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linguadeperguntador
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« em: Julho 21, 2010, 02:25:17 » |
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Agradeço antecipadamente à V.Excia em conceder este espaço para a publicação desta inquietação no jornal que dirige. No dia 6 de Junho o ministro da saúde veio ao publico dar a conhecer o relatório preliminar da prevalência do HIV no nosso pais. Este relatório embora preliminar mostra que a sero prevalência esta em 11,5 por cento sendo as idades dos 15 a 49 anos de idade de homens e mulheres mostrarem as balizas que a infecção atinge em grande escala, O mesmo mostra um fenómeno novo de nas zonas urbanas serem as que são as mais infectadas em comparação com as zonas rurais, ainda o relatório traz indicadores que mostram que os homens dos 35 e 39 anos e as mulheres entre os 25 e 29 anos de idade tende aumentar o grau da infecção do HIV. As mulheres na idade de 20 anos são as mais infectadas e os homens dos 24 anos em diante .O senhor ministro mostrou se preocupado com as meninas dos 20 anos de idade e que ? urgente haver trabalho com esta faixa etária .O que me leva a fazer esta reflexão é que há muitos relatórios que relatam a situação do HIV-SIDA em Moçambique , fala se tanto existem muitas formações nesta área mas pelo visto termina nas salas e nos papeis na pratica não há acção. Se não vejamos fala se mas de 200mil pessoas a fazerem o tratamento anti retroviral no Pais . Estas pessoas serão que tem um acompanhamento devido? A pratica mostra que não existe acompanhamento a elas. Algumas pessoas abandonam tratamento por causa do mau atendimento dos agentes de saúde nas Unidades Hospitalares. No dia 5 de Junho deste ano assisti com os meus olhos na recepção do Hospital 1 de Junho no Distrito Kamahota um caso de mau atendimento: duas senhora apresentaram se na àquele local dizendo que teriam perdido os seus cartões mas vinham receber comprimidos porque já haviam acabado os que tomavam mas recordavam do ultimo mês que haviam feito o ultimo levantamento a recepcionista disse que deviam voltar para casa procurar cartões fora disso não tinha solução. As senhoras disseram que já não tinham comprimidos e choraram a senhora não mudou a sua posição e estas foram se embora. As pessoas que estavam perto insurgiram se contra a recepcionista sem sucesso. Se estas senhoras dependem destes comprimidos ate ao fim da vida o que esperamos que terá acontecido. Voltarão no hospital outro dia? A quantas pessoas podem terem influenciadas para não irem naquele Hospital? Nos nossos hospitais todos os trabalhadores tomam decisões no doente a partir do servente ate ao director. Este não apanha o tratamento condigno de um paciente. Neste caso julgo que se tivesse levado ao medico de certeza que teria tomado uma posição certa porque trata se da vida . Outros problemas do abandono ao tratamento é falta de alimentação. Em alguns países como Brasil que ? um dos parceiros de Moçambique, as pessoas que fazem TARV tem cartão para o levantamento da alimentação e reforçar a dieta. O facto de viver longe da unidade Sanitária ,a falta de transporte, as deslocações em missão de serviço, falta de despensa no serviço, efeitos secundários do TARV, o facto de o tratamento ser de longa duração, falhas virologias , culpar o doente na falha do tratamento. Em alguns países vizinhos já ultrapassaram esses problemas porque o doente pode levantar os medicamento em qualquer unidade sanitária desse pais, desde que apresente o cartão mas no nosso pais não se aceita que levante noutra província porque dizem que não esta contemplado V.Excia : da saúde há muito que fazer existe urgência de se conciecializar os gestores dos hospitais públicos a dedicarem nas unidades sanitárias maior parte do tempo viverem de perto o problema que o doente enfrenta não recebendo relatórios floreados. Também é tarefa sensibilizar os seus colegas a maneira do atendimento e cada trabalhador conhecer a sua tarefa dentro da unidade hospitalar. Espero que haja um trabalho interno com os trabalhadores das unidades hospitalares para que se evite mais abandonos ao tratamento Anti retroviral porque o estado gasta rios de dinheiro que não beneficiam a este povo. A mudança do comportamento tem que começar nos agentes da saúde. Por :António Sabão Monjane
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