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31  Destaques / Nacional / O poder da Policia, até onde vai em: Agosto 22, 2011, 08:00:02
Saudações minhas aos leitores do J. @verdade.
É com muita lastima que vou usar deste espaço para narar um acontecimento que não é a primeira vez que vivo na vila de Vilankulo envolvendo a Policia d Moçambique, é algo que eu diria que ocorre quase por todo o Pais.
Estava eu a passar por volta das 05hr50m do dia 20/08/2011 bem em frente ao Comando Distrital da PRM de Vilankulo, quando assisti a uma "Tortura" bem igual aquela a qui vimos em televisão que ocorreu no Iraque, me perdoem ter que comparar com Iraque, é porque não se defere, como ia dizendo assisti um cidadão nacional aljemado as costas junto a um tronco, rodeado de + ou - 6 policiais, 1 dos quais o promotor da Tortura era da Policia Pública e os restantes da Policia Municipal, estes ultimos gritavam dando + força ao Actor que ia descaregando a sua força pra o pobre coitado qud Gemia, gemendo até perder o folego que até ficou sem mais gemido, triste cenario.
Lamento não ter tido a chance de tirar imangens para partilhar o cenario com os caros leitores, receando eu tambem ocorrer aos "Chambocos".
Isto é feito mesmo no quintal do referido Comando a vista d qualquer um que por la vai passando, lamentando sem poder agir.
Não estou aqui quendo julgar o que ele teria cometido, mas sim o facto de efectuar o tal acto em Público, porque é sabido que ocorrem sempre estes Actos por todo o Moçambique.
Será que estava ser feita Justiça?
Qual a diferença entre este acto da PRM e o da População?
Justiça sim, mas não a Torturas.
Sem mais. Agradecer o espaço.

Jose M.
32  Outros / Carta do leitor / AS RAZÕES DO MEU DESPEDIMENTO DA COMPANHIA DE SENA!!! 2/2 em: Agosto 16, 2011, 04:01:53
Esta proposta foi a razão do meu despedimento da empresa.

Proposta Para Melhorar o Rendimento Industrial Dessa Empresa
Estudar as principais razões que contribuem para o fraco rendimento industrial na companhia de Sena nos últimos três anos. No momento em que se espera que a companhia poça aumentar o nível de produção do açúcar para uma quantidade superior ou igual, a 72.440 toneladas, quantidade essa produzida em 2005, por contrário, a produção em vez de estabilizar, ela vai regredindo aos poucos. Este fenómeno pode-se verificar com maior precisão a partir do ano 2009. Como se pode ilustrar na tabela a baixo.
Anos
Quantidade de açúcar produzido em cada ano/ em toneladas
2005 72.440
2006 68.639
2007 60.955
2008 66.163
2009 37.739
2010 46.408

Para o ano 2011 a previsão é de produzir aproximadamente 72.000 toneladas de açúcar, que em termos estatísticos poderá ser um pouco difícil alcançar estes valores de produção, atendendo que a campanha teve o seu inicio no dia 10 de Maio, onde, até dia 25 de Julho, correspondia um período de aproximadamente 75 dias. Durante este período foram produzidas 20.628 tonelada de açúcar, que corresponde em média uma produção diária de aproximadamente 275 toneladas, se continuar no mesmo padrão, será necessário, mas ou menos 261 dias que corresponde aproximadamente nove meses trabalhando todos os dias sem parar, para se conseguir obter as 72.000 toneladas de açúcar planificada para a campanha 2011. Será um pouco difícil trabalhar o resto dos dias sem ter que parar! Atendendo que um mês tem 30 dias, isso implicará trabalhar até dia 20 do mês de Janeiro de 2012, como bem se sabe que esta é época è chuvosa, normalmente as chuvas têm o seu início no mês de Novembro ou Dezembro.
Já da para perceber que este ano será mais um desafio, se mantiver no mesmo nível de produção diária; è daí que se levanta a questão:
 Quais seriam as principais razões que contribuem para a fraca produtividade industrial ao nível da Companhia de Sena?
 Na fase em que está sendo feito muitos investimentos financeiros em quase todas as áreas a fim de melhorar a produtividade industrial, mesmo assim, a produção de açúcar ainda è baixa em ralação ao ano 2005, não só, como também é baixa em relação à produção das outras indústrias do mesmo ramo ao nível nacional. 
Actualmente a Companhia de Sena está em melhores condições em termos de capacidade industrial em relação às outras indústrias açucareira, visto que tem usado tecnologia moderna com um Moinho de alta capacidade, com grades quantidades de Alfaias agrícolas modernas, uma frota maior para transporte de cana, quando comparado ao ano 2005. Actualmente tem área para plantação de cana de aproximadamente 16000 ha de terras férteis, com aproximadamente setenta (70) Pivô para rega, dos quais 56 em pleno funcionamento e tem a sorte de estar localizada no vale do Zambeze que è uma das grandes reserva hidrográfica ao nível da região austral e com um grande potencial agrícola comprovado. Actualmente a companhia dispõe de grandes quantidades de Agro-químicos; falo de Fertilizantes, Adubos, Herbicidas, Maturadores químicos e muito mais. A companhia de Sena possui uma grande quantidade de mão-de-obra com uma larga experiência profissional no que diz respeito ao ramo açucareiro, não só, assim como também reúne condições humanas aceite para os mesmos, apesar de alguns pequenos constrangimentos que é natural.
  Pelos vistos, da para perceber que todos os factores mencionados concorrem a favor daquilo que são os objectivos da empresa em termos de aumentar a produtividade industrial “produzir 72 000 toneladas de açúcar na campanha 2011” que actualmente é um grande desafio, á cinco anos que não se alcança estes níveis de produção, se não apenas continuar a regredir para os níveis muito além de desejar.
   Quais seriam as principais razões que contribuem para o fraco rendimento industrial em termos de produção de açúcar, uma vez que a companhia reúne todas as condições necessárias ao seu favor?

Identificação dos Problemas em termos Hipotéticos:
1. Será que a cana produzida não tem qualidade em termos de concentração de sacarose? Por vezes aparentemente podemos nos iludir que temos muita cana, talvez esta sem qualidade desejada para alimentar uma indústria açucareira, pode se dar caso que esta tem baixa concentração de Sacarose, a “Fábrica não vai fazer milagres” para produzir açúcar em quantidade, visto que esta depende da qualidade da cana ou por outra da concentração da Sacarose contida na mesma, só assim se pode produzir muito visto que esta influencia directamente na qualidade e na quantidade do açúcar a ser produzir na indústria.
“O açúcar é produzido no campo, á fábrica apenas sintetiza o que já existe na cana’’”.

1.1. Será o uso excessivo de agroquímico ou por outra a má aplicação do mesmo poderia influenciar na qualidade da cana produzida? Talvez as técnicas usadas, em termos de compassos não favorecerem muito para as espécies de cana que temos em Marromeu.

1.2. Provavelmente os fertilizantes químicos usados pela companhia actualmente não tem qualidade desejada, para aquilo que são os objectivos pelos quais são aplicados?

2. Talvez o alto nível de desmotivação no seio dos profissionais, pode estar a concorrer para a baixa produtividade industrial ou por outra, sabotagem de alguma actividade quer na área industrial assim como na área agrícola.
2.1.Talvez sobrecarga de actividade no seio dos profissionais responsáveis pelo controlo de mão-de-obra, ou por outra, supervisão deficiente por parte dos encarregados, que pode ser motivada por incapacidade humana.
3.Provavelmente a fuga dos profissionais mais habilitados e bem capacitados ou os mais experientes nesta matéria de açúcar, estaria a contribuir para o fraco rendimento industrial.
3.1. Talvez a falta de mão de obra qualificada para área Agrícola assim como na área industrial, visto que uma empresa do tamanho da companhia não pode sobreviver de improvisos ou técnicos improvisados, os problemas não são estáticos que pode ser resolvido como um assunto rotineiro, isso não pode ser assim, os problemas são dinâmicos não estáticos como se pensa, por vezes há questões técnicas que devem ser estudadas com detalhes, discutida e planificada no papel, para facilitar o monitoramento do mesmo e trazer soluções palpáveis e bem fundamentadas em termo argumentativo.
4. Será que, estaria de trás desta fraca produtividade industrial, a má gestão do pessoal em termos de distribuição das tarefas e responsabilização sobre o seu mau desempenho, principalmente por parte dos gestores de cada departamento?

4.1. Talvez a falta de interesse pela parte de alguns gestores do topo, visto que não há nenhuma responsabilização pessoal quando o rendimento industrial e baixo?

5. Provavelmente a reforma feita no sector agrário assim com em outras áreas, estaria de certa forma a contribuir para o baixo rendimento industrial nos últimos três anos.

6. Será que os factores climáticos estariam a influência para o baixo rendimento industrial ao nível da Companhia de Sena?


NB: Que fique bem claro que estas são apenas questões hipotéticas que precisão de ser estudadas com detalhes e comprovadas, a partir disso, poder-se-á ter as soluções possíveis para aumentar o nível de produtividade industrial em curto, médio e longo prazo, na Companhia de Sena. Isso não è para tirar mérito a ninguém, apenas è sim, para fazer desenvolver “aquilo que è a nossa empresa” ou por outra mostrar o nosso potencial produtivo e o nosso bom desempenho como trabalhadores sérios que se preocupa com a sua produtividade e seu bom rendimento.
Até então não vejo as razões pelo qual a companhia tem vindo a decrescer do primeiro produtor de açúcar para o ultimo ao nível nacional, com o potencial que tem e não esta saber aproveitar, não só, com tantos investimentos feito em quase todas áreas. Falo de decrescer em termos de quantidade de produção industrial, não de qualidade.
Falou-se em alguns momentos que a fraca produtividade industrial estava ligada directamente as mudanças climáticas, argumento este que ainda não foi comprovado em termos de estudo que até o presente momento è apenas uma questão hipotética, tudo bem, será que nos últimos quatro anos tivemos problemas climáticos consecutivos?
 Se for o caso, já era o momento de se ter a solução para isso no intervalo de dois anos, tinha que ser feitos estudos e desenhar projectos com soluções bem claras para minimizar este problema de baixa produtividade industrial, não se explica uma grande indústria que temos e com grandes porções de terra férteis que dispomos, mesmo assim ainda continuamos a ser menor produtor de açúcar ao nível nacional! È difícil aceitar esta realidade, mas è o que vivemos neste presente momento.
Para mudar este cenário negativo, não precisamos esperar por ninguém que venha fazer isso por nós, se não nós próprios trabalhadores que somos uns dos beneficiário directo. A responsabilidade para que a indústria produza açúcar em grandes quantidades, depende de nós, os da classe operária, assim como os gestores do topo, para tal será necessário antes identificar os problemas, propor soluções, estratégias e politicas serias.

Propostas Hipotéticas Para Melhorar o Problema de Baixo Rendimento Industrial
A companhia precisa de fazer um estudo a aprofundado para perceber as principais razões do fraco rendimento industrial nos ultimo três anos, depôs de se atingir o titulo de maior produtor de açúcar ao nível nacionais no passado, para, actualmente depôs de muitos reinvestimentos feito em quase todas as áreas, continuar ainda na escala do ultimo produtor de açúcar, isso não se explica. Já è o momento de arregaçar as mangas e começar a produzirmos açúcar em grandes quantidades, visto que reunimos todas as condições necessárias para ser maior produtor de açúcar pelo menos ao nível nacional.
- Deveria ser feito um estudo profundo para se identificar as principais razões que contribuem para a fraca produtividade industrial. Se possível antes, testar as hipóteses levantadas e confirmar a sua veracidade.
-Antes deverá ser criada uma comissão para pesquisa, constituído por pessoas com capacidade de análise crítica e construtiva, que serão encarregues para elaboração de um protocolo de pesquisa com os objectivos bem claros e uma metodologia de pesquisa compreensível. A pesquisa pode ser feita por sectores em função dos objectivos a alcançar.
-Por fim elaborar um relatório final, onde irão constar todos os resultados encontrados, as principais razões ou causas e as suas respectivas motivações. Propor soluções para cada problema, a fim de melhorar o actual rendimento industrial.
-Em ultima analise se for necessário, pode se criar uma espécie de debate entre os gestores do topo para troca de ideias e tirar conclusões, sobretudo o que se pode fazer daqui em diante.

