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16  Outros / Carta do leitor / Novo hino MOZ do tio patinhas em: Julho 24, 2012, 03:33:55
Na memória da África e do Mundo Pátria bela dos que ousaram usurpar
Moçambique o teu nome  foi liberdade
O sol de Junho nunca mais brilhará

Moçambique nossa terra gloriosa
pedra a pedra retirados cada dia
milhões de dólares, numa só conta
ó pátria amada tamos empobrecendo

Saqueando do Rovuma ao Maputo
colhem os frutos na terra e no mar
cresce o sonho da geração do colono
e vão lavrando sem certeza do amanhã

Moçambique nossa terra usurpada
pedra a pedra retirados cada diam
ilhões de dolares, numa só conta
ó pátria amada fomos roubados

Carvão e petróleo brotando do chão do teu suor
pelos montes, pelos rios, pelo mar
nós juramos por ti, ó Moçambique:
todos tiranos já estão nos escravizando

Moçambique nossa terra usurpada
pato a pato construindo o novo dia
milhões de dólares, numa só conta
ó pátria amada fomos roubados
17  Outros / Carta do leitor / BASTA DE SÁBADO DO PATRÃO na Emocil em: Julho 09, 2012, 09:10:51
Bom dia Jornal @Verdade, as nossas mais fraternas saudações pelos trabalhos que a V. Excia executa, para esclarecimento de preocupações enormes que os trabalhadores nacionais sentem nas suas almas sem que tenham uma mão certa de acompanhamento para melhor compreensão de todos, talvez acreditar que possamos ficar melhor esclarecidos senão vejamos:

Somos trabalhadores da empresa Emocil, Lda e solicitamos o seu conselho de modo a compreendermos bem o que se passa nesta empresa porque o sindicato que nos representa está desacreditada por todos devido à arrogância do Secretário do Comité Sindical da Emocil, Lda.

Ele acha que sindicância é somente a voz dele entanto que não consulta e assim nos meteu num buraco sem saída. Nós perguntamos junto à sua inegável experiência sobre o que é que nós podemos fazer porque do sindicato (SINTICIM) não temos sorte mesmo pagando as quotas. O nosso secretário também, talvez por arrogância, não vai consultar, para melhor nos encaminhar para podermos tomar a decisão certa no momento certo. Vejamos:

1 – o diferendo que temos com a empresa começou a partir de uma comunicação interna nº 09/DAF/2010 emanada pela direcção geral da empresa Emocil, Lda, na qual no entender dos trabalhadores a direcção terá sido infeliz na sua interpretação de uma norma fixada pela disposição do nº 1 do artigo 85 da Lei do Trabalho de 23/2007, de 1 de Agosto (em vigor).

2 – Com o efeito, no ponto 5 da comunicação interna acima referida, a direção geral da Emocil, Lda, que a Lei Laboral na República de Moçambique fixa a jornada laboral semanal corresponde a 48 horas, sendo que havendo um deficit de 3 horas semanais, uma vez que em função do horário em vigor na empresa e devidamente aprovado pela entidade competente, a jornada laboral semanal corresponde a 45 horas, a mesma direcção exige que o suposto deficit correspondente a 12 horas semanais seja compensado com pelo menos 1 dia de trabalho a realizar no primeiro Sábado de cada mês.

3 – Nós os trabalhadores apresentamos a nossa profunda lamentação pelo facto de não ser o Comité Sindical da Emocil a liderar a resolução deste caso, assim defraudou todas as expectativas que se criaram em volta de uma estrutura sindical, pois ainda até agora apelidamos esse Sábado de Sábado do Patrão, onde vamos cobrir uma lacuna inexistente. Pedimos o vosso apoio.

4 – Nós como sendo trabalhadores analfabetos das obras não entendem os essas interpretações sem que haja uma estrutura melhor esclarecida para nos ajudar.

BASTA DE SÁBADO DO PATRÃO

ABAIXO A EXPLORACÃO DO SÉCULO 21

Assim, do nosso entendimento pela análise da disposição do nº 1 do artigo 85 da Lei do Trabalho em vigor, resulta claro e inequívoco que as 48 horas semanais fixadas por lei não constituem uma meta a ser atingida obrigatoriamente, mas sim, um limite acima do qual é ilegal operar, mas que operando abaixo do limite não se incorre em nenhuma ilegalidade.

Conclusão: a direcção da Emocil está a sujeitar os seus trabalhadores a mais um dia de trabalho a realizar no primeiro Sábado de cada mês.
18  Outros / Carta do leitor / NAO CONCORDO, E NAO ME POSSO CALAR: O imperativo de um novo pacto com a PRM! em: Julho 09, 2012, 01:29:00
Eu tenho muitos amigos nesta vida fora. Uns tantos, tenho-os aqui nas redes socias. A título exemplificativo, 570 militam comigo no Facebook. Outros, em foros de diversa índole. Trata-se, em parte, dos mesmos amigos da vida corrente que os congreguei nas viagens cibernéticas, numa vida inicialmente chancelada de virtual, mas que de virtualidade nada tem, pelo contrário é real, rápida e dá-nos um amplo leque de possibilidades de comunicar e interagir, partilhando vida e suas emoções. Surpreendentemente, de todos meus amigos, apenas 10 conseguiram juntar-se com prontidão excecional a recitação (protótipo deste texto) de indignação com relação à atuação da nossa PRM – Polícia da República de Moçambique.
Quero agradece-los, publicamente, tal como também o fizeram. Fá-lo porque demonstraram coerência ao usar a via mais discreta, dando um simples “clic” ao sinal, LIKE/GOSTO do STATUS/ESTADO em que me encontrava. Alguns fizeram-no até por discurso simples, mas, quanto a mim, cheio de significado. Kanimambo, mesmo de coração. Agradeço, igualmente, aos que permaneceram em silêncio; o seu silêncio tem valor comunicativo muito profundo. Pode significar revolta silenciosa, o que é mais suspeito e mais perigoso do que falar publicamente. Aos que não falam não se lhes pode dar a total confiança de inocência. Pelo contrário, estão fartos da cumplicidade. Na verdade, os que se calam sem consentir giram juntamente connosco nesta órbita de exaltação, neste grito cujo eco não cessará antes que a polícia deixe de exterminar o povo inocente. Entretanto, diante de um grito por socorro, uma atitude silenciosa é tão criminosa, quanto a PRM está sendo contra o povo moçambicano.

