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1  Outros / Carta do leitor / REPÚDIO DIRIGIDO À COMISSÃO POLíTICA E AOS G40 em: Fevereiro 20, 2014, 10:41:28
REPÚDIO DIRIGIDO À COMISSÃO POLíTICA E AOS G40 (com enfonque para Alexrandre Chivale, Isâlsio Manhajane, Amorirm Bila, Gustavo Mavie,  Rafael Shikhane,  Filimão Suaze, Edson Macuacua, Galiza Matos Júnior, Eurico Nelson Mavie, Egídio Vaz)

Antes de mais, saudamos aos ilustres.
Apreciamos a vossa interpretação jurídica conforme os Estatutos do Partido FRELIMO, a respeito da decisão de somente os três pré-candidatos selecionados pela Comissão Política serem candidatos, da qual será eleito o candidato do partido `a Presidente da República. Conforme a vossa tese, a decisão da Comissão Política juridicamente conforma-se com os Estatutos do Partido, e os ilustres socorrem-se do nº 3 da j) do artigo 61. 
Assim, para o efeito, antes gostariamos que os ilustres respondessem as seguintes perguntas:
1.   Conforme rezam os Estatutos do Partido, entre a Comissão Política e o Comité Central qual é o órgão hierarquicamente superior?
2.   A luz dos Estatutos do Partido, é ou não o Comité Central quem decide quem serão os membros da Comissão Política?
3.   A Comissão Política elaborou ou não o perfil dos pré-candidatos do partido `a Presidente da República, conforme o consenso junto do Comité Central, antes de decidir apresentar publicamente os três pré-candidatos?
4.   É lícito e idóneo um órgão da dimensão da Comissão Política, que constitui reserva moral do glorioso partido FRELIMO delibere por todo um glorioso partido FRELIMO? 
5.   Conforme consagrado nos Estatutos do Partido é ou não o Comité Central, quem para além de apreciar, aprova ou não a proposta dos pré-candidatos do partido `a Presidente da República?
6.   Conforme rezam os Estatutos do Partido, a deliberação sobre os três pré-candidatos `a Presidente da República feita pela Comissão Política antes de tornada pública, deve ou não ser apreciada e aprovada pelo Comité Central?
7.   Conforme estatuídos nos Estatutos do Partido, onde está consagrado que uma simples deliberação sobre os pré-candidatos do partido `a Presidente da República da Comissão Política constitui uma decisão a ser cumprida integralmente pelo Comité Central?
8.   Em 2002, foi a Comissão Política do Partido FRELIMO que selecionou o actual Presidente da República, Armando Guebuza `a candidato do Partido FRELIMO para concorrer `a Presidência?
9.   A luz dos Estatutos do Partido, se historicamente o Glorioso Partido Frelimo sempre teve poder único, Presidente do Partido e Presidente da República, quais as motivações para existência de um Presidente do Partido e outro Presidente da República? 
Na nossa modesta interpretação jurídica dos Estatutos do Partido FRELIMO, logo a prior os ilustres mostram que tão-somente estão a procurar dar razão a Comissão Política do partido, sem nenhum argumento jurídico, mas sim com base no interesses políticos pessoais, como sempre tem feito, de dar razão ao Presidente Guebuza e o seu “grupo” dentro da FRELIMO, para serem promovidos rapidamente `a altos cargos políticos no Estado Moçambicano. Mas, tanto dentro, como fora do Partido FRELIMO, todos estão bem atentos das vossas ambições políticas tão ingénuas e bastante inocentes. Ilustres no lugar de pensar que estão a promoverem-se, estão a ir ao mais fundo do precipício, pois, muitos já sabem que os ilustres nunca debatem ciência, mas sim política, e de forma mais medíocre que têm-se visto.
Ilustres podem usar todas as vossas artimanhas baratas acomodação no  Partido FRELIMO, no Presidente da República, Armando Guebuza e o seu “grupo”, para ganharem altas posições no Estado Moçambicano o mais rápido possível, não vão vós valer em nada. Ilustres se esquecem que a FRELIMO e Sua Excelência Armando Guebuza, apenas estão na gestão da República de Moçambique até Dezembro. Mais, ilustres esquecem-se que Presidente Armando Guebuza, depois de Janeiro de 2015 não estará na Presidência da República de Moçambique, e possivelmente o seu “grupo” e talvez o partido. E então quanto tempo há para promover os ilustres? Ilustres não podem e nem devem escamotear a verdade em nome dos vossos interesses pessoais. Ilustres devem debater os factos da sociedade moçambicana, com base em argumentos académicos e científicos, e não na base de alucinações emocionais motivados por paixões políticas baratas. Ilustres têm sido recorrente nos debates da comunicação social, fazerem falsas análises e de forma muito apaixonada sempre a busca de acomodação no partido FRELIMO, com palavras como se estivesse com delírios, mesmo que quando a razão prova o contrário.
Para o vosso consumo, ilustres, os membros do glorioso Partido FRELIMO, que impugnam a deliberação da Comissão Política sobre os três pré-candidatos, não o fazem motivados por ambições pessoais, mas devido a procedimentos jurídicos juridicamente ilegais praticados pela Comissão Política, tão-somente para satisfazer interesse pessoal do Presidente Armando Guebuza, de pretender continuar a governar a República de Moçambique depois de Janeiro de 2015, como Presidente do Partido FRELIMO, mesmo sem ser Presidente da República, de forma a proteger a riqueza que acumulou nos dois mandatos como Presidente da República. No glorioso Partido FRELIMO, TODOS, MAS TODOS MESMOS, já se aperceberam que o Presidente Armando Guebuza, quer continuar a controlar a governação da República de Moçambique a todo custo, mesmo não sendo Presidente da República. E para tal, Presidente começou a preparar a sua estratégia, fazendo com que no 10º Congresso do Partido FRELIMO em Pemba, no ano 2012, o Comité Central fosse integrado maioritarmente por militantes do seu “grupo”, incluindo até familiares seus e da esposa, cujo tempo de militância no partido se questiona, de forma a fabricar uma Comissão Política, na prática controlada pelo Presidente Armando Guebuza. Assim, o Presidente Armando Guebuza, conseguiu ter indicados José Pacheco, Alberto Vaquina e Filipe Nhussy, que são militantes do seu “grupo” e membros influentes do seu Governo, como alegados pré-candidatos da Comissão Política, para esta por sua vez impor a todos no glorioso Partido FRELIMO. Daí, consumada a victória como Presidente da República nas eleições gerais de Outubro de 2014, de um destes três como candidato do Partido FRELIMO, Sua Excelência Armando Guebuza como Presidente do Partido FRELIMO, facilmente daria ordens no novo Presidente da República, que praticamente não teria nenhuns poderes de decisão. Ai, o Presidente Armando Guebuza, continuaria a governar na mesma a República de Moçambique nos próximos 10 anos.
Mais, para o vosso consumo, TODOS, MAS TODOS MESMOS no glorioso Partido FRELIMO, estão bem informados que o Presidente Armando Guebuza, usou o cargo de Presidente da República de Moçambique, para:
1.   Impor Sua Excelência Armando Guebuza, familiares e serventes como accionistas de todos grandes mega projectos ligados a recursos minerais e indústria extrativa, que o Governo de Moçambique autorizou (inclui mega projectos de petróleo, gás, carvão mineral);
2.    Impor Sua Excelência Armando Guebuza, familiares e serventes como accionistas de todos grandes projectos, que o Governo da República de Moçambique aprovou;
3.   Impor as empresas e joint ventures de Sua Excelência Armando Guebuza, familiares e serventes como prioritárias nos grandes contratos aprovados pelo Governo de Moçambique.
Ilustres, nestes termos, será que o Presidente Armando Guebuza e seu “grupo” que ilustres tanto defendem, tem moral e ética suficiente para continuarem a dirigir o Glorioso Partido FRELIMO e a Nação Moçambicana? É uma pergunta para a vossa reflexão ilustres.
 Ilustres, vossa defesa cega dos procedimentos praticados pela Comissão Política do Partido FRELIMO, com base em argumentos jurídicos vagos de substância formal e material, consubstanciada com os argumentos infundados do Camarada Secretário-geral, Filipe Chimoio Paunde e com base nas falácias de um artigo num jornal de maior circulação, de um historiador-jornalista de um “media independente”, de “argumentos disputas geracionais, tribais e de alas”, no mínimo revela vossa ignorância jurídica como catalogados juristas e advogados, pois, a amiúde vem pôr a prova as vossas consultorias, procuradorias e sindicâncias na classe jurídico-legal. Os argumentos do Camarada Secretário-geral, Filipe Paunde, juridicamente são infundados, ao subscrever que só e só exclusivamente os três pré-candidatos são definitivos `a concorrência na Presidência da República. Tão-somente o Camarada Secretário-geral, está desesperadamente a procurar defender o Presidente Armando Guebuza/ grupo, e mais do que isto, manter o seu posto de Secretário-geral do Comité Central do glorioso Partido FRELIMO e as mordomias dai decorrentes. As infundadas disputas geracionais, tribais e de alas, no mínimo estão despidas de qualquer argumento jurídico, não passam de argumentos completamente descabidos. Pois, pergunta-se se a Antiga Primeira-ministra da República de Moçambique, actualmente Presidente do