Por : Celso da Roda
33  Outros / Carta do leitor / AS RAZÕES DO MEU DESPEDIMENTO DA COMPANHIA DE SENA!!! 1/2 em: Agosto 16, 2011, 04:00:22
Tentei fazer uma proposta para informar a direcção da empresa sobre o que está se passar dentro da mesma, em resposta disso: recebi a carta de despedimento. Percebi que era o cúmulo da ignorância no seio de alguns gestores, espero que me desculpem a minha intenção não era ofender a ninguém, mas sim, tentar melhorar os rendimentos dessa empresa, Infelizmente fui mal percebido com uma parte dos gestores.
Eu não sabia que nesta empresa, alguns gestores não querem saber de inovações, muito menos opiniões de negros Moçambicanos, querem sim, manter as coisas assim como estão, do mal ao pior, continuar a baixar o rendimento e promovendo fugas de profissionais competentes, continuando a cometer irregularidades em quase todas as áreas, poucos deles estão preocupados com isso, mas como são ‘’Brancos’’, Para eles está tudo bem, ninguém quer assumir o problema de baixo rendimento industrial, “porque sabem mais”.
O importante è que eu fiz o que devia ser feito, apontei os problemas e dei as possíveis recomendações, mas como não sou estrangeiro e muito menos de cor “Branca”, ninguém me deu ouvido se não apenas ameaças e intimidações, vindo por parte de alguns gestores incompetentes dessa companhia.
 Infelizmente alguns deles nem são técnicos profissionais, talvez tenha formação na área militar e preparados para matar o inimigo, não para gerir um complexo açucareiro como esse, mas aqui as coisas funcionam assim, me parece ser caricato demais.
Foi a partir da conspiração desses “gestores” que pouco entende de coisas técnicas, aproveitando-se da ausência dos outro que bem entende da matéria, tentaram banalizar os pensamentos lógicos com dados reais, reduzindo assim a proposta para a melhoria dessa empresa, em nada. Isso è natural porque eles não entendem nada do que è profissional, talvez se fosse questões de artilharia de segurança, aí sim, poderia opinar muito bem porque são coisas ligadas a sua profissão.
Para analisar uma proposta do género, não basta ser um simples técnico amador, tem de ser sim, técnico profissional, com capacidade e análise crítica, não agir com base nas emoções pessoais ou equeívocos, dessa maneira tomarão sempre decisões precipitadas que só ajudaram a destruir a empresa e a regredir aquilo que è o seu rendimento.
Eles tem toda razão do mundo, como nada percebem de questões técnicas e para não se sentirem rebaixados, uniram-se as forças do mal e dos improdutivos e conspiraram contra a minha pessoa.
 Infelizmente, eles tem poder dentro da empresa, são livres de agir como bem apetece e para lougrar os seus intentos, tiveram que renuciar o contrato, acredito que foi no momento certo, porque eu não ia suportar as humilhações feitas por estes estrangeiros de mã fé que nem entendem nada de trabalhos de pesquisa para o melhoramento da empresa.   
 Em resposta a proposta feita, que podia ser algo interessante para um analista e um bom entendedor da matéria, mas coitadinho deles não entendem nada sobre a matéria e ao invés de se calar e manter-se em silêncio deixar as coisas andarem, preferiram transformar a proposta em maldades, que foi a razão invocada para a rescisão do meu contrato como se pode observar no anexo, não tem nenhuma outra razão invocada para alem desse facto.
 Falou-se durante a reunião de conspiração que tiveram dias antes da tomada de decisão precipitada que para eles, era melhor “ matar a cobra quanto pequena” e deixar os tubarões á vontade saqueando as Fábricas de Marromeu e Luabo, acumulando dessa maneira riquesas ilícitas ao custo do nosso suor, aliás, o enriquecimento ilícito é crime, quero acreditar que um dia vão pagar caro por isso. Só para lhes recordar o velho ditado “cá se faz e cá se paga”.
 Tiraram-me apenas o emprego, não a minha mente e muito menos a minha maneira de pensar. Os meus princípios de justeza vão continuar para sempre, assim como o meu bom desempenho profissional, já pude provar isso a vocês no intervalo de sete meses que trabalhei connvosco nesta empresa, razão pela qual convidaram- me mais uma vez para fazer parte da vossa equipe de trabalho, eu não pedi esse emprego, claro que aceite porque nao sabia que aqui dentro existia a lei dos  mais forte e ditadura marcial e o previlégio so para estrangeiros de raça Branca.
Saio de cabeça erguida, um dia vão perceber que eu estava certo no que escrevi e no que disse, não preciso de engraxar a ninguém, muito menos os chefes de “cor branca”, sempre serei assim quando as coisas estiverem mal, devem ser ditas e estudadas com detalhe a fim de se melhorar, não adianta nada tentar tapar o sol com a pineira e viver uma mentira absoluta para “agradar os patrões “. Já mais farei isso.
Sempre continuarei a lutar para o bom rendimento profissional dessa empresa, assim como para o bem estar da maioria oprimida, não poço me conter assistindo irregularidades desse tipo e manter-me calado, não posso assistir a empresa a ser destruída e delapidada por estrangeiros, pessoas de má fé que só querem acumular riquezas para si mesmo e nem estão preocupados com rendimento da mesma.
È muito triste para mim que só filho desta terra, ver esta empresa a ser destruída e saqueada por pessoas cujo na sua maioria não entendem nada de trabalho, mas como os gestores são estrangeiros, não se pode fazer nada. Visto que todo estrangeiro de cor branca, nesta empresa tem o título de Gerente “intocáveis”, independentemente da sua formação profissional ou da sua categoria, não importa, estes não devem ser criticados mesmo cometendo grandes aberrações.
Mas se a mesma situação for acontecer com um trabalhador moçambicano de cor negra, isso è o motivo de repreensão imediata consequentemente è expulso do seu mísero-emprego. Eu não consigo viver essa humilhação exagerada feita por estrangeiros, já basta a colonização, por favor.
Só se for estrangeiro de “cor branco” estes sim, podem emitir opiniões dentro da empresa porque a cor da sua pele lhe ajuda a encobrir a sua incompetência profissional.
Não se pode fazer nada, “eles são Brancos os bons profissionais”, apesar de grade maioria deles não ter formação profissional, mas aqui são todos Gestores intelectuais, com direito de humilhar os Moçambicanos profissionais competentes quando bem lhes apetecer.
 Eles se acham de donos da empresa e são os mais iluminados dentro do Distrito, ganham salários em dólares americanos e por cima disso alegam ter influências em todas as esferas ao nível do governo e se gabam de atribuir casas à alguns dirigentes do Distrito, ninguém lhes pode fazer nada mesmo? Eles têm todo o direito de nos humilhar e fazer o que bem atender connosco e o direito do moçambicano como trabalhador onde fica? Quase que não existe.
Como se pode imaginar uma empresa grande como essa, não ter nenhum Engenheiro agrónomo Moçambicano? Já passaram tantos por aqui, mas hoje em dia nenhum dele está por aqui, Isso porque há tanta humilhação, e não existe o mínimo de consideração para os técnicos nacionais.
 Só para o vosso conhecimento nenhum moçambicano original tem acesso a uma viatura nova, muito menos salários em dólar, se não, um punhado de Moçambicanos que usam sucatas velhas que os Brancos já não precisam de usar, è muita pena assistir esse triste cenário.
A descriminação não é só essa, até no processo de atribuição de casa aos técnicos, tem que se humilhar e pedir favor ou por outra, engraxar as botas dos Brancos para ser atribuído uma casa, caso não, será encurralado no centro, vivendo como porcos na pocilga.
Tenho muitos colegas que são técnicos agrónomos que trabalham nesta empresa há bastante tempo, mas ainda não tem casa, vivem no centro com as suas respectivas famílias, confinados num único quarto, è muito triste essa situação.
 Já se pode imaginar quão difícil è passar essa toda humilhação só para lhe atribuírem a casa que è dele por direito, com tantas casas vazias sem ninguém a se arruinar, mas como são brancos não se pode reclamar. Vale apenas ser Negro mas com Coração Humano do que ser Branco com Coração de Lobo, è muito feio.
 Problemas de casa ou de alojamento só acontece para técnicos moçambicanos, o mesmo nunca acontece para os técnico estrangeiros, porque? Não sei. Talvez porque somos muito hospitaleiros, preferimos dar as casas aos hóspedes e nós, os donos dormimos fora. Será? 
Todo estrangeiro aqui tem tratamento da elite, independentemente da sua função, mesmo que seja analfabeto ou um simples capataz, bastar ter a cor da pele Branca já è um grande currículo para se der bem nesta empresa, ou por outra, ser individuo de cor Branca e ter passado alguns dias na Quinta de tomate, banana, ou qualquer coisa parecida, aqui nessa empresa você já tem o titulo de Engenheiro Agrónomo, não precisa ter diploma nenhum basta a cor da pele já è suficiente para ser tratado como um grande investigador. Daí sim, já pode ter direito a uma casa em boas condições com mobília e localizada num bairro nobre da empresa, com direito a segurança, com acesso a transporte e tudo.
O mesmo tratamento não acontece com os técnicos moçambicanos, pior quando for de cor negra, por mais que seja Engenheiro de verdade, Doutor ou P.h.d, se tiver a cor negra, vai ter que gastar solas de sapatos para ser atribuído um quarto apenas, se tiver má sorte pode ser alojado no Bairro Vasco da gama onde não há condições humanas para se sobreviver, não digo viver.
 Esta atitude è muito feia, cria desmotivação no sei dos profissionais e alto nível de descontentamento, não faz sentido ser todos da mesma categoria, mas por causa do estrangeirismo e a cor da pele, os outros tem tratamento diferente, para não dizer VIP.
È muito humilhante viver assim, já não dá, os nossos avôs assim como os nossos pais lutaram contra o colonialista português por causa dessa discriminação social e Racial. E hoje ainda temos estes pequenos colonizadores aqui dentro da companhia a nos escravizarem.
Eu tive a oportunidade de assistir coisas muito tristes que tem acontecido nessa empresa, os trabalhadores da empresa são tratados como escravos, transportados por cima de tanques de herbicida em condições desumanas, quase que lacrimejei nesse dia, mas tive que me conter porque estava em serviços, tenho imagens que ilustra este triste cenário.
Não è só isso, existem piores aberrações, prefiro não comentar talvez no momento oportuno, as testemunhas são os mesmos trabalhadores. Há casos que vi trabalhador da companhia ser tratado como empregado doméstico no seu próprio sector em plena actividade de repente recebe chamada via rádio para ir comprar pão para chefe que está em casa a descansar, já pode imaginar quão humilhante è? Essas são apenas coisa pequena, existem coisas grandes que não posso falar talvez no momento oportuno. È só uma questão de tempo, espero que Deus vai me proteger desses iluminados.

