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1  Outros / Carta do leitor / BECAUSE IT IS CHRISTMAS TIME em: Dezembro 08, 2015, 07:39:58
PEACE FOREVER
Arm in arm with Mandela, I walked through Qunu valleys.
He was telling me that forgiveness and concord are the most powerful weapons to conquer the development of a nation.
I asked him: "How have you converted through words, so many people who hated you?"
"If you speak to your enemy with humility and honesty, using a language that his heart understands, he will become your ally."
Suddenly, I felt a perfumed breeze and dozens of white doves flew away from the place where Madiba was walking before.
May the white doves always fly through Qunu valleys!

                                                                               Isabel Cabral Costa
                                                                                      (Portugal)
2  Outros / Carta do leitor / DA CAMPANHA ELEITORAL EM MOÇAMBIQUE em: Setembro 27, 2014, 10:16:44
           "Da campanha eleitoral em Moçambique"
           De Moçambique chegam-me imagens que não são próprias de um Estado de Direito Democrático, num período que deveria ser de festa: o período da campanha eleitoral, inaugurada precisamente na sequência da assinatura do acordo de cessação das hostilidades militares entre a FRELIMO e a RENAMO. Um período que deveria ser de paz.
          No 24º dia da campanha eleitoral, Macia, no distrito de Bilene da província de Gaza, foi palco de violentas agressões físicas e danificações de viaturas, quando um grupo de elementos do MDM aí chegou com o propósito de levar a cabo uma acção de propaganda eleitoral, e foi impedido de o fazer por um grupo de pessoas, alegadamente da FRELIMO. Os actos a que assistimos não se enquadram num Estado civilizado que aspira a ver consolidada uma democracia multipartidária.
          No 26º dia da campanha eleitoral, Nampula assistiu, durante as cerimónias de comemoração do dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, a confrontos físicos entre membros e militantes da FRELIMO e membros e militantes do MDM, e a confrontos físicos entre elementos da Polícia da República de Moçambique e membros e militantes do MDM. Tais confrontos geraram-se quando um grupo do MDM, transportando um caixão coberto por uma capulana com a imagem do candidato da Frelimo, e entoando cânticos contra este, chegou à Praça dos Heróis, onde estava a decorrer uma cerimónia integrada naquela comemoração.
           Imagens de Nampula-a-Linda, que, assim, deixa de ser tão linda aos nossos olhos. Em plena Praça dos Heróis, onde eu, há muitos anos,  menina ainda, durante os meses de permanência em Nampula (quando a Praça tinha a designação de Praça Major Neutel de Abreu), passava diariamente, sem sequer imaginar que, um dia, nessa Praça, teriam lugar cenas com um cunho tão triste.
          E todos estes acontecimentos surgem a par de outros actos de violência que vêm ensombrando esta campanha eleitoral.
          Aquilo a que o mundo está a assistir em Moçambique é um espectáculo a todos os títulos lamentável, no qual grupos de cidadãos fazem tábua rasa dos mais elementares princípios constitucionais e dos direitos humanos fundamentais.
          Actos que em nada dignificam quem os pratica e que não contribuem para que Moçambique granjeie a admiração da comunidade internacional.
          A menina que outrora viveu em Nampula, hoje mulher, sente-se defraudada nas suas legítimas expectativas, pois acreditava que a paz em Moçambique era possível.
          Afinal, onde mora o Estado de Direito Democrático constitucionalmente consagrado em  Moçambique ?
          Até quando este estado de coisas, meu Deus? Até quando?
                                                                                                                                   
                                                                 Isabel Cabral Costa - Portugal.
3  Outros / Carta do leitor / DA PAZ EM MOÇAMBIQUE em: Setembro 07, 2014, 02:54:26
                                                DA PAZ EM MOÇAMBIQUE                   
                           
