Ver Mensagens
Páginas: 1 2 3 [4] 5 6 ... 9
46  Destaques / África / Carta Aberta ao Presidente José Eduardo dos Santos em: Março 07, 2011, 01:32:20
Senhor Presidente,

África vive um momento de viragem na sua História, só comparável ao levantamento que libertou o continente do domínio colonial. A revolução agora é pela liberdade e pela democracia.

Os cidadãos angolanos abaixo-assinados vêm por este meio pedir ao Senhor Presidente da República que tenha em atenção os últimos acontecimentos na Tunísia, Egipto e Líbia, reinicie de forma séria o processo de democratização, formalmente começado de maneira sinuosa em 1992, mas, definitivamente interrompido em 2010 com a aprovação da nova constituição e que ao mesmo tempo se retire da Presidência da República e da presidência do MPLA o mais depressa possível, sem prejuízo da estabilidade e continuidade das instituições. E que o processo da sua substituição no MPLA se processe através de eleições internas livres e justas para os membros desse partido que queiram concorrer à liderança do mesmo, abstendo-se o senhor Presidente de determinar ou impor substitutos da sua preferência.

Os abaixo assinados acreditam que ainda é possível que o Senhor Presidente abandone o poder de forma digna e honrosa, preservando a integridade da nação.

Senhor Presidente,

Os abaixo-assinados compreendem a insatisfação e ansiedade da maioria da população, em particular da juventude, mas exortam a sociedade civil para que, respeitando as leis justas, apenas e só use todas as formas pacíficas de manifestação contra a privatização do Estado, o culto da personalidade, a acumulação ilícita de riqueza por parte da classe dirigente, seus familiares e amigos; contra a má governação, a partidarização das Forças Armadas e da Polícia Nacional, a partidarização e governamentalização dos órgãos de comunicação social do Estado; contra a partidarização da Comissão Nacional Eleitoral e contra a parcialidade dos tribunais; contra as prisões arbitrárias e contras as demolições arbitrárias de casas de milhares de cidadãos angolanos.

Os abaixo-assinados acreditam que só um processo de transformação e de reformas políticas que ponha completamente de lado a ideia que entre nós há um grupo de omniscientes e patriotas que nunca erraram e erram e são detentores da verdade absoluta, e que, do outro lado, existe outro grupo, dos inimigos da pátria, que não sabem nada e que por esta razão devem seguir os iluminados como se carneiros fossem e igualmente e ao mesmo tempo só um processo de transformação que ponha completamente de parte o ódio, a vingança e a perseguição das pessoas nos conduzirá a um processo de transição política democrática bem sucedido. É indispensável que os órgãos de comunicação social, sem manipulações, promovam o debate permanente, pluralista e contraditório, em relação aos problemas nacionais e ao mérito quer das políticas públicas quer das suas respectivas implementações.

Senhor Presidente,

Os abaixo-assinados apelam aos angolanos e angolanas que são membros das Forças Armadas, da Polícia Nacional e dos Serviços de Informação e Segurança do Estado para que não usem da violência contra manifestantes pacíficos e contra pessoas que de maneira pacífica utilizem as mais variadas formas de expressão contra as práticas da actual liderança do país que atentam contra a dignidade da pessoa humana e contra a justiça. E chamam a especial atenção para o facto de que na República de Angola existem leis que prevêem as circunstâncias e estabelecessem as regras para o uso da força. Elas vão mais longe e classificam certos e determinados usos da força como crimes puníveis.

Senhor Presidente,

Como bem o demonstram os últimos acontecimentos, as democracias são regimes mais estáveis do que qualquer ditadura, assegurando mais garantias aos investidores nacionais e estrangeiros, e garantindo um desenvolvimento justo.

Senhor Presidente,

Os abaixo-assinados reiteram a sua confiança no bom senso e na generosidade do povo angolano, e esperam do Senhor Presidente igual bom senso e generosidade.

Atenciosamente,

JOSÉ EDUARDO AGUALUSA E FERNANDO MACEDO


Para assinar vá a este sítio: http://www.abaixoassinado.org/assinaturas/assinar/8367
47  Outros / Carta do leitor / Apartheid na praia de Canda – Zavala em: Janeiro 18, 2011, 07:59:56
“A história repete-se!!!”

Chamo-me Hélder Gune, natural de Zavala, posto administrativo de Zandamela, localidade de Canda, povoado de Gune. Tive a sorte de lá nascer e passar os primeiros anos da minha infância. Hoje tenho 34 anos de idade.

Como é habitual, passo sempre a quadra festiva na minha terra natal junto dos meus pais e demais parentes. 2010 não foi excepção. No último dia do ano, decidi passear pela zona do oceano Índico lá para as bandas de Canda; para tal convidei um familiar meu que é bem conhecedor e coincidentemente trabalhador de um turista “explorador” da praia. Saímos de casa por volta das 5H da manhã e em meia hora já lá estávamos a chegar ao nosso destino. Para o meu espanto, fui confrontado com uma cancela e um guarda de raça negra uniformizado que me exigiu o preenchimento de um mapa de controlo de entradas e saídas na praia de Canda. Aceitando sujeitar-me ao tal procedimento, verifiquei que praticamente o documento tinha sido pouco usado mas não querendo aborrecer o compatriota, obedeci a exigência e assim foi aberta a cancela e passei com a minha viatura. Ora, uns 200 metros depois da cancela, fui novamente interpelado por um outro guarda impedindo a minha passagem e orientando que usasse uma outra via porque aquela era restrita e “proibida”. Agastado com a situação, não obedeci a última ordem e pus me a andar em direcção da praia. A medida que ia andando, cheguei a pensar que o local que me estava sendo proibido de chegar, eventualmente poderia não ser propício para viaturas ou outros equipamentos pesados mas, para o meu espanto, ao chegar na praia propriamente dita encontrei uma multidão de pessoas de raça branca com suas viaturas e enormes embarcações. Notei um evidente mau estar dos “donos da praia de canda” mas tiveram o cuidado de não me confrontar directamente, mandatando seus empregados para me convidar a abandonar o local porque, segundo eles, era proibido para indivíduos de raça negra. Quase me caíram lágrimas da situação que eu estava vivendo na terra que me viu nascer e pior, vendo meus compatriotas instrumentalizados a troca do nada. Ainda que fisicamente não tenha visto nenhuma placa de “no black allowed” certamente esta placa estava bem estampada na mentalidade daqueles moçambicanos…
Em conversa com o meu guia, fiquei a saber que os exploradores da praia de Canda tinham obtido autorização de um elemento importante do regulado da zona que, segundo meu guia “…mensalmente recebe dos brancos um saco de arroz e cabeças de peixes”. O resto dos meus conterrâneos trabalhadores da praia, auferem todos um salário mensal de 2.000,00MT, independentemente da especialidade ou tarefa que cada um desempenha. E mais, fiquei a saber que todas as populações das povoações de regulado de Canda tinham acesso muito restrito ao mar para as várias das suas necessidades, quer para a pratica de rituais tradicionais ou religiosos, quer para a prática de pesca artesanal ou até para o lazer que é o direito que a natureza presenteou as populações daquela região do pedaço da “pérola do Indico”.

As primeiras horas do último dia de 2010 foram tão tristes para mim que acabaram por afectar a minha disposição durante todo dia e até a afectar a avaliação positiva das minhas realizações anuais. Enfim, tentei me acalmar e regressar a casa. Contei aos meus pais e outros familiares que secundaram dizendo que eles já estavam conformados com a situação. Como a minha família havia feito o compromisso de oferecer consultas médicas gratuitas aos idosos de Gune, um dos senhores que estava a espera de ser atendido comentou que, por não ser permitido a realização de habituais rituais tradicionais e pelas sabotagens feitas nas rochas pelos actuais “donos da praia”, já não era possível a extracção de mexilhão “tikhuluvita” nem aquele gostoso peixinho espetado em paus “sihaka so simelwa” que até alguns anos atrás consumíamos no caril de amendoim com arroz, “chima” ou “ralé”.

