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Autor Tópico: Governo tratado por criminoso nunca provou o contrário & a afirmação da ditadura  (Lida 357 vezes)
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« em: Agosto 30, 2010, 11:13:50 »

Não faz tempo, fui criticado por um dos tantos leitores que têm lido os meus escritos, aconselhando-me a moderar a linguagem para não ferir algumas sensibilidades menos fortes.

As ofensas produzem quase sempre revolta e ressentimento, tenho consciência disto.

E também sei de que, a pessoa ferida na sua dignidade e no seu amor próprio, poderá inibir uma reacção imediata por medo das conseqüências, mas não deixará passar uma oportunidade para se vingar.

Quem me conhece e lida comigo, sabe que sou daquelas pessoas, que nunca conseguiu chamar ou tratar as pedras, por flores e ladrões por camaradas, apenas para agradar e pior ainda, quando é para evitar complicações.

A delicadeza tem mais poder do que a força bruta sejamos coerentes.

Se não gostam da franqueza rude, se não apreciam a critica e a vingança, porque usam tais métodos contra os outros?

Será que os métodos violentos passam a ser justos e correctos quando defendem os vossos interesses e os vossos pontos de vista?

Sinceramente nunca foi minha intenção, ofender ou ferir quem quer que seja.

Sou uma pessoa tão bem educada, que jamais tratarei por honesto, o senhor Presidente Eduardo Dos Santos e outros, enquanto os factos me provam que não o são?Aliás, por aquilo que também conheço, sobre algumas pessoas que compõem este governo, estou em plenas condições, para os poder tratar também por criminosos, como fez o activistas inglês.

Também tenho consciência, de que optar pelo confronto aberto critica e honesto, com alguns camaradas de ontem, é nos dias de hoje, na nossa terra, o mesmo como se , estarmos a brincar com o fogo.

Ficar calado é aceitar o que significa estar de acordo, com as besteiras todas que se conhece deste regime e suas práticas constantes de violações dos direitos humanos, na nossa terra.

Desde que o activista inglês veio honesta e publicamente, tratar os nossos governantes, por criminosos, até hoje, não vi nenhum deles desmentir ou provar o contrário.

O que se tem assistido é um desdobrar de esforços, e refinar de práticas dúbias , para se defenderem como podem , camuflando a roubalheira, os abusos de poder e no fundo continuar com seu ritmo demolidor.

A afirmação da ditadura material e intelectual é hoje uma realidade

O país continua a viver a afirmação da ditadura material e intelectual.

Em todas as secretarias deste governo de partido único, estão presentes pessoas que não possuem a mínima das mínimas, condições de desempenho de funções de responsabilidade administrativa.

Mas estão em pleno desempenho dessas funções, fazendo de conta que tem condições de desempenhar papéis sociais para os quais não foram preparadas nem precisam ser. Ou saber

Por quê?

Porque essas funções administrativas são postas nas mãos irresponsáveis desses (as) burocrática como dádiva assalariada de seu partido político.

Muitos por vezes se esquecem de que, antes de entrarem para o MPLA , outros já por lá passaram , desempenharam determinadas funções, e como tal, conhecem bem as regras e os truques da casa.

Cargos assalariados exercidos por pessoas que mal sabem soletrar, algumas com cadastro altamente criminoso.

Burocratas que passariam meia hora para ler meia página de um livro com conteúdo literário pertinente a influência cultural acadêmica.

Pessoas comprometidas com a diarréia dos interesses partidárias assentes no Ascenso de analfabeto a cargos públicos meramente destinados a fazer a corte e a promoção daqueles que são ou serão, serviçais da burocracia do partido no poder.

Quando afirmo que estamos vivendo a ditadura política e cultural não estou exagerando minimamente, pois a maioria dos angolanos crê que, concordam comigo.

Mesmo cá fora tenho constatado isto. Conheço muita gente que trabalha nos mais variados serviços consolares, algumas com pouca ou sem formação, parecendo saídas de triptas do interior de uma cidade recém descoberta por arqueólogos.

Coitados; mais que culpa tem eles?