Conselho de Administração do Barclays Bank, Mestre Luísa Dias Diogo, que nasceu na província de Tete (centro da República de Moçambique) e que cujo pai e a mãe desta são da província Inhambane (sul da República de Moçambique), sendo competente não é elegível para ocupar qualquer cargo no Estado Moçambicano? Igualmente, que se responda se o Antigo Primeiro-ministro da República de Moçambique, actualmente Deputado do glorioso Partido FRELIMO na Assembleia da República, Licenciado Bonifácio Aires Aly, que nasceu na província do Niassa (Norte da República de Moçambique) e que cujo pai e a mãe deste são da província Inhambane (sul da República de Moçambique), sendo competente não é elegível para preencher qualquer cargo no Estado Moçambicano? Mais, se questiona, se os combatentes da libertação da pátria, Sérgio Viera, Jacinto Veloso/outros, que nasceram na República de Moçambique e que cujo os pais e mães nasceram na República Portuguesa, sendo competentes não são elegíveis para preencher qualquer cargo no Estado Moçambicano? Concluindo, com que base Sua Excelência Armando Guebuza, foi chancelado pelo maravilhoso povo Moçambicano para o cargo de Presidente da República, sendo Presidente Guebuza nacional Macua, que nasceu na província de Nampula (norte da República de Moçambique), e que cujo pai é nacional Ronga, que nasceu na província de Maputo (sul da República de Moçambique) e cuja mãe é nacional Changana, que nasceu na província de Gaza (sul da República de Moçambique)?
O alinhamento de ilustres com as propaladas disputas geracionais, tribais e de alas, é o vosso assumir de que o glorioso Partido FRELIMO desde a sua fundação em 1962, sempre foi dirigida e controlada por moçambicanos naturais ou com suas origens nas províncias de Gaza, Inhambane e Maputo (sul da República de Moçambique)? Por conseguinte, os ilustres anuem que as riquezas da República de Moçambique sempre beneficiaram os moçambicanos naturais ou com suas origens nas províncias de Gaza, Inhambane e Maputo (sul da República de Moçambique)? ILUSTRES PARTILHAM DA TESE QUE O PRÓXIMO PRESIDENTE DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE, DEVE SER IMPERATIVAMENTE MOÇAMBICANO NATURAL OU COM ORIGENS NO NORTE OU CENTRO DE MOÇAMBIQUE?
Ilustres assumem que, o Cinquentenário Partidão FRELIMO não deve ser governado pela geração 25 de Setembro? Mais, ilustres são inequívocos na menção de que saudoso Presidente do glorioso Partido FRELIMO, Doutor Eduardo Mondlane foi ala  “capitalista ocidental” (1962-1969)? Ilustres são lacónicos na referência que o saudoso Presidente do glorioso Partido FRELIMO e da REPÚBLICA, combetente Samora Machel foi ala ”marxista-lenista” (1970-1986)? Também anuem que o Presidente, o combatente Joaquim Chissano foi ala  “deixa-andar” (1986-2004)? E por fim mostra-se que são acérrimos defensores de que o actual Presidente, combatente Armando Guebuza é ala “auto estima” (2004-2014)?
Ilustres, a governação da República de Moçambique pelo glorioso Partido FRELIMO, desde os primórdios privilegia equilíbrio de gerações, tribos seja ela o que fôr e consenso sem alas quaisquer. Daí, que o vosso alinhamento com as propaladas disputas geracionais, tribais e de alas, não passam de uma falsa questão. Ilustres, o que os militantes conscientes do glorioso Partido Frelimo, apenas pretendem é repor a legalidade sobre os procedimentos da Comissão Política na escolha e decisão impositiva dos três pré-candidatos, e nada mais. A questão central não é per si, se os três pré-candidatos são da “geração 25 de Setembro”, “geração 8 de Março” ou “geração da viragem”. Igualmente, a questão central não é se os pré-candidatos são ou não do Sul, Centro ou Norte da República de Moçambique. Por fim, a questão central não é de os pré-candidatos serem de “alegada” “ala deixa andar” ou “ala auto estima”. Mas sim, a questão central é escolher LEGALMENTE por CONCENSO os pré-candidatos e do mesmo modo encontrar um candidato de consenso do glorioso partido FRELIMO que tenha chaces de vencer a Presidência da República de Moçambique.
Ilustres, se conseguirem reflectir sobre as nove (9) perguntas que se apresentam na introdução do presente, poderão ficar esclarecidos de uma vez por todas. Assim, Conforme rezam os Estatutos do Partidão:
1.   Entre 10º Congresso de Pemba 2012 e o próximo, o Comité Central é o órgão hierarquicamente superior a Comissão Política. Daí que, a Comissão Política em toda sua plenitude, e em todos seus actos subordina-se ao Comité Central, e juridicamente deve legalmente obediência ao Comité Central e ponto final. Até a véspera, há ilegalidade, insubordinação e usurpação de poderes e competências nos actos da Comissão Política. Por isso, os militantes conscientes do glorioso Partido FRELIMO, juridicamente reservam-se ao direito de impugnar tais actos e procedimentos ilegais a luz estatutário.
2.   O facto de ser o Comité Central com poder de decidir sobre os membros a tomarem parte da Comissão Política, per si já o corporiza como órgão colegial máximo do partido. Isto só para dar mais vigor a tese de que quem de facto toma decisão é o todo-poderoso Comité Central e não a Comissão Política.
3.   Antes de avançar com a decisão definitiva de indicar os três pré-candidatos, a Comissão Política, cabia conforme instruída, elaborar o perfil dos pré-candidatos do partido `a Presidente da República, e remete-los para apreciação e aprovação pelo Comité Central, antes de decidir publicamente os três pré-candidatos como sendo definitivos. Isto, traduz uma clara violação dos princípios morais, éticos e deontológicos do glorioso partido. Logo, per si constitui um acto jurídico nulo e sem o devido valor jurídico tanto formal como material, sendo-lhe imputável a devida impugnação.
4.   Decorrente da colocação antecedente, os actos e procedimentos da Comissão Política, no mínimo não são lícitos, idóneos e de reserva moral do glorioso partido FRELIMO, ao procurar deliberar por todo um glorioso partido FRELIMO, fora do circuito jurídico-legal. 
5.   Conforme consagra nº 3, j) do artigo 61 dos Estatutos do Partido é o Comité Central quem para além de apreciar, aprova a proposta dos pré-candidatos do partido `a Presidente da República. Assim, inequivocamente fica mais do claro que a decisão definitiva da aprovação de todos pré-candidatos tanto propostos pela Comissão Política e pelo próprio Comité Central, compete exclusivamente ao Comité Central.
6.   Conforme rezam os Estatutos do Partido, a Comissão Política antes de tornar pública a deliberação sobre os três pré-candidatos `a Presidente da República, devia ter anuência do Comité Central. Mais, do que nunca, a atitude da Comissão Política, revela tamanha falta de responsabilidade e cometimento com os supremos interesses do glorioso partido e da República de Moçambique.
7.   Conforme estatuídos nos Estatutos do Partido, não está/estão consagrado(s) que uma simples deliberação sobre os pré-candidatos do partido `a Presidente da República da Comissão Política constitui uma decisão a ser cumprida integralmente pelo Comité Central no espírito e letra. Pois, como no articulado supra, por força da posição hierárquica superior, somente as decisões do Comité Central são vinculativas `a Comissão Política. Daí, que estes actos e procedimentos da Comissão Política não têm quaisquer relevâncias de força jurídica. 
8.   Ilustre, temos que vós recordar que em 2002, o actual Presidente da República, Armando Guebuza, que nem sequer fazia parte da lista inicial dos pré-candidatos do Partido FRELIMO para concorrer `a Presidência propostos pela Comissão Política do Partido FRELIMO, mas por força do peso de poder de decisão, o Comité Central propôs o então Secretário-geral do partido como pré-candidato, facto que se traduziu na sua eleição como candidato do glorioso Partido FRELIMO e culminou com a sua eleição como Presidente da República em 2004. Deste modo, dá-se aso de que, de facto e de júri, a Comité Central na anterior, como na presente vigência, tem toda liberdade de acolher ou rejeitar os pré-candidatos propostos pela Comissão Política, e ademais tem liberdade de propor por si outro (s) pré-candidato (s), sem nenhum impedimento de ordem jurídico-estatutário.
9.   A luz dos Estatutos do Partido, e historicamente o Glorioso Partido Frelimo sempre teve poder único, Presidente do Partido e Presidente da República. Daí, a engenharia em moldes avançados para existência de um Presidente do Partido e outro Presidente da República, durante a vigência do Presidente Armando Guebuza, nos seio de TODOS, MAS TODOS MESMOS no glorioso Partido FRELIMO e FORA, É ENCARADA COMO FORMA DE PERPETUAÇÃO NO PODER E PROCTEÇÃO DE PATRIMÓNIO EMPRESARIAL E DE FURTUNA PESSOAL E FAMILIAR. 
ILUSTRES SAIBAM DE UMA VEZ POR TODAS: AS VOSSA VÃS DEFESAS SEM O DEVIDO MÉRITO, SOMENTE EM BUSCA DE PROMOÇÃO PARA ALTOS CARGOS NO ESTADO MOÇAMBICANO, NO MAIS RÁPIDO ESPAÇO DE TEMPO, CONFIGURA TAMANHA AMBIÇÃO PELO ASSALTO AO PODER DO ESTADO MOÇAMBICANO. MAS SAIBAM ILUSTRES QUE, DENTRO E FORA DO PARTIDO FRELIMO ESTÃO ATENTOS A VOSSA INGÉNUAS TENTATIVAS.
Unidos , a Victória é certa!