Fiquei todo dia a pensar no assunto e veio me na mente a consciência do quão pobres e miseráveis somos nós moçambicanos. Com a infertilidade das terras daquela zona do País que é semelhante a de muitas, uma das alternativas de geração de rendimento e subsistência das populações para a minimização da pobreza são os recursos marítimos que estão aos dispor de todos, pelo menos os nativos daquela região específica cujos rendimentos totais superariam de longe os míseros 2.000,00MT que são auferidos por algumas dúzias de moçambicanos. Tomei a consciência de que, de facto a muito tempo que não via “tikhuluvita” nem “xihaka so simelwa”. Todos nativos daquela zona sabem do que estou a falar e me desmintam se estiver a mentir, pode ser azar meu de não calhar com aqueles mariscos característicos de Zavala. Os actuais “donos” da praia usam e abusam de tudo e todos, consomem o melhor marisco e levam consigo quantidades industriais… e o que resta para o coitado de moçambicano para além de humilhação e mais pobreza?

Faço tantas perguntas e não consigo obter resposta. Que orgulho e auto estima temos nós se alienamos de forma vergonhosa e irracional os recursos naturais? Que combate a pobreza absoluta de que tanto falamos e escrevemos nos planos macroeconómicos e proferimos nos nossos discursos? Porque tombaram na luta de libertação nacional os melhores filhos desta Pátria? Os nossos heróis (Eduardo Mondlane, Belmiro Obadias Muanga, Filipe Samuel Magaia, Josina Machel, Samora Machel, entre tantos milhares de moçambicanos) não sacrificaram suas vidas para libertar a terra e os homens?

Acredito que o episódio aqui narrado é uma realidade não só na praia de Canda, mas um pouco por todo país. O problema é que nós somos demasiadamente pacíficos e conformados… mas até quando vamo-nos calar e até quando quem de direito vai tomar as rédeas e repor a dignidade que o humilde povo moçambicano merece?!

A 5 séculos atrás, no período pré-colonial, os nossos antepassados entregaram a terra e os homens (escravos) a troco de tecidos, missangas, especiarias e outras mesquinhices… Hoje entregamos as nossas riquezas por meia dúzia de acções em empresas sem grande expressão económica nem retornos reais para os africanos… mais engraçado e mais triste ainda é que na minha terra, entregam-se as melhores praias a troco de saquitos arroz e cabeças de peixe…

Fiz a minha “partinha”! Pouco mas é alguma coisa que me conforta um pouco a alma!
“Não estará a repetir-se a história???...”

48  Outros / Carta do leitor / ABAIXO ASSINADO CONTRA A DIFUSÃO DO NOVO VÍDEOCLIPE DA LIZHA JAMES, INTITULADO " em: Janeiro 14, 2011, 05:51:00
ABAIXO ASSINADO CONTRA A DIFUSÃO DO NOVO VÍDEOCLIPE DA LIZHA JAMES, INTITULADO "STOP TRÁFICO"
 
Por:  Edgar M. A. Barroso


Este abaixo-assinado é o grito de todas as pessoas preocupadas com a saúde física e mental das crianças moçambicanas. Ele representa a voz de repúdio contra as imagens chocantes, pornográficas e violentas veiculadas em horário nobre na Televisão moçambicana, as quais fazem parte do último videoclipe da cantora Lizha James.

Esta manifestação de repúdio é a voz de quem não se vai deixar calar perante um grave atropelo à saúde mental das crianças moçambicanas.

Neste sentido, nós moçambicanos que nos sentimos responsáveis pelo bem das nossas crianças, sabedores do mal terrível que se abate sobre aqueles que se tornam vítimas de tráfico de menores;

Nós moçambicanos que nos sentimos responsáveis pelo bem do nosso país, sabedores dos milhares de crianças traficadas e dos danos que uma mensagem errada pode causar;

Nós moçambicanos que nos sentimos responsáveis pelo bem do nosso povo, sabedores dos milhares de acidentes, na sua grande maioria com a constatação de perdas de vidas, em decorrência do efeito maléfico da transmissão negligente de conteúdos de sensibilização;

Nós determinamos, no mais pleno direito de nossa cidadania, a compor este “Abaixo Assinado” a fim de pleitear, junto a V. Excias., no âmbito de suas consciências e sentimento público, bem como no exercício do poder-dever de bem consciencializar, para o bem estar das nossas crianças, que sejam efectuadas modificações no videoclipe em fase promocional na Televisão moçambicana.

Nós exigimos que se retirem do vídeo:

a) as imagens mostrando o agressor da menor a despir-se e a mostrar as suas roupas íntimas;

b) A menor a ser arrastada brutalmente pelo chão pelo agressor.

ESTE VÍDEO NÃO PODE CONTINUAR A PASSAR NAS NOSSAS TELEVISÕES!!!


Com todo o respeito pela intenção, motivação e finalidade, algumas partes deste vídeo são extremamente violentas, agressivas e CONTRA-PRODUCENTES! A STV está a passá-lo em horario nobre (e as restantes televisões naturalmente o poderão passar à breve prazo, em outros programas de entretenimento largamente massificados em termos de audiência) , muitas familias estão a ficar chocadas e isso só ATERRORIZA AS CRIANÇAS! Traumatiza!...

É importante ressalvar que a questão não está no carácter realista ou realístico dos factos abordados nestas imagens. A questão está no facto disto ser um videoclipe, de interesse público e passado em horário nobre.Mostram um actor qualquer do Gungu a ARRASTAR UMA MENINA PELO CHÃO, A ATIRÁ-LA PARA A CAMA, O GAJO A DESPIR-SE TODO (até mostram a roupa interior do tipo), E DEPOIS DA CENA AINDA MOSTRAM O GAJO A REGATEAR-SE COM CHARROS E DRINQUES...

O quê? ...Agora vão dizer que querem "educar as crianças" com TERAPIA DE CHOQUE?! Epah, têm de BANIR AQUELE VÍDEO antes que se popularize... Nenhuma televisão séria deveria passar aquelas IMAGENS DE PORNOGRAFIA CENSURADA!

Desculpem-me a frontalidade. Este vídeo não é recomendável para a nossa sociedade. Pelo menos não daquele jeito. Partindo do pressuposto quase generalizado segundo o qual os vídeos e a música da Lizha (e a dos seus "colegas") são maioritariamente assistidos e consumidos pelas crianças e adolescentes (dos 3 aos 16, 17 anos), o que é que estas imagens trazem de mais valia?!

Não estou a dizer que o vídeo é péssimo ou horrível. Certamente que foi feito com a melhor das intenções mas, tal como já foi aqui ressalvado, as imagens deixam muito a desejar: intercalavam a Lizha rodeada de criancinhas, brincando e sorrindo, com imagens HORRIPILANTES de sexo quase explícito e violência...

A intenção do vídeo é até louvável. Entretanto, algumas imagens ali AGRIDEM-NOS OS OLHOS, A ALMA E O ESPIRITO! E se o chocam a mim, homem grande de quase 28 anos, de certeza que ferem a sensibilidade de muito mais gente... Há familias conservadoras, tradicionais, etc, que vêem televisão. O vídeo tem sido passado em horários em que as TVs atingem os picos mais elevados de audiencia. Aquelas cenas, por mais fiéis que sejam no retrato do abuso infantil, tráfico de menores e derivados, mexe com susceptibilidades várias! Valores...

Se queriam que o vídeo fosse contundente, porque é que a letra da música que também aparece em legenda nao é contundente?! Porquê é que não diz a letra que temos de parar de manter relações com crianças?!... Imagens falam mais que palavras, é verdade. Mas aquelas cenas não podem ser vistas por crianças. Aquilo choca. E se as crianças começam a perguntar-se sobre o que teriam estado a fazer aquele "tio" e aquela menina, naquela cama?! Porquê é que tiraram a roupa?!...

Sei lá como é que teria sido feito, de forma mais moderada, uma e outra cena. O fundamental aqui é que as cenas tinham de ser feitas de modo diferente, menos agressivo e violento. Efectivamente, não sei se esta sociedade está preparada para debates desse gênero, com a mesma acutilância que esse vídeo tenta mostrar...

Deixemos de ser apologistas do “deixa-andar”, ficando indiferentes, impávidos e serenos àquelas pequenas coisas que, vistas superficilamente, parecem nada. Sei que muita gente não pensa (ou prefere não pensar) como eu. Muita gente vai ter medo, vergonha ou receio de falar em público sobre o que pensa do vídeo porque são AMIGOS INCONDICIONAIS do Bang ou da Lizha James ou então, se forem realmente pessoas de bom senso, murmurarão pelos cantos ou nas costas deles...