 Como não bastasse, por cima, andam a nos intoxicar todos os dias com produtos químicos que inalamos e nem conhecemos a sua composição química, estão a queimando machambas de população quase todo os dias, não se pode fazer nada são os iluminados do Distrito de Marromeu.   
Por favor, não fiquem triste colegas isso è passageiro, não se intimidem por isso, continuem firme trabalhem mais e deiam o vosso máximo, por favor, um dia isso vai mudar para o bem, Eles não sabem o que estão a fazer, estão equivocados, isso é natural, não são técnicos para perceberem coisa técnicas, tudo que se critica nesta empresa converte-se em maldade e torna-se razão suficiente para conspiração.
Se essa empresa continuar assim, nunca vai evoluir em termos de produtividade industrial, será sempre os péssimos produtores de açúcar embora com todas condições ao seu favor, mas não tem mão-de-obra qualificada, todos os melhor profissionais vão fugindo, não há clima de trabalho saudável, è difícil aguentar esta humilhação e ameaça constante, isso não da para um profissional qualificado ao menos que não tenham outra oportunidade melhor, ai sim, vai ter que submete-se a essa escravatura moderna.
Que tipo de gestores que nunca querem ouvir opiniões dos que conhecem o trabalho, pessoas mais experiente, isso porque não sabem nada teme provar a sua ignorância. As consequências serão essas sempre com baixo rendimento, como è possível transformar sapateiro em engenheiro de um dia para outro, ou por outra, transformar segurança em gestor, isso não funciona de jeito nenhum, aprendam a colocar pessoas certas em lugares certos, só assim o barco pode andar.
    Neste lugar os trabalhadores não pode opinar nada mesmo sabendo que está se fazendo coisas erradas, deve se mater no silencio até estoirar, temendo de represarias como foi o meu caso.
Carros Colegas, esta empresa precisa muito de vocês, continuem trabalhando sério, isso è para o bem dos vossos filhos. Não se preocupem comigo, este è o caminho que o destino abriu para mim, as grandes coisas virão, “Cortarão apenas o caule não a raiz”, repito vou de cabeça erguida sempre justo, não posso me submeter as humilhações em coisas que eu sei que estão erradas, só porque quem está enfrente disso è um estrangeiro de cor branca.
Espero que me entendam, não sou racista, mas essa è a verdade que se vive nesta empresa, qualquer trabalhador sabe disso. 
 È doloroso ser humilhado na sua própria terra, não só è difícil ainda assistir o Barco a afundar e eu me manter em silencio, desculpa lá estaria a ser injusto para comigo mesmo, por favor, me perdoem colegas não foi intenção magoar a ninguém, são apenas factos reais já basta humilhação.
Não tema por favor, Um homem só morre uma vez, se for o caso, será por uma justa causa, que è o bem estar dessa empresa onde toda minha família entregou a sua vida, vocês mesmo serão os meus testemunhas se caso algum mal acontecer, espero que Deus me proteja porque è a única esperança que me resta na face da terra, depôs de mexer com os intocáveis, “pessoas que se acham ter influencias directas com ministros” quem só eu, um Humilde Celso da Roda.
Isso é apenas o começo de uma nova era, podem me intimidar ou tentar me silenciar como fizeram de outra vez, eu não hei-de me calar enquanto as pessoas continuarem a ser maltratadas e humilhadas pelos estrangeiros que nem sabe nada e vem aprender serviço aqui connosco e depôs querem nos humilhar, nos que somos os donos da terra, isso è uma ingratidão…
 
Por : Celso da Roda
34  Outros / Carta do leitor / AVE CÉSAR, AVE OBAMA em: Agosto 08, 2011, 11:14:57
Depois do susto financeiro americano, democratas e republicanos finalmente chegaram a um acordo aplacando, e até eliminando fundamentados temores e funestos respingos sobre a alarmada economia do planeta.
   Mas o suposto remédio não foi a panaceia ideal para exterminar o mal-estar generalizado. O refluxo esofágico da indigestão financeira aconteceu na esteira do dispensável estresse fabricado pela hesitante Câmara e Senado americanos – desgaste inútil e imperdoável que chegou a abalar os nervos da economia global já ressentida com o golpe de 2008.
   De novo, os protagonistas são os mesmos EUA que, agora viciados, retornam ao palco sob os holofotes nervosos dos parceiros internacionais. Portanto, não é à toa que testemunhamos as bolsas despencarem no mundo todo- como se fossem resultado de políticas econômicas caprichosas e irresponsáveis.
   O efeito dominó vai continuar sua trilha patética alternando-se tresloucadamente com a calmaria, até o presidente Obama cair em si e meter a porrada na mesa com categoria e proclamar, aos quatro ventos, sob a égide da bandeira americana, o imperativo da sua vontade: “Tem que ser assim. Do jeito que eu quero”.
   O grande estadista John Fitzgerald Kennedy, presidente dos EUA assassinado em 22 de novembro de 1963, em Dallas, Texas, já vaticinava: “ainda não descobri a maneira infalível de governar, mas aprendi a fórmula certa de fracassar: querer agradar a todos ao mesmo tempo”.
   O estadista – e o foi com letras garrafais, em 10 de junho de 1963, profetizou na América University Of Washington, um memorável discurso ressaltando a responsabilidade e o verdadeiro papel dos EUA no cenário mundial no auge da Guerra Fria, e um pouco antes do Tratado de Moscou, sobre testes nucleares (05/08/63). Ele disse assim: “Estava pela paz. Não por uma Paz Americana imposta ao mundo pelas armas de guerra dos EUA... não meramente uma paz para os norte-americanos, e sim uma paz para todos os homens; não uma paz meramente para nosso tempo, mas sim uma paz para todos os tempos.
Tampouco uma paz abstrata surgida de uma revolução na natureza humana. Nossos problemas, cria-os o homem e o homem, portanto pode resolvê-los... Alguns dizem que é inútil falar de paz a menos que os líderes da URSS modifiquem as atitudes. Eu espero que isso ocorra. E creio que possamos ajuda-los nisso. Mas também creio que devemos reexaminar nossas próprias atitudes... A história nos ensina que a inimizade entre as nações não é eterna... e que entre as coisas que são comuns aos dois países (EUA e URSS) nenhum é mais forte que o aborrecimento da guerra.
Se não pudermos superar nossas diferenças, ao menos podemos conseguir um mundo seguro na diversidade. Porque numa análise final, nosso mais básico vínculo consiste em que todos nós habitamos este planeta, todos nós respiramos o mesmo ar, todos nós pensamos no futuro dos nossos filhos. E todos nós somos mortais.
Os EUA, como todo mundo sabe, nunca iniciarão uma guerra. Não esperamos uma guerra... estamos preparados para a guerra se outros começarem. E estaremos alertas para detê-la. Mas também nos dispomos a construir um mundo de paz em que o fraco esteja seguro e o forte seja justo... com confiança e sem temor trabalharemos não numa estratégia de aniquilamento, e sim numa estratégia de paz.”
Esperamos que Obama se inspire neste emblemático discurso para recuperar o tempo perdido com a insensatez congressista, resgatar a combalida saúde financeira dos EUA, refreando, no embalo, a agressiva e por demais dispendiosa politica externa norte-americana. Ele sabe que dispõe á sua frente das cartas certas para o jogo. Sabe também que para ganhá-lo é apenas uma questão de escolha, de paciência, tempo, persistência e principalmente de atitude.
É claro que o primeiro movimento é o mais básico de todos, consistindo no corte brutal das despesas bélicas do Pentágono – em sua grande maioria orientadas na teimosa missão imperialista em busca da hegemonia mundial.
Ganharia muito, o senhor Obama iniciando a contenção na orgia das despesas públicas do governo, suprimindo os gastos militares dos EUA ao redor do mundo. Ao mesmo tempo, traria seus rapazes-de-farda sãos e salvos, de volta para casa.
Este é apenas o início de um festival de vantagens que podem se descortinar entre as imensas responsabilidades do presidente. Além de contar com a imensa simpatia da opinião pública americana, acentuaria também tal predisposição quando recolocasse estas faraônicas despesas no estímulo da economia dos EUA e sua consequente repercussão na geração de empregos.
Também ajustes fiscais poderiam ser cogitados. Mas não aqueles que penalizam os mais necessitados ou os radicalmente desassistidos. Não! Contra estes cometer-se-ia a monumental injustiça e o irreparável erro político de tributar os mais carentes.
Presume-se, portanto, nesse grande equívoco, um prejuízo imensurável nos índices de popularidade – significando verdadeiro terror e inominável desastre político para o homem público, especialmente para o senhor Obama, presidente dos EUA que aspira as pretensões de se reeleger em 2012.
Tributar sabiamente os mais ricos, os megaempresários, as grandes empresas multinacionais, as indústrias do petróleo e os milionários oligopólios. Estes sim! Ganham tanto dinheiro que não vão se furtar, nem se importar a prestar, ao consciente erário americano, suas “modestas” contribuições .
Aos idosos, aos mais humildes e desvalidos, destinar-se-iam as atenções assistencialistas do Estado. Aí estariam disponíveis os serviços médicos públicos do Medicaid e o Medicare, além da sintonia em honrar compromissos inadiáveis com pensionistas, veteranos e servidores públicos federais - o outro lado da moeda que não pode ter o luxo sequer de pensar em receber calotes.
Esta estratégia redentora das finanças públicas americanas produziria efeitos preciosos e indispensáveis à socialização e à universalização de serviços básicos assistenciais com as vantagens de estender seus benefícios tanto às famílias de baixa renda quanto às mais abastadas, que poderiam usufruir muito bem essas benesses sem remorso.
E isso, senhor Obama, rende milhões de votos.
Com um bom regime de contenção de despesas associado a um programa de elevação de impostos destinados a americanos mais ricos, investimentos pesados poderiam ser canalizados para despertar a poderosa indústria norte-americana e desencadear a geração de milhares de empregos nessa altura do campeonato. Esse detalhe, senhor Obama, também rende valiosos votos e, portanto, não pode ser desprezado.
Para ilustrar este ponto de vista lembramos a peripécia de Bill Clinton, em 1992, quando seu governo fez brilhantes acordos comerciais internacionais via Nafta com o Canadá e o México.
Resultado: o que se viu foi um vigoroso crescimento do Produto Interno Bruto e a descomunal queda do desemprego. Por causa disso Clinton se reelegeu tranquilamente e 1996.
Existem ainda dois pontos que precisam ser contemplados para que se resgate a autoestima e a dignidade do povo americano. Um deles diz respeito á prisão de Guantánamo instalada na base militar norte-americana em Cuba.
Este centro de tortura é uma cria indigesta da Doutrina Bush e vem perpetuando seus “métodos” com a cumplicidade do senhor Obama.
Lá a tortura é a regra, compartilhando um leque interminável de monstruosidades, incluindo até a famosa “lavagem cerebral” em milhares de prisioneiros.
Um desses infelizes, Abu bin Qumu, acusado de pertencer à Al-Qaeda passou 5 anos na prisão feito um animal enjaulado, sendo habilmente doutrinado pela cartilha de Washington. Hoje, “reciclado” e livre de Guantánamo, luta com ardor pró-americano engrossando as fileiras dos rebeldes líbios contra as forças de Muamar Kadafi.
Sobre a Líbia continuam grassando os infames bombardeios regidos sob a batuta da OTAN e a complacência servil da ONU. Ainda sobre este país, assediado barbaramente pela ganância imperialista, devemos registrar que o Reino Unido inovou: seguiu à risca o brilhante modelo das sanções unilaterais norte-americanas, ao congelar, “ad eternum”, as contas de Muamar Kadafi.
Agora são os bancos britânicos a manipular seus ativos transferindo a fortuna do dirigente líbio para as mãos dos rebeldes que, a todo custo, tentam derrubá-lo. E dá-lhe bombas sobre Kadafi e seu povo que, acossado pelas superpotências, experimenta na própria pele o lado sombrio da barbárie colonialista.
Essas aberrações contra a Líbia, verdadeiras atrocidades, são do perfeito conhecimento de Ban Ki-moon, Secretário Geral da ONU, sem que qualquer providência tenha sido tomada a respeito para abrandá-la ou até mesmo expurgá-la do contexto político internacional.
Tanto este caso, quanto o do horrendo campo de torturas instalado pelos norte-americanos em Guantánamo, merece pelo menos uma séria advertência do TPI (Tribunal Penal Internacional). Infelizmente, os EUA não são signatários da Carta de Intenções desse Juizado. E assim, imunes às sanções da instituição, estão livres para praticar escancaradamente seus repulsivos crimes de tortura, emporcalhando a reputação de um país inteiro, além de envergonhar e chocar toda a Humanidade.
O outro ponto tão importante e delicado quanto o primeiro, é a questão Palestina, que se arrasta ao sabor dos caprichos e interesses sionistas desde a criação do Estado de Israel, em 1948. O beneplácito americano pinta esta história com as cores de uma novela sem fim. A cumplicidade da ONU ao longo de todos esses anos é odiosa. Ela sabe muito bem que são ilegítimas as aspirações israelenses que transfiguram a novela num drama repleto com a desgraça e sangue palestino. Tudo isso é regado com um desvairado ódio judaico islamofóbico ou, como queiram, com a suprema aversão arraigada no fundamentalismo sionista.
Este pendor protecionista norte-americano tem sentido, uma vez que dos 12 e 14 milhões de judeus espalhados pelo mundo, 5,4 milhões compõe a população de Israel, enquanto que outros 5,3 milhões vivem confortavelmente nos EUA. Só em Nova York e adjacências, a população judaica atinge a marca dos 3 milhões de indivíduos.
Além disso, devemos considerar a posição estratégica de Israel que recebe mensalmente milionário pedágio de Washington para servir como importante peça de dissuasão na Palestina e consolidar a zona de influência dos EUA, que abrange todo o Oriente Médio. É por essa e outras que o tão ansiado Estado Palestino não sai do papel. Fica só ao sabor das boas intenções internacionais.
Mas deixa estar! Em setembro estarão sendo julgadas as pretensões Palestinas para se tornar o mais novo membro da ONU. Para ser exato, será o 194º país a participar da Organização. Este apoio já foi garantido ao presidente palestino Mahmoud Abbas através de um porta-voz de peso da presidenta Dilma Roussef: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cuja inclinação à causa palestina sempre mereceu destaque especial.
Caso Obama queira se projetar como guardião das liberdades e se eternizar ao lado de outras celebridades políticas americanas - glorificadas no Panteão de famosos estadistas – precisa urgentemente provocar estas mudanças essenciais na política dos EUA cujos reflexos são imediatos no contexto global. E ele precisa fazê-lo rapidamente, nem que para isso precise dar um soco na mesa!