1. NYANDAYEYO!!!... (SOCORRO!!!...)
Nyandayeyó é a expressão mais profunda de pedido de socorro. Não se brinca por gritar, Nyandayeyó. Trata-se de uma voz carregada de vozes, de lágrimas, de desespero, de medo e agonia. É a força mais natural, tradicional e expressivamente profunda de acionar o alarme de emergência pedindo caridade às autoridades, ao sistema, para que cesse os tormentos, as mortes violentas. Só que, contrariando o que é tradicional atualmente nas comunidades moçambicanas, a resposta não aparece. Mas ela devia ser imediata.
O sentido antropológico do Nyandayeyó está a ser adulterado, não sei por que razão! Os meus vizinhos, as pessoas de boa vontade, e outras gentes deviam afluir com todas as suas forças e meios, tal como era suposto que a PRM, os Bombeiros, ambulâncias, aparecesse para se inteirarem e ajudar até que se alcance o, CESSANTE CAUSA, CESSAT EFFECTUS. Só que, ultimamente, algo estranho acontece. Ninguém responde ao Nyandayeyó. Isso não simboliza a utopia de uma sociedade sã? Não há Unidade, nem solidariedade! As pessoas morrem diante da nossa cumplicidade. Será que não sentimos a culpa da indiferença? Quando se grita Nyandayeyó, as pessoas pensam que o problema é dos outros, ficam indiferentes e, nalguns casos, a indiferença faz-se com alegria e festa. Isso cria-me raiva e indignação. Muitas almas enganadas. Só que tanto os que se calam, como os que festejam precisam saber uma verdade. A verdade reside em muitos exemplos. De todos escolhi uma linda canção de Ancha Martins. O tema central da música é KHOMBO, ou melhor “azar”. E a lição-exemplo resume-se no seguinte: Quando ouves que há um azar no vizinho é sinal de que ele está próximo de si, ou da sua família, preocupe-se.
Acontece que no caso concreto dói-me mais porque a CAUSA do azar é conhecida e é alimentada por nós. Por que razão temos que pagar impostos que mantém um corpo policial que de repente em vez de nos defender, elimina-nos? Elimina-nos de “de qualquer maneira” levando-me a num questionamento similar ao Mabessa: “Para que?”. É imperioso um novo pacto social com esta PRM!
2. O IMPERATIVO DE UM NOVO PACTO SOCIAL COM A PRM – Polícia da República de Moçambique
Não consigo ser enciclopedista para citar os deveres da PRM, mas estou certo que a PRM possui no seu regulamento e nas suas atribuições uma missão específica que não a cumpre nem pela metade. Volto a questionar: Será que nós contribuímos para que a PRM nos mate a seu bel-prazer? A contabilizar pelas mortes mais recentes:
a) A PRM assassinou a 19 de Junho Manuel Domingos Ventura na cidade da Beira;
b) A mesma PRM assassinou Carlos Chivambo no dia 03 de Julho corrente.
Patrícios! É isto a que faz com que o meu espírito seja avesso, à injustiça e tanta falta de senso de humanidade. Decidiu exprimir assim, NAO CONCORDO E NAO ME POSSO CALAR. Não me posso calar porque ao longo da minha vida fui interiorizando princípios e convicções, sendo um deles: NÃO MATAR. O meu fervor diante destas mortes continua, não consigo esquecer, muito menos calar. Quando penso na vida e na dignidade humana coloco para mim mesmo profundos questionamentos cujas soluções apontam para a necessidade de a Sociedade civil moçambicana estabelecer um pacto com esta PRM. Os seus líderes precisam corrigir a desconexão entre seus regulamentos e ações que levam a cabo, pois há uma ausência TOTAL de consciencialização sobre o VALOR DA VIDA HUMANA. Não há deontologia nem formação ético-profissional dos agentes que lidam com questões da ordem e tranquilidade públicas.
Pessoalmente, fico arrepiado, indignado, quando me deparo com um mendigo na rua, um doente mental jogado à sua sorte, e questiono: "aquele individuo já foi um bebé, quando nasceu houve alegria dos pais e familiares porque está hoje abandonado?" E Por que a Polícia não pode pensar igual ou similarmente antes de crivar balas inocentes a pessoas também inocentes? Com que autoridade, deliberadamente, esses tipos tiram a vida aos outros? Onde é que está a Polícia que devia combater o crime se ela mesmo é criminosa? Sou levado a pensar que é melhor que a humanidade acabe. Hoje mesmo. E fiquem as balas, as armas, todos os objetos mortíferos a ocuparem o espaço na terra. Começo a pensar que se calhar, esta terra devia ser habitada apenas pela polícia. E nós, o povo, a sociedade civil num outro espaço sem balas. Sem dor. Sem medo. Sem dirigente nem dirigido.
Senhores dirigentes, dirijam a nossa vida e não a nossa morte. Queremos paz para os vivos para podermos cuidar dos mortos. Esses já são defuntos. E estão lá, à luz da nossa cumplicidade. Matamos todos nós. Este grito tem que ter eco. Tem que voar mais alto como as almas dos finados: Hélio Muianga, Manuel Domingos Ventura e Carlos Chivambo (que Deus os tenha!). Diante destes fatos a nossa insatisfação pela atual PRM é imediata. O nosso grito não pode ser crivado por nada mais que não seja o cessar-fogo contra os indefesos. O nosso grito é alma do povo. E a alma sobrevive de todas as balas. Senhores da PRM, parem imediatamente de nos matar, somos gente inocente, temos direitos à vida. Parem de matar a alma dos vivos e a alma dos mortos.
Aguardamos melhorias da vossa atuação, enquanto e enquanto isso, acompanhem-nos na leitura de um trecho de Martin Luther King. É o trecho que vamos usar para responder ao não cumprimento do pacto social que vos propomos. À luz do mesmo trecho vale recordar que, para convosco, vossos crimes hediondos contra o povo, fomos durante anos COBARDES, COMODISTAS E ELEGANTES e continuamos a morrer só que:
“Chega uma altura em que temos de tomar uma posição que não é segura, não é elegante, não é popular, mas temos que o fazer porque a nossa consciência nos diz que é essa a atitude correta".
Vai chegar a hora em que o povo moçambicano tomará a «posição» não «segura», nem «elegante», mas a única forma e a única «atitude correta» de nos vermos livres do crime policial.
NAO CONCORDO E NÃO ME POSSO CALAR!
Até breve!

Manuel A. Tiano
19  Outros / Carta do leitor / Paralisação Actividades Lectivas e Académicas na Universidade Mussa Bin Bique em: Junho 21, 2012, 11:56:09
CORPO DOCENTE DA UNIVERSIDADE MUSSA BIN BIQUE
= DELEGAÇÃO DE PEMBA =

     AO:
MAGNÍFICO REITOR DA UNIVERSIDADE MUSSA BIN BIQUE
= NAMPULA=

ASSUNTO: PARALISAÇÃO DAS ACTIVIDADES LECTIVAS E ACADÉMICAS
O corpo docente da Universidade Mussa Bin Bique – Delegação de Pemba, reunido no dia 7 de Junho de 2012 para discutir o assunto em epígrafe, constatou os seguintes factos:
1. Desde o início das aulas no presente ano académico na universidade, a 20 de Fevereiro até à data da submissão desta carta à Reitoria da mesma, tem estado as exercer as actividades académicas normalmente como preconizam os contratos celebrados com a universidade;

2. Durante o período referido no número 1 da presente carta, os trabalhos académicos seguem o seu curso dentro da normalidade, e a universidade pagou salários do mês de Fevereiro. Porém,

3. Os salários pagos no referido mês não foram abrangentes a todos os docentes que constituem o corpo docente da universidade.

4. Verifica-se que, já venceram os meses de Março, Abril e Maio, cujos respectivos salários não foram pagos, e incluindo o mês de Fevereiro para alguns docentes.