Ergámo-nos e digamos NÃO!!! Ou retiram o vídeo do ar ou censuram (cortando ou adaptando, sei lá) as cenas que chocam as nossas famílias e assustam, aterrorizam e traumatizam as nossas crianças.

Façamos a diferença uma vez na vida. ADIRA À ESTA CAMPANHA E ASSINE CONTRA!!!

NOTA: Assim que receberes o email e concordares com o que aqui se defende, deixe ficar a sua assinatura e o reencaminhe para o maior número possível de emails que tiver na sua lista de contactos. AS FAMÍLIAS MOÇAMBICANAS AGRADECERÃO!
 

ASSINATURAS JÁ PATENTES:

Rui Miguel Lamarques

Agostinho Chaúque

Edgar Mundulai Armindo Barroso

Manuel Adriano Tiano

Fenias Mazive

Michel Carlos Langa

Mauro Manhica ( e familia)

Lazaro Mauricio Bamo e Mukendy Soyinka Jordan Bamo (meu filho)

Reginaldo Orlando Mangue

Nádia da Siva

Cláudia julaia,Shaquil,Shamir e Shánia Cabral

Sheila Jesuita Maxlhungo e Akeem-Prince dos Santos Luis

tony langa e sihle langa

Margarida Macamo

Américo Matavele e Paulino Kissimusse Tshombe Mavika Mpondo

José Luís Sousa e Mércia Cornélia Mondlane

EMILTA, O SEU PURA INOCENCIA INOCENCIA (FILHO), E FAMILIA

Edmundo Galiza Matos

Catarina Inês Ibraimo

Chande H. Puná

Luís Nhachote
49  Outros / Carta do leitor / CARTA AO PRESIDENTE DA LMF em: Janeiro 07, 2011, 02:09:15
Exmo Senhor,
Desde que ouso escrever para a comunicação social que, por princípio assumido, não me dirijo aos dirigentes.
Não se trata de uma atitude seguidista... faço-o como resultado da minha experiência”- é tão fácil preconizar soluções para o pelouro dos outros...! difíceis, mesmo, são os nossos!...”
E, neste caso, há razões acrescentadas: O cessado Moçambola decorreu do primeiro ao último jogo sem sobressaltos... sem polémicas organizacionais... sem denúncias de utilização indevida dos meios postos à disposição da LMF... esquecendo-nos ao longo da época que a LMF tem um Presidenre... um Presidente que não garante audiências... sinais positivos...
Não sendo a primeira, esta não deixa de constituir uma excepção.
Senhor presidente da LMF
Após o último apito do último desafio do Moçambola V.Exa, acto imediato, enderençou calorosas saudações à LDM pela conquista do título.
V.Exa não valorizou os “rios de tinta” debitados aos graves casos relatados durante o Moçambola... desprezou a generalidade das declarações dos jornalistas, técnicos, dirigentes, público...
Adoptou a atitude do AVESTRUZ... por isso não se apercebeu que:
O público se afastou dos campos;
Os nossos representantes (?) não passaram da 1ª eliminatória dos “africanos”;
Atletas formados nas escolas dos respectivos clubes, são-lhes usurpados indecorosamente;
Por exemplo ao GDM a LDM já usurpou cerca de 12 atletas, 7 dos quais “fabricados” nas suas escolas, sem que nunca tivesse, sequer, telefonado à direcção do GDM;
Que, mais uma época passou sem que tivesse visitado os clubes... os verdadeiros actores e deles ascultar o que lhes vai na alma;
O GDM não viu, ainda  solucionado o espaço para o seu campo... como se estivessemos bem no que respeita aos  espaços...;
A violência nos estádios começa a institucionalizar-se como solução alternativa;
Etc
Etc
Etc
V.Exa nunca se perguntou por quê o Muandro terá sido dispensado? O vermelho foçado contra a LDM terá sido por coincidência? Compra os jornais das 2ª feiras? Lê-os?
E, assim mesmo, à semelhança dos observadores das eleições por esse mundo fora, V.Exa declarou que o “Moçambola ocorreu de forma transparente e teve um justo vencedor...”
V.Exa, também, ignora que o seu grupo alvo não é constituído por 16 clubesX24 jogadores X mais ou menos 10 membros da equipa técnica?
O seu mandato envolve alguns milhões de  adeptos... desportistas, que um dia lhe pedirão contas...
Crescentemente desiludidos, dirigentes notáveis optaram por integrar os corpos sociais das casas do Sporting, Benfica e Porto... Grande parte do público prefere envergar as camisas daqueles clubes estrangeiros... não perdem um relato da Liga Portuguesa... saem à rua para celebrar vitórias...
Um acto de “desauto-estima”, com tendência dramaticamente crescente, a que a LMF não é alheia.
Como se tudo isto não bastasse V.Exa remeteu para a imprensa as denúncias do sr Salvado, sem que o consultasse... com que intenção?
Ao contrário, o seu colega da FMF, suspendeu a atribuição do título da TAÇA DE MOÇAMBIQUE ao Maxaquene porque o árbitro constava da denúncia do Salvado:
Terá assim confirmado e concordado com a denúncia?
Se não, o que tem a ver o Maxaquene com a iniciativa individual do Salvado?
Depois... a já useira palhaçada... um subalterno da FMF, confimou a vitória do Maxaquene.
O Semedo afirmou que se o processo fosse devidamente analisado, não ficaria ninguém para contar a história...
Eu iria mais longe: se a FMF e LDM não devolverem a ética e a verdade ao futebol...não sobrarão os necessários clubes... Há uns 9,10 anos o GDM esteve com um pé no futebol recreativo.


Maputo, aos 23 de Dezembro de 2010.

_____________________
Manuel Luís Gonçalves
50  Outros / Carta do leitor / ESCREVO POR TI MESTRE! em: Janeiro 07, 2011, 02:05:26
Nasci em Moçambique; adoro o meu país e tenho orgulho de ser moçambicano, não apenas por ter nascido cá, mas pelos ensinamentos e pelas histórias heróicas do meu povo, tanto no passado como no presente.
Quando falo de ensinamentos não me refiro apenas aos escritos contidos nos livros e manuais de história de Moçambique, se bem que estes também contém uma dose de verdade, pecando por omitir certas verdades que considero de extrema importância para qualquer moçambicano, refiro-me igualmente aos valores e humildade que meus pais me transmitiram, e pediram para que também os transmitisse às novas gerações, e espero que o faça com lealdade.
Mas não é este o assunto que me leva a escrever neste momento, quero sim manifestar a minha angústia, não apenas pela morte do mestre Malangatana, mas pela forma como certos moçambicanos que eram supostos fazer ou mandar fazer algo que honrasse a sua grandeza, como humano e como uma figura pública que muito fez por este país, e que as suas marcas são indeléveis.
A partir das 22:30 minutos do dia 5 de Janeiro (o dia da morte do Malangatana), o canal televisivo RTP passou um documentário sobre a vida e obra de Malangatana, confesso que me emocionei,  parecia-me uma situação em que tivéssemos uma morte anunciada e que naquele momento seria a última vez que tivesse oportunidade de se comunicar comigo.
Sentí orgulho e louvei aquele gesto e, resolvi visitar em sequência os canais ditos moçambicanos, começando pelo "publico", estava a passar uma novela (como sempre); fui a Record, estavam lá uns ditos pastores a pedir que me aprossimasse a sua igreja (logicamente para pagar dízimo); fui à STV, estavam lá a passar alguns vídeos clips amadores que em nada me identifico; fui a TIM, estavam a passar um filme....desisti e voltei para ver o documentário de Malngatana na RTP.
 Ai conclui que para se ter valor neste país tem que se ser político (activo) porque para mim, Malangatana é um ícone que merecia mais e melhor tratamento do que uma simples reportagem de menos de 3 minutos.
Portanto, meus caros compatriotas, digo e repito, tenho vergonha de partilhar o mesmo espaço territorial com certas pessoas, especialmente as que detém, neste momento, PODER e DEVER de tomar decisões correctas e fazer as coisas acontecerem quando devem acontecer e da melhor maneira.
Não bastava que a sua morte ocorresse em Portugal? Tinha também que ser um canal português a dar a primeira grande homenagem? Não tenho muitas adversidades com Portugal e portugueses, mas o facto é que Malangatana valente Nguenya é moçambicano e tinha muito orgulho disso, inclusive dedicou quase toda a sua vida para incutir o valor da moçambicanidade nas mentes dos seus compatriotas.
 Lembro uma das passagens do documentário em que dizia que "depois de muito tempo na cidade de Lourenço Marques, resolvi voltar passar maior parte do meu tempo na minha terra natal, Matalane, porque não queria perder os meus valores e costumes". Isso me comoveu bastante porque hoje em dia vejo políticos mascarados que fingem não saber falar ou de terem se esquecido das suas línguas maternas, que grande vergonha.
Malangatana é, para mim, um dos grandes herois, um indivíduo que nunac usou o argumento já esfarapado de "libertador" para benefícios próprios; lutou sim, não só pela libertação do país, mas também para a valorização e afirmação da moçambicanidade em quase todas as gerações. Lutou para mostrar o quão é importante ter uma identidade, lutando para defendé-la e valorizá-la.
Descança em paz Mestre, és e sempre serás o maior.
MALANGATANA VIVE!