De W. Sabino
35  Outros / Carta do leitor / Comunicado do Mano Azagaia em: Agosto 04, 2011, 05:15:44
Caras e caros,

amigas e amigos,

estimados!

 

Em primeiro lugar agradecer a todos que me foram solidários e apoiaram desde o momento da minha detenção até o da minha soltura: familiares, amigos, músicos, jornalistas, admiradores, políticos e público no geral. Devo a minha liberdade a cada um de vós que sempre acreditou em mim.

No dia 30 de Julho, sábado, dia em que ia realizar o concerto de apresentação do meu novo vídeo, pouco antes das 15h, no bairro 1º de Maio, na cidade de Maputo, a polícia moçambicana interpelou e revistou a viatura em que eu seguia com mais dois acompanhantes. A polícia encontrou na posse de um dos meus acompanhantes um grama e meio de cannabis sativa para consumo pessoal. Posto isso, fomos, eu e ele, conduzidos a 12ª esquadra, onde foi feito o registo da ocorrência. De seguida fomos conduzidos a PIC e por fim a 6ª esquadra onde ficámos detidos até segunda-feira de manhã, período em que fomos levados de novo a PIC onde recebémos o mandado de soltura, de modo a aguardarmos o julgamento em liberdade.

O caso encontra-se agora nas mãos da justiça moçambicana, e para não infuenciar o trabalho desta, não farei mais declarações sobre este assunto até a sentença. Agradecia portanto, que os midias respeitassem a minha posição. E que ao invés de publicarem mentiras defamatórias, como a de associarem-me ao tráfico de drogas ou a apologia a estas, aguardassem ou recorressem a entidades competentes e capazes, neste momento, de revelar detalhes do processo.

Quero também expressar a minha solidariedade a todos os cidadãos moçambicanos acusados de cometerem crimes, que por não serem nem artistas, nem comerciantes ou políticos influentes não merecem a mesma atenção dos midias, e que por causa disso, aguardam encarcerados há muito mais do que quarenta e oito horas pela data do julgamento.

Peço a todos os meus admiradores perdão pelo choque e violência da notícia. Peço também que mais do que acreditarem em mim, acreditem que as árvores conhecem-se pelos seus frutos e não pela beleza que possam transparecer.

QUEM ESTÁ COM O POVO, ESTÁ COM DEUS. POVO NO PODER!

 

Maputo, aos 04 de Agosto de 2011

Mano Azagaia
36  Outros / Carta do leitor / Carta à Administração das TDM...balcão da Maxixe não existe livro de reclamações em: Agosto 03, 2011, 11:54:13
Ilustríssimos e Excelentíssimos
Senhores Administradores da TDM
M A P U T O

Antes de mais e, antes que a indignação se esvaia, deixem-me dizer-lhes que a vossa empresa se tornou um pesadelo para quantos, sem alternativas fiáveis, de vós necessitam.
É sempre com o coração nas mãos e uma prece aos céus, que aguardo as 19,00 horas de cada dia. Quantas, direi mesmo quantíssimas vezes, Vªs. Exªs. me falham o fornecimento do produto que convosco contratei de boa fé e, principescamente  pago.
Hoje, 27 de Julho, mais uma vez. São já 19,14 horas e a malfadada luzinha verde, não acende.
Mensal e religiosamente, pago na totalidade um serviço que me não foi fornecido na sua totalidade. A isto, em qualquer parte do mundo se chama roubo.
São 21,25 e, pensando que algo acontecera ao site que estava consultando, reparo que a malfadada luzinha verde, estava novamente apagada. Até quando?
Ligar ou reclamar, não adianta. O interlocutor ou está impedido ou nas tintas para quem chama.
Excelentíssimos e Ilustríssimos senhores. Reduzam um pouco às mordomias de que disfrutais e, esse pouco será mais que o necessário para optimizarem o vosso produto e satisfazerem os que, sem alternativas a vós recorrem.
Essa desculpa esfarrapada de que somos terceiro mundo, já tem barbas. Os HOMENS são todos iguais. O número de neurónios é o mesmo. Descendemos todos da mesma mãe só que, somos todos iguais e todos diferentes. E, vocês, pelo resultado do vosso trabalho, são muito mais diferentes.
E a luzinha malfadada, continua apagada e eu, mais milhentos irmãos de desdita, a perdermos tempo precioso de nossas preciosas vidas e conhecimento, esperando, sempre esperando.
Excelentíssimos e Ilustríssimos senhores, eu não nasci para esperar! Nasci para agir e agitar.
Se tiver, uma centelha que seja, despertado a vossa atenção para esta triste realidade e conseguido acordar-vos para este aberrante quotidiano, dou por bem empregue o meu precioso tempo perdido. Desassossego é preciso!!!
Se o quiserem, são capazes!!!!

Helder Martins
Maxixe, 27 de Julho de 2011
37  Outros / Carta do leitor / Carta aberta do PCA da LAM em: Julho 11, 2011, 09:42:14
Exmo. Senhor Presidente do Conselho de Administração da LAM.

Permita-me que use este meio para congratulá-lo pela recente nomeação para o prestigiado cargo de PCA da nossa companhia de bandeira! É certamente momento de orgulho, saber que a nossa companhia nacional passará a ter um PCA a tempo parcial (part-time), apesar dos inúmeros problemas que enfrenta! Nada temos contra a sua vida privada, pelo contrário estimulamos aqueles que simultaneamente para além de docentes em várias universidades, conseguem ser ao mesmo tempo deputados, presidentes de comissões especializadas, PCAs de empresas públicas e privadas, membros de comités e conselhos locais, regionais, partidárias, nacionais e outras! Um exemplo vivo de empreendadorismo e auto-estima!

Exmo. Senhor,

Não duvidamos da sua competência, mas como utentes da nossa companhia de bandeira estamos preocupados com os recentes desenvolvimentos na empresa, que apesar de não terem sido por si criados, acabam afectando a minha vida pessoal, a de membros de nossas famílias, a nossos amigos, e no final do dia a todos os utentes que não por vontade própria, mas por falta de alternativa vem-se forçados a usar os serviços da companhia que V. Excia. dirige!

Dizíamos nos que não duvidamos da Vossa competência, mas preocupam-nos os gravosos atrasos que se tem verificado na empresa e nos surpreende que no acto de celebração da passagem de mais um aniversário se tenha lançado nos media informações que não me parecem corresponder, na totalidade, à actual imagem que temos da empresa que superintende. Refiro-me aos persistentes atrasos, um dos quais de mais de 14 horas num dos voos no percurso Quelimane-Maputo só para citar um.

Exmo. senhor PCA,

Escrevo-lhe para lhe dizer que estou cansado de chagar as casa às 03, 04, 05 e até 06 horas da manhã! Escrevo em desespero de causa porque não vejo da parte da vossa empresa nem vontade, nem preocupação nem respeito pelos constantes transtornos porque os utentes passam!

Excia,

ao longo dos últimos 15-21 dias, fomos vítimas privilegiadas da empresa que dirige! Fizemos mais de 10 voos e sem pestanejar lhe asseguro que nenhum saiu a horas, com a excepção de um que saiu quase a horas, provavelmente porque a bordo estavam os Ministros da Planificação e Desenvolvimento, da Indústria e Comércio e da Cultura, para além do Vice das Obras Públicas e Habitação que se dirigiam à Cidade de Quelimane! Tirando esse, Exmo Senhor todos os outros voos registaram atrasos gravíssimos. Não me venha dizer que foi azar meu!

Pois acho que seis ou dez voos em menos de 21 dias, é uma amostra considerável estatisticamente falando!

Exmo Senhor,

Não sei se sina da família ou não, mas para que não lhe venham dizer que inventei, contarei singelamente alguns episódios ocorridos, comigo, com membros da minha família e alguns amigos. Meu irmão que viaja regularmente à cidade da Beira em missão de serviço, foi vítima de vários atrasos, tendo algumas vezes chegado a casa depois das três da manhã. Outros membros da minha família, incluindo meu pai, com mais de 70 anos, foram obrigados a fazer voos que chegaram ao destino cerca das 04.00 da manhã, fazendo com que só pudesse estar em casa volta das 05.00 da manhã, com prejuízos para membros da família no local da partida do voo, os próprio viajantes e a equipa receptora!!

Outros amigos reportaram situações escandalosas de super atrasos! Mas apesar destes factos não vimos nenhuma nota explicativa, nenhum pedido de desculpas formal para alem do habitual ‘atrasámos por motivos operacionais’ mesmo quando nos chegam informações de numa das vezes uma das razões operacionais foi o atraso de uma hospedeira por motivos de beleza cabeleireira!

E com este backgroung Exmo. Senhor, que custa a acreditar nas estatísticas que nos apresentam, afirmando que o índice de pontualidade no primeiro trimestre foi de mais de 90%! Reconheço que o período em apreço diverge daquele que menciono, não resisti à tentação de enviar-lhe esta missiva na esperança de que seus colaboradores mais próximos não estejam a ‘atirar areia para seus olhos’, pintando um quadro róseo da empresa que dirige quando nos os utentes que, em princípio, deveríamos ter sempre razão, não temos razão nenhuma, nenhuma razão para estar felizes com o desempenho da Vossa-nossa empresa.

Caso duvide da nossa intenção, agradecíamos que visitasse a blogsfera, especialmente a facebookosfera para aperceber-se do estado de espírito dos utentes da empresa que dirige!

Exmo Senhor,

Sabemos que a União Europeia baniu a nossa companhia de bandeira de voar no seu espaço aéreo-um golpe duro a nossa auto-estima!. Não teria sido uma ocasião impar para V. Exia se pronunciar explicando aos seus utentes o que terá acontecido para que nos colocassem na lista da vergonha de África? Não teria sido uma ocasião impar para pedir a nossa colaboração no intuito de juntos resgatarmos a imagem da nossa companhia aérea mor?

E já agora, acha que o monopólio é salutar para a saúde da nossa companhia de bandeira?

