jogos dentro de um ano, ou que não realize nenhum jogo com equipas estrangeiras. Isto representa um fraco índice de competitividade que, em última estância vai se reflectir nas selecções nacionais (o que se espera disto? ) Resposta lá pra diante, e como trazer competitividade.
   
   ? (1) Realização de uma Segunda Liga durante o mesmo período que decorre a fase nacional da Liga Nacional.
   No meu entender  a realização de uma segunda liga vai responder aos constragimentos outrora avançados, que vão desde a realização de um maior número de jogos, até ao desenvolvimento da modalidade.
   
   Ao se conferir maior número de jogos durante a época, os clubes e/ou equipas visadas terão a oportunidade de imprimir maior rodagem, criar uma estrutura forte e coesa capaz de jogar ao mais alto nível – na fase nacional com atitude, apresentarem-se de forma destemida e, bem como terem as mesmas possibilidades de vencer qualquer que seja a partida ou adversário.
   
   Vai também permitir que as equipas qualificadas tenham mais tempo para se prepararem para a fase nacional, podendo deste modo solicitar e obter os apoios necessários nas diversas entidades patrocinadoras/apoiantes em tempo útil de forma a ter uma participação condigna.
   Estaremos aínda a concorrer para a redução das assimetrias existentes entre os coloços e os que dispontam do segundo plano.
   
   ? Aumento do número de equipas participantes de 8 para 10 para a próxima época ( na Liga Vodacom ).
   Com este aumento, as equipas envolvidas terão maiores esperanças em se qualificarem para a fase seguinte, porque terão a possibilidade de fazer maior número de jogos. Consequentemente, em 3 ou 4 meses referentes a fase nacional, por um lado, as equipas irão desenvolver as suas capacidades individuais e colectivas porque os treinadores poderão experimentar aqueles atletas que apriori se consideram menos dotados, por outro lado, no final da época as equipas terão realizado um maior número de jogos, podendo daí despontar atletas elegíveis à selecção nacional, o que é determinante para o desenvolvimento do basquetebol.

   ? Sugerir um regulamento claro à Liga Nacional em relação as equipas que se qualificam automaticamente e, às que “descem de divisão/liga”
   Com este regulamento, as Associações provinciais serão mais rígidas e transparentes na indicação das equipas ou equipa que ganha o direito de representar a Província, repondo deste modo a justiça e a verdade no desporto.
   Para as equipas que “descem de divisão” estabelecer prazos ou limites de exclusão, que no mímino deverão ser de um ano e, indicar o número exacto de equipas que se desqualificam.
   Para as equipas que se mantém ( qualificando-se automaticamente ) que disputem outras provas sem restrições, durante o período de repouso, como forma de rodar, descobrir as fragilidades e conhecer os pontos fortes e fracos dos seus possíveis opositores na fase nacional da Liga Nacional.
   Para as equipas que disputam a segunda divisão, fazer o devido acompanhamento através da inclusão das mesmas em provas de alto nível, não esperando pela fase regional de qualificação da Liga Nacional.

   ? Recomendar a realização de um campeonato da “segunda liga” que qualifica os representantes da Província.
   Nisso penso  que a justiça será reposta se os agentes do basquete intervirem na sua máxima força. É importante que se criem incentivos às equipas que não se qualificam para a liga (exceptuando as que perdem o direito por terem ocupado os lugares de desqualificação); que se criem oportunidades para todos desenvolverem individualmente e colectivamente, uma vez que qalquer equipa que participa na liga desenvolve, daí todos almejarem qualificar-se.
   Só deste modo, as chamadas pequenas equipas poderão entrar na liga, porque de contrário, sempre enfrentarão as mesmas equipas ( desqualificadas ) já dotadas de experiência e capacidades, o que torna o nosso basquetebol cada vez mais estagnado.

   ? Sugerir aos agentes da modalidade que facam um  o sistema zonal de qualificação.
   Este sistema é benéfico na medida em que encurtamos as assimetrias mas que, deverá ser acompanhado por um maior número de jogos, podendo por tal realizar-se em duas ou mais voltas. E os clubes, treinadores deverão aumentar a carga horária dos treinos, saíromos da actual que é de duas horas diárias em três dias semanais para seis horas semanais em quatro dias,pois a teoria de treinamento assim recomenda para alta compeitição pois so assim poderemos ter resultados favoráveis na arena internacional
                     No mês de fevereiro teremos assembleia geral da FMB, gostaria que este fosse um momento de reflexaõ da modalidade e não de guerra, e um momento oportuno para os nossos agentes fumarem o cachimbo da paz e juntos fazerem a diferença - este é o slongam que proponho para os próximos cinco anos, sugiro ainda que façam um plano de massificação e desenvolvimento da modalidade para os prximos cinco anos ou seja um plano olímpico. A terminar gostaria de desejar sucessos ao Dr. Ilidio Caifaz  ao longo da sua vida, ao Maxaquene pelo título conquistado tirando chapeu ao Fernando Manjate, parabenizar o ferroviário da beira pelo excelente campeonato recem terminado.  PHAMBENI….

                   

               Ate já

                 Jorge Langa _siabongalanga@gmail.com cell: 843988681
 






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daniela
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« Responder #1 em: Março 16, 2010, 05:53:53 »

Concordo plenamente Beijo
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