Alvo Ofumane
51  Destaques / Nacional / CONSELHOS PARA GUEBUZA E PARA O POVO! em: Outubro 27, 2010, 07:32:14
Que a paz esteja com todos vos,
 
Tem sido onda de debate nos últimos meses, após as manifestações de 2005 e 2010 sobre o governo actual de Moçambique, principalmente  de Guebuza.
 
Reflictamos,

O problema não são os governantes, o problema e o povo, este nos povo devemos mudar para que o governante mude sua atitude. Se entre o povo não há bons tratos, há mafia, intolerância, subornos, o vizinho morre de fome enquanto eu durmo com a despensa cheia, os negócios entre nos povo são feitos como forma de explorar um ao outro, o mesmo sentiremos dos governantes. Guebuza e do povo, veio do povo não veio de outro local alem do nosso seio. Dizia um grande tirano Hajjaj Bin Yussuf que governou num dos impérios Islâmicos, que eu fui enviado por Deus como tirano para vos devido a vossa forma de viver, enquanto vocês não mudarem a vossa forma de viver e as vossas relações, continuarei a ser tirano e a subjugar-vos. Analisemos cada um de nos como trata o seu próximo, será que o trata como realmente gostaria que o tratassem? Apliquemos isto nas nossas relações comerciais, com o vizinho, filhos, desconhecidos, todos, e em todas áreas. Quantos males sociais temos presentes no nosso pais como drogas, subornos, prostituição, criminalidade, etc.? Quem pratica isso não e o povo? Então o povo tem que mudar.

Outra coisa muito grave e a questão de rebelião, manifestação e revolução. Não podemos nos rebelar contra os governantes mas sim temos que lhes aconselhar de uma boa forma. Nos temos que defender Moçambique e não abrir portas para que os inimigos deste pais aproveitem-se. Não podemos importar ideias de revolução comunistas e marxistas, de revoluções e levantes socias que só marcaram sociedades com sangue.

Devemos rogar a Allah para que Moçambique seja um pais encaminhado, com um dirigente iluminado divinamente pois governantes religiosos em todas sociedades foram bem sucedidos. E recomendar bons conselheiros para o nosso Presidente, que lhe darão bons conselhos, porque se tiver maus conselheiros tudo vai se estragar.

Allah jamais mudara a situação de um povo sem que esse mesmo povo mude o que esta nos seus corações. E tudo que nos acontece e fruto das nossas próprias mãos.
 
Os predecessores antigos piedosos (Salaf) quando questões do género eram sentidas na sociedade como: opressão, aumento dos impostos, injustiças, eles informava a sociedade que o problema não reside no governante, o problema somos nos.
 
Sei que e difícil aceitar a mudança de nos mesmos, e aceitar uma opinião diferente como esta, mas temos que trazer este tipo de abordagens diferentes.

A mudança começa com nos mesmos (povo)!

Abu Umeir
52  Outros / Carta do leitor / O QUE EU ACHO DO FRED JOSSIAS... em: Setembro 27, 2010, 02:21:56
"A estupidez coloca-se na primeira fila para ser vista; a inteligência coloca-se na retaguarda para ver" (Bertrand Russell). 
Yah, atire-me pedras quem quiser. Eu não podia ficar sentado em cima do muro, a assobiar para o lado, enquanto um qualquer desses nossos sujeitos de estupidificação televisiva me vai criando cada vez mais náuseas visuais. Podem até falar mal de mim depois, ou processarem-me por calúnia e difamação, ou simplesmente alegarem o velho cliché do "se não gosta, não assista". Népia. A televisão é pública, o televisor é meu e a análise é pessoal. Verdadeira. Vivo num país democrático, tenho voz própria e sei exercer o meu direito de opinião como mandam os ditames da cidadania efectiva. 
Directo ao assunto. Na segunda-feira à noite, num programa televisivo da Record Moçambique, a atracção-mor foi o mediático apresentador de televisão Fred Jossias. Não era para menos. O "filho do povo" acabara de sair da prisão, para onde tinha sido recolhido depois de julgado e condenado a 70 dias de prisão por CRIME de condução sem licença, em estado de embriaguez e por ter provocado um acidente de viação. Até aqui nada de mais, não fosse ele a tal figura pública que todo o país conhece pelos ecrãs da televisão, particularmente devido à linha editorial do programa que apresenta. 
"Só os medíocres mostram sempre o seu melhor" (Hippolyte-Jean Giraudoux). 
Não falarei aqui da natureza, substância e relevância do programa que o Fred Jossias apresenta. Não sou muito ligado à torpeza e mediocridade destes tempos, das nossas gentes e dos nossos lugares de coexistência e de convivência. Falarei do que vi e ouvi naquela noite triste. Eu deveria ter estado a ler um livro qualquer ou a ver futebol num outro canal qualquer. Ou mesmo poderia ter estado a dormir. Nada. Fiquei ali, atento da silva, a confirmar mais uma vez o quão vil, tacanha e mesquinha está a tornar-se a sociedade em que vivemos.
Há pessoas (e entidades) capazes de ser tão pequenas, mas tão minúsculas e microscópicas mesmo, que de tanto serem tão nada não conseguem sair do seu próprio umbigo e enxergarem um outro mundo, o real, o mundo para além daquelas 2 ou 3 câmaras de televisão que há num estúdio de televisão! Falam das suas mediocridades como se tivessem descoberto sozinhos 4357 poços de petróleo nos mares de Moçambique, mesmo quando o traste de que se gabam de ter feito ou vivido vai dar exactamente na porta da lixeira do Hulene...
 
Há pessoas (e entidades) deste país que, em pleno século XXI, ainda acreditam (e fazem acreditar) que o seu mundo "televisionado" e a sua arrogante imbecilidade são muito mais importantes que o país inteiro! São tão energúmenas tais pessoas (e "celebridades") que não têm noção da sua insignificância e nem sequer sabem que não sabem nada... 
Rotulem-me de bruto, "djelas" ou sei lá o quê. Eu chamo a isto de frontalidade. Este país tem de EXTIRPAR estes cancros todos, aparentemente benignos. Então um tipo bebe todas as cervejas do mundo, mete todo o vazio da sua "estrelice" num carro e, sem licença de condução, sai que nem o Lewis Hamilton pelas estradas de Maputo. Causa um acidente de viação que teria provocado danos humanos irreparáveis. É preso, julgado e condenado a 70 dias de prisão. Vozes incompreensivelmente solidárias levantaram-se, algumas até defendendo a amnistia do "superestrela" pelo reles e ridículo motivo de que "as suas tardes serão vazias sem o puto mais fofo da África Austral"! Aposto que alguns até lhe dedicavam orações (sabe-se muito bem quem e aonde).
70 dias depois, o CRIMINOSO sai dos calabouços e é recebido cá fora como "herói nacional", com direito a Limousine e escolta, para além de palmas e vivas de uma multidão lamentavelmente estúpida e estupidificada. Só faltou mesmo o tapete vermelho e a recepção pelo presidente do município, tudo por ser exemplo e referência primária da mediocridade na sua mais crassa e visível expressão e manifestação!
 