Os Militantes Conscientes do Glorioso Partido FRELIMO. 
2  Outros / Carta do leitor / Direitos Fundamentais, por Amade Camal em: Março 17, 2013, 11:37:21
Estimados Compatriotas,

 
Quando os governos limitam as liberdades fundamentais dos cidadaos, sao um sinal de descontrolo e desespero, como foi o regime colonial portugues, as ditaduras do Iraque, Tunisia, Egipto, Yemen, so para citar os ultimos de 2012.
Todos os regimes ditatoriais tiveram as segundas republicas ou segundas revolucoes desde a Europa, USA, America do sul, Euro-Asia, Africa, e Medio Oriente.
Em Portugal houve a segunda republica (estado novo) e a primeira revolucao (25 de Abril). Na maioria dos paises Africanos houveram as segundas revolucoes pos-independencia ( Argelia, tunisia, Sudao, Gana, Uganda, Quenia,  Nigeria, Senegal, Ex-Zaire, Costa-do Marfim, Mali, etc) .
Muitas destas mudancas radicais foram aproveitadas por ex-colonizadores ou nacoes dominantes para potenciar as suas influencias.
Contudo todas elas (segundas republicas ou  revolucoes) tiveram origens indogenas, baseadas em descontentamento causadas pelo abuso de poder de governos fragilizados, que necessitam de "forca" para intimidar ou se "comunicarem" com os cidadaos.
 
 
Aos Camaradas e dirigentes do Partido Frelimo,
 
O poder e uma percepcao que uns teem sobre alguem. Quando esses pensarem que aquele ja nao e poderoso, nao importa quanto armado e pesado for a sua forca repressiva, o poder esvazia-se.
O nosso Governo da FRELIMO ao limitar, perseguir, e punir cidadaos por requererem ou ate exigirem direitos fundamentais e uma antitese da revolucao que a Frelimo e Mondlane,Machel, Chissano, e Armando Guebuza protagonizaram.
A manipulacao dos orgaos do poder particularmente a justica, da liberdade de expressao, a proibicao de manifestacao com repressao e perseguicao, o abocanhamento do patrimonio do Estado, a utilizacao das forcas de defesa e seguranca para intimidar, reprimir e encarecerar cidadaos no lugar de os proteger, a utilizacao de "mafias" para destabilizar a paz social e economica, faz recordar regimes desaparecidos pela revolta popular.
Para aqueles que pensam que os que exigem sao "reacionarios" devo-lhes recordar que estes direitos fundamentais estao na Carta Universal dos Direitos Humanos, esta na Constituicao da Republica de Mocambique, e finalmente esta nos principios ideologicos e filosoficos da FRELIMO, bem como nos seus estatutos.
Se alguem esta errado nao somos nos. Este governo da FRELIMO que ajudei a eleger tornou-se canibal, comendo os seus proprios filhos. Mas esta educacao foi-nos dada pelos lideres da FRELIMO sera que estava errada ?
Onde estao os nossos libertadores ? Os nossos independentistas ? Os revolucionarios ?  Sera que foi um sonho ?
Todas a vitimas da "mafia", da (in) justica, da maquina repressiva, da limitacao dos direitos fundamentais, da falta de etica e pudor no trato da coisa publica, do empobrecimento, etc etc, comecam a ser demasiadas para ignorarmos. Nos Mocambicanos temos que dizer basta !
O barulho do silencio e audivel.
 
a luta continua,
Amade Camal
3  Outros / Carta do leitor / Aconteceu o que já se previa caros colegas em: Março 14, 2013, 09:51:41

A quando da tomada de posse de Jorge Alexandre Arroz, ficou clarividente que teríamos uma Associação Médica de Moçambique diferente da que estávamos habituados.
 
O tempo foi passando e algumas mudanças começaram a surgir, até a altura em que chegou o dia `D`.

Lembrar que para muitos o dia “D” foi um dia como qualquer outro , simplesmente aguardavam o desenrolar da situação. Se desse certo tudo bem, e se não desse também tanto faz...

Colegas, Aquele dia “D” foi um dia muito difícil para Arroz e para aqueles que estavam a acompanhar de perto os passos que antecediam as 10 horas do dia D (hora de conferência de imprensa). Houve muitas chamadas, muitas ameaças, muitas promessas, muita coisa em tão pouco tempo (das 18 horas as 23 horas), mas Arroz foi firme.
Arroz punha em causa a sua cabeça, a sua vida , o seu emprego. ...Prevíamos tudo .

Bom, depois do memorandum achávamos nós que estávamos enganados nas previsões. Infelizmente, não estávamos enganados, o previsto aconteceu: No dia 18 de Fevereiro de 2013, por coincidência e que muitos me desmintam, Jorge Arroz recebeu da instituição onde trabalha uma carta intitulada: “ Comunicação de caducidade de contrato de trabalho”.

Como sei que muitos nunca receberam esse tipo de cartas , apresento-vos alguns trechos: ` Nos termos do nº 1 , da clausula 3ª do seu contrato de trabalho e ao abrigo da alinea a), do nº 1 do artigo 124 , conjugado com o nº 1 do artigo 125 ambos da lei do trabalho, o seu contrato de trabalho cessa no próximo dia 30 de Março de 2013. Aproveitamos ainda informar que o mesmo não será renovado`.... `Gostaríamos de o recordar que por força da caducidade do contrato o seguro de saúde e de vida foram cancelados`...

Colegas para quem nunca recebeu este tipo de cartas, acreditem que não é boa coisa. Quero que fique bem claro que não há nenhuma relação entre esta carta e o facto de Arroz ser presidente da AMM e ter estado presente no dia `D`.

O que venho apresentar aqui é o facto de termos um colega que a 30 de Março de 2013 não terá emprego , este colega não tem economia guardada, não tem familiares de posse, não tem muitos amigos de posse.. , Mas então o que ele confiava Hein Confiava nos colegas Médicos pelos quais ele entregava a cabeça.

Neste momento caros colegas, temos um dirigente que não sabe como vai pagar a renda de casa em Abril, Maio, Junho, Julho... Se guardou alguma moeda provavelmente vai dar para alimentar sua família até 30 de Abril.

Venho colocar para reflexão, adiantando que em reconhecimento aos últimos feitos dele, se a Associação assim o achar e em assembleia própria decidir ,propor que pelo menos com os fundos disponíveis paguemos algumas despesas de sobrevivência (Renda de casa, água, luz e telefone), para que ele encontre forças para continuar a tarefa que lhe incumbimos. Até se restabelecer do choque, e encontrar meios próprios, sei que ele vai em pouco tempo. Colegas , saco vazio não fica em pé.

Esta é minha proposta inicial, acredito que teremos várias discussões em torno do assunto, mas alguém devia começar... Comecei
Boa discussão.
4  Outros / Carta do leitor / Me Parece haver conivência nos Sequestros, por Abdoremane em: Fevereiro 28, 2013, 08:32:51
A Pic Procura Novamente Mohamed Bakhir AYob

Bom dia. Quero agradecer num primeiro momento aos promotores da justiça moçambicana pelo árduo trabalho que tem vindo a desenvolver embora com dificuldades sobre tudo quando se trata de meios materiais e financeiros.

Num segundo momento quero abrir um parêntese para a reflexão dos moçambicanos. Mohamed Bakhir Ayoob foi detido e solto por insuficiência de provas, e essa conclusão chegou-se num processo tão rápido que se a memoria não me trai nem se quer levou 3 semanas, enquanto por outro lado temos nossos compatriotas que estão nas cadeias e celas mais de 2 a 3 anos e nunca se quer foram ouvidos pelo tribunal, mas o caso do Mohamed foi tão célere que ate da para desconfiar.

A quando da soltura do Mohamed pela juíza de instrução criminal da província de Maputo, o acusado foi informado que não podia viajar para fora do país enquanto decorriam as investigações sobre este processo.