O grau de civismo e de desenvolvimento de um país afere-se pela sua capacidade de viver em paz.
Só vivendo em paz é que uma nação demonstra ao mundo que é senhora de uma verdadeira capacidade organizativa que lhe permite alicerçar a sua própria independência.
Moçambique tornou-se um Estado independente no dia 25 de Junho de 1975. De então para cá, tem perseguido a paz sem nunca a ter conseguido alcançar de forma duradoura.  (Mesmo após a celebração do Acordo Geral de Paz, em 4 de Outubro de 1992, em Roma, por Joaquim Chissano, então Presidente de Moçambique, e Afonso Dhlakama, presidente da RENAMO, e por representantes da mediadora - Comunidade de Santo Egídio, de Itália.)
No pretérito dia 24 de Agosto, após setenta rondas de negociações, foi assinado um novo acordo de cessação das hostilidades militares entre a FRELIMO e a RENAMO, por reprentantes de ambas as partes, acordo esse que viria a ser homologado num encontro entre o presidente da FRELIMO e actual Presidente da República - Armando Emílio Guebuza, e o  Presidente da RENAMO - Afonso Dhlakama, no passado dia 5 de Setembro.
Após 39 anos de independência, Moçambique precisa de paz "como de pão para a boca". É nessa paz que há-de assentar a sua verdadeira independência, dignidade e progresso social.
Como disse Nélson Mandela, num discurso, em 1990, "Negar ao povo os seus direitos humanos é pôr em causa a sua humanidade. Impor-lhes uma vida miserável de fome e privação é desumanizá-lo."
Que nunca mais nenhum moçambicano seja privado dos seus direitos fundamentais, entre os quais se conta o direito à paz. E que cada moçambicano, iluminado por Madiba, saiba fazer uso do perdão. Caminhando de mãos dadas, independentemente da sua raça, credo, condição social ou cor política, os moçambicanos serão os  obreiros da paz no seu país, para que a democracia multipartidária seja uma realidade viva.

                                                                                  Isabel Cabral Costa - Portugal.