Não estou contra o Fred. Estou contra todo o sistema atroz e repugnante que cobriu, aclamou e ACARINHOU O CRIMINOSO FRED. Então ele disse numa fingida, pretensiosa e hipócrita humildade que "fiquei 3 anos a conduzir sem carta" e que "matriculei-me numa escola de condução e fiquei 1, 2 dias, no terceiro dia já não fui mais por preguiça"! E todo o mundo ficou indiferente! E ainda veio com um exemplo de vida, afirmando isto: "das vezes que tive outros acidentes do género, sempre arranjei maneiras de resolver o problema ali mesmo, com a polícia"! 
Quer dizer, um tipo diz CONSCIENTEMENTE sem licena por 3 anos, que se matriculou numa escola de condução e desistiu ao terceiro dia por PREGUIÇA e que já teve outros acidentes idênticos no passado e que SEMPRE PAGOU à polícia para se livrar... e tudo fica como se nunca tivesse acontecido! Com direito a notícia de abertura de telejornal e com cobertura em directo! Um indivíduo tendencialmente criminoso e reincidente, hipócrita ("bifou" uma vez um certo cantor por situação semelhante), corruptor e, feliz ou INFELIZMENTE, referência para MILHARES DE JOVENS que o assistem todos os dias... tem direito à exclusividade em tempo de antena, programa especial, salamaleques e frases cor-de-rosa como "voltaste muito mais fofo da prisão", "você é um bom gajo", "viva Fred", "continua assim", "eu já estava para morrer de tensão por tua falta"...
Fico "maningue" revoltado quando tratam a um criminoso como se tivesse ganho a final do Mundial dos 800 metros em atletismo, seja lá qual for o crime que tiver cometido ou se sai mais vezes na televisão do que o Presidente da República. Vocês já se deram conta do número de miúdos (e miúdas) que estão a crescer a assistir às PARVOÍCES IRRESPONSÁVEIS do Fred?! Fazem mesmo ideia de quantas crianças (e até jovens de barbas feitas) estão a ser deformadas, formatadas, desinformadas e burrificadas por aquela medíocre marioneta de interesses inconfessáveis e externos ao país que é NOSSO?!
 
Não igualem um estúpido a um fazedor ou influenciador de opinião, POR FAVOR! A tolerância de algumas (muitas) pessoas parece-me estar a roçar a cumplicidade. Todo o mundo erra e merece perdão sim. Contudo, elevar a punição de um irresponsável e pintarem-no na televisão de "pobre coitado arrependido" é DEPLORÁVEL, IGNÓBIL E INSULTUOSO! Nenhum prestígio, influência ou mediatismo de qualquer fofo ou seco da África Austral pode ou deve estar acima da VERGONHA NACIONAL que o mesmo incorpora, significa e representa. 
Terminarei com Platão: "O sábio fala porque tem alguma coisa a dizer; o tolo (fala) porque tem que dizer alguma coisa". Respondendo à questão, sobre o que eu acho do Fred Jossias: um zero muito bem redondo, unicamente diferente dos muitos outros que andam por aqui e por ali e por lá simplesmente porque sai na televisão todos os dias. Famoso porque existem outros zeros pelo país todo que, infelizmente, não têm melhor escolha. Ou outra escolha. Ou até escolhem mesmo quem é parecido com eles. País dos zeros, este.

Por: Edgar M. A. Barroso
53  Destaques / Nacional / O POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO (?) em: Setembro 05, 2010, 07:49:56
Caríssimos leitores, estimados compatriotas,
1 Setembro de 2010, foi um dia diferente para um povo que fora tido como pacífico, tolerante: povo dos camaradas, povo moçambicano!
Cada um que se fazia às ruas era de se surpreender: estradas com barricadas, pneus acessos, trocos, barracas de paragens de Semi-Colectivos de passageiros no meio da rodovia, em nome da Greve!

Greve? – Perguntei, mas não porque era ignorante mas pela tentativa de perceber na íntegra a situação, para “meditar” melhor.
É incrível porque a resposta soava sem um sujeito prenunciador, aliás, era aparente povo, aparente porque um punhado de povo!

Custo de vida subiu!
O que é custo de vida?
Energia, água, pão, combustível, todos os alimentos básicos: arroz, etc; transporte,...
Parei um instante e pensei e concluí...
É verdade! E real!
E voltei à carga...
E porquê greve?
Porque ninguém quer nos atender, o “governo” não quer fazer nada!

Impressionante resposta: “o governo não quer fazer nada”!
Essa resposta levou-me à uma conversa com um dos meus colegas de classe e enquanto discutíamos, num dos canais televisivos que transmitia em directo a tumultuosa greve passou uma reportagem segundo a qual um grupo numeroso de pessoas gritavam fortemente com sinal de fúria implacável: “O povo unido jamais será vencido!!!” repetidas vezes a mesma frase, e parecia que ela ateava a fúria daquele acervo populacional. Isso foi suficiente para abandonarmos a conversa que vínhamos tendo e perguntei não para obter resposta dos colegas mas para ter pontapé de saída para o novo raciocínio:

O povo unido, será que se refere a algum sindicato ou aquele tumulto? E jamais será vencido, quem é esse que luta como povo para o vencer? Será mesmo verdade que o povo está unido?
Nesse momento entra um colega na sala com a Constituição da República, a Lei MÃE, abro onde o Artigo 87 § 2 onde reza que, passo a citar:  “2. A lei limita o exercício do direito à greve nos serviços e actividades essenciais, no interesse das necessidades inadiáveis da sociedade e da segurança nacional.” e o Artigo 51 que diz, passo a citar “Todos os cidadãos têm direito à liberdade de reunião e manifestação nos termos da lei. ”
 
É evidente, a Lei em si é fiscal da ordem, quando o povo não está satisfeito com a prestação dos seus dirigentes tem o direito de se manifestar, isto é, de fazer greve.

Pensei comigo:
O povo que jamais será vencido, não sei por quem, parece-me ter razão!!! Mas será que lembrou-se do Artigo 45§ b, d, f e g?
E fui descansar pois estava estafado, mas infelizmente não consegui ter sossego porque os disparos estavam cada vez mais frequentes e fortes. Portanto ergui-me e foi ver de novo a TV e deparei-me com uma situação seguinte:
   *armazém invadido em Xiquelene e o “povo não vencido” a se apoderar,
   *Balcões de Millenium Bim e Procrédito vandalizados,
   *Bombas da BP com fogo posto,
   *instalações da EDM invadidos e pilhados, duas viaturas queimadas,
   *Automóveis dos particulares derrubados, até alguns carros da equipa de reporteis de algumas televisões,
   *etc., etc., etc.,...
E de boca-aberta fiquei... questionei-me mais uma vez:
Será greve ainda? Não terá tomado outros contornos? O que dir-se-ia disso?
Um repórter deu cara na tela do meu televisor, ele esta dentro duma empresa, à priori não entendi de quê, pois estava uma confusão tremenda e disse:
“Assim ficou essa empresa de plásticos totalmente vandalizada (...)!”
Exactamente esse nome que procurava, o jornalista me iluminou: Vandalismo!
Sinceramente não tenho outra palavra para definir tamanha situação. E me deu impressão de que enquanto os outros saíam às ruas clamando pelos preços, outros estavam nos estabelecimentos, instituições, ou coisas parecidas a fim de vandalizarem e pilharem.

Qual greve? Vandalismo, sim!!!
E a polícia, na tentativa de manter a ordem, disparava, dispersava multidões, tanta correria de lá para cá, de cá para acolá e fez lembrar do filme que fizeram uma das peças de gravação aqui na cidade das acácias: “A república dos niños”, se o caro leitor se lembra é fácil fazer essa analogia com a realidade mais real vivida do que nunca.

Disparos: balas de borracha e balas de pólvora!