Algo bastante curioso Mohamedinho se assim for anda a monte e o agravante fora do país, desculpem-me pela ignorância mas afinal de contas quando situações similares acontecem o tribunal não fica na posse da documentação do individuo principalmente o passaporte e as autoridades da migração e os aeroportos do país em alerta principalmente quando se trata de indivíduos perigosos como Mohamedinho, que nem se quer poupa os seus irmãos Mahomentanos.

Algo bastante preocupante me chama atenção.
A polícia já tinha informação de que Mohamedinho está fora do país e aparece a emitir mandados de busca e captura porque sabem que ele já está na terra dos seus progenitores (Asia).

Portanto, porque é que tratando-se de um perigoso que não tranquiliza os moçambicanos porque até virou moda. Nos telejornais e capas de jornais todos os dias " Mais um cidadão de origem asiática foi sequestrado". Porque é que a polícia sobre tudo a criminal não andou aos passos deste porque já tinham informação de que ele era o mandante dos sequestros embora a juíza tivesse achado que não era suficiente.

Quem esta por detrás disso. Questão para debate e reflexão

Abdoremane Chamussidine Cassamo
5  Outros / Carta do leitor / Carta ao Exmo Ministro da Saúde Dr. Alexandre Manguele em: Dezembro 27, 2012, 03:14:38
Exmo, vim por meio desta apresentar o meu profundo descontentamento por causa das situações desumanas que se vivem no sector que V. Excia dirige.

Na noite de ontem, dia 26 de Dezembro de 2012, por volta das 22horas dirige-me ao Hospital Central de Maputo com a minha esposa gravida de 5 meses e com fortes cólicas abdominais.
Ao chegar ao HCM fomos atendidos com alguma prontidão por parte da equipe médica que estava la presente, entretanto, 10 minutos depois a minha esposa ée dada alta para se retirar ainda com fortes cólicas. Portanto, saiu como entrou. Não sei o porque foi dada alta no estado em que se encontrava sentido dores fortíssimas. Fui lhe deixar em casa dos seus familiares para que melhor tomassem conta dela, visto que seria Pai de Primeira viagem e ainda estava a aprender a Ser.

Na madrugada de Hoje, 27 de Dezembro, ela foi transportada de emergência ao Hospital Geral de Mavalane onde, segundo ela, viu atitudes dos seus profissionais que jamais imaginaria: As Enfermeiras ao invês de atenderem as Pacientes estavam de conversa fiada e algumas estavam deitadas nas Macas que deveriam ser reservadas as Pacientes. Ela foi encostada com fortes dores naquelas cadeiras desconfortáveis para uma mulher grávida, pois, as macas que poderiam ser úteis estavam a ser usadas pelas enfermeiras.

Se não fosse a pronta e rápida intervenção de uma mulher grávida e experiente na área, ela nem estaria aqui hoje para me revelar esses factos que agora escrevo para a V. Excia tomar consciência e agir em volta do descaso que milhares de cidadãos passam quando se dirigem a alguns Centros de Saude/Hospitais. Em nenhum momento ela foi atendida pelas enfermeiras, pelo que, todo o socorro foi prestado por essa senhora amável que por sorte dela la se encontrava.

Por fim, a minha Filha não sobreviveu ao momento e mesmo nessa altura não foi atendida pelas enfermeiras, pois, pelo hábito, julgam situações dessas normais e que sozinhas elas conseguem se arranjar. Hoje, ja não vou mais poder pensar nas roupinhas e berço que planejamos comprar, pois, ela já se foi e não veremos mais a nossa menina. Ela Morreu. Ainda sinto a dor bem la no fundo do coração e vou me aguentando porque a minha esposa vai precisar do seu marido forte para lhe amparar nesse momento de dor, luto e tristeza.

Sei que esse é somente mais um grito de mais um cidadão insignificante, mas, nem por isso vou deixar de partilhar essa dor que sei que muitos cidadãos tambéem passam por ela.

Excia, ja ouvi de muitas pessoas influentes que V. Excia é um profissional serio e extremamente cometido com as causas que se propõe a resolver. Por isso, peço que ponha ordem no seu sector visto que alguns e muitos dos seus subordinados fazem o seu trabalho somente pelo Pão que ganham mensalmente e há muito deixaram la fora dos Centros de Saude/Hospitais o Lado Humano do Sector.

Maputo, aos 27 de Dezembro de 2012.

Hussein Rupava.
6  Outros / Carta do leitor / Corrupção continua no HCM em: Dezembro 17, 2012, 04:18:11
Outro dia vi o ministro da saude a AFIRMAR k ñ havia corrupçao no hospital central tsk hj desloquei me pro hospital central pra fazer exame de radiologic pra efeitos de vistos..

já que ñ tinha requesição tive k pagar uma "taxa" e vi varios doentes em situaxao grave sendo deixados nas macas pelos serventes e enfermeiros pra atender os k pagavam aos mesms pra ter facilidades de atendimento (como eu o fiz) neste momento sinto me mal,pelo que vi....é Triste,onde vamos parar cm isso,cadê a ética???

E o juramento k os médicos fazem num significa nada?? O dinheiro deve passar por cima da ética e da moral???

Poxaaa Triste e agra msm passou um médico k chamou me e disse: linda ja foste atendida? Eu: siim ele: o kek vens tratar?? Eu: ja fui atendida ele: olha da me o teu nr,e fica cm o meu kualker coisa liga k eu resolvo e kem sabe levo t pra sair sabado...e um doente na maca chamou lhe,ele limitou se a olhar,voltou a insistir no nr,dei lhe as costas e ele fez o msm ao doente...

TOU MUITO SENTIDA,TRISTE POXA ESSE É O PAIS DO PANDZA. Palavras da minha irma, me tocaram muito.

Xavier Antonio Zunguze
7  Outros / Carta do leitor / Discriminação no 1908 Bar Lounge Restaurante em: Dezembro 17, 2012, 04:16:30
JA BASTA!!
Depois da polemica que deu a abertura do 1908 - Bar Lounge Restaurante , em pleno HOSPITAL CENTRAL DE MAPUTO, junto a ortopedia , local onde estao alojadas pessoas que recuperam de fracturas , eis que agora comecam os problemas de discriminacao arbitraria de todos os tipos!

Ja tinha ouvido muitos zumzuns de discriminacao racial, do tipo, regras da casa que se aplicam so a negra(o)s ou so a branca(o)s... mas sexta feira, apos o desfile do MFW, desloco-me ao local e comprovo que as tais regras realmente existem... minha namorada , que e NEGRA, ia de sandalias, e foi barrada a entrada, mesmo usando um cracha e T- shirt, que comprovava que estava "apta" a estar no MFW... mesmo em frente a nos, estavam algumas mocas BRANCAS, com o mesmo tipo de sandalias, a quem tinha sido permitida a entrada...

No dia seguinte, ontem, sabado, deslocamo-nos de novo ao 1908, apos o desfile do MFW... desta ves a implicacao, vem da parte da gerencia... estando eu a fotografar alguns amigos, com quem estava, e visto nao haver nenhum sinal de que nao era permitido fotografar , uma vez ate, que ja nao era a primeira , nem segunda vez que o fazia naquele estabelecimento, eis que um dos gerentes do estabelecimento, me aborda e questiona sobre as fotos... respondi-lhe que o RP me tinha perguntado se ia fotografar e que eu respondo que sim, e o mesmo nao me disse que nao o podia fazer... disse-me para o acompanhar a entrada e questionou me em frente ao RP sobre as fotos, e eu voltei a responder o mesmo... ai disse-me que EU, nao podia tirar fotos ali, embora mesmo ao nosso lado houvessem clientes com maquinas fotograficas e celulares a fazerem o mesmo... eu disse que nao havia problema, mas disse-lhe que deviam por um aviso a dizer que era proibido fotografar ali dentro.

Nesse momento o tal gerente, pega-me no braco e ordena que me retire do local com uma arrogancia normal de quem nao esta habituado a cumprir regras. Fui buscar a minha namorada que estava junto com amigos nossos, acompanhado por dois segurancas e um outro gerente e abandonei o local.

Depois disto, vou dar o seguimento que deve ser dado nestes casos !

Chega destes abusos de quem vem para Mocambique a pensar que aqui somos todos uns desgracados e burros, e que por trazerem alguns Euros nos bolsos, provavelmente de burlas que fizeram nos seus paises de origem, podem aqui chegar e CAGAR em cima de nos e das nossas leis.

N.B. - Sera que na terra deles faziam um BAR dentro das instalacoes do MAIOR HOSPITAL DO PAIS e junto a uma ORTOPEDIA que trata POS-OPERADOS ? Sera que em algum pais seja que estabelecimento la estiver a funcionar pode vender ALCOOL Hein CHEGA DESTES ABUSOS ! Aqui ou cumprem as nossas regras...ou nao sao benvindos!