5. Os estudantes pagaram regularmente o valor das propinas mensais em vigor na universidade, referentes ao período estabelecido no número 4 da presente carta. O valor das propinas serve para, entre outros fins, suportar todas as despesas ou encargos da universidade, incluindo o pagamento de salários ao corpo docente da mesma.
Nestes termos, perante a estes factos que consubstanciam o incumprimento sistemático, sucessivo e doloso das obrigações contratuais por parte da universidade, que consequentemente vão encarecendo a universidade sob o ponto de vista das suas despesas e não se vislumbrando nenhuma solução satisfatória para o problema a curto prazo, o corpo docente tomou as seguintes decisões;
Que os salários já vencidos, dos meses de Março, Abril e Maio do presente semestre sejam pagos na sua totalidade até ao dia 22 de Junho de 2012, último dia das aulas para o primeiro semestre na universidade.
Que, caso os salários não sejam pagos na data mencionada no parágrafo anterior, o corpo docente não disponibilizará os últimos testes escritos realizados, as mini pautas e as pautas de frequência, e, por via disso, não elaborará e não ministrará os exames semestrais, bem como as aulas do segundo semestre,
Intentará contra a universidade uma acção judicial de indemnização pelos sucessivos incumprimentos contratuais e pelos danos causados pela violação sistemática e dolosa dos legítimos direitos do corpo docente.

Pemba, 08 de Junho de 2012
O corpo docente,
20  Outros / Carta do leitor / ESTUDANTES MOÇAMBICANOS NA UNIVERSIDADE INTERNACIONAL DE ÁFRICA-SUDÃO em: Maio 28, 2012, 07:30:17
Os estudantes moçambicanos na universidade acima citada vêm por este meio manifestar o descontentamento quanto ao pronunciamento do Governo (Ministério da Educação e Instituto Nacional de Bolsas de Estudo) face à situação em que se encontram. Recordamos que em nenhum momento colocámos o Governo como responsável pelo nosso envio, mas sim certas personalidades a citar:

Yussufo Fábula (827073520), Tayob da Silva Cadango (824516760), Tembo Luís (823880430) e Adamo (843405061), conforme vem na carta anterior publicada pelos meios de comunicação social.

Queremos deixar claro que a carta que enviámos ao INBE não difere da carta que enviámos ao MINED e ao Ministério da justiça, cujo objectivo não era de furar os cofres do Estado, apesar de carecermos de fundos para custear os nossos estudos, pois que é bem sabido que as verbas que o  Estado atribui são para uma determinada classe e nós estamos a quilómetros dessa classe. Mas para além disso, a carta abordava problemas sociais em que estamos afogados e que para a solução dos mesmos é imperativa a intervenção do Governo.

Acham que se fossem somente problemas financeiros, seria necessário metermos o problema no Ministério da Justiça? Qual é o ensinamento que devemos colher deste distanciamento do Governo? O que quer dizer com isso? Já não somos considerados moçambicanos? Ou já estamos fora das leis moçambicanas? Quer dizer que se alguém comete(r) injustiça contra nós não será julgado? E quando cometermos qualquer irregularidade não seremos julgados só pelo simples facto de sermos enviados ilegalmente por organizações islâmicas? Esclareçam bem este distanciamento.

Voltamos a recordar que a carta que foi enviada aos meios de comunicação social foi uma denúncia. Nós, como estudantes, fizemos uma denúncia perante o Governo contra os responsáveis pelo recrutamento dos moçambicanos. Porque é que o Governo não está interessado em ouvir-nos?
A carta foi muito objectiva e clara, surpreende-nos agora ao notarmos a falta de percepção de certas personalidades.

Para melhor esclarecimento, referimo-nos aos problemas sociais e é neste ponto onde se centraliza a verdade e o Governo considera isso UM café da manhã. Lembrem-se, quando trouxemos o discurso do senhor Fábula que dizia: “...QUEM É O GOVERNO? NÓS SOMOS O GOVERNO! SE FIZEREM A CARTA AO GOVERNO, A CARTA VEM A NÓS ...QUEM DO GOVERNO VAI JULGAR-NOS ? EU SOU ADVOGADO, ESTOU EM CONDIÇÕES DE ME DEFENDER A QUALQUER HORA, E VOCÊS ? QUEM É O VOSSO ADVOGADO ? E COMO SE NÃO BASTASSE SÃO POBRES E MEDROSOS. QUEM DE VOCÊSS ESTÁ CAPACITADO PARA FALAR COM O GOVERNO ? VEREMOS QUEM SERÁ OUVIDO PERANTE O GOVERNO...” parecia mentira, mas agora não precisamos de usar óculos para ver. Hoje quem o pode contrariar? De certeza que ninguém. Ele é o Governo e ninguém o vai julgar…

Hoje é o Governo a fingir que não vê perante uma situação visível PARA todos. Ontem foi o Papá Guebuza a dizer: ''Temos que lutar contra o crime organizado'' e hoje é um membro do Governo que diz "o Governo distancia-se dos estudantes moçambicanos no Sudão”. Porquê?

Na nossa percepção, o crime organizado é abrangente, tanto é que estamos perante o mesmo. Recrutaram jovens moçambicanos do nível médio (12ª classe) para estudarem fora do país como bolseiros, pagaram bilhetes de avião, deram 300 dólares, depois da chegada condicionaram-lhes o financiamento da bolsa à integração num grupo sem objectivos claros. Não é isto um crime organizado? Recentemente, a ministra da Justiça Benvinda Levi falava sobre a chamada "lei de protecção dos denunciantes" que foi aprovada por unanimidade das três (3) bancadas parlamentares na Assembleia da República. A questão que colocamos é: A ministra da Justiça não recebeu a nossa denúncia? Se recebeu, qual é a protecção que temos?

Porque é que o Governo não quer investigar o assunto? Não acham perigoso 45 estudantes fora do país sem a concepção do Governo? Só pelos discursos dos responsáveis é visível que existem muitas obscuridades.

Quando o Ministério da Educação diz que "os estudantes foram enviados para prosseguir com os estudos de foro religioso", talvez seja pela nossa falta de vocábulos apropriados, ou pelos nossos erros ortográficos e gramaticais que o fazem chegar a esta conclusão, pois como é sabido estamos num país onde a língua oficial é o Árabe. Cientes da nossa falta de uso correcto da língua portuguesa, as nossas tamanhas e sinceras desculpas. Mas a verdade é que estamos num mundo académico, como referimos na carta anterior, a fazer os seguintes cursos: engenharia, informática, letras, economia, direito, educação, ciências puras e aplicadas, e medicina.

Esperamos que o Governo moçambicano lute contra o crime organizado, contra o espírito de deixa andar, corrupção e mais actos maliciosos que afectam a sociedade moçambicana. Pedimos aos membros do Governo que ajudem o Papá Guebuza nessa luta, porque não basta só o Presidente lutar. Enquanto os membros do Governo, imprensa, sociedade civil e o povo em geral não lutar, dificilmente teremos o Moçambique que tanto almejamos.