Essa ou aquela, porque nessa, vi uma rapariga trajada de uniforme escolar com um inchaço nas costas, porque foi atingida pela suposta bala perdida, na paragem da Escola Secundária da Matola ao longo da EN4, vulgo Wittbank (graças a Deus, porque era bala de borracha!); e naquela porque ao longo dessa estrada, mas desta vez na paragem Avenida, no cruzamento para quem vai à cinema 700, outro cenário muito constrangedor: um rapaz foi atingido na perna, caiu, gemeu...escorreu sangue. Sorte maior estava a passar daí uma ambulância da Cruz Vermelha e foi evacuado. Ali era infelizmente uma bala de pólvora. É o que levou a escrever outrora: “disparos: balas de borracha e de pólvora!”

A polícia disparava, evidentemente, não para o ar mas directamente para os manifestantes, e noutros casos matava os inocentes, como o caso da rapariga que um canal televisivo reportou: atingida mortalmente na sua própria residência enquanto assistia a televisão. Uma bala de pólvora perdida! Que desastre!

Estrondos de balas e bombas lacrimogéneo por todo o lado, som de ambulância que andava à procura de feridos e talvez de óbitos.
Gritos e saques por tudo que é canto!

Já são dois óbitos confirmados oficialmente, dizia o médico entrevistado.
Já são mais de cinco dezenas de feridos confirmados oficialmente, dizia o jornalista.
Já subiu para 230, o número de feridos do dia 1 à 2... são dados preliminares.

Tanta notícia, que fiquei sem saber o concreto. Mas na verdade a greve resultou em óbitos e feridos (graves e ligeiros).
Não sou nenhum jornalista e nem crítico mas essa é que foi a “verdade real”. Quase todos os canais que se preocupam com a situação social do povo moçambicano alteraram por completo a sua programação para amostrar o que se passa na nossa “bela” (?) capital das acácias:
   *Presidente Guebuza discursou, porta-voz do comando geral da polícia discursou, jornalistas, reportagens, imagens, etc. só não falou o porta-voz da greve.

A realidade fala por si mesma, ela é porta-voz do povo! E os óbitos? E os saques? As vandalizações e pilhagens? E o luto? E sei lá...

Deixe de especulações e lamentações senhores porta-vozes, digam o que vamos fazer.
Mas também algo é certo.
Será greve ou vandalismo?
Até onde isso nos leva?
Nyandayeyooooo!!!


Por: Fernando Henriques Martins c.
Estudante de Filosofia
54  Destaques / Nacional / Os alarmes ! em: Setembro 04, 2010, 04:42:41
Tocam os primeiros alarmes de um possível futuro de extrema instabilidade politico-social !
A recusa de se aprender com todos os erros cometidos em outros Países Africanos e por Governos de semelhantes características , o constante desprezo pela realidade popular é sem dúvida o caminho tomado pelo sistema politico / económico em Moçambique.

Quando se fala de protestos e dos seus componentes , se terá que ter em conta os factos e as verdadeiras causas dos recentes eventos.

Não passa despercebida a composição extremamente jovem dos protestantes , também com um número elevado de crianças presentes , assim são as imagens da realidade dos eventos.
Ausentes estão, a grande maioria dos adultos residentes dos bairros mais pobres da cidade que são na realidade a maioria afectada directa e indirectamente pela subida do custo de vida.

Essa ausência visual não significa falta de espírito de revolta ou mesmo ausência real ou desacordo com os protestantes activos.

A atitude de revolta para com a situação é geral na população, com excepção dos que teem os seus benefícios assegurados e qualidade de vida garantida do outro lado da cidade.
A expressão desse descontentamento é feito de forma desorganizada, com caracteristicas de vandalismo e de protesto sem direcção ou método politico, mas é mesmo essa forma de protesto que é reveladora do estado precário  da relação entre o Povo e a direccão politica do País , Governo aos mais diversos níveis e dos mais diversos Partidos na oposição .

Ao fim de 35 anos de Independência , a realidade dos chamados bairros suburbanos não mudou substancialmente , as condições fundamentais de pobreza são relativamente as mesmas.
Seria de esperar que uma das prioridades de quem dirige e assume a responsabilidade do plano de desenvolvimento fosse exactamente o investimento sério na mudança da realidade das condições precárias de vida nos bairros mais pobres e que por sinal são maioria da população da capital.
 
Todos os sem excepção se convenceram que pelo facto da população Moçambicana ser calma e com poucas caracteristicas de protesto imediato e violento seria uma condição permanente.
A perda das estruturas de bairro e de um sistema de dialogo directo com o Povo para o atendimento e solução dos seus problemas básicos, assim como a ausência de qualquer perspectiva nesse sentido , o descrédito total , o abandono das causas sociais reais , a corrupção generalizada, criaram a subcultura e a ideia de que a grande maioria pobre ao redor da cidade não tem voz activa, não existe !

Pior ainda é que se convenceram que essa realidade de pobreza é típica e própria e nada se tem que fazer para a mudar. O crescimento brutal dos bairros suburbanos por falta de viabilidade no campo e o total abandono de projectos sérios de melhoramento de vida nestes bairros é como criar uma cintura social que estrangulará a cidade de cimento, um dia.

A verdade é , que se não fosse precisamente pelas caracteristicas pacíficas dos Moçambicanos , outros protestos ainda mais potentes e descontrolados já teria acontecido.
Mas nunca se enganem com essa caracteristica tão nobre de uma população pacífica , os colonos Portugueses fizeram o mesmo erro , Salazar e os seu regime fizeram exactamente os mesmos erros, sempre que se convençeram que jamais poderia ser diferente!
 
A experiência e método de protesto  estão a demonstrar que com vandalismo e bloqueios de estradas e pneus a arder se conseguem travar as subidas de certos custos básicos que sériamente afectam a vida dos mais pobres. Os eventos anteriores de 2008 travaram a subida dos preços dos chapas , e estes farão o mesmo pelo menos nalguns produtos e se nao o fizerem agora será apenas aumentar o barril de pólvora que seguramente explodirá outra vez .

Todos podem oficialmente condenar os actos de protesto , pouco interessa essa condenação a quem protesta desta forma , não teem nada a perder e ganharão apenas em faze-lo porque conseguirão alguns resultados seguramente. Mais tarde ou mais cedo as vozes serão ouvidas pela via mais desagradável e violenta.

Na realidade , o Governo acaba por demonstrar que é a única linguagem que entende , a da violência e a da paralização da cidade por todos os meios possíveis.
Pneus , troncos , queimar carros , pedras e claro o vandalismo posterior próprio da anarquia e ausência de ordem !

Reparem também que esta força juvenil descontrolada , não tem medo , observem o vídeo do guarda da sede da Frelimo a disparar com AKG  47sobre os jovens, poucos minutos depois o prédio estava cercado e a ser apedrejado por um número ainda maior de jovens e crianças.
http://www.youtube.com/watch?v=Aw7XLeuu72U&feature=player_embedded

As pedras ganham no final !!!
 
E´ muito simples e linguagem muito directa: ``chamem-nos o que quiserem , não temos nada , não temos perspectiva nem voz , não temos nada a perder , protestamos com tudo que temos ao alcance.´´

Bloquear , queimar , estragar , ameaçar , tudo desenfreadamente ... é muito típico que quem está desintegrado , abandonado , sem educação , sem liderança, sem esperança.   

No final de tudo , conseguem paralisar  a capital fácilmente , fazer noticias Internacionais , assustar todos e mostrar que  também teem Poder , um Poder desenfreado e sem direcçao mas de todas as formas ´´Poder``.

Acaba de mais uma vez ser demonstrado que não é nada difícil parar a capital de Moçambique!!
 sms´s , pneus a arder , pedras , blocos , pedras , e tudo isto sem serem um movimento organizado , imaginem se fossem .....

Se estas  acções fossem do desaprovo da populacão dos bairros seriam imediatamente paradas pela própria populacão , seriam paradas pelos mais adultos , pelos mais velhos que não queimam pneus ou atacam carros de inocentes. Seriam no mínimo alvo de lutas dentro dos próprios bairros.
No fundo todos sabem que estas acções (apesar de nem todos estarem de acordo com o método) produzem resultados reais , aquilo que as suas vozes legais e legitimas não fazem, estas acções , tal como nos eventos anteriores podem travar a subida dos preços de alguns produtos ou pelo menos mostrar que é possivel sabotar uma cidade inteira por descontentamento.

Uma greve geral de facto mesmo nao autorizada é de todas as formas realizada.

Esta conivência silenciosa é uma voz que não está a ser ouvida normalmente. 