Guleras Gouveia
8  Outros / Carta do leitor / Os contornos dos exames extraordinários em: Dezembro 12, 2012, 02:14:24
Se o objectivo dos exames extraordinários é permitir que o cidadão que não tenha concluído um certo nível o faça, estamos de acordo. Bem como dar espaço àquele que, por razões profissionais, não possa estar nos bancos da escola, mas sim, poder ser examinado.
Mas há que reconhecer que estes exames só vieram manchar o processo educativo no nosso país. Senão vejamos:
Hoje, quando se fala de ensino o tema Fraude constitui a nota dominante na praça pública, onde é apontado com maior saliência o coitado do professor. Este vira o mau da fita, quando se trata do fim do ano, pois nem os directores, muito menos os inspectores que pululam nas escolas quando o processo começa confiam no docente, o que de facto é lamentável.
Os números de casos fraudulentos ganharam proporções alarmantes desde que se introduziu os exames extraordinários, na medida que, são envolvidos neste processo candidatos que não se preparam e que a todo o custo procuram o certificado para apresentar no serviço e subir de categoria. Daí que, são candidatos que fazem de tudo para criar situações de fraude, com vista a lograrem os seus intentos. São tidos como perigosos, pois vão as escolas munidos de valores monetários que atentam o professor que mal recebe o seu salário, como é do domínio de todos.
Por mim, há que abolir estes exames, porque em termos de resultados não satisfazem o objectivo pré – concebido. Cada vez que se realizam surgem muitos problemas e muitas reprovações. São professores que se envolvem em problemas e os próprios alunos. Os resultados são sempre desastrosos em todo o país, porque ninguém se prepara para realizar estas provas. A única coisa que o aluno faz é preparar esquemas de fraude para poder passar, arranjando formas para poder receber respostas que, quanto a mim provêem duma fonte superior.
Como é que por vezes, circulam respostas ou exames antes da sua realização, pois os mesmos não são guardados nas escolas? São situações estranhas que vêem a tona, pois já há um certo desgaste por parte dos intervenientes neste processo educativo, principalmente, o professor que é sempre acusado de estar envolvido em esquemas, esquecendo-se que para além deste, há pessoas que guarnecem os exames nos armazéns. Há motoristas que transportam os mesmos da África do Sul, onde são impressos, para Moçambique. Simplesmente, falando…quem controla na elaboração dos guiões de correcção e dos próprios exames? Pelo que sei, o coitado do professor está longe disto, o estatuto que este tem quando chega a época de exames é o de vigiar (ser guarda), actividade que o faz sob forte dispositivo de segurança, pois não é confiado! Entramos logo, no jogo de quem controla o controlador…?
Entretanto, dentro de dias as escolas vão divulgar os resultados dos exames da segunda época que incluem os candidatos externos. Confesso-vos desde já que os resultados estarão a quem das expectativas, principalmente para o segundo grupo.
Claro está, o Estado está a ganhar com isso, amealhando valores das inscrições de quase mesmo número de candidatos que não conseguem transitar. Vou apresentar aqui alguns dados dos últimos exames extraordinários realizados, em Julho:
A maior parte dos alunos da 10ª e 11ª classes e do ensino técnico profissional submetidos aos exames extraordinários realizados em Junho último, reprovou.
Só na 10ª classe, o nível de aproveitamento não superou os 20 por cento, enquanto que na 12ª classe, embora sem terem sido revelados os números, foram desastrosos.
 
Por exemplo das 1.398 pessoas submetidas ao exame na disciplina de Matemática, da 10ª classe, na capital moçambicana, apenas 99 alunos, o correspondente a 7 por cento, conseguiram ter nota positiva. Na prova de Física, dos 1.292 examinados, somente 71, o equivalente a 5 por cento, passaram.
 
O caso mais gritante foi na prova de Química, na mesma classe, onde dos 1.417 candidatos, apenas 29, cerca de 2 por cento, saíram-se bem.
 
O melhor aproveitamento na 10ª classe verificou-se na Geografia, em que dos 668 inscritos, conseguiram nota positiva 144, o equivalente a 21,5 por cento, seguido da língua inglesa com um aproveitamento fixado em 19,5 por cento.
 
No ensino técnico-profissional, onde foram realizados as provas de Matemática e Português, o aproveitamento situou-se, em média, nos 50 por cento.
 
Só para ver, isto é uma vergonha nacional, pois é um facto que se notabiliza frequentemente. Então, para quê continuarmos com este processo que só desgasta o professor? Estes candidatos que arranjem formas de regressarem ao banco da escola e frequentar a classe que pretendem concluir, porque só assim irão minimizar a exigência no exame, ao levarem a nota de frequência que tem direito o aluno interno, porque ir ao exame com nota zero e sem nenhuma preparação é o mesmo que escrever em cima da água.

Alcides Bazima
 
9  Outros / Carta do leitor / Imundície volta a tomar conta do Kape – Kape em: Dezembro 11, 2012, 08:22:07
Sr Director!
Volto à ribalta em relação ao estado lastimável a que abraços o campo que viu a Lurdes Mutola nascer e crescer para as grandes lides do atletismo moçambicano!
O campo de futebol do Kape – Kape, localizado no bairro do Chamanculo, virou um verdadeiro pântano, conforme referi na última missiva publicada neste mesmo espaço, sob o olhar impávido e sereno de todos.
Há dias recentes, os homens do Conselho Municipal fizeram-se ao local para retirar o lixo estagnado no local, mas a situação continua, pois a mesma actividade não é feita constantemente e os populares não param de depositá-lo.
A retirada destes resíduos deve ser permanente e, para além disso, aquele lugar imundo da parte sul do campo necessita de um tratamento sério, tendo em conta que, os utentes não conseguem chegar ao contentor de lixo ali existente devido à lama que se instalou. Aquilo é um atentado à saúde das crianças que brincam naquele lugar, para não me referir aos próprios adultos que ali aproximam para assistir partidas de futebol.
Outro senão tem a ver com a rede de vedação que praticamente já não existe. Achamos nós que tem que haver reposição por quem de direito ou alguém ajude na recolocação da mesma, bem como dos chapas que cobriam a tribuna de honra que a olhos vistos, parecem que sumiram.
O Kape Kape não merece esta barbaridade, pois é um campo histórico e simbólico. Já trouxe várias alegrias ao desporto moçambicano e é um dos poucos campos do bairro existente, após o desaparecimento do campo do Xipamanine que virou “dumba – nengue”. Dalí surgiram várias estrelas, principalmente, de futebol, para não falar da oitocentista Maria de Lurdes Mutola que ganhou várias medalhas para o país, após ter começado a praticar desporto neste recinto.
Este lugar, para além de acolher um competitivo torneio de futebol que arrasta multidões diariamente, exceptos sábados e domingos, acomoda a equipa de futebol Kape – Kape FC que participa na segunda liga e por via desta, para época o recém despromovido do moçambola, o Desportivo de Maputo vai escalar este lugar.
Há que salvar aquele lugar que parece não ter um controlador e se existe, esse também precisa de ajuda para fazer face às péssimas condições que o recito apresenta. Kape – Kape foi reinaugurado após a reabilitação em 2002…passam dez anos, por isso clama por um retoque!
Tenho dito e muito obrigado.   

Alcides Bazima
10  Outros / Carta do leitor / "JOVENS" yes We Can Change..! em: Dezembro 04, 2012, 08:45:02
Caros leitores
No bairro 25 de junho Rua 7, existe uma vala que drena as àguas, urina e fezes. Essa vala está em tão precárias condições que quando chove um bocado toda lixeira da mesma transborda para a rua e consequentemente para as residências que, gradualmente vão se danificando. Cólera e malária são o cotidiano que se vive naquela zona!
As crianças daquela zona assim como de outros bairros, frequentam aquela vala pescando peixinhos, expondo-se desta maneira ao perigo eminente da malária e cólera. O sr.Presidente Guebuza e o seu edil do Concelho municipal de Maputo têm conhecimento sobre o perigo que atravessam os residentes da rua 7 e arredores no Kamubukwana mas que, nada fazem para reverterem aquela situação desastrosa.
O governo de Guebuza só canta : "VAMOS COMBATER A CÓLERA...A MALÁRIA" só para enganar o povo Moçambicano "passivo,"assim como para enganar a comunidade internacional quando nada fazem de concreto.
Se naquela parcela vivesse um familiar do Guebuza ou um ministro da Frelimo sem dúvidas aquela vala na rua 7 Kamubukwana já teria sido reparada!
Só para recordar que,no tempo do "grande ladrão" deixa andar, a rua principal do bairro 25 junho, foi asfaltada porque lá mais abaixo vivia um familiar seu que ele periodicamente o visitava. Fundos para a construçao daquela vala existiram no tempo do Chissano "deixa andar" mas foram desaguar nas contas pessoais bancárias dos governantes deste país estando a acontecer o mesmo com o governo do Guebas..!
O bairro 25 de junho será recordado pelo Guebuza só e só, para pedir o voto para continuar a roubar, sugar a riqueza do povo Moçambicano e,depois despreza-lo. Mas a verdade é que DEUS é pai e entende melhor o choro dos seus filhos e ele responderá da melhor maneira há estes choros.
Depois do desaparecimento físico do carismático Samora M.Machel os Moçambicanos têm o grande azar do mundo de serem governado por presidentes mais corruptos do mundo.
Mas será isto cegueira mental??? Quando um povo não se apercebe que está sendo enganado pelo próprio governo que este povo votou?? Lamentável que estes 2 governantes corruptos terão feito sofrer muitas gerações mas que as marcas e o destino que levam são iguais as do Mobuto Sesse Seko e Hitler!
Só com a MUDANÇA é que os assuntos dos Moçambicanos poderão ser resolvidos.
"JOVENS" yes We Can Change..!
11  Outros / Carta do leitor / OPORTUNISTAS DE MEIA-TIGELA NESTE PAÍS DO PANDZA em: Novembro 14, 2012, 08:14:56
Esses Polícias de Transito que nos param na estrada, alegando uma infracção de transito, somente para nos pedir dinheiro de Refresco. Agora farei como Salomão Moiana, andarei com caixa de refresco no carro. Ao invés de controlarem o encurtamento de Rota dos seus Filhos (Chapeiros) andam a pulular de zona em zona para pedir refresco.