Mas saibam que enquanto o Governo se distância de nós, os responsáveis pelo recrutamento de jovens moçambicanos para este país não estão parados, pois meteram uma queixa contra os estudantes que redigiram a carta e, como resultado disso, em menos de cinco (5) dias fomos notificados três (3) vezes e num dos encontros fomos demasiadamente ameaçados. E até então, estamos sem saber o que farão de nós uma vez que não tivemos nenhum resultado nos três encontros, e acima disso o nosso Governo distancia-se de nós.

O que mais nos inquieta é o facto de ter chegado um pedido de identificação civil de cada estudante, contacto, cuja proveniência era indispensável na identificação. Segundo Sualeh Mustafa, um dos filiados dos responsáveis pelo recrutamento dos jovens moçambicanos a este país, o pedido vem do director nacional do INBE, Octávio de Jesus, com quem manteve contactos e da Polícia de Investigação Criminal de Moçambique (PIC) .

A questão que se coloca é: se considerarmos verdade, porque é que a Polícia de Investigação Criminal, ao invés de entrar em coordenação com os queixosos, entra em coordenação com as pessoas sobre as quais pesam as acusações? E se não considerarmos verdade, qual é a liberdade que os tais responsáveis têm de usar a Polícia de Investigação Criminal e o Instituto Nacional de Bolsas de Estudo para o levantamento da nossa identificação? E para que objectivos?

Encerramos o nosso discurso pedindo ao Governo para intervir na resolução do caso, e pedimos ao mesmo para ter uma comunicação directa com os queixosos, uma vez que até então nunca tivemos diálogo com nenhum membro do Governo face ao nosso caso, pelo que aguardamos a vossa justa intervenção.
21  Outros / Carta do leitor / Falcatruas, roubos, ladroagem do dinheiro do erário público na EDM em: Maio 09, 2012, 07:54:11
Caros colegas não foi de espantar a informação do “Bucha Estica – Arrogante e Ladrão” publicada no Jornal Magazine do dia 27 de Marco, mas sim, estamos deverás admirado pelo tempo que levou a vir ao de cima a Ponta do ICEBERG.

São tantas e tantas falcatruas, roubos, ladroagem e açambarcamentos do dinheiro do erário público protagonizado durante a governação da equipe do Eng. Manuel Cuambe e que nunca antes visto em parte alguma do País.

O grande erro e que contagiou logo toda as chefias da EDM foi o Eng. Manuel Cuambe ter metido na sua equipa o seu ponta de lança o Marcelino Gildo e a equipa corrupta do Norte, nomeadamente: Fernando Dias, Jonas Chitsumba, Fernando Balane e Luis Amado.

Toda a podridão ainda está muito longe de domínio público, mas sim, que é do conhecimento de toda a EDM, é, inclusive da nova administração.

O Cuambe já antes na DER e depois DEP andava em esquemas de grandes comissões e depois como PCA, com plenos poderes e o senhor todo poderoso, “institui uma organização oculta” na empresa para com várias equipas distribuir o dinheiro roubado do povo Moçambicano, entre as chefias da EDM e com pessoas bem posicionadas fora da empresa, ora vejamos:

Trio Dias, Chitsumba e Balane – todas ou quase todas as obras de reparação ou extensão da rede elétrica no País eram adjudicadas sem concursos públicos que por lei são obrigatórios (decretos 54/2005 e 15/2010).

Vamos ser sensatos, quantos de nós, trabalhadores da EDM, Povo Moçambicano, viu anúncios de publicação de concursos públicos da Direção de Distribuição - DID nos jornais de maior circulação no País durante o mandato do Manuel Cuambe? Quase nenhum ou não mais que o numero dos dedos de uma mão! E afinal de contas é uma das direções que mais dinheiro da tesouraria da EDM gasta….
Todas as obras eram distribuídas de forma sigilosa entre as empresas com forte ligação do Cuambe e ao trio corrupto, tais como Electroredes, Tes-Top, Electrotec, MPI e mais algumas….que iam drenando as chorrrudas COMISSÕES pela chefias da EDM.
Quem não conhece o famoso outsourcing do Trio Corrupto!! Alguém alguma vez viu algum concurso público para contratação de serviços para manutenção da iluminação pública para a cidade de Maputo, Matola e Beira? Alguém alguma vez viu algum concurso público para a recente aquisição de algumas centenas de carrinhas para o piquete e distribuição na EDM? Ninguém viu NADA!!!......

Mas todos conhecemos as empresas adjudicadas com chorudos contratos de milhões de dólares, como a ENGCO com a iluminação pública e a recente criada empresa pelos mesmos donos, Sr. Israel Casimiro e o Zimbabuano fugitivo do País de origem Sr. Davis John Riley, a Fleetco para fornecimento das carrinhas!
Afinal de contas criam empresas de venda e prestação de serviços com os amigos fora da empresa de acordo com as necessidades, ou melhor, criam essas necessidades e artimanhas, para drenar diretamente o dinheiro do erário publico para os bolsos pessoais…..isso é ladroagem e dá direito a CADEIA.
Será que não existe agentes de viaturas e empresas creditadas na venda e leasing de viaturas? Qual é o perfil profissional da Engco e Fleetco? A Fleecto só tem um ano de criação e nunca antes vendeu carros? Com quantas empresas faz negócios? Nenhuma! É só a EDM a sua cliente! Tem oficinas? Etc, etc, etc……
Os ex “donos” da EDM que já andavam acostumados a roubar e que agiam como donos, pensavam que todos que os colaboradores da empresa, desde do simples estafeta até ao pessoal mais sénior, eram todos uns tolos e cegos. Andavam enganados….mesmo assim, eram tão burros que não iam aprendendo as lições dos Aeroportos e outros tantos casos…
Sabemos todos nós que o dinheiro roubado não só dá para fazer uma piscina no terraço de uma vivenda, mas sim, muitos e muitos Palácios e Retiros de fim-de- semana. Foram muitos anos a roubarem e foi muito e muito dinheiro roubado. Será muito difícil e extenso contar toda a roubalheira perpetuada na EDM pelos que julgavam que eram donos e não um simples trabalhador e colega de qualquer como motorista, contabilista, etc.
O “gorducho corrupto” de mau feitio e arrogante maltratou toda a gente da DEF e alguns dos quais chutou para longe e por fim…. o feitiço virou contra o feiticeiro. Esse homem, não esse ladrão, só vive de comissões! Até para assinar cheques e fazer pagamentos a empresas pede comissão! Quem não sabe disso?!
A outra equipe liderada pelo Cuambe, o seu menino todo bonito Marcelino e o arrogante e incompetente o Luis Amado.
As grandes comissões já vêm sendo praticadas desde do tempo do Dr. Veloso, mas a sua revelia, na altura em que a DEP era controlada pelo grande senhor Cuambe. Em todos as adjudicações, os empreiteiros tinham que drenar “algumas luvas” para as contas ou envelopes chorudos que recebiam fora. O Sr. Cuambe continuou com essa prática e o Marcelino e o Amado iam passando a mola para ele. Isso é do domínio de toda a gente na DEP e outros cantos da EDM…
A outra equipa formada pelo Cuambe, Dias e Buque foram tirando as suas comissões com a compra dos pré-pagos. Quem não sabe disso….que existe um outro ”posto de cobraça de luxo” no Triunfo e que vez inveja ao “gorducho corrupto” que agora quer ultrapassar com a piscina no terraço….
Sabemos das falcatruas na GICO, etc, O Doutoríssimo Bajulador Sitoe maltrata todo pessoal da sua Direcção, técnicos com vários anos anos na empresa e experiência vasta e ninguem faz nada!! Fica até de sentinela quando fala ao telemóvel quando fala com os administradores!! Quando dinheiro não ganhou com o seu amigo das estampagens de camisetes, capulanas, reclames luminosos, etc...,
Agora esses ex-administradores estão quase que desempregados, encolhidos e com vergonha de cruzarem com os colegas!!!..Esperemos que daqui a 4 ou 8 anos que os trabalhadores não abrem garrafas de CHAMPANHE como aconteceu em algumas direções!!!!! Triste cenário....
Esperamos que a nova administração tenha o bom senso para repor a ordem na EDM.
Caro novo PCA, todos sabemos que o senhor tem conhecimentos destas falcatruas e de muito outras, mas foi das pessoas que mais andou a viajar para ir tirando ajudas de custo para o benefício pessoal.
De si, esperemos que dê um exemplo a empresa e ao País! Deixe de passear pelo mundo fora, como vez na altura do Cuambe e do Veloso! Que resultados trouxeram para a empresa essas viajens todas…nenhum!!! Só triplicaram várias vezes os chorudos salários! Só uma elite e chefias da empresa podem viajar, semana sim, semana não para SAPP e pelo mundo fora?? Esperemos que esta administração tenha a consciência necessária para analisar estas coisas. Mas sim, viaje dentro do País para ver, constatar, analisar e resolver problemas da empresa!
Caro Sr. PCA, o senhor sabe muito bem que estamos super endividados! As estruturas eléctricas estão a ficar a cada vez mais degradas por falta de manutenção! Todos os meses é necessário que faça uma grande ginástica para pagar salários! A empresa está num caos, etc, etc….
Se continuarmos na mesma caminhada será morte certa da empresa!
Caro PCA, quem viu, sabe e cala é porque CONSENTE esses desmandos! Então rogamos que sinterceda junto do Ministério das Finanças para que faça uma auditoria as contas e a todos os processos de aquisição de bens e serviços na EDM!!!! Queremos que o Gabinete de anti-corrupção investigue estas pessoas e as empresas dos amigos!!"