Estes recentes eventos são apenas um pequeno alarme , sejam eles com vandalismo ou espontâneos sem direcçao politica organizada ,feitos por jovens desempregados ou sem escola , não significa que são superficiais.

Eles são o embrião de futuros movimentos rebeldes que a qualquer momento podem ser aproveitados por algum possível e provavél emergente líder capaz de organizar e mobilizar o descontentamento popular.

Essa é sempre a formula dos conflitos e guerras civis em África post-colonial .
 
Moçambique tem hoje pessoas suficientemente qualificadas e com experiência politica /social suficiente  para facilmente  entenderem esta realidade.

O que falta é o desejo e a intencão honesta de fazer frente à grande obra de mudança da realidade sócio-económica da populacão.
Não basta ganhar eleiçoes e fazer novos projectos sem qualquer impacto social!
Não basta ser ´´papagaio oportunista `` de oposição sem acções reais que mostrem uma alternativa melhor de governação!

Não basta o desejo de conquistar o Poder para enriquecer !

Ha´sempre a  urgência de mostrar ao Povo que a corrupçao é seriamente combatida e punida por exercício dinâmico e real das leis, e  que o investimento nas zonas suburbanas é real  e com resultados progressivos no melhoramento das condições de vida da população.

Toda essa dinâmica está perdida , o Povo não tem voz e quando tem não é sequer considerado , não tem estrutura social de expressão , não tem representantes reais apesar de ter eleiçoes , os eleitos não resolvem os seus problemas , os não eleitos não se organizam com agendas sérias e alternativas viáveis de governação.

A generalizada subcultura do uso da função estatal para fazer negócios privados é de tal forma chocante que se fosse possível fazer a aplicação das leis e levar todos os casos de uso/abuso de poder e corrupção com evidencia  a Tribunal , provavelmente a maioria dos lideres  de governo a diversos níveis teriam que ser sentenciados e muitos até presos por violação grave  às leis do País.       

O conceito de mercado livre sem componente social em beneficio da maioria é formula para desastre e violência, mesmo com índices de crescimento económico positivo.

Todas estas condições são exactamente o preparar e o cozinhar lento mas real de uma futura instabilidade com factores violentos e até mesmo de uma próxima fase de guerra civil.
 
E´obvio que prevenir é o melhor remédio , mas foi patente ontem pela intervenção formal do Presidente da República que a linguagem não é infelizmente uma linguagem de liderança como seria de esperar.

Considerando a experiência politica e social do Presidente Guebuza , um veterano inteligente , seria de esperar uma intervencão mais conectada ao Povo e não uma intervencão formal de estadista.
 
Não basta o Povo ser maravilhoso e as condolências aos que perderam a vida sem condenacão do uso de armas de fogo sobre civis, sem  referencia a necessária investigacão dos actos de crime.
A analogia sobre a destruição de bens que beneficiam os pobres é correcta mas não é a única analogia que o Povo quer ouvir do seu líder eleito , todos sabem disso , o que o Povo necessita é escutar perspectivas soluções reais , passos e medidas concretas , acções reais , resultados , afastamento real dos que tanto roubam e nada fazem para o desenvolvimento nacional.

O Povo deseja o seu líder máximo como guia modesto exemplar e defensor intransigente dos valores mais íntegros da Nação. Assim como os membros do seu Governo.

Em momento de crise que dedique o tempo que for necessário a explicar e a comunicar com o seu Povo , directa e objectivamente , assumindo com sinceridade os erros e fracassos e buscando soluções conjuntamente usando canais de comunicação directos e efectivos.

O Povo deseja ver a sua direcção com comportamento exemplar e modesto contrariamente à prepotência e exibicionismo da riqueza tão frontalmente expropriada e cuspida na face do Povo.
 
A intervenção do Ministro do Interior foi simplesmente arrogante e desprovida de qualquer capacidade compreensão profunda da situação, o desaprovo pelo vandalismo é sem dúvida uma obrigação e uma posição correcta , o que não é compreensivel que seja só uma classificacao dos eventos como ´´vandalismo`` e ´´bandidagem``.

E se realmente assim está convencido pois então passou um atestado de imcopetencia a si mesmo, pois a capital do País foi toda paralisada pelos que classifica como bandidos e malfeitores.
E isso depois do protesto ter sido proibido e suas forças policiais posicionadas para garantir segurança pública.

Como é possível que tal aconteça tendo o senhor Ministro o poder total e absoluto sobre a Policia do Pais e a responsabilidade da ordem pública.
Falhou em todas as áreas e ainda matou pessoas !

Verdade seja dita, sem balas reais nao teria controlado a situação , assim foi defenido que teriam que matar alguns para criar algum medo e travar os eventos.
Todos observaram a Policia a disparar indiscriminadamente em todas as direçoes, usando munição real.

A  violaçao das leis por parte dos protestantes foi  igualada pela violaçao de leis pela polícia sob o seu comando , que utiliza armas de fogo sobre civis com pedras e muitos outros inocentes.
Se na realidade a lei for cumprida muitos dos protestantes presos  terão que ser sentenciados por desordem e danos públicos e igualmente  o Ministro do Interior e alguns agentes da Policia terão que ser também sentenciados por actos de crime sobre a populacão civil desarmada.

Não é recomendável que mantenha a arrogância do Poder pois a posicão de Ministro do Interior  não é permanente mesmo que por agora impúnivel pudera ser alvo de justiça directa algum dia em que a revolta seja organizada e ainda mais violenta.
 
Ninguém acima da lei !
 
O resultado da reunião do Conselho de Ministros foi a maior demonstração de ineficiencia e sem qualquer medida efectiva em relação à crise !  Apenas vao acumular mais a situacao para maior revolta num futuro próximo. 

Se torna impressionante a coicidencia de atitudes entre o abuso de poder colonial e o abuso de poder no post-colonial , uma vez no Poder e embebedados pelo Poder, a realidade Popular se transforma no inimigo comum.
 
Não se esqueçam das lições da História Africana , não se esqueçam das vossas origens e das vossas próprias realidades há 35 anos atrás.
Não se esqueçam de onde nasceram e de onde os vosso pais e avós viveram sempre , sem qualquer alternativa. 

Não se esqueçam que Moçambicanos pegaram em armas e lutaram contra as injustiças sociais de um Império poderoso na época , não pensem que esse facto foi o único e que nunca se repetirá !
Outros Moçambicanos também se organizarão e lutarão se necessário por via armada contras as presentes injustiças sociais e económicas.

E´ so´uma questão de tempo e de liderança , poderá ser até mesmo uma luta repleta de raiva , racismo e sem metodologia, contrariamente ao que foi  a heróica  luta armada de libertação nacional, mas será seguramente uma luta sangrenta .

Assim foi noutros Países Africanos assim será em Moçambique , voçes estão todos a seguir o caminho de outros pela história Africana condenados.
Frelimo ,Renamo  , Partidos na oposição, Governo , Governadores , Lideres superiores e médios , Lideres locais , tirem as gravatas , saiam da cúpula do poder , arrogantes no Poder,  limpem-se , limpem as vossas instituiçoes , eliminem a corrupção e o roubo desenfreado , juntem- se  ao Povo e trabalhem de camisa de manga curta com o Povo na solução dos problemas mais fundamentais.
Vocês nunca serão respeitados sem o fazerem , não haverá exército ou policia que vos possa proteger se não o fizerem ...

E tal como se viu e se testemunha noutras realidades Africanas e não só, o desespero sócio-económico, o extremo contraste de níveis de vida numa sociedade leva a acções radicais e produz inevitavelmente muitas vitimas inocentes.
 
Vamos todos fazer esfoçros extraordinários que que nao se repitam os eventos tao frequentes na história Africana.
 
Não brinquem tanto com o FOGO que se queimam mesmo  !!!!
 
                   Muito obrigado pela atenção
 
 
                                Kalimba
55  Destaques / Nacional / In coisas da Vida - ??É bonito assim??? em: Setembro 04, 2010, 04:39:52
O tempo passa e os habitos mudam, mudam-se os tempos e mudam-se as necessidades... assim tenho dito quase sempre.