Esses Deputadozitos (Ass. Republica e Ass. Municipal) que não servem para nada senão dormirem nas sessões e aprovarem projectos que terão um impacto negativo aumentando, assim, o CUSTO DE VIDA do povo que dizem representar. Quando é para aumentar o salário mísero desse povo desgraçado debatem meses e meses, entretanto, os seus gordos salarios levam segundos para aprovação UNÂNIME. Seu PORRAS, tenho vergonha de ser Moçambicano por vossa Causa.
A partir desta Quinta-Feira, o Preço dos Chapas e Carrinhas para Transportar o vosso Povo Maravilhoso, como PORCO VACAS E GALINHAS, vai aumentar e do vosso lado nem um Sinal de SOLIDARIEDADE para com a suas POBRESAS (que não são poucas, só não vou mencionar agora).

Do Boss, o Nosso Estimado e Grande Líder, nem quero falar. Até para um CONTENTOR DE FARDO (ROUPA USADA) entrar no País quer ser Accionista. Já não chega as altas PERCENTAGENS que tens em todas as Empresas e Empresinhas, Shoppings e Mercadinhos do País? Por Favor, NÃO ME LIXES, GULOSO DO RAIO.

Vão se Lixar Seus Governantes de M...
12  Outros / Carta do leitor / Carta ao Primeiro Ministro Aires Aly: Construção da Circular na Marginal-Maputo em: Outubro 02, 2012, 02:55:55
Sua Excelência Aires Aly,
Primeiro Ministro do Governo da Republica de Moçambique

1.   Na sequência do encontro que tivemos com Vossa Excelência no dia 6 de Julho último, fomos recebidos no dia 21 de Agosto  pelo Vice-Ministro das Obras Públicas, Francisco Pereira e pelo Presidente do Conselho Municipal de Maputo, David Simango, assessorados por um grupo de vereadores e directores do Conselho Municipal de Maputo e da ANE.
O assunto da reunião era encontrar solução para as preocupações que, em nome próprio e em nome de algumas instituições da sociedade civil fomos levar a Vossa Excelência, no que respeita à integração da Avenida Marginal no projecto da Circular de Maputo, ora em execução.

2.   Recordamos que na carta que dirigimos a Vossa Excelência e na audiência que subsequentemente nos concedeu, exprimimos  a nossa convicção de a utilização da marginal não ser a melhor solução - e muito menos a única- para a solução dos problemas viários que se pretendem resolver com o projecto da Circular de Maputo.  E que, antes pelo contrário, tal utilização resultaria num empobrecimento do nosso património urbanístico,  na  eliminação da praia da Polana como principal lugar de lazer e recreio para a maior parte da população de Maputo e ainda na agudização dos problemas de circulação que já experimentam, no quotidiano, os utentes da Marginal, quer para acesso à praia, quer para acesso às zonas residenciais, centros comerciais, centros de conferências e estabelecimentos turísticos implantados ao longo da nossa linha de costa.
Tivemos ocasião de observar que estes inconvenientes, que o simples bom senso permite antever, não estão a ser tidos em linha de conta no projecto, porque os estudos de impacto ambiental que permitiriam avaliar a sua real dimensão não tinham sido realizados, embora essa seja uma exigência legal absolutamente inultrapassável, em obras desta dimensão.

3.   No início da reunião do dia 21 de Agosto fizemos questão de reafirmar aos nossos interlocutores, tal como o tínhamos feito perante Vossa Excelência, que como munícipes responsáveis saudamos e aplaudimos todas as iniciativas que significam progresso e desenvolvimento para a nossa cidade. Orgulhamo-nos de ter sempre prestando a melhor colaboração às autoridades municipais.

4.   Foi-nos dada ampla explicação sobre as obras projectadas para a Baixa da Cidade de Maputo, sobre a Circular de Maputo e sobre a ligação com a Catembe através da ponte sobre a Baía. Em relação à zona da praia foi-nos indicado que o projecto de protecção costeira, que deveria ter antecedido qualquer intervenção na Marginal, apenas sofrera um atraso por problemas surgidos com os financiadores mas que arrancaria dentro em breve; sobre a natureza das obras a realizar na Marginal tivemos a informação de que não se iria fazer nenhuma auto-estrada, mas tão somente melhorar o traçado, alargar a avenida, dotá-la de separador central e rotundas nos cruzamentos, de modo a facilitar o rápido escoamento de tráfego.
   De passagem recebemos a informação de que, só em hotéis, havia mais de dez pedidos de construção de prédios acima de 10 andares, ao longo da marginal.
Confirmava-se entretanto - e é esta a questão de fundo - a ideia de a Marginal ser prolongada de forma a ir entroncar na N1, passando assim a constituir a 2ª via de saída da cidade.

5.   Perante as dúvidas que apresentámos foi-nos peremptoriamente afirmado que tinham sido realizados os estudos de impacto ambiental que permitem avançar com segurança no projecto.
Representantes que somos de associações domiciliadas ou operando na linha de costa da cidade e instituições ligadas a questões de engenharia, meio ambiente e urbanização, achámos intrigante que nenhum de nós tivesse sido envolvido no processo desses estudos de impacto ambiental nem deles tivéssemos tido conhecimento (dada a obrigatoriedade legal da realização de consultas públicas e publicitação das respectivas conclusões).
Mas, no essencial, a nossa insistência era na necessidade de se explorarem os vários outros traçados possíveis para a construção de um acesso à cidade que completasse pelo lado do mar o projecto da Circular.
Alguns desses traçados foram contemplados no Plano de Estrutura de Maputo - em cuja elaboração alguns de nós contribuímos.
Em resposta ouvimos, com espanto, que os traçados alternativos a que nos referíamos não podiam ser considerados neste momento porque a realocação de populações se mostrava demasiadamente onerosa!
Não nos foram referidos quaisquer estudos que indiquem os números envolvidos na realocação de populações e interesses económicos e o respectivo custo.
Acabámos por nos separar com a sensação de que já estava tudo decidido e que os nossos interlocutores não estariam disponíveis para contemplar qualquer modificação ao programa traçado.

Excelência,

6.    Não nos podemos conformar com a ideia de que uma oportunidade de financiamento - razão apontada para a forma expeditiva como todo este processo tem sido tratado - desaconselhe a ponderação de eventuais consequências negativas que podem  advir da implementação do projecto nos seus termos actuais. E também não nos parece razoável que na economia do projecto da Circular de Maputo, que envolve mais de 70 quilómetros de via e um volume de financiamento da ordem dos 300 milhões de dólares, não haja cabimento  para redesenhar um troço de não mais de 7 quilómetros - mesmo em vista dos enormes custos ambientais, urbanísticos, sociais e até financeiros que nos vão custar, num futuro bem próximo a decisões menos correctas que agora se adoptem.

7. Durante a reunião e em resposta à observação que fizemos sobre os inconvenientes internacionalmente reconhecidos do uso de gabiões como método de contenção de terras nas obras de protecção costeira, foi-nos dito com firmeza que isso nunca  iria acontecer. Ora temos em nossa posse o projecto em que sem ambiguidades, se especifica o uso de gabiões na obra em causa.
Temos também  sérias dúvidas quanto à afirmação de ter sido realizado um estudo de impacto ambiental (EIA) em relação à marginal. A empresa citada como tendo estado envolvida na realização de tal estudo indica que nunca lhe foi encomendado tal incumbência. Na verdade um outro estudo (que não era um EIA mas apenas um levantamento ambiental sumário) foi realizado em 2006 mas apenas referente às obras de engenharia para contenção da erosão.
Ora não é aceitável, em nossa opinião, que investimentos tão importantes na criação e melhoramento de infraestruturas da capital possam, desnecessariamente, ser manchados pela não observância de exigências elementares da nossa própria legislação.
Acresce a isso que vimos na imprensa, já depois de anunciado o início das obras, a abertura de concursos para a realização do Plano de Urbanização da Marginal. Obviamente o Plano de Urbanização deveria ter sido realizado antes da tomada de decisão sobre a opção actual para a Marginal.