Sem outro assunto de momento subscrevo-me,

Manuel de Araújo
38  Outros / Carta do leitor / As minhas impaciências paciências são os meus gritos surdos! em: Julho 11, 2011, 04:47:07
Sr. Director!
Meus caros compatriotas e concidadãos quebrem o mito do barulho, orando em voz alta, mas em silêncio!
Senhor Director, é com muito gosto e satisfação que vejo a minha impaciência paciência, num grito surdo, editada no vosso jornal. Também sinto-me regozijado pelo facto de o fazer sem a petulância que não tenho, ainda que o que me conduz a esta página de opinião seja um problema, que já por ser problema é também uma solução.
Senhor Director, não é que com a introdução da economia de mercado, o que era passou a ser e, o que não era continua a ser, ser o que não era.
Eu sou um pacato cidadão desprovido dos mais nobres direitos consagrados na carta magna dos direitos humanos e, procuro nas minhas impaciências paciências satisfazer o já flagelado ego de que não disponho, por sempre ter o procurado, sem o encontrar, por estar incessantemente, de forma perpétua, eternamente comigo.
Vivo aqui pertinho da Escola de Condução de Maputo e disto a algumas jardas dela, já lá vai muito tempo, que eu me recorde e, desde antes da minha vinda a esta inóspita viagem, pelo espaço terrestre.
Não é que o tempo de que tenho estado a compartilhar a minha ordeira, tranquila e sossegada convivência com os demais munícipes, ordeiros e zaragateiros, tenha me apercebido, que afinal o que era, afinal já não é, por uma simples razão. Um posto de atendimento celestial foi colocado ao lado de onde supostamente me sentia repousado tão plácido, que entendeu, que afinal, eu não tinha razão para ali estar a viver, porque, supostamente, não lhes dava a alegada razão de que eles reclamavam, por estarem dentro da razão, que nunca lhes dei.
Se a memória não me atraiçoa, foi num desses domingos dos chamados longos domingos de Abril, que a Igreja Universal do Reino de Deus decidiu alargar o seu espaço de culto, passando a exercer a sua actividade divina na antiga Escola de Condução de Maputo, numa história de várias estórias de que irei me debruçar nos próximos tempos, se nenhuma força oculta não me surpreender neste espaço celestial que vivo e convivo tranquilamente comigo e com a minha intranquila consciência sossegada, ainda que, mas ainda assim, esse desejo seja de um grupo de carnais, pois, ainda bem, que ainda mais, o desejo divino seja, ainda assim, o único desejo que une os já demarcados eloquentes que não convencem pela sua persuasão inconfidente.
Até esse domingo, marcadamente calmo e, sobretudo, demarcadamente barulhento, tudo corria tranquilamente, que até deu para a partir de minha casa viver o culto do culto do culto, naquele que teria sido o dia da inauguração das novas instalações da Igreja Universal do Reino de Deus nas antigas instalações da Escola de Condução de Maputo, embora não tivesse sido convidado para o efeito, pelo facto do convite ter chegado, apenas na tarde seguinte do dia anterior.     
Ainda assim, embora tenha aquiescido, a inauguração e ou reinauguração das instalações, seja como for, foi marcada por um flagelo que combinadamente chamaria de iurdizanização de um domingo, no tempo e no espaço, que viria a alterar a minha impaciente já paciente impaciência nos tempos que se seguiram.
O que inicialmente parecia uma cerimónia ordeira e de festa, trouxe para muitos de nós, que vivemos em silêncio, em todo o santo domingo de domingo de santo de silêncio, aqui para os lados da baixa da cidade do Maputo e do país, um sentimento de revolta, mas sem levantamento, apesar de muito tumulto nas nossas consciências bastante persuadidas pelas consciências dos inconscientes, pois, vimos o nosso contrato social com o município ferido, se é que não foi amputado, porque, mesmo para aqueles seres que lhes foi negado o direito natural de ouvir, nesse domingo condenado ao barulho, muito por culpa da falta do silêncio, não só não ouviram, como acredito que lhes tenha sido negado o silêncio.
Na manhã seguinte, quando acordo, acordado não porque deveria ter acordado, surpreendo-me com a minha própria surpresa, acordava mais cedo do que supostamente, alegadamente estava habituado. Pergunto a minha impaciente paciência, num grito surdo, afinal o que estará a acontecer?
Então, foi então, quando me dirigi a varanda e espreitei para ver se podia localizar a manifestação barulhenta do silêncio, que não se manifestava àquela hora da manhã, pois, ainda eram 6h00 mais alguma coisa, quando a algazarra do alarido se fez ao dia. O alvo foi imediatamente identificado, era nas antigas instalações da Escola de Condução de Maputo, dentro da sua nova roupagem, que a poluição sonora era emitida acima de 85 decibéis, reconhecidamente, admitidos por organismos internacionais, não só reputados, como de renome internacional por defenderem a saúde pública auditiva, como sendo internacionalmente não aceites, porque, para além de perturbarem e desnortearem depois de desassossegar, são nocivos as pessoas à elas expostas1.
Já que havia acordado, voltei a não dormir e continuei a fazer o que não fazia àquela hora. Tranquilamente senti-me intranquilo. Nessa intranquilidade tranquila, pensei assim...
…ficar em águas de bacalhau por ir por água abaixo é dar água pela barba, sempre que pretendermos levar a água ao nosso moinho, tudo porque alguém traz água no bico de quem se rebela do silêncio...
...e, dada a hora de fazer o que orgulha o homem, que não é o trabalho, por ser trabalhoso, lá fui eu, naquela de que o problema que eu achara que não era, podia ter uma solução até por volta das 12h00, período celestialmente definido para o almoço de todos os carnais e, carnalmente não para todos os que querem, porque nem todos podem.
Quando eram 12h00 mais alguns minutos para as 12h30, cheguei a casa e, para não me surpreender com o que não esperava, fui recebido por muito silêncio disfarçado de barulho. Era o barulho na primeira pessoa e em peso. À tarde idem, no dia seguinte, também, na semana seguinte continuou e, não terminou no mês seguinte, nem no seguinte, até data hoje.
Foi quando, reunido comigo mesmo, conclui que era necessário e urgente encontrar uma solução pacífica, que para além de ser do meu agrado, fosse também do agrado dos meus pares. E, assim, encetei algumas diligências junto dos responsáveis daquela congregação a nível da baixa, que me tranquilizaram naquela minha paciência impaciente, dizendo que a solução tinha sido encontrada, que faltava apenas pô-la em prática. Satisfeito fiquei eu, sempre em silêncio, já que vivo de forma silenciosa nesta minha silenciada vida em silêncio.
Não é que os dias começaram a passar e, como se não bastasse, continuaram a passar, até que a minha impaciência impaciente veio a mó de cima, já estava impaciente na minha paciência e os meus gritos surdos já não se ouviam, porque gritava tão alto que nem eu os conseguia ouvir, quando, não sei por que cargas de água, vi-me envolvido de ideias por todos cantos que revolvem a minha alma, afinal porque não escrever se posso ler o que não posso escrever? 
E, as ideias, essas não faltam para nós, os tais que todos os dias sonham em ser empreendedores, sabendo que um dia nunca serão, embora tenham fé que serão. Por essa e por outras razões, já ia na décima página quando dei conta, que afinal de contas, não era necessário escrever tanto, como se estivesse a iniciar uma obra literária, para apenas protestar, por a Igreja Universal do Reino do Deus estar, declaradamente a azucrinar, incomodar, perturbar e saturar a paciência mais que paciente de todos nós, que vivemos no quarteirão que se localiza no perímetro das avenidas Filipe Samuel Magaia, Josina Machel, Guerra Popular e Fernão de Magalhães, bem como dos próprios crentes, que não podem falar em público, mas que em off record se pronunciam efusivamente contra o estado de turbação e tontura a que são submetidos em todo santo dia do dia santo, quando o silêncio é obrigado a dar espaço ao barulho, ainda que se recuse, mas à força acaba cedendo!
E, sem nos apercebemos, percebemos que sentíamos algumas perturbações auditivas e, compasso, é verdade ou mentira, é sério ou é brincadeira, lembro-me de um dia, num desses dias, estar a conversar com alguém que não vive nas cercanias, nem tampouco convive com gritarias atormentadoras de vozearias de pregarias, ali próximo a casa, aliás à igreja, ter mantido uma conversa aos gritos, embora estivesse a desenvolver a conversa perto-perto e, mesmo, lado a lado.
Por isso, entendemos nós os prejudicados ou alvos destas preces, que ainda que não professemos nenhuma religião, ao menos temos a compaixão de nunca desrespeitar o sossego de ninguém e, clamando pelo respeito e harmonia social.
Penso eu e, mais ninguém, que bem seria visto o trabalho do município se os agentes municipais não fossem, apenas às barracas para informar que a partir das 21h00 de todos os dias devam encerrar, por forjadamente perturbarem a ordem pública, pois, temos um exemplo de desrespeito, desprezo e desdém perpetrado pelos agentes da Igreja Universal do Reino de Deus, não se sabe a mando de quem e por que consciências, aqui para os lados da Av. Filipe Samuel Magaia, nas antigas instalações da Escola de Condução de Maputo, que emitem vozearias concertadas de forma desconcertada e, ainda assim, como se não bastasse, ainda mais, amplificadas, exageradas e bastante exaltadas, se não forem excessivamente poluidoras, todos os dias e, às horas nobres, como se fossemos culpados por algo que pretensamente não fizemos.
Assim, imaginem-se envolvidos nesse movimento pró barulho e de pregaria que ocorre às 06h00, período de descanso, 12h00, hora do almoço e 18h00, hora dedicada ao descanso por mais um dia de trabalho, aliás, apenas um ponto de ordem, faço alusão a estas horas, por coincidentemente ser o período que me encontro em casa. E, às horas que não estou?
Concisamente, aproveito escrever dilatadamente, esta carta, apesar de não saber ler, para informar a quem de direito, que os nossos direitos dilacerados e não acautelados nem garantidos, devam ser resgatados e salvaguardados como reza a Constituição da República e a postura camarária, bem como, algum escrito celestial – não faça o que nunca desejaria que lhe fosse feito, pois, isso fere não só quem não deseja, como é um desejo de Deus que ninguém se sinta ferido por que nunca desejaria que lhe fosse feito.
Senhor director, a quantidade de decibéis a que me referi no desenvolvimento deste texo, para além de indisporem, descompadrar e azedar a nossas mentes, violam a Postura Municipal sobre a Poluição Sonora, aprovada pela resolução, número 33/AM/2001 de 3 de Abril e, que entrou em vigor no dia 01 de Junho de 2001.
Já agora e para o conhecimento dos demais munícipes e, associando-nos à luta desencadeada pelos residentes do Prédio 33 Andares, sobre o mesmo problema, o barulho, a postura camarária em causa que, por sorte, ainda está em vigor no Município de Maputo, no seu artigo número um, regulamenta a emissão sonora, derivada de manifestações festivas e comemorativas e de actividades produtivas e outras, que em volume, intensidade e frequência, ultrapassem os limites do aceitável, constituindo poluição ambiental e perturbadora do direito que os munícipes têm a um ambiente calmo e sossegado para o exercício da sua actividade diária e ao silêncio nocturno para um repouso reparador das suas energias.
Mais não quis dizer, mas continuarei a dizer em silêncio, ainda que seja para quebrar o silêncio do barulho, neste barulho de silêncio.
E, se alguém se sentiu abocanhado, afrontado e beliscado pelos meus gritos surdos queixosos, então, desconsidere e, por favor, faça o favor de não ler o que já leu, mas se puder passar para outra pessoa esta mensagem, já que, já leu, ainda que o quisesse sem saber, glorificado ficaria o silêncio, porque os munícipes desta zona da baixa, também merecem o quebrar do silêncio do barulho, que não só incomoda quem o emite, como provoca indisposição, desassossego, incómodo e doença para quem não quer ouvir. De igual modo, estes munícipes tem o direito de viver em sossego, descanso, tranquilidade e em paz, tal qual tem os que cultivam o culto, pois o silêncio e o urbanismo são um direito que todos os munícipes têm, que ninguém está disposto a abrir a mão.
Por isso, por favor, não usem nenhuma força oculta para me surpreenderem, como um representante insinuou quando abordado por mim, pois, irei também, ocultamente, vos surpreender com a força divina, continuando a escrever até que ouçam a nossa razão, que nada tem a ver com o culto que apregoam, mas com os que apregoam o culto de não ouvir a razão dos que não cultivam o culto, já que não são obrigados a fazer pela diferença das crenças.
Pelo menos ainda sou um culto, embora não cultive nenhum culto, por respeitar a liberdade de outros até aonde vai a minha, que só não começa, enquanto não termina a dos demais!
Fui!
No dia 3 de Setembro de 2011, início dos jogos africanos de Maputo, terão passados 36 anos, 2 meses, 1 semana e 2 dias que Moçambique se tornara independente, apesar de algumas mentes sem mente se recusarem dentro das suas mentes aceitarem o facto.
E, já agora, como o assunto é o Município de Maputo, nessa data terão passados 123 anos, 9 meses, 3 semanas e 3 dias, ou seja, 45.222 dias, desde a sua elevação a cidade, quando estiver no impetuoso e monstruoso estádio de Zimpeto, nesse caloroso e entusiástico dia!