4  Outros / Carta do leitor / O ABRAÇO DE ÁFRICA em: Janeiro 26, 2014, 01:08:00
O ABRAÇO DE ÁFRICA
              Há cerca de três anos, comecei a ouvir, online e em directo, estações de rádio do Maputo. Uma dessas estações emissoras é a "Rádio Moçambique - Antena Nacional", de cuja grelha faz parte um programa de músicas moçambicanas pedidas e dedicadas, via telefónica, pelos ouvintes, no qual gosto de participar.
              Quando comecei a escutar esse programa, entre os funcionários que faziam a triagem dos ouvintes antes de estes entrarem no ar, contava-se Carmina Tete.
              Ao receber-me pela primeira vez, deu-me as boas vindas com uma voz tão alegre, que logo me cativou. Conversámos durante uns breves instantes, até que ela me disse: "Vai entrar no ar agora."
              Na vez seguinte em que fui por ela acolhida, ouvi-a exclamar, entusiasmada, do lado de lá: "Olha! É ela!" E a espontaneidade, a jovialidade e o afecto que ela emprestou a estas palavras, fizeram-me gostar ainda mais dela.
              Nesse dia, adoptámos como saudação um grito de alegria emitido por cada uma de nós. E, desde então, cada vez que nos cumprimentávamos, um raio de luz partia do Maputo, trespassava Moçambique, afagando à sua passagem as cores, os cheiros e os sons da savana moçambicana, transportando-os até Portugal, ao mesmo tempo que um outro raio de luz partia deste cantinho da Europa, imbuído com todo o meu amor por Moçambique, trespassava África e chegava ao Maputo. 
               Entretanto, Carmina Tete reformou-se. Apesar de já não se encontrar na "Rádio Moçambique", continua a residir no Maputo, e nunca perdemos o contacto telefónico uma com a outra.
               Sempre que nos saudamos, continua a haver um raio de luz que, partindo do Maputo, trespassa Moçambique, afagando as cores, os cheiros e os sons da savana moçambicana, transportando-os consigo até Portugal, ao mesmo tempo que um outro raio de luz parte de Portugal, imbuído com todo o meu amor por Moçambique, trespassa África e chega ao Maputo. 
               E quando esses dois raios de luz se fundem, sentamo-nos as duas a conversar num terraço com vista para o Índico. O Índico que é dela, mas que ela autoriza que eu também chame meu, porque sabe que o Índico pertence a quem o traz no coração. E enquanto conversamos e saboreamos suculentas mangas, admiro as acácias rubras e os jacarandás lilases das avenidas do Maputo. E, mais ao longe, avisto uma nuvem dourada a pairar sobre Xai-Xai, a cidade-natal de Carmina, e a uma distância muito maior, ainda consigo vislumbrar uma nuvem cor-de-rosa a flutuar sobre Nampula, a cidade da minha meninice, a minha Nampula. Então, as duas nuvens correm ao encontro uma da outra e fundem-se num abraço eterno: o abraço de África.
               Um dia, minha Querida Carmina, havemos de nos encontrar no Maputo. E, então, dois raios de luz trespassarão Moçambique do Maputo ao Rovuma, e afagarão à sua passagem, as cores, os cheiros e os sons da savana de Moçambique, após o que regressarão ao Maputo, vindo depositar nas nossas mãos o coração de África, mostrando ao mundo que a verdadeira amizade não conhece cores de pele nem está dividida por continentes. 
5  Destaques / África / O ABRAÇO DE ÁFRICA em: Janeiro 20, 2014, 06:03:15
                                               O ABRAÇO DE ÁFRICA
              Há cerca de três anos, comecei a ouvir, online e em directo, estações de rádio do Maputo. Uma dessas estações emissoras é a "Rádio Moçambique - Antena Nacional", de cuja grelha faz parte um programa de músicas moçambicanas pedidas e dedicadas, via telefónica, pelos ouvintes, no qual gosto de participar.
              Quando comecei a escutar esse programa, entre os funcionários que faziam a triagem dos ouvintes antes de estes entrarem no ar, contava-se Carmina Tete.
              Ao receber-me pela primeira vez, deu-me as boas vindas com uma voz tão alegre, que logo me cativou. Conversámos durante uns breves instantes, até que ela me disse: "Vai entrar no ar agora."
              Na vez seguinte em que fui por ela acolhida, ouvi-a exclamar, entusiasmada, do lado de lá: "Olha! É ela!" E a espontaneidade, a jovialidade e o afecto que ela emprestou a estas palavras, fizeram-me gostar ainda mais dela.
              Nesse dia, adoptámos como saudação um grito de alegria emitido por cada uma de nós. E, desde então, cada vez que nos cumprimentávamos, um raio de luz partia do Maputo, trespassava Moçambique, afagando à sua passagem as cores, os cheiros e os sons da savana moçambicana, transportando-os até Portugal, ao mesmo tempo que um outro raio de luz partia deste cantinho da Europa, imbuído com todo o meu amor por Moçambique, trespassava África e chegava ao Maputo. 
               Entretanto, Carmina Tete reformou-se. Apesar de já não se encontrar na "Rádio Moçambique", continua a residir no Maputo, e nunca perdemos o contacto telefónico uma com a outra.
               Sempre que nos saudamos, continua a haver um raio de luz que, partindo do Maputo, trespassa Moçambique, afagando as cores, os cheiros e os sons da savana moçambicana, transportando-os consigo até Portugal, ao mesmo tempo que um outro raio de luz parte de Portugal, imbuído com todo o meu amor por Moçambique, trespassa África e chega ao Maputo. 
               E quando esses dois raios de luz se fundem, sentamo-nos as duas a conversar num terraço com vista para o Índico. O Índico que é dela, mas que ela autoriza que eu também chame meu, porque sabe que o Índico pertence a quem o traz no coração. E enquanto conversamos e saboreamos suculentas mangas, admiro as acácias rubras e os jacarandás lilases das avenidas do Maputo. E, mais ao longe, avisto uma nuvem dourada a pairar sobre Xai-Xai, a cidade-natal de Carmina, e a uma distância muito maior, ainda consigo vislumbrar uma nuvem cor-de-rosa a flutuar sobre Nampula, a cidade da minha meninice, a minha Nampula. Então, as duas nuvens correm ao encontro uma da outra e fundem-se num abraço eterno: o abraço de África.
               Um dia, minha Querida Carmina, havemos de nos encontrar no Maputo. E, então, dois raios de luz trespassarão Moçambique do Maputo ao Rovuma, e afagarão à sua passagem, as cores, os cheiros e os sons da savana de Moçambique, após o que regressarão ao Maputo, vindo depositar nas nossas mãos o coração de África, mostrando ao mundo que a verdadeira amizade não conhece cores de pele nem está dividida por continentes. 
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