8.   No nosso encontro de 21 de Agosto até foi invocado o projecto colonial, de uma estrada de ligação a Marracuene a partir da Costa do Sol, para mostrar que a ideia efectivamente não é nova.
Não é nova mas não é boa. E se alguma vez ela foi defensável, nas condições actuais, em que o volume de tráfego a esgotar é gigantesco já não o é.
Também não é boa ideia a construção dos prédios altos que se projectam, assim como não foi boa ideia a construção de pistas de automobilismo, supermercados e zonas residenciais como o Bairro Triunfo.
A realidade é que a nossa praia - uma estreitíssima nesga de terra separada do continente por uma zona de mangal não tem condições para emular Copacabana ou Durban - exemplos tantas vezes citados.
O que nos devia preocupar é a preservação daquilo que ainda é possível salvar para manter as características ecológicas e paisagísticas desta zona particular da nossa linha de costa que é de grande fragilidade mas também de valor excepcional, como património natural.
Devemos sem dúvida fazer as intervenções necessárias para melhorar as condições de acesso à nossa praia assim como devemos fazer a protecção costeira.
A praia é um destino e não zona de passagem.
Devemos melhorar as condições de circulação da marginal, que é essencialmente parte da praia, com logradouros, zonas de jogos, sanitários e áreas para piqueniques. Mas a circulação deve ser feita preferentemente por estrada interior à qual irão dar as estradas de acesso  à cidade, sendo as ligações à Marginal feitas preferencialmente num sentido perpendicular à linha de costa, o que vai garantir que a Marginal não sirva nunca como uma via de atravessamento urbano.
Só assim estaríamos a ler correctamente e a valorizar da melhor forma as excelentes condições ecológicas que temos.
De A miragem de Durban seria a repetição pobre daquilo que mesmo em Durban já se condena.

9.   O lançamento da primeira pedra deste conjunto de projectos feito por Sua Excelência o Presidente da República poderia tornar melindrosa esta nossa posição de contestação a uma parte do traçado da Circular. Mas nós temos a certeza de que o Presidente da República age na confiança de que o tratamento de questões técnicas e das exigências legais foi correctamente conduzido e concluído pelas estruturas que disso se devem ocupar.
É natural que um projectista estrangeiro não seja sensível às questões que levantamos. Compete à contraparte moçambicana acautelar esses aspectos.
   Aqui o melindre é vermos o Chefe de Estado a sancionar, inadvertidamente, uma situação que pode envolver ilegalidades e que, como defendemos, não foi conduzida correctamente.

10.    Temos a esperança de que sem prejuízo do lançamento formal da obra, Vossa Excelência concordará com a necessidade de introduzir acções correctivas na concepção e execução do projecto.
   A realização do Plano de Urbanização da Marginal, recentemente anunciada na nosso Imprensa, como acima referimos, pode oferecer oportunidade para se estudarem com o necessário rigor as soluções alternativas ao traçado do troço da Circular que actualmente coincide com a Marginal.
   Temos a certeza de que Vossa Excelência saberá fazer compreender tal necessidade aos financiadores - que certamente também desejam o melhor para esta cidade e para este país.

Excelência,

Vamos, Sua Excelência Primeiro-ministro do Governo da Republica de Moçambique, muito a tempo de fazer o que se propõe.
E o que se propõe não colide com o plano que o governo está a levar a cabo. Pelo contrário: pretende valorizá-lo e enriquecê-lo.


Certos de que este assunto continuará a merecer de Vossa Excelência a melhor atenção,

subscrevemo-nos,


Associação dos Amigos da Praia de Maputo (PRAIAMAP)
Associação de Hotéis do Sul de Moçambique
Associação Moçambicana de Consultores (AEMC)
Associação Moçambicana do Coração
Associação Moçambicana de  Avaliacao de Impacto Ambiental (AMAIA)
Associação dos Transportadores Rodoviários de Maputo
Centro Terra Viva
Clube Marítimo de Desportos
Clube Naval de Maputo
Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA)
Federação Moçambicana de Turismo e Hotelaria
Fórum Mulher
MULEIDE
Physical
Álvaro Carmo Vaz
José Forjaz
Luís Bernardo Honwana
Magid Osman
Mia Couto
Naguib
13  Outros / Carta do leitor / Carta ao Governo moçambicano em: Agosto 14, 2012, 02:33:29
Caros Senhores Dirigentes do Estado

Nós, polícias, e o povo moçambicano queremos saber o porquê de estarem a enganar, mentir à sociedade e aos doadores do Orçamento do Estado ao dizerem que o polícia e o militar têm o seu salário reajustado com base no novo Salário Mínimo aprovado pelo Governo.

Já estamos inconformados com este Governo de mentirosos. Isso porque numa sessão do Conselho de Ministros divulgou-se um despacho segundo o qual já tinham sido reajustados os salários dos polícias e militares, sem contar com os 6% do aumento deste ano. Mentiram à sociedade e sem vergonha falaram isso à Imprensa. Resultado: toda a gente ficou a saber que o polícia e o militar já tinham o seu salário reajustado!

Onde está esse salário??? Ou seja, o Conselho de Ministros mente ao próprio Comandante das Forcas de Defesa e Segurança que é o Presidente da República. Assim, o Presidente da República pensa que os seus homens já recebem o salário reajustado, o que não constitui verdade. Onde está esse reajuste? No bolso do porta-voz do Governo??? Porque foi ele quem leu o tal despacho.

O polícia agora está a receber um salário que lhe cria “descontentamento” no seio da sociedade, que é de 3,366,00Mt 3,175,00 Mt de salário-base mais o aumento de 6 % anunciado pelo Governo. E onde está o reajuste, digo, a mentira?

Meu povo, recordem-se de que no passado dia 1 de Junho de 2012 houve uma agitação de greve o que não aconteceu porque nos pediram ponderação. Esta manifestação não seria do povo, mas sim dos agentes da Polícia da República de Moçambique.

Agora divulgo o salário do polícia para que toda a gente saiba. Mesmo um bebé que está no ventre da mãe sabe que o polícia, assim como o militar, recebem mal.

Descrição
Valor (em meticais)
Vencimento base
3 366,00
Subsídio de risco
1 009,80
Subsídio operativo
37,14
Pensão de aposentação
235,62*
Assistência funerária
16,83*
Assistência médica
50,49*
Serviços sociais
33,66*
* Valor descontado do salário

Porque é que o Estado moçambicano não cria sindicatos dos agentes de defesa e segurança pública, tal como acontece noutros países lusófonos? Tal permitir-nos-ia expor as nossas preocupações!

Agora fiquem a saber que o despacho do Conselho de Ministros não constitui verdade, ou seja, estamos no mês de Agosto e não há nenhum salário reajustado. Até quando??? O que está a acontecer? Ou o que falta para auferirmos o tal salário reajustado?

De que adianta fazerem promessas ao povo se não cumprem? Nós também fazemos parte do povo. Ao agirem assim, estão a trair o Presidente da República.

Quero lembrar ao povo: Khadaf morreu por traição do seu próprio Governo. E é o que está acontecer em Moçambique mas não com recurso à guerra.

Porque é que o Presidente da República não marca uma reunião para falarmos dos nossos problemas (refiro-me à polícia)? Estou há 16 anos como guarda da polícia e nunca falamos com o Presidente da República para ele mesmo saber o que está a acontecer.

As folhas salariais que mostram ao Presidente da República não são verdadeiras, ou seja, são folhas que na realidade não existem.