PS: Muito interessante, o que alguns gestores seniores da coisa pública em Moçambique andam a fazer com os NOSSOS DINHEIROS... A Procuradoria-Geral da República sabe disto? Aquela unidade especial de combate a corrupção que foi extinta e reestruturada sabe disso? Os nossos "representantes" no Parlamento sabem disso? O POVO MOÇAMBICANO SABE DISSO?!
22  Outros / Carta do leitor / Desabafo de passageiro da TCO que estava no acidente de Muxúnguè em: Maio 04, 2012, 02:59:51
Boa Noite!

Quero mais uma vez compartilhar o triste acidente ocorrido hoje por volta das 5:05 a cerca de 10Km de Muxungue, se calhar para chamar atenção a todos que se fazem as estradas, dos perigos que isso pode representar e procurar que quem de direito faca alguma coisa com vista a parar com as mortes nas nossas estradas.

Na verdade fica difícil explicar o acidente embora fosse o ocupante da primeira fila, portanto, junto ao para brisa do autocarro. O facto e que na hora do acidente eu estava acordado e em nenhum sentiu-se dentro do autocarro alguma tentativa ou de desviar ou alguma travagem que pudesse mostrar que o motorista do autocarro estava atento na condução, afinal éramos mais de 60 passageiros.

Acredito sim, que o camião avariado estava estacionado razoavelmente bem, conduto devia não ter pré-sinalização de perigo (triângulo) ou ramos de árvores como e pratica na EN1, contudo sendo uma recta era obrigação do motorista ter visto o obstáculo a sua frente, mesmo que de repente, para evitar que se perdesse no local 5 pessoas e 21 pessoas ficassem feridas. Infelizmente, a ocupante que estava do meu lado perdeu a vida no hospital, a mesma sorte coube a outro jovem que viajava no piso de baixo.

Perdidos naquele mato, sem eira nem beira, sem nenhum sinal de quem quer que seja do TCO, a excepção dos motoristas e a assistente, foram horas dificies para todos nos, e felizmente o apoio por parte do Hospital do Muxungue e outras pessoas de boa fe de algumas instituições locais, as pessoas feridas e instaladas sobre os troncos e destroços da viatura pouca a pouca foram sendo removidas do local para receberam tratamentos que tanto clamavam.

A primeira viatura do TCO só chegou ao local por volta das 12:30, portanto, 7 horas e 30 minutos depois, da ocorrência, embora a viagem Beira - Muxungue seja de aproximadamente 3 horas e 30min.

Sem preocupação com os feridos, nem com as pessoas que se encontravam na vila a de Muxungue a espera de socorro, a frota de viaturas do TCO (Autocarro e Mini-bus Sprinter) rumou para o local do acidente, numa acção clara de quem esta preocupado apenas com a viatura e não com almas e corações de pessoas clamando por socorro.
É caso para dizer, Grandes Empreendendores - negócio primeiro e o resto a "Ímpar Paga".

Há que repensar seriamente nas viagens nocturas nas nossas estradas; há que repensar na segurança rodoviária - sem tabus.

E como fecho do filme, a nossa grande TCO veio nos socorrer com um autocarro sem janelas que se possam abrir e sem A/C funcional numa tentativa de acabar connosco desta vez por asfixia.

O nível de responsabilidade e cultura de segurança tanto dos que conduzem e que são responsáveis pela segurança rodoviária, como dos que cruzam as estradas como simples peoes, esta visto que ainda ha muito por fazer, ou por outra, nada tem sido feita, senão o velho discurso de Condução Com Álcool não combina.

Porque não exames psicotécnicos nas escolas de condução? Será que conduzir e só saber trocar as mudanças e controlar o volante? Álcool, Cansaço, Falta de Atenção, má sinalização são os inimigos da condução e são todos associados a questões comportamentais das pessoas. Ser responsável e saber que, se estou cansado nao devo conduzir, se estou nervoso nao devo conduzir, se estou bêbado não devo conduzir etc., etc. tudo problema de comportamento - educação.

Na verdade o álcool pode ser sim parte do problema, mas contudo tenho que aceitar que, e apenas o "ice-berg" do problema - a responsabilidade e cultura de segurança são no meu entender o que de facto devia ser visto e tomado com seriedade, tanto ao nível das escolas de conducao, quer ao nível do INAV/Policia de transito. Automobilista e peão educados não conduzem e nem atravessam as estradas embriagados. Automobilistas cansados, nervosos e irresponsáveis nao deviam conduzir, para reduzir o nível de sinistralidade nas nossas estradas.

Porque não cria a semelhanca do INGC um Instituto virado a segurança de pessoas e bens que pudesse controlar e monitorar todas as questões ligadas a segurança, tanto nas estradas, nas empresas, nos hospitais, nas industrias que são cada vez mais diversificados no nosso pais.

Desabafo de quem esteve enterrado e Deus negou lhe a morte.