Rujêrio Chuva
39  Outros / Carta do leitor / Sesta * básica! em: Julho 11, 2011, 04:45:45
O tema da actualidade nos lares das famílias moçambicanas é a Cesta Básica, para além de que preenche os espaços etílicos das famílias sem família e, porque o assunto transcende os meus parcos conhecimentos, andei no último findassemana a divagar nestas minhas falácias o seguinte:
Já que não é possível todos nós recebermos a abençoada e profanada Cesta Básica, porque não trocarmos de ordem e, apoiarmos uma Sesta Básica, pois, assim, teríamos a oportunidade de repousar sem pensar na Cesta Básica. E, se podemos não pensar na Cesta Básica, enquanto desfrutamos da Sesta Básica, então, podemos sugerir uma votação parlamentar para determinar que a Sesta Básica é uma ordem e nunca um apelo à consciência e, que apenas, ganhará a minoria parlamentar!
Ocorre também, que andei a pensar assim:
Será que a intenção dos mentores da Cesta Básica não se encontravam numa sesta básica quando se recordaram da Cesta Básica de que os outros não precisavam, neste caso, a maioria da população moçambicana, ou se calhar, queriam anunciar Sesta Básica ao invés de Cesta Básica?
Estas dúvidas, em nenhum momento serão respondidas por mim, por não ter bases básicas para fundadamente fundamentar estas sestas e cestas, por outro lado, o surrealismo de que tenho estado a falar, realmente, tem por pressupostos ter se encontrado uma solução para um problema que nunca existiu.
Mas, como tenho dito, em todo dia santo do santo dia, antes da minha Sesta Básica irei me deliciar da Cesta Básica, pois, ao menos tenho certeza que a Sesta Básica terei sempre que eu a desejar, sem ter que recorrer a Pagadores de Promessas!
Por isso celestialmente, aquele abraço Básico dentro da Cesta, sempre que estiver numa Sesta!

Rujêrio Chuva
40  Outros / Carta do leitor / Que não continue o trabalhador o prejudicado em: Julho 11, 2011, 04:41:54
Sr Director:

Muito agradeço pela gentileza de deixar publicar a opinião de um trabalhador no jornal que dirige. Há dias assistímos a um nervosismo incaracterístico no seio da direcção sindical do ramo da segurança privada, com o eco amplificador na OTM-Central Sindical, num falso alarido e cheio de agitação e vitimização barata, porque tal não justifica em nenhum aspecto tamanha musculatura demonstrada pelos dirigentes sindicais, pois, é pura verdade que andam muitos mafiosos no ramo sindical da segurança privada. O resultado é o que temos vindo a assistir.

O estranho é a carga de nervos com que os sindicatos apareceram em público, quando é sabido por todos que os mesmos nunca estão em defesa dos trabalhadores da segurança privada e, nunca deviam ter ofendido a ministra do Trabalho. Não estão a ser onestos, não só para com o Governo, como também para com a própria sociedade em geral e para consigo próprios, porque nada justifica que só hoje apareçam a tentar sair em defesa de algo que nunca significou nada para eles. Os nossos chefes sindicais estão num teatro que só eles sabem qual é e destinado a espectadores distraídos. Durante todo o tempo, sobretudo o mais recente, o trabalhador deste país nunca foi amparado pelos seus líderes sindicais, mesmo em situações difíceis em que deviam intervir, devia a violação da lei do trabalho e até a própria constituição da república. Estão é acomodados nos gabinetes e a disputarem entre si viagens para dentro e fora do país, cargos rotativos entre os mesmos dirigentes, há séculos nos mesmos lugares e sem nenhumas inovações a bem do movimento sindical no país. Aliás, em Moçambique há todo o tipo de rejuvescimento dos sectores de actividade ou directivos, mas essa prática não existe na central sindical. Tudo isso porque alí não estão para desempenhar o papel de sindicalistas, mas sim para sobreviverem o resto da vida. Enquanto no terreno o trabalhador está a sofrer de maus tratos e falta de consideração por parte de alguns empregadores maléficos, os dirigentes sindicais deste país estão num total relaxamento, às vezes bebendo e comendo com esses mesmos patrões malfeitores. E esses chefes sindicais quase todos andam em carros de alta cilindrada, têm altas casas, inclusive outras arrendadas em dólares, praticamente feitos na vida e com quintas pessoais em abundância pelo país. E o trabalhador moçambicano o que é que tem ou consegue para sustentar a família?

Todos sabemos que não é tarefa do Governo andar nas empresas a negociar ou a tratar coisas mesquinhas com os patrões, enquanto temos sindicatos criados para isso. O Governo só deve aparecer para desbloquiar algo que os sindicatos não conseguem. Assistindo, diametralmente, o contrário, devido a essa inacção sindical, porque os seus dirigentes estão comprometidos com outros proprósitos, obscursos e com ganhos pessoais e não colectivos. Não tenho a mínima ideia de que na actual “inventada” auto-vitimização dos sindicatos da segurança privada, inoportunamente assessorados pelos dirigentes sindicais centrais, isto é, da OTM, os trabalhadores do ramo estão a ser incitados ao anarquismo e puxados para uma situação de isolamento pois, essa ministra do Trabalho que é hoje apedrejada com recurso à comunicação social sempre foi a parte moral da existência política do trabalhador e do próprio movimento sindical nos últimos tempos, uma mulher que muito fez e faz para nós.

A nossa memória não pode ser tão curta assim e não podemos ser tão ingratos a tal ponto de nos esquecermos disso. Essa ministra que hoje é colocada em causa pelos dirigentes sindicais é aquela que actuou sempre em nome do trabalhador, sem pré-condição, resolveu assuntos “quentes” na segurança privada e noutros sectores de actividade que até puseram em risco a sua própria credibilidade governativa e confiança perante os seus pares, bem como a sua própria carreira e integridade física, porque exigiu o cumprimento da legislação e das regras aos empregadores desonestos.

Foi a senhora Helena Taipo que, há pouco tempo, chamou os patrões para irem libertar os guardas da empresa de segurança privada G4S das celas da polícia e retirar a queixa do tribunal, aquando da tentativa de greve em Maio último. E enquanto eles estiveram presos ou de baixa no hospital, foram os inspectores do trabalho que os procuraram para saber do seu estado, mas os sindicatos distantes da cena. Sabemos disso. Não foi a mesma governante que, corajosamente, em congresso do seu partido pediu aos seus camaradas para a ajudarem a resolver os problemas do sector da segurança privada? Não foi a mesma que, em resgate da nossa soberania e auto-estima, cancelou vistos de trabalho de empregadores estrangeiros desonestos, incluindo o director-geral da G4S, Johan Mortmer, e interditá-los de trabalharem mais em Moçambique, por causa de abusos perpetrados a nós os trabalhadores e ao Governo moçambicanos? E foi ela quem lutou para a paz e confiança no seio dos ex-dois sindicatos nacionais da segurança privada no país, que culminou com uma fusão (hoje resumido em SINTESP), suposta que devia ser consolidada por todos. Mas, virou fonte de colecta de dinheiro, tanto das quotizações como do recebido dos patrões para travar greves ou criar agitações, que é para terem protagonismo. Onde tem andado a OTM-CS todo este tempo? Alguma vez apareceu a condenar ou a resolver algum nosso problema? Existe um acordo, cuja implementação está em curso, na G4S, que foi alcançado graças à intervenção da Inspecção do Trabalho. Mas tal não foi visto na altura como uma interferência governamental na vida dos sindicatos. Só quando somos chamados à reflexão e responsabilidade é que é interferência do Governo. É muito triste. Vimos essa ministra a lutar pela entrada da CTA na Associação Internacional de Empregadores, na OIT, a bem do país e elevou-nos como sendo bons trabalhadores da região. É pessoa a quem de um minuto para outro vamos perder o seu respeito? Quase todas as suas intervenções governativas da ministra Helena Taipo foram no sentido de servir o país e aos parceiros sociais. Foi preciso a intervenção da ministra do trabalho para desmantelar cidadãos estrangeiros, asiáticos, em Quelimane, que em cada final do dia entregava aos trabalhadores nacionais fezes dos seus patrões em plásticos para irem deitar no lixo. Os nossos sindicatos, sempre ausentes e nem condenaram tal prática desumana. Em Niassa, trabalhadores moçambicanos eram regados óleo de cozinha quente ao corpo e despidos em público pelos seus patrões. O travão disso foi novamente feito pela ministra Taipo. Os sindicatos nem foram intervir e muito menos condenam esses actos publicamente. É assim que tem sido pelo país, em que o trabalhador é totalmente abandonado.

Portanto, estes são apenas alguns exemplos de bem que a ministra Helena Taipo tem feito para os trabalhadores e para o país, muito suficientes para perceber a sua filosofia e para me moverem a fazer esta reflexão, na plena consciência de que estamos a ser injustos demais, porque acredito que em momento nenhum a ministra do Trabalho que temos hoje estaria a virar-nos costas. E quando uma mãe nos chama à atenção sobre algo que não deve andar bem não significa que está a combater-nos. Pelo contrário, e se não percebémos a mensagem, podemos ir até a ela para pedir esdclarecimento. Tenho a máxima certeza de que foi o que terá acontecido no discurso da ministra Helena Taipo, o tal mal enterpretado. Eu já participei em reuniões no Ministério do Trabalho ou na CCT em que tudo o que a ministra aconselhou no discurso já tinha chamado atenção, em algum momento. Inclusive numa dessas ocasiões manifestámos a nossa indisponibilidade em continuarmos com o actual sindicato. Só que, infelizmente, tal não é possível por via governamental resolvermos. Contudo, e como o jogo e a agenda dos nossos chefes sindicais são outros, nada se fez no sentido de perceber o ambiente. Há muitos grupos dentro do sindicalismo da segurança privada, alguns duvidosos e infiltrados, que só aparecem para nos tirar dinheiros de quotas, e bem amparados na OTM. Muitos membros do SINTESP já abandonaram este para se filiarem noutros ramos da CONSILMO, para que não sabia. É que os trabalhadores estão cansados de injustiças planificadas. Todos querem ser chefes sindicais na segurança privada apenas numa única empresa, a G4S, em Maputo e não em todo o país. Porquê? E outros sectores como a agricultura, cajú, construção, etc, enfrentam problemas laborais bicudos, mas não têm a intervenção dos sindicatos e muito menos convocam conferências de imprensa para repudiarem os maus tratos e outras violações laborais.

O meu receio é que com estes jogos de cabra-cegas continue o trabalhador a ser o mais prejudicado e passar, provavelmente, a desamparado. Espero que o Governo não opte pelo abandono dos trabalhadores, porque tem um compromisso legal e constitucional para defendê-lo. E os dirigentes sindicais, infelizmente, querem usar palcos sindicais para voos ou chantagens políticas, a avaliar pelas declarações do dirigente do SINTESP, o senhor Sibinde, à STV, ao dizer que não dará voto nas eleições. Afinal militam em partidos em troca de favores e chantagem a estes ou como vontade de cidadania? Não é segredo que reina um anarquismo no nosso sindicalismo, para tirar dividendos individuais ou de um grupinho, lamentavelmente. Nós os trabalhadores estamos em Moçambique e temos um Governo, que não nos deve abandonar em momento nenhum, sobretudo nos mais difíceis. Há verdades que doem, mas tem que ser ditas. Bem haja o diálogo social. 