São produtos de uma política educacional, ministrada pela ditadura, caracterizada pela precariedade estrutural e pelo desinteresse.

Fazem justiça á educação que receberam quando freqüentaram as escolas do Partido que lhes ensinaram apenas a matar, perseguir ou sucatear os recursos naturais de seus corações enferrujados pelo romantismo e propaganda do Presidente da Republica e seu partido único.

Nessas escolas fantasma com tanta farsa, que só passa de classe, quem dá gasosa, onde só aprendem a condicionar a própria mentalidade colectiva, á aceitação passiva dos produtos da dominação de uma cultura escolar e acadêmica globalizadas pelos paradigmas da exclusão social

A inclusão social deveria ser pela mostra pessoal de conhecimento, pelo discernimento, pela competência das faculdades intelectuais, pela função inerente ao espírito de exercitar diariamente seu próprio crescimento intelectual e emocional.

Mais as escolas e academias das quais são provenientes lhes ensinaram apenas a fazer qualquer concessão ao empreguismo, á ascensão burocrática dentro do plano de carreira ao qual estão completamente sujeitado

Quase tudo e todas as coisas que um funcionário público nosso, deseja resume-se, á mais um tostão no salário. Pelos quais são capazes de qualquer , trambiquice ao ponto de se envenenarem colegas entre colegas.

Não é atoa que cantores, dançarinos de kuduro ou kizomba, jogadores de futebol são escolhidos pelo Presidente, porque eleição já não é preciso, para o parlamento.

A lógica é simples: Se eles cantam e dançam a musica do chefe está tudo bem. Se começam a refilar são postos na rua ,ou degolados para sempre.

Há muito que a sociedade é educada para desconhecer seus direitos básicos à dignidade pessoal e à cidadania colectiva.

A sociedade actual educa seus membros para a negação diária desses direitos básicos.

A luta pela cidadania foi substituída pela competição em prol de um tostão e um lugar ao pé de governantes corruptos.

A servidão política de seus parlamentares, juízes e executivos tem compromisso com a cultura centenária da corrupção institucional.

A indiferença política, cínica e demencial, do Presidente Eduardo Dos Santos, e seu entusiasmo infantil pelas regalias do poder político, o conduziu a optar por soluções de fachada que se misturam com as farsas habituais.

Esse Presidente tem em mãos a oportunidade única e exclusiva de mudar o paradigma nefasto das estruturas educacionais centenárias voltadas para o ensino e a adaptação das gerações de alunos que freqüentam escolas e academias da dança do ventre e outras merdas para os alienar.

Tudo que desejam da vida a partir do concurso público, é sentar numa mesa de bar e encher a cara com as bebidas preferidas dos corruptos que nos governam.

Enquanto o país afunda na exclusão social de milhões e milhões de alunos do ensino médio que se recusam a continuar freqüentando uma escola do faz de conta que eu ensino, faça de conta que aprende.

O Presidente Eduardo Dos Santos continua sua interminável dança do ventre, mostrando seu umbigo ao povo, ao som dos discursos demagogo, para comprar a consciência nacional e dar uma falsa visão da nossa realidade ao estrangeiro.

Ao mesmo tempo em que o país continua, com a promessa de que, em breve, haverá casa para o povo, luz, ás ruas, praças e avenidas das cidades.

Estarão mais incrementadas de marginais promovendo roubos, assaltos, invasões, chacinas, furtos, seqüestros, tráfico, homicídios, com as armas de última geração da violência financiada pela demagogia oficial de políticos preocupados em incrementar suas contas bancárias nos paraísos fiscais

Tudo na melhor das intenções.

Será que Eduardo Dos Santos, não possui condições intelectuais de saber, o quanto é vital para o futuro de um país a educação fundamental, média e superior que não seja apenas do faz de conta?

Será que ele ainda não se deu conta que já é assustador o número de presos políticos, que temos em nossas cadeias?

Será que ele ainda não se deu conta de que vive cercado de criminosos, que têm em sua conta, mortes recentes até mesmo de figuras do seu partido?

Por: luta pelo poder, ganância, vinganças, paixões, ajustes de conta e traições.

Fernando Vumby
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