Imaginemos: Um tal criador de patos a ser enganado pelos seus empregados a dizerem-lhe, compramos farelo e demos todos os dias aos patos e depois de cinco dias vem uma vizinha afirmar que os patos comeram o caril dela. O que faria o criador ao descobrir que os empregados levam o farelo para casa ao invés de dar aos patos?
14  Destaques / Nacional / Revelações e Aspirações de um Deficiente em: Agosto 03, 2012, 12:16:44
De um dia para o outro a vida fez de mim alguém com menos um sentido. Em uma noite adormeci, ao despertar estava surdo... e só depois de longas horas me apercebi disso. Por instantes julgava-me sonhando, mas depois os factos foram se revelando.
Fiquei em estado de choque durante várias horas, em silêncio total. Apenas ouvindo o barulho das minhas lágrimas!
Os olhares que me eram dirigidos outrora começaram a fazer sentido. Lágrimas não paravam de jorrar, mas tudo em surdina, pensativo... em pleno dia, os meus olhos só viam o escuro, era apenas o sabor da inexistentência... Foram horas de inspiração. Mas eu sabia que não podia continuar como estava.
A morte convidava-me a entrar em seus aposentos e eu sentia-me a caminhar em sua direção. A única forma de livrar-me disso foi expressando a minha dor com um grito triste!
Estava SURDO!!! Era deficiente auditivo. Estava privado dos sons da natureza. Nesse instante era refém do silêncio para o resto da minha vida!
Tive de aprender a viver assim...Odiava a decisão de Deus.
Fui procurando pessoas que estavam no mesmo estado que eu, fiz amizades... Várias vezes fui julgado parvo ou burro pelo facto de não ouvir. Foi ai onde vi e senti o que os deficientes vivem no seu dia a dia, as dificuldades que enfrentam, a exclusão por parte da sociedade, a depressão...
Até ao momento em que me tornei surdo ignorava estes problemas, assumo e até ria-me deles. Não havia piadas mais engraçadas que as piadas que envolviam surdos, mudos, cegos e paraliticos!
Procurei libertar-me da surdez, com todas as minhas forças, lutei para obtenção de um aparelho auditivo.Tive de convencer meus familiares e amigos que estava surdo. Não foi fácil, mas "consegui".
Pus meus aparelhos auditivos aos olhos de Mocambique... em um dos programas mais vistos da Tv Mocambicana (saiba+).
O meu maior erro foi ter mentido para mim próprio que conseguia ouvir com os aparelhos.
Devia ter sido honesto comigo mesmo, devia ter dito que os aparelhos não me ajudavam a ouvir.
Tive medo de decepcionar a todos, tive medo de assumir esse facto!
Mas acabei caindo em mim, a partir dai, os meus sonhos as minhas aspiraçoes,TUDO, mas tudo mudou!
 
"Se os homens normais têm obstáculos no seu quotidiano, os deficientes têm em dobro"
 
Decidi lutar para melhorar a vida dos deficientes.
Falava para as pessoas dos problemas que enfrentamos diariamente, da descriminação de que somos alvo...e tudo que eu recebia eram olhares desinteressados, tudo que me era dado era a indiferença e algumas palavras de consolo.
No meu pais não existe nem um instituto superior para surdos e mudos, assim como cegos. Estamos privados de sonhar por uma formação superior. Os que têm posses, buscam isso no estrangeiro.O ensino primário encontra-se miseravelmente esquecido.
Não podemos ser engenheiros, doutores de lei, médicos, não podemos ser ministros,deputados e porque não presidentes?
Estamos condenados a ser operários, camponeses, mecânicos, pedreiros, electrecistas... e as de mais profissoes que nao exijam um diploma de licenciatura, mestrado ou bacharel.
Agradeço a Deus por não ter apanhado menigite quando crianca, pois isso deu-me tempo suficiente para aprender a ler e escrever correctamente.
Agradeço a Deus por ter me dado a oportunidade de poder estudar e formar-me.
Hoje, estou na Rússia, estudando em uma lingua que nunca ouvi e estou tendo progressos notórios, sei que irei conseguir voltar para casa formado, tenho essa Fé.
E tudo porquê? Porque me foi dada essa oportunidade.
Quantas pessoas como eu, não existem no meu país que têm o mesmo sonho que eu?
Quantos deficientes mais não sonham em licenciar-se, mas não o podem fazer porque o país nao possui nem uma universidade para deficientes e métodos para integração destes nas existentes? Quantos?
Eu sei que são tantos, espalhados do Rovuma a Maputo, mergulhados em depressão.
Tudo que quero agora, é formar-me, voltar a Mocambique e lutar para a formação de uma universidade para deficientes.
Sem estudos, ninguém me vai ouvir, mas pondo-me eu ao nível deles, serei escutado e os meus argumentos terão algum valor, logo, algo sera feito, creio nisso.
Não desejo a fama ou algo parecido, desejo apenas melhorar a vida dos deficientes,e e tudo!
Peço a Deus para que me ajude a concretizar este sonho, que também é o sonho de muitos como eu!
 
 
Eu vou conseguir,creio nisso
 
Chil Emerson David
15  Destaques / Música / É URGENTE refletirmos sobre a nossa música e os nossos eventos! em: Agosto 03, 2012, 12:13:59
O que me levou a escrever este artigo foi uma publicação que uma amiga minha fez, sobre a exclusão dos artistas Moçambicanos no espetáculo de Zouk em Angola.
Tudo bem que nenhum organizador de espetáculos é obrigado a incluir quem ele acha que não terá impacto nenhum no concerto que pretende realizar, mas haja consideração! Pelo que ouvi dizer, o "Le Grand Méchant Zouk" (evento que está a decorrer em Luanda) tem como objectivo, dar oportunidade aos músicos locais (Angolanos) de trocar experiências e contactar músicos Antilhanos que são grandes nomes do Zouk. Bela iniciativa para quem está cuidando do seu "quintal" Ok. Mas, recentemente, houve algo semelhante em Moçambique e alguns cantores Angolanos passearam a sua classe entre os nossos humildes palcos. E o povo vibrou, se emocionou com tais actuações, tanto que foi inesquecivel. O evento que foi realizado pelos nossos produtores, marcou gerações, para todo o sempre!
Va Makwero "irmãos", volta e meia, o nosso camarada faz festa e não convida? Algo não está bem aqui, porque será? Não temos qualidade para nos apresentarmos diante de tal público? O nosso irmão V. José não poderia encantar os camaradas Mangoles e o resto do mundo? E a nossa mana Julia Duarte? Entre tantos outros, que tanto tem para dar, mas a quem não são concedidas oportunidades e dados votos de confiança. Sinceramente falando, não me importa tanto o que eles fazem ou deixam de fazer. O que pretendo fazer entender, é que devemos pôr a mão na consciência e passar a olhar mais para o que é nosso e o que é feito pelos nossos!
Até quando, os promotores de eventos vão recorrer a artistas entrangeiros para poder encher os seus concertos? Já não existe talento em Moçambique? O Madala Mpfumo já não inspira ninguém? Xidimingwana também não?
Os promotores de eventos estão mais interessados em lucrar. Querem lá saber se a nossa cultura está em queda livre, rumo ao esquecimento. Esquecendo que eles, antes de serem organizadores de tais eventos, são Moçambicanos!
Que se sentem com os nossos artistas, e debatam sobre o que está mal. Porque os concertos dos cantores estrangeiros são mais concorridos que os dos nossos manos da Pérola!? O que está acontecendo de errado? Porque acho que, eu e mais pessoas, estamos fartos de ser humilhados de tal maneira. Os músicos que idolatramos quando vêm à nossa terra, são os primeiros a mandarem o nosso nome para o esquecimento. Moçambique virou "El dourado"para os músicos Angolanos. De cinco em cinco minutos as nossas estações de rádio passam músicas angolanas.
Falei a respeito disso com um amigo meu, músico, residente em Angola e ele disse-me o seguinte: "Bro, aqui não se passa nada meu, música Moçambicana passa de meses a meses, e com muita sorte"
Mas volta e meia organizamos concertos e lá vêm eles "chao,chao, chao", Moçambicano está a vibrar!!!
Por outro lado, os nossos cantores então!? he he isto é mais confuso que tudo. O que se passa? Afinal, quem canta o quê? Porque, se eu quiser escutar Kuduro, melhor escutar de um artista Angolano, porque sabem fazer e o fazem com mestria.
A nossa Mana L. James estava levantando vários de nós para as pistas de dança com "Nuna wa mina, xitilo xa kale"... o nosso mano Zico, acompanhado do legendário Danny OG, enchia o coconuts só "BOMBANDO" Pandza, "ninguém se sentava". Mas ultimamente, mal os vejo na midia. L James vem com HOUSE...hummmmmmmmm, você!? Quer competir com Dj Cleo Mesmo!?? Vai pensar um pouco mana!!! Zico vem com umas brancas dele (as meninas não renderam nada com isto) Denny Og, já nem sei por onde anda, mas faz muita falta. E outros mais que andam com a inspiração à "VELA" . Para onde sopra o vento, para lá vão, não têm destino algum, são guiados pelos desejos do acaso, não desafiam as dificuldades, conformam-se, corrompem-se... e ajudam os nossos sons a cairem nas malhas do esquecimento. Mas nada está perdido. Ainda vamos a tempo de lutarmos para levar o nosso Pandza, Dzukuta, Marrabenta, Hip Hop.. a um nível invejado mundialmente. Se os outros ritmos tão consumidos por nós, estão no nivel em que estão, é porque foram duramente trabalhados durante longos anos. Enfrentaram momentos de crise e superaram. Então, porque não fazermos o mesmo?
E nós, os consumidores, devemos incluir em nós, o hábito de comprar um CD ORIGINAL, dos nossos cantores, afinal de contas, trata-se do trabalho deles. Já chega de maquetes entre as ruas, Dj's que nos fazem vibrar com discos piratas, pois há alguém gastando neurónios para nos agradar.

Trabalhemos juntos pela nossa cultura, pelo nosso MOÇAMBIQUE!!!

Chil Emerson David
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