Gilberto Gaspar Muzemane
23  Outros / Carta do leitor / A PROBLEMÁTICA DA RECUPERAÇÃO DO IRPS em: Abril 30, 2012, 03:53:22
Sr. Director.
 Pela primeira vez, venho por meio desta, solicitar a publicação desta carta no jornal que dirige.
 
Na presente carta, sobre o assunto acima em epígrafe, farei uma abordagem longe de trazer soluções, mas sim, uma reflexão conjunta para minimizar os efeitos negativos, tendo em conta que não sou especialista na matéria, socorrendo-me da realidade vivida por mim e julgo por demais moçambicanos.
 
No início do ano (Janeiro a Março), por Lei, somos obrigados a declarar os nossos rendimentos do exercício anterior, a serem entregues nas Direcções das Áreas Fiscais dos sujeitos passivos, de acordo com a localização geográfica de cada contribuinte.
 
As Empresas emitem as Declarações de Rendimentos, e nós contribuintes solicitamos a declaração Modelo 10 do Imposto Sobre Rendimentos de Pessoas Singulares (I.R.P.S.) em qualquer Repartição de Finanças que é preenchido de acordo com a situação de cada um.
 
Caso o sujeito passivo tenha o I.R.P.S. a Pagar, após a notificação deverá saldar a dívida em 7 (sete) dias úteis.
 
Caso o sujeito passivo tenha o I.R.P.S. a Receber, deverá requerer o reembolso em carta dirigida ao Director Geral de Impostos, de acordo com a minuta que rege a obrigatoriedade de constar o nome completo, o número do NUIT, tipo de rendimento, ano a que se refere, valor do reembolso, conta bancária, NIB e cópia da Declaração de Rendimentos correspondente.
 
O problema começa quando os sujeitos passivos se dirigem a Autoridade Tributária, cita no 4o andar, do edifício do “33 andares” para remeterem o documento que lhes confere o reembolso em que a resposta têm sido “o documento não têm número de entrada, por favor, solicite o mesmo na sua Área Fiscal”.
 
Estando eu na cidade de Maputo, tenho que retornar a cidade da Matola que é onde se localiza a minha Área fiscal a solicitar o número de entrada.
 
Chegado as Área Fiscal, a resposta em alguns casos têm sido “a  Empresa onde se encontra vinculado, ainda não enviou o Modelo 20H (M/20H), se puder solicite o mesmo e traga-o”.
 
Para outros casos como o meu, em que insisto que a Empresa já enviou o M/20H, à Direcção Geral de Imposto (D.G.I.), prédio “33 andares”, e que  fui recomendado a solicitar apenas o número do processo, tenho tido a sorte de obter o número.
 
Após a obtenção deste, tenho que regressar ao “33 andares”, onde dou entrada e também, sou recomendado a aguardar pelo despacho que dura muitos meses ou anos para que o reembolso seja canalizado a respectiva conta bancária.
 
A maioria dos colegas que têm me consultado sobre a melhor maneira de ultrapassar esse transtorno que se repete de ano para ano, afirmam que nas Áreas Fiscais correspondentes, o M/20H é lhe exigido na altura em que remetem a documentação para recuperar o IRPS, ou no acto em que declaram os rendimentos.
 
Acontece que, ao se dirigirem as Direcções de Recursos Humanos das respectivas Empresas a solicitar aquele documento (M/20H), é lhes recusado por o mesmo conter não só os rendimentos do peticionário, mas também dos restantes colegas.
 
A recusa encontra acolhimento no princípio mais elementar do sigilo profissional, para o caso presente dos rendimentos de outros contribuintes.
 
Consultas efectuadas na Direcção Geral de Imposto (D.G.I.), prédio “33 andares”, rés-do-chão, do lado da Av. Vladmir Lénine, o M/20H está codificado e é entregue em formato digital, e a entrega do mesmo de forma aleatória (em função do pedido dos sujeitos passivos), pressionados por sua vez pelas Áreas Fiscais, constitui um crime fiscal, pelo que as Direcções de Recursos Humanos das Empresas estão correctas ao não passar o M/20H de forma individual, dado que a sua obrigação é remeter a D.G.I.
 
Na mesma consulta, fiquei a saber que as Áreas Fiscais, poderiam contactar a D.G.I. para a obtenção daquele documento ou na pior das hipóteses, as Direcções de Recursos Humanos das Empresas, para além de remeter a D.G.I., poderiam formalmente remeter cópias do M/20H em formato digital nas Áreas Fiscais de modo a flexibilizar o processo e nunca a entrega de forma individual.
 
A Empresa onde me encontro vinculado, nos últimos anos têm optado em, para além de enviar a D.G.I. o M/20H, também envia as Áreas Fiscais, porém, o problema persiste, alegando-se que não foi enviado para aquela Área Fiscal, mesmo com prova documental, o que torna o processo uma aberração.
 
Estes factos podem ser provados, bastando para tal, conversar de forma aleatória com os contribuintes que se fazem aos diversos balcões existentes, aliás, no preciso momento em que estou a redigir a presente carta, acabo de tomar conhecimento através de uma colega que se mostra aflita, que o 1o Bairro Fiscal, está a exigir o M/20H do exercício de 2011 e que os reembolsos dos últimos 2 (dois) anos ainda não os obteve.
 
Em conversa de esquina, tenho ouvido amigos também, a afirmarem que preferem não preencherem a Declaração de Rendimentos devido a dança que advém da recuperação em caso de reembolso, o que condeno por ser um erro não menos grave agir desta maneira.
 
Isto remete-me a questionar se são feitas palestras de sensibilização para a necessidade de se declararem os rendimentos via Empresas, Bairros, etc, para a solução destes e outros problemas que não encontram espaço para esclarecimentos nos balcões das Áreas Fiscais, ou se limitam aquelas publicidades vistas na T.V, que falam dos prazos dos pagamentos? Se não, sugeria que repensassem nessa possibilidade.
 
Pessoalmente, no meu bairro vi uma brigada conjunta nos meados do ano passado, a sensibilizarem a população de modo a registar as famílias para a obtenção do B.I. e NUIT, desde que tivessem personalidade jurídica.
 
De facto consegui registar o NUIT para as minhas filhas menores de idade que ainda não o tinham, porém, para o caso do B.I. não foi possível alegando-se que a brigada ainda não havia chegado (e nunca mais chegou).
 
A garantia era que passados 15 (quinze) dias, a equipa retornaria para fornecer os respectivos números dos NUITs, mas, lamentavelmente até hoje nada se sabe.
 
A questão que coloco é: Afinal qual é o mecanismo para se recuperar o IRPS? Que tipo de articulação existe entre a DGI e as restantes Repartições de Finanças? Qual é o papel das Empresas neste processo, assim como os limites de intervenção?
 
Se quem de direito ajudar a explicar de forma clara as questões levantadas, todos sairíamos a ganhar e reduzia-se o conflito existente entre empregadores/empregados, dado que nós como empregados julgamos que os gestores das Empresas onde nos encontramos vinculados, não são sensíveis para tramitar o expediente que nos diz respeito com maior celeridade, neste caso a remissão do M/20H para recuperar o IRPS.
 