 

Fernão Zandamela-Matola 700-C.P. 2990
41  Outros / Carta do leitor / Património arqueológico na Ilha de Moçambique em: Junho 28, 2011, 11:21:17
Foi publicado pelo vosso jornal um artigo escrito por mim relativo á venda de património arqueológico da Ilha de Moçambique com o titulo “E lá Foi leiloado O Património da Ilha de Moçambique”. É de louvar a iniciativa, que agradeço.
O Património subaquatico é uma riqueza nacional de grande importancia para o estudo da História de Moçambique e da região, encontrando-se debaixo de água vestígios que permitem reconstituir um passado de comércio e navegação desconhecido até hoje.
Existem actualmente grandes preocupações a nível internacional relativas à protecção do património arqueológico subaquático, que ao contrário do património arqueológico terrestre tem sido sujeito a actividades de recuperação com fins comerciais. É realmente curioso e estranho que se considere impensável vender objectos de estações arqueológicas como o grande Zimbabwe ou Manhiqueni, e se aceite vender objectos arqueológicos de estações arqueológicas submersas !.
Considerando esta situação a UNESCO elaborou em 2001 a Convenção para a Protecção do Património Arqueológico Subaquático que proíbe a sua comercialização. Esta importante convenção encontra-se em vigor desde 2 Janeiro 2009, tendo sido já ratificada por inúmeros países.
A Ilha de Moçambique é um dos locais mais ricos no que respeita a este património, debaixo das águas que circundam a ilha e em toda a costa vizinha encontram-se importantes vestígios para estudar o passado. E não nos referimos sómente a vestígios da presença europeia, mas principalmente da participação de Moçambique, desde a antiguidade pré colonial, na actividade comercial e de navegação dos povos e países do Oceano Indico. Uma história que está ainda em grande parte por escrever. São disto exemplo os resultados das investigações arqueológicas do Departamento de Arqueologia e Antropologia da Universidade Eduardo Mondlane, que têm desde a independência contribuído de forma fundamental para o reescrever da história do nosso país, revelando aspectos do
passado que hoje se encontram patentes em manuais ecolares, trabalhos de divulgação histórica, museus e exposições. Contribuindo assim para o desenvolvimento de uma consciência nacional.
Importa, no entanto, salientar que o artigo agora publicado, no vosso jornal, foi escrito em 2004, já nem me lembro com que destino, e se o mesmo terá sido alguma vez divulgado, não faço ideia onde o encontraram, até me faz lembrar uma descoberta arqueológica. Mas fizeram bem em divulgar este tema, a problemática continua a ser actual, pertinente e polémica, como foi demonstrado pelas reacções que desencadeou, espero que este debate continue e que o tema seja enriquecido com mais informações.
Passaram-se sete anos e a empresa Arqueonautas SA continua a actuar em Moçambique, com uma liçença exclusiva para intervenção no património arqueológico na Ilha de Moçambique e que abrange uma extensíssima região da costa que vai desde Nacala ao Monjincual ! Estamos a falar de cerca de 400 km da zona costeira considerada das mais ricas de Moçambique no que respeita ao património arqueológico nacional. Saliente-se que esta exclusividade, significa que mais nenhum investigador ou arqueólogo pode ali trabalhar. Esta licença atribuída pelo Ministério da Cultura tem assim a particularidade de vedar a zona a investigadores nacionais dentro do seu próprio país.
E quais foram os resultados deste monopólio ao fim destes 14 anos de actividade da arqueonautas, para o enriquecimento da história de moçambique e da região e preservação do património nacional?
Para além de algumas centenas de fragmentos de porcelana chinesa da dinastia Ming, a maioria partidas, expostas no museu de marinha na Ilha de Moçambique e alguns relatórios factuais, meramente descritivos e com reduzido interesse do ponto de vista histórico (www.arq-publications.com) pouco mais nos foi dado a conhecer.
Facto inegável é que foram destruídos depósitos arqueológicos de extrema importância, a realçar os da zona vizinha da fortaleza de S. Sebastião na Ilha.
A intervenção da Arqueonautas nesse local, começou em 1998 – 99, com trabalhos de prospecção em zonas onde a Universidade Eduardo Mondlane se encontrava na altura a trabalhar, devidamente licenciada. Por “coincidência” o naufrágio cujas peças foram vendidas no leilão da Christie’s de Amesterdão e no Ebay era um dos principais que a Universidade tinha localizado e se encontrava a
efectuar trabalhos. Naufrágio este que inclusivamente foi divulgado pela televisão de Moçambique em 1997. A empresa Arqueonautas que se encontrava activa no norte de Moçambique desde 1995, em trabalhos arqueológicos, sem apresentar quaisquer resultados, deslocou-se então para a Ilha de Moçambique obtendo para o efeito uma licença em Outubro de 1998, se não me falha a memória.
As escavações intensivas de recuperação selectiva de objectos arqueológicos efectuados pela Arqueonautas, no local, decorreram a partir dos inícios de 2001, seguindo-se operações sistemáticas todos os anos entre este ano e 2008 e continuando activa na região efectuando trabalhos de escavação e recuperação até ao presente.
Os relatórios divulgados pela própria Arqueonautas referentes a estas intervenções são esclarecedores quanto aos objectivos de natureza comercial com que actua, (www.arq-publications.com) e uma inspecção feita logo nos inícios da sua actividade por arqueólogos da Universidade Eduardo Mondlane, a pedido do Ministério da Cultura, apontou os seus erros e deficiências.
Temos assim sérias ressalvas relativamente á natureza dos trabalhos da arqueonautas e seus resultados do ponto de vista cientifico e cultural e beneficios para o enriquecimento da história de Moçambique e da região. Acrescento ainda que não estamos devidamente informados e temos reservas quanto ao currículo científico e as graduações académicas do Sr. Sandizel e outros arqueólogos que actuam em nome da Arqueonautas.
Devido ao facto desta empresa ter actuado em regime de monopólio numa área tão relevante, tão extensa e por tanto tempo, destacamos a importância de efectuar um levantamento da situação.
Não é correcto que se mantenha este monopólio da Arqueonautas. É essencial criar condições e mecanismos para que outras instituições fundamentalmente nacionais, como é o caso do Departamento de Arqueologia e Antropologia da Universidade Eduardo Mondlane, tenham oportunidade de realizar pesquisas arqueológicas na Ilha e em tão extensa região de Moçambique.
O Departamento de Arqueologia e Antropologia da Universidade Eduardo Mondlane e os arqueólogos moçambicanos, apesar dos parcos recursos e baixo salário, têm efectuado importantes trabalhos do ponto de vista científico e cultural: foram publicadas livros e artigos científicos e de divulgação; foram
apresentadas comunicações em conferências internacionais; foram descobertas e estudadas importantes estações arqueológicas, foram formados arqueólogos alguns com graus elevados de formação em universidades estrangeiras; foi criada a licenciatura em arqueologia.
A Universidade Eduardo Mondlane é hoje uma Instituição credível nacional que se dedica á investigação arqueológica, considerada internacionalmente como uma instituição idónea e de reconhecida capacidade científica.
Relativamente às considerações do Sr. Sandizel, na sua resposta ao artigo publicado pelo vosso jornal, não posso deixar de apresentar a minha opinião e responder às perguntas por ele colocadas através deste órgão de informação.
Refere-se o Sr. Sandizel a pilhagens na Ilha, que ocorreram desde os anos de 1997/98 até 2004. Estará ele esquecido que no período em questão quem estava a actuar em regime de exclusividade na zona era a própria Arqueonautas? Sobre este assunto é importante esclarecer que a ultima campanha arqueológica da Universidade Eduardo Mondlane na ilha (que foi dirigida por mim) foi realizada em Fevereiro de 1998, nessa altura os depositos arqueológicos em causa estavam em condições aceitaveis de conservação e não tivemos conhecimento que estivesse a ser levada a cabo qualquer pilhagem no local!
Se, como afirma o Sr. Sandizel, os artefactos foram roubados na sua totalidade entre 1998 e 2004, parece então, que não terá sido muito efectiva a licença “para protecção da herança maritima nacional ao largo da Ilha de Moçambique” dada pelo governo á Arqueonautas, com exclusividade, a partir de 1998.
Afirma o Sr. Sandizel que os guias locais vendiam, na altura, os artefactos históricos subaquaticos aos turistas, mas podemos garantir ao Sr. Sandizel que ainda hoje continuam a ser vendidos na ilha artefactos do mesmo tipo ! Isto após 14 anos da actividade de “protecção da herança maritima nacional ao largo da Ilha de Moçambique” por parte da Arqueonautas!
Quanto aos dois presumidos grupos de caça ao tesouro que operavam ilegalmente na Ilha até ao ano 2000, sem qualquer licença, acho pouco fundamentadas e credíveis as afirmações do Sr. Sandizel mas, dando crédito às suas afirmações gostaria de saber, por exemplo, se o " grupo luso/sul-africano
organizado por um Sr. Amaral” se refere a Carlos Amaral Dias que montou uma empresa de mergulho na Ilha “Dugongo Diving e que até desconfio ter colaborado com Arqueonautas na Ilha de Moçambique?! A verdade é que nunca me constou que este senhor tenha efectuado pilhagens arqueológicas.
Relativamente ao relatório dos trabalhos que efectuei na Ilha de Moçambique, o mesmo será apresentado quando for dada a oportunidade de terminar o respectivo projecto de investigação, precocemente interrompido. Relembro que as investigações foram suspensas logo no seu início, e tal foi devido ao contrato assinado entre o governo de Moçambique e a Arqueonautas SA.
Ao contrário da descabida, ridícula e até ofensiva afirmação do Sr Sandizel, quanto a um objecto abandonado à porta do museu, devo salientar que são centenas os objectos de arqueologia e etnografia que pessoalmente recolhi e que hoje fazem parte do espólio do Serviço Nacional de Museus de Moçambique, instituição que organizei e dirigi durante muitos anos, assim como das colecções do Departamento de Arqueologia e Antropologia da Universidade Eduardo Mondlane, porque razão iria então abandonar um objecto á porta de um museu ?.
Não tenho qualquer veleidade em afirmar a minha competencia técnica e cientifica ou de me comparar às presumíveis e autoproclamadas competências do Sr. Sandizel e sua equipe quanto a conhecimentos científicos e técnicos relativos à conservação de objectos arqueológicos. O meu trabalho realizou-se como Investigador da Universidade Eduardo Mondlane, uma Instituição do Estado moçambicano que me contratou considerando obviamente apropriadas as minhas qualificações profissionais para o efeito, foi aliás no âmbito dos programas de formação de quadros técnicos dessa Universidade que tive a oportunidade de me qualificar profissionalmente para servir o meu país tarefa que tenho levado a cabo á mais de trinta anos. Já estou no entanto habituado a estas atitudes de desprezo e paternalismo, para com os investigadores e instituições moçambicanas, por parte de pseudo cientistas estrangeiros que “tudo” sabem.
Quanto à pergunta ”quem pagou a sua expedição de 1997/98” se o Sr. Sandizel se refere às investigações que realizei na Ilha no ambito das actividades da Universidade Eduardo Mondlane (aliás as unicas que realizei no local) poderá o Sr. Sandizel dirigir-se á administração da UEM onde será
certamente informado como foi custeada a actividade do Departamento de Arqueologia e Antropologia daquela Instituição do Estado durante os anos a que se refere.
Quanto á pergunta “porque não tomou na altura o Sr. Teixeira Duarte as medidas apropriadas para proteger a importante herança cultural e maritima ao largo da Ilha de Moçambique, respondo-lhe que a minha actividade e da Universidade Eduardo Mondlane não era a de proteger essa herança de pilhagens etc... mas sim de realizar um trabalho de investigação arqueológica. A respectiva licença foi atribuída para esse fim e não para fiscalização e segurança, tarefa da competência das autoridades marítimas.
Seria bom, continuar a debater este assunto e esclarecer todas estas questões e eventuais duvidas que presistam, de modo a que os leitores do Jornal Verdade sejam bem informados sobre esta importante questão.
E mais uma vêz muito obrigado aos editores deste importante órgão de informação por esta oportunidade de informar a esclarecer o público.

