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Autor Tópico: A arrogância dos gestores das Escolas Publicas da cidade de Maputo  (Lida 482 vezes)
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« em: Maio 25, 2010, 02:12:58 »

SR. DIRECTOR
 
Agradeço antecipadamente á V.Excia em conceder este espaço para a publicação desta inquietação no jornal que dirige.
O sector da  educação está a conhecer um “fenómeno” que deixa muito a desejar, sendo esta a razão do meu titulo .
Caro leitor, enquanto se fala de reformas nas instituições  há directores de escolas que se sentem ameaçados  com elas. Isto porque continuam  com  pensamentos demagogos e agem para agradarem os seus desejos e prazeres em detrimento do que está em documentos normativos da Educação.
Alguns directores das escolas  chegam a tirar professores da sala de aulas  por não terem bata , esta bata que  não é atribuída  ao professor. Alguns  professores  autorizados a estudar são obrigados a não terem  turmas porque o horário da escola não compadece  com do trabalho , enquanto que há escola com professores a fazerem horas extras ..Estes directores chegam agredir fisicamente , moralmente e emocionalmente seus colegas, tratar como fossem suas propriedades como  o caso da “ Unidade 19”  na cidade de Maputo largamente noticiado.
Curandeiros passeiam as noites nos gabinetes de algumas escolas para poder assegurarem as funções destes  dirigentes.
Mesmo quando estas preocupações são denunciadas pelos funcionários aos superiores heraricos  estes chegam a cobrir estes directores.
Por outro lado estas atitudes contribuem grandemente para alimentarem a corrupuç?o, o que tem acontecido  nalgumas direcções distritais desta cidade capital ,  onde para ser contratado tem que dar alguns  valores monetários aos chefes dos recursos humanos que variam de dois mil a cinco mil meticais . Se já é funcionário, para ingressar  no Ensino Superior através do concurso documental tem que entregar oito mil meticais .
Não só, mas também para ser nomeado para cargos de direcção ou chefia  tem que dar um agradecimento por dinheiro ate algumas vezes  os candidatos a essas funções sofrem
assedio sexual .
Por isso encontramos dirigentes que não conhecem as normas , documentos institucionais e normativos .
Senhor ministro da Educação  é urgente que se pare com este tipo de atitudes, como diz  o velho ditado “ ?  de pequeno que se torce o pepino”
Estes são alguns exemplos de problemas com que deparamos dia a dia nas escolas do sector publica.
Gostaria de apelar  a estes gestores que os tempos são outros exige se capacidades , e competências. O actual governo  não se identifica com este tipo de comportamentos.        Num passado recente  vivemos caso Muecate ,  director da “ BO “ e da Administradora de Boane onde se fez a justiça por  abusos  semelhantes .Esperamos que assim seja para o sector da educação ,para que todos possamos formar eficientemente a personalidade em desenvolvimento ,que são os nossos alunos.
 
Por ; António Sabão Monjane ,Docente
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