Contacto: Vicente Paulo Banze
24  Outros / Carta do leitor / Sobre a minha detenção - Custodio Duma em: Abril 19, 2012, 06:56:28
Havendo necessidade de dissipar equívocos intencionalmente provocados e veiculados por certos indivíduos e alguma media, que curiosamente não se fizeram presentes no local dos acontecimentos doravante narrados, obriguei-me a repor a verdade e somente a verdade através do presente comunicado de imprensa.

No dia 18 de Abril, enquanto decorriam as eleições intercalares no Município de Inhambane e, estando eu na Escola 25 de Setembro onde realizava a observação como nacional, fui, a mando da Comandante Provincial da PRM de Inhambane presente no local, conduzido sob custódia policial à Segunda Esquadra da Cidade.

A detenção, fundamentou-se no facto de eu ter tirado uma foto da lápide da inauguração da referida escola, afixada na sua parede de entrada.

Em vão, tentei explicar a própria Comandante Provincial da PRM que não havia cometido algum ilícito eleitoral nem criminal, explicação que não foi atendida e que, pelo contrário, reforçou a necessidade da minha manutenção em custódia policial.

Horas depois, estando já na Segunda Esquadra, fez-se presente a representante do Ministério Público que juntamente com o Comandante da Esquadra, na minha presença, afirmaram que não viam nenhum elemento que fundamentasse a minha permanecia no local.

Estranhamente, no mesmo momento o Comandante da Esquadra recebe uma chamada telefónica que reverteu aquela decisão, mantendo-se a minha situação.

Tempos depois, apareceu uma outra oficial que também esteve presente no momento e local da minha detenção, a informar que feita a investigação, que visava ver “quem era quem no local”, concluiu-se que nada constava que obrigasse a minha detenção e que eu podia ir em paz.

Tudo isto aconteceu na presença e sob olhar atento e questionador de observadores nacionais, organizações da sociedade civil, jornalistas independentes e ainda com o acompanhamento de cidadãos ligados a rede social facebook, a quem em nome do bom senso, da paz, da justiça e do amor entre as pessoas, aproveito o ensejo de agradecer profundamente.

Inhambane, 19 de Abril 2012
Custodio Duma,
Advogado
25  Outros / Carta do leitor / Cidadão aguarda indemnização em: Abril 09, 2012, 02:59:37
Exmo. Senhor Director, muito obrigado por ter aceito a publicação da minha carta.

É muito triste convivermos com situações destas em que o estado é o maior lesado, e os nossos ditos funcionários do estado mesmo com os seus gordos salários continuam a prejudicar muitas famílias. Era dono de uma barraca no mercado do Benfica, e fui obrigado a ver a minha barraca demolida sem ate hoje ter recebido o valor dito. Estou a passar dificuldades, a minha família esta passando fome, porque decidiram construir uma estrada que é uma pura vergonha para o nosso Pais.

Se uma estrada feita debaixo do nosso nariz não segue os ditos critérios dos concursos públicos, o que será da estradas feitas lá onde nunca os nossos diretores conhecem?. Estou a espera de me pagarem a mais de 6 meses, e nada. Será que o estado só olha para quem tem costas quentes?

 A dita ponte, no Benfica sofreu alterações, isto porque um dos lesados tem costas quentes, informação esta obtida por um engenheiro da ANE. Muitos dos que receberam o valor reclamam que foram injustiçados, tendo recebido valore insignificante ao que deveriam ter recebido. Foi feito um levantamento por engenheiros da ANE, mas que não foram justos, porque muitos deles vão receber benefícios com economia do valor disponibilizado para o projecto.

Quero pedir para de quem é de direito olhar para nos que estamos a sofrer. Ainda para acrescentar que a mesma nos dias chuvosos em uma vergonha, mesmo depois de colocada as ditas valas por uma empresa Sul Africana, o que admira é que com mas de 50 empresas de construção cível, continuamos a dar emprego aos estrangeiros.

E os ditos engenheiros não se sentem envergonhados pela autentica piscina que se torna em frente a entrada da nossa Administração Nacional de Estradas, sabemos que os engenheiros circulam com viaturas de tração as 4 rodas, mas a maioria nem tem a possibilidade de sonhar. A dita ponte é constituída por cimento e não tem nenhum tipo de tecnologia do mundo avançado, mas recorreu se a uma empresa Sul Africana, ate onde vamos chegar com isso! É muito triste..
26  Outros / Carta do leitor / Carta aberta à Speed Entretenimento em: Abril 09, 2012, 02:55:12
Convidados à força?!

Não, obrigado.
Por definição, um convidado é alguém a quem o anfitrião dedica especial atenção e goza de algum estatuto diferencial dos demais presentes em determinado evento. Daí os convites serem limitados e, normalmente, entregues com critério.
Ora, no passado sábado, tendo um convite na mão, fui até à discoteca Coconuts para a festa com a presença do Dj Malvado. Entrei às 23h55m, cumprindo a regra verbal da qual fora advertido (e bem), de que os convites eram válidos até às 0h (e porque não escrever isto nos convites?).
A casa ainda estava vazia. De carimbo no pulso resolvi sair para dar uma volta pela cidade, no intuito de regressar mais tarde ao Coconuts. Ao dirigir-me à porta fui interpelado pelo segurança, que, educadamente, devo realçar, me disse que não se poderia sair antes das 2h da madrugada. Indignei-me e disse que não poderia ser forçado a ficar numa discoteca contra a minha vontade. Nesta troca de palavras apareceu um dos responsáveis pela casa Coconuts que reforçou ao segurança que “pessoas com carimbo no lado esquerdo não saem antes das 2h. São os que entraram com convite. Os que têm carimbo no lado direito podem sair.”
Eu falei com o responsável em questão, dizendo que não iria ficar retido na discoteca e ele, dado o nosso conhecimento prévio, disse que “ah, vocês podem sair, meu irmão, mas façam-no pela entrada principal”
Assim fiz. Ao chegar à entrada, o segurança, mais uma vez muito educada e respeitosamente, disse que por ali não se podia sair.
Voltei à saída onde me encontrava e disse que, ou me apresentavam um regulamento escrito com aquela absurda regra de retenção, ou me chamavam alguém responsável mas que eu iria sair da discoteca. Propuseram-me que anulássemos o carimbo na entrada principal. Assim foi. Fui à entrada, onde “borraram” esfregando o meu braço e lá saí.
Ora, meus senhores, permitam-me que vos diga, cheio de boas intenções, que esta não é forma de se tratar os vossos clientes. Quer da Speed Entretenimento, quer do Coconuts.
Como cliente de uma discoteca eu tenho total e completa liberdade de saída dos vossos estabelecimentos. E, no caso de, ilegalmente nos quiserem reter, da próxima vez, pelo menos avisem-nos à entrada e aí sabemos que, ao entrar, não podemos sair antes de X horas.
Aliás, a própria Speed Entretenimento tem o cuidado de alertar sobre esta regra de “retenção” quando realiza festas no barco.
Eu entendo que esta medida tem como objectivo “criar ambiente” de forma mais rápida, mas fiquem cientes de que esta não é a forma mais acertada de o fazer. As pessoas não vão a uma discoteca para serem tratadas como reclusas, pelo contrário. Fazem-no para se libertarem de amarras e tensões a que estão sujeitas no dia-a-dia.
Espero que interpretem de forma correcta esta carta, que visa ajudar-vos a corrigir estas atitudes menos correctas e respeitosas para com o público que, aliás, é quem alimenta e sustenta toda a indústria de eventos.
Com os melhores cumprimentos,
Carlos Osvaldo
27  Destaques / Nacional / ANE CABO DELGADO CORRUPCAO em: Abril 05, 2012, 08:20:38
Exmos senhores, quero apresentar a minha preocupacao em relacao a adjudicacao da ANE Cabo Delgado na construcao e reabilitacao de estradas na nesta Provincia.
 