Carta de Ricardo Teixeira Duarte
42  Outros / Carta do leitor / CARTA AO “NOTÍCIAS” E A “O PAÍS” em: Maio 31, 2011, 03:16:10
No passado dia 23/05/2011, na sua primeira página  o Notícias, prefaciou a análise ao Moçambola com o seguinte  e destacado  título “LIGA MUÇULMANA APROXIMA-SE DO LÍDER”.
Fica assim claramente entendida a razão pela qual o Notícias não publicou a minha “carta ao SIDAT” e ... tantas outras que referissem a LDM.
“Valores mais altos se alevantam...” disse Camões... neste caso valores materiais... penso eu...
Vejamos:  na jornada em referência, constata-se que 4 clubes obtiveram 4 vitórias frente aos seus adversários... assim sendo foram 4 os clubes que se aproximaram do líder... optando-se por destacar apenas 1, o mais beneficiado terá sido o GDM, que persegue o líder mais  de perto – em segundo.
A ostentação “encomendada” repercute-se no texto de análise do jogo...  no entanto o autor não pôde deixar de afirmar que ”ninguém sabe o que teria sido a etapa complementar da contenda, caso o árbitro Luís Jumisse, incompreensivelmente, não tivesse anulado um golo limpo dos nortenhos, mesmo a fechar a primeira parte.”   
Mas, no contexto do mandato  “encomendado”, mais importante que debruçar-se sobre o já assumido 12º jogador da LDM é denegrir, desvalorizar o GDM.
Similarmente “O País”, que também não publicou a “carta ao Sidat”, terá sido, também, abraçado por um dos tentáculos da “octópica” LDM.
Foi assim que no cumprimento do seu subalterno dever o referido pasquim, em letras garrafais, debita à sua 1ª página, no dia 26/05/2011 o tema – DESPORTIVO VENDE BICAMPEÃS AFRICANAS POR 596.000,00 MT.
Para além do insidioso título que induz os leitores a assumir tratar-se da venda de toda a equipa, mente O País ao afirmar que tudo começou pela remessa de uma carta da LDM ao GDM.
O País sabe, mas não estava autorizado a informar, que ocorrem cartas da LDM, apenas e quando as atletas desejadas estão contratualmente vinculadas ao GDM.
Não estando contratados, a LDM não escreve... USURPA... assim aconteceu com os cerca de 20 futebolistas, “escolados” no GDM.
É assim que no caso das “africanas”... tudo começa quando a LDM usurpou a totalidade da equipa... técnicos, assistentes, jogadoras – incluindo 3 júniores, sobrando as referidas 3, com contratos em vigor;
Por outro lado, num gesto deselegante despido de ética e anti-deontológico o “O País” escancarou 3 sigilosas cartas do GDM, sem a pertinente autorização.
Quem os terá fornecido?...
Entretanto os opositores serviram-se do prestimoso serviço de O País para insinuar o interessse pessoal do M.Grispos e seu elenco... esqueceram-se de retirar o espelho e imputaram ao M.Grispos aquilo que a imagem refletida faria .
Voltarei ao assunto no fim da campanha para recordar ao sr Nazir Salé que as atletas antes de sairem, deixaram o equipamento... que a LDM não conseguiu usurpar a mística... que a raça alvi-negra não se vende... que o GDM, no próximo ano celebrará o seu 91º aniversário...
Entretanto as autoridades governativas, federativas e associativas permaneceram sentadas nas bancadas... espectadores, batendo palmas a mais esta aberração... como é possível um clube, iniciar-se numa modalidade pelos séniores?
Correndo o risco de assumir o papel de “arauto da desgraça”, “cultor do pessimismo”, espero que após os jogos africanos os respectivos dirigentes sejam chamados a prestar contas... a refletir... a dar lugar aos competentes... militantes.

Saudações anti-desportistas


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Manuel Luís Gonçalves
43  Outros / Carta do leitor / E lá foi leiloado o património da Ilha de Moçambique em: Maio 14, 2011, 04:33:53
Na minha qualidade de arqueólogo lamento o facto. Lamentam-no igualmente todos os meus colegas arqueólogos Moçambicanos. Lamenta o povo da Ilha, indignado pelos seus tesouros terem ido parar às colecções de meia dúzia de capitalistas diletantes.

Em Novembro de 1997 encontrava-me a trabalhar na Ilha de Moçambique, num projecto financiado pela cooperação Sueca (ASDI), juntamente com um biólogo do Museu de História Natural, o José Rosado, num mergulho, mesmo em frente à fortaleza da ilha, a cerca de 20 m de profundidade encontrámos um conjunto de jarrões enterrados na areia e uma grande âncora, em direcção à superfície pelo declive acima uma profusa quantidade de vestígios arqueológicos misturavam-se com corais e peixes num magnifico espectáculo que se ia proporcionando em direcção à plataforma de coral, mesmo em frente à fortaleza da Ilha, onde repousavam as pedras de lastro e o resto do casco de uma antiga nau portuguesa. Estava descoberto o naufrágio cujo espólio agora foi leiloado pela Christie´s em Amesterdão.

Em Fevereiro de 1998 com a ajuda dos arqueólogos Steve Lubkmen e David Colin do Serviço Nacional de Parques dos Estados Unidos iniciei o estudo deste importante naufrágio com grande entusiasmo. Numa primeira campanha de 15 dias fizemos um reconhecimento do local e o levantamento da zona dos jarrões. Os resultados foram apresentados numa conferência no centro cultural Americano em Maputo. Um dos jarrões foi retirado e depositado no museu da Marinha da Ilha de Moçambique. Sobre este assunto foi feito na altura um documentário para a televisão Moçambicana (TVM) pela saudosa jornalista Teresa Sá Nogueira.

Os trabalhos estavam devidamente autorizados por uma licença da Direcção Nacional do Património Cultural. Programávamos um importante projecto de pesquisa da Universidade no local. Mas este entusiasmo foi “sol de pouca duração”: no mesmo ano o Governo assina um contrato de exploração comercial de achados arqueológicos com a empresa Arqueonautas, precisamente para a zona onde estávamos a trabalhar. E assim traçou o destino dos restos da nau portuguesa que durante séculos tinha sido conservada no fundo do mar e cujo espólio foi agora parar às colecções privadas de meia dúzia de ricaços na Europa.

No meio de toda esta tristeza que nem vale a pena discutir, somente deixo um comentário e uma pergunta:

O comentário:

Foi a primeira vez que objectos de um Monumento do Património Cultural da Humanidade foram vendidos em hasta pública !! Isto perante a passividade da UNESCO !! Como é possível?

A pergunta:

Como autoriza o Governo a venda de objectos de uma estação arqueológica quando a lei nº 10/88 de 22 de Dezembro no seu artigo 10 considera “Estações e objectos arqueológicos” propriedade inalienável do Estado ?

A empresa Arqueonautas cometeu assim uma infração flagrante à lei. Qquem vai fazer justiça, quem vai zelar pelo cumprimento da lei neste caso?

Ricardo Teixeira Duarte, arqueólogo moçambicano.
44  Destaques / Nacional / Medidas de Austeridade em: Março 27, 2011, 07:51:15
Era manhã. Os pássaros cantarolavam o amanhecer. O sol ainda se envergonhava por detrás das nuvens. Uma suave brisa matinal amaciava os rostos das árvores que abanavam suas folhas excitadas pelo brioso ventar dos oestes. Da janela via-se o movimento das mamanas com “xidjumbas” de alfaces suspensas nas enrugadas cabeças envoltas em lenços multicolores. As borboletas dançavam suas danças primaverís embriagadas pela magia do amanchecer. Os “txoveiros” lascavam o vulto negro do alcatrão em direcção ao dumbanengue. A mesa asfixiava-se pela abundância de manjares. Pai e filha entreolhavam-se cerimoniosos hipnotizados por um apetite sobrenatural. Das suas bocas escapavam-se gotículas de saliva que permeavam os queixos caídos sempre que inalavam o persuasivo odor das iguarias.
   -  Come filha! – sugeria o pai.
   -  Mas... – retorquia a filha.
   - Mas o quê? – perguntava o pai com sufocante voz enquanto devorava mais alguns  pedaços de bolo.
   - Mas pai, tudo isto... só para nós dois –  rematava a filha.
O pai continuava a permear à largura da mesa, localizando as mais apetitosas guloseimas que a refeição oferecia. O relógio dava horas, meias horas e o senhor perpetuava a sua refeição matinal colocado àquele cadeirão que lhe oferecia uma boa posição de ataque. Respirava fundo como o grunhir dos porcos esfaimados ao cair da tarde. Desapertou a gravata florida que lhe descia até os joelhos enquanto engolia mais alguns manjares.
   - Mas pai, temos que ir senão atraso à escola – lembrava a filha.
   - Que escola minha filha, coma, coma... faça como o teu pai que não tem “stress” para comer -  observava o pai.
   - Mas... e o serviço? – recordava a filha.
   - Se não queres comer então cale-se, não me atrapalhe. Lutei esfaimado desde Nachingweia até Maputo. Escapei da operação Nó Górdio. Sobreviví aos ataques da Rodésia do Sul, do apartheid da Africa do Sul, dos “bandidos armados”.... das mexidas constantes no governo do dia e agora que tenho o que comer você quer me atrapalhar, não gosto disso – ameaçava o pai.
   - Mas já comeu o suficiente paizinho – observava a filha carinhosa.
   - Ó filha, deixe-me comer em paz, o cabrito come onde está amarrado, o amanhã é incerto. Tu devias fazer o mesmo... – aconselhava.
O ponteiro do relógio marcava um quarto para as dez. Lá fora o sol brilhava. As folhas das árvores continuavam bailando ao ritmo do vento.
- Mas pai, não foi ontem que vocês lá no conselho de ministros aprovaram as medidas de austeridade?
- Foi sim minha filha, não te preocupes com isso. Deixe o povo cumprir. Para nós nada vai mudar. Deixe o povo aprender o sacrifício, com o sacrifício se alcança a vitória, foi assim com o colonialismo, com os bandidos armados,... será sempre assim – clarificou o pai.
De seguida desapossou-se do cadeirão e aproveitou para desapertar o cinto que lhe sufocava a barriga prenha de manjares escondida por detrás daquele fato preto, da cor do inferno.

Gregório Zacarias
45  Outros / Carta do leitor / Nacional de frango, a verdade sobre o mais alto eo seu "Nacional da galinha " em: Março 23, 2011, 06:25:39
Todos frango é injetado com um fluido de sal que não é Halaal, esta é a de adicionaraté 30% o peso extra para o frango. O cliente paga e 30% extra para a água.

A alimentar as galinhas comem é originária de culturas não GM local na África do Sul
O protien eles colocaram na alimentação como proibidos carne portugeese podre efarinha de osso a partir de Portugal, até 30%. Isso não é halaal quer.

Os ovos férteis que eles trazem da África do Sul estão doentes com MG que infectaas fazendas e as causas de produção pobre e morte de frangos de alta

A ração que eles vendem, mas a maioria diz que 50 kg sacos são 48-49 kgs,roubando o pobre agricultor

Eles usam balanças testadas não pesar frangos agricultores e pagá-los de acordo com este peso, muitas vezes incorreta

Eles usam um sistema de subfaturamento, para evitar pagar IVA correto de importação de milho

Contratação ilegal de imigrantes illeagal sem licença de trabalho em cargos degerência

A contaminação das águas subterrâneas em uma área residencial, mas dumpingabarttoir resíduos no esgoto aberto

Nenhum alvará de construção ao criar novas estruturas

Forcfully remover os agricultores pobres de terras na área Mafavuka para proteger60 hectares de terra. Nada foi feito com a propriedade em dois anos.

Fazendo 30% na alimentação, enquanto os agricultores pobres aves batalha paraganhar a vida

Utilizar veículos não licenciados

Vender animais, que não é feita de acordo com as especificações no rótulo

Pagar os policiais para cobrar dívidas de agricultores pobres

Não mozambiquens em funções de gestão todos os portugeese

Moagem do milho para consumo humano em uma fábrica de ração animal

Autorizações de construção Illeagal

Illeagal contratação de empresas sul-africano

LUCRO de 30% no FEED

Pobre como EUA SÃO AFETADOS

Precisamos de ajuda para parar estes Grandes Empresas de ferir NOSSA GENTE

Jack Lambert
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