E frequentemente adjudicada o maior "bolo" a empresa de construcao civil GLOBO CONSTRUCOES, mas o trabalho realizado por esta empresa e nulo ou invisivel, servindo este valor pra pagar comissoes aos senhores da ANE Cabo Delgado(vide jornal noticias/concurso ANE CABO DELGADO).
 
Por outro lado, sabe se que as ECMEP NORTE estao falidas ou paralisadas, mas em todos os concursos sao adjudicadas estradas, pra quem vai o dinheiro??Sera que o governo nao tem conhecimento da situacao das ECMEPs?(vide jornal noticias/concurso ANE CABO DELGADO).
 
Reabilitacoes das residencias do governo, delegado da ANE em cabo Delgado nao sao lancados em concursos publicos , mas sim entregues a empresa GLOBO CONSTRUCOES, o que diz a lei sobre empreitadas do estado?
 
Varios empreteiros estao numa situacao aflitiva devido a falta de pagamentos dos trabalhos realizados nas estradas em Cabo Delgado, exigem subornos(fiscal EMPRESA COTOP), sem nenhum seguimento pela ANE e muito menos da Direccao da obras publicas e habitacao/Ministerio.
28  Outros / Carta do leitor / Carta denúncia contra abusos e ilegalidades no Hotel Polana em: Outubro 24, 2011, 03:48:00


https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=explorer&chrome=true&srcid=0Bzkd8dP1KBOSNjFkZmVmOTItZmQzOC00ZWU0LThiZjAtMzIzZjk1ZGRjODMx&hl=pt_PT

Grupo de trabalhadores do Hotel Polana SA

29  Outros / Carta do leitor / O colonialismo português em pleno século xxi em: Setembro 08, 2011, 04:47:52
Em pleno século xxi deparamos ainda com cenas absurdas perpetradas pelos cidadãos portugueses residentes em Moçambique.
Muitos são os casos de abusos um pouco por todo o lado no nosso pais, eu já passei por isso em uma empresa que trabalhei que via alguns colegas serem tratados como bichos, e por temerem perder os seus empregos remetiam-se ao silêncio.

Será que não chegou a hora de deixarmos de ser pacíficos?
Será que em nossa casa temos que continuar a ser maltratados como se ainda estivéssemos no tempo colonial?

Sabemos que os portugueses tem vindo a fazer vários investimentos no pais, o que de certa forma e bom para o crescimento do pais mais não lhe da o direito de nos tratar como se fossemos cães.
Se formos ao aeroporto de mavalane todos os dias chegam mais de 100 portugueses ao pais, e eu me pergunto quantos moçambicanos querem ir a Portugal e são recusados os vistos de entrada naquele pais?
Mesmo com a crise económica ainda continuam arrogantes ao invés de serem humildes que só teriam a ganhar com isso.

Sobre a feira internacional (FACIM) que se realizou em Marracuene entre os dias 29/08 a 04/09, aconteceu algo inadmissível que passou normalmente aos olhos dos organizadores. Algo  que eu acho uma tremenda falta de respeito aos moçambicanos que se dirigiram a Marracuene na sexta-feira.
Varios foram os moçambicanos como eu que tentaram entrar no pavilhão de Portugal e foram impedidos alegadamente por não serem portadores de um convite.

Porque será que fomos cobrados 75.00Mtn a entrada e não fomos informados que não poderíamos visitar o pavilhão de Portugal?

Eu tentei entrar e fui prontamente barrado pelos seguranças, de seguida perguntei o que se passava e foi me exigido um convite, eu simplesmente perguntei se estas outras pessoas de raça branca que tinham entrado a minha frente e estas que estão a entrar teriam convites, e o segurança não sobe responder.
Depois como um bom moçambicano que não fica calado comecei a exaltar-me quando o segurança pediu-me para entrar.
Como no meio de muitos portugueses ainda existem alguns com carácter a minha colega foi lá dentro e falou com alguém do ICEP que prontamente veio a porta e convidou-me para entrar.

O que será das pessoas que não sabem se defender?
Porque será que temos que ser humilhados em nossa casa?
Será que ainda teremos que lutar contra o colonialismo?

“Moçambicanas e Moçambicanos, operários e camponeses, trabalhadores das plantações, das serrações e das concessões, trabalhadores das minas, dos caminhos-de-ferro, dos portos e das fábricas, intelectuais, funcionários, estudantes, soldados moçambicanos no exército português, homens, mulheres e jovens, patriotas:
Em vosso nome, a FRELIMO proclama hoje solenemente a insurreição geral armada do Povo Moçambicano contra o colonialismo português, para a conquista da independência total e completa de Moçambique.
O nosso combate não cessará senão com a liquidação total e completa do colonialismo português.”

Foram estas palavras proferidas pelo falecido presidente Samora Machel aos 25 de Junho de 1975 no estádio da Machava, mas sinto que a liquidação total e completa do colonialismo português não esta alcançado e o combate já terminou há muito tempo.

Cremildo Chemane
30  Outros / Carta do leitor / Karate: o Bronze e o (não) reconhecimento em: Setembro 08, 2011, 04:13:11
Um bronze suado com muita preparação, sem o apoio devido das autoridades, contra várias equipas de renome, mas que viu TODA a comitiva de dirigentes voltar as costas bem na altura da entrega das medalhas... não ficou um para assistir.
... à falta de apoio material e financeiro estou habituada ... à falta de reconhecimento quando as medalhas são conquistadas fora do País também... Mas no próprio País ... nesta altura.... não sei se me vou habituar!!! É triste para os atletas, para o País e creio que foi surpresa até para as equipes de fora que lá estavam o voltar costas de toda a comitiva governamental...
Mas.. é preciso andar para a frente, mais uma vez o reconhecimento virá de fora, embora as medalhas e o 7º lugar em Kumite -84 kg contém nas estatísticas dos Jogos Africanos para levar o País a lugares mais acima na classificação global.
Para as meninas que conquistaram Prata um abraço especial. Um forte abraço para todos, todos os Karatecas que integraram a selecção nacional e para os treinadores que deram o seu melhor, em especial o treinador Daniel Coelho. Bem hajam todos os amigos do Karate.
Para a equipa de Kata masculino que conquistou o bronze vamos continuar a trabalhar e a representar Moçambique carregando (como vocês sabem tão bem fazer), a Bandeira e o Hino Nacional pelos vários cantos do mundo.FORÇA! FORÇA!
Gabriela Rebello da Silva - Presidente da Associação Moçambicana de Karate Shito Ryu"
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