Esta devia ser a minha segunda carta derigida ao presidente da Republica, uma vez que não é, apenas vou centralizar-me na inquietacao que me inquieta, sou Moçambicano purro, Moçambicano de Raiz, sou um daqueles jovens criticos e descontente com a situação actual da minha Patria amada, o meu descontentamento ainda podia ter tido inicio muito bem antes do 5 de Fevereiro de 2008, mas como a palavra era: boms dias ainda estão por vir, Deus ainda ainda concedeu-me alguns dias de vida para ver esses ditos boms dias, mas tudo quanto meus olhos vé é apenas o contrario, boms dias foram todos aqueles que o tempo levou, apenas dias piores, um pior que o outro e a nossa sorte entregue as mãos do Salvador.

Sou um daqueles jovens que busca a vida sem cansar, basculando de todas as formas possiveis de forma onesta, eu e tantos lutamos dia e noite pelo bem estar, o bem estar das nossas vidas,  mas me parece que estamos a remar contra a maré, lutamos por uma causa justa  mas o sistema infernisa a mesma, tudo  quanto nos leva a luta ainda é pessoal pois precisamos saciar a nossa sede para lutar por causas da nação, com todo respeito que tenho por vôz acham mesmo que desta forma seremos capazes de combater a dita pobresa absoluta que vôs meces dizeis que reside em nossas mentes? Tenho fome, não consigo pensar...

Lembro-me sem orgulho que a quinze anos atraz mesmno sem idade, fui convidado pela primeira vez para que fosse a uma urna votar, fui sem noção mas todo orgulho na esperanca de ter um FUTURRO MELHOR, acreditei no mesmo, mas como o futurro é algo  incerto acabei não vendo, esse futuro que acabou sendo considerado de um espirito, o famoso "espirito de deixar andar ", 5 anos depois, jà consciente e com a noção do perigo era convidado para decidir novamente o meu futuro, disseram-me que estava diante de uma força, a mesma força que transportava no interior de min, aquela força jovem, imparavel e acima de tudo cheia de intusiasmo e esperança de vencer a vida, força caregada de esperança que qualquer um via em meu olhar radiante, força que cheguei a trasnsmitir aos outros jovens do meu tempo, a mesma força que  levou-nos horas e horas, com batuques, apitos, cantando sem cansar por baixo do sol pendurado detraz das carinhas que nos trasnportavam por varias arterias da minha linda cidade da Matola, Matola em primeiro do meu saudoso Carlos Tembe que hoje o lembro cabisbaixo, eramos jovens motivados e inspirados, cantavamos sem cansar, a nossa rotina e a nossa mente era camnpanha, campanha, campanha, faziamos porque tinhamos fé, para alem da sede de vencer tinhamos fé em si Mano Guebas...

A força que trasnportavamos e trasmitiamos era mais forte que FORÇA DA MUDANÇA, acreditei e acreditamos  que com a FORÇA DA MUDANÇA seriamos capazes de combater o espirito do deixa andar e lutar contra a pobreza absoluta, foi tudo bonito quando vi novas carras nos ministerios, algumas jovens, alguns com e outros sem experiencia como ministros, alguns colocados por acaso talvez por promessa ou forma de pagar certas dividas, desculpe-me pois alguns nem postura  para serem ministros tem, mal articulam as palavras e mal se apresentam... prontos, foram 5 anos de emoção e entertenimento, muita agitacao e alguns em 2 meses foram mudados, claro estamos diante de uma força, FORÇA DA MUDANÇA, se não serve muda-se, nunca ensina-se a melhorar, aqui tudo é militar. Varios mudanças tiveram lugar pelo pais todo e nos eramos telespectadores e voces o cenario. E as nossa vidas? Nada vai nada vem.

5 anos passaram num piscar de olho em nome da dita presidência aberta, foram 5 de muita palavra, palvras essas que hoje percebo que era tudo politica e nada estava acima da politica, desta forma  o tempo provou que o meu rico tempo gasto na campanha, foi mesmo um tempo gasto em vão, hoje percebo claramente que palavras são apenas palavras e não são mais que isso, são apenas palavras e nada mais. Percebo ainda que estamos diante de um governo ditador, um governo militar... digo e escrevo do fundo do coracao que EU lhe amei e como lhe amei, não para menospresar a ninguem, mas eu tinha fé... fé... fé e esperanca... hoje sou um joven sem sonhos, desesperado, com sonhos mergulhados no abismo e acima de tudo decepcionado com a sua pessoa, desculpe-me  na dimensao do amor que lhe reselvei... Decepcionaste-me.

Hoje podes crer que é o dia da nossa separação, separo-me de Si com todo orgulho, podes ter a certeza absoluta que me separo por não teres comprido o nosso comprimisso, um dia prometes-me que na tristeza e na alegria, na saude e na doença, na fome e na miseria , na fartura e na pobresa estariamos sempre  juntos, mas hoje não é o que se verifica,  me deixas na fome, na pobresa, na doenca, na miseria e tristeza, tu do outro lado da vida me assistindo como se não tiveces nenhum comprimisso comigo, a isso chamo de traicao, és sim um traidor pra não ter que lhe chamar de um pessimo noivo.

 Tinhamos um trato social, cuidar um do outro. Emprego que prometeu a esta juventude, a criacao de mais postos de trabalho.

Foram projectos por detraz de projectos, planos por detraz de planos, dinheiros gastos em coisa sem necessidade, muito luxo por baixo da pobreza absoluta, nunca sentiste na pele o custo de vida, razão pela qual olhas para as nossas dificuldades com despreso e desreispeito, sem o minimo de conciderção. Tens os olhos mergulhados no 7Milhoes, 7Milhoes são iguais a tantos projectos que  não surtiram nehunm efeito,  7 milhoes gastos em baracas sem gestao, podes ter a certeza abosoluta que o governo nao é nenhuma isntitiucao bancaria para estar por ai destribuir dinheiro, essa missao deviam ter depositado ao BIM, ou a um a outra instituição bancaria qualquer da vossa confinca,  os 7 Milhoes sò trouceram preguissa e fome, não se combate fome com fome, não se combate.

 Dinheiro não e tudo nesta vida, mas politicas claras do mercado e desenvolvimento e que fazem uma nação. A uma dada altura esqueceu que nem todos os Moçambicanos são camaradas, nunca te esquessas disso. Respeito, dignidade e honra é o que faz uma nação e é o que  esperavamos tanto  ouvir  no seu descursso, fizeste do nosso casamento o casamento mais infatil que ja vi em toda minha vida, vergonha Nacional, sujando ate o VERMELHO do batuque e da massaroca. Saber falar é uma VIRTUDE, saber ouvir é um DOM, e nôs Moçambicanos temos este DOM, sò não sentimos a sua VERTUDE, razão pela qual continuamos  tudo e menos nada o que o senhor nos apelidou, desta forma nao  senti o seu amor  bem como A PAIXÃO PELA TERRA.

Mesmo na recta final do nosso divorcio, queria aproveitar dizer que o conselho de ministros é muito BOM em fazer levantamentos estatisticos, estao num bom caminho, mas a verdade nao sao dados estatiscos e avalicao de danos que nos importa,  esperavamos ouvir algo diferente, uma vez que Cahora Bassa dizem ser  nossa, se é que é, as aguas. Nao me parece terem estado numa troca de palavras pelo bem estar da nacao, dve ter sido um encontro militar, em que os subordinados estao apenas para dizer sim senhor, sim senhor, mesmo com opinioa diferente, a sua vos so serve para dizer sim senhor, sao idonios para sairem com uma solucao igual, creio que mesmo o conselho do parlamento infantil teria saido com uma solucao melhor, a nacao e o rosto real dessas manifestacoes, nao se fassam de desletrados por favor, o vosso eleitorado é o rosto dessas maifestacaoes, as nossas lagrimas, o nosso sofrimento devem ser o vosso orgulho, o  despreso jogado em publico, despreso jogado a nação feriu-me a alma... não aguentei. 

Lembrar aos Senhores da LEI E ORDEM, que voces tambem sao povo fora dessas roupas, nao se esquessam que  poderao comprar pao ao mesmo presso que nôs.
Desta forma me afasto de te na promessa de nunca voltar aos teus bracos, eu e tu ja era. Paz e amor, um pouco de concidercao lhe peco a quem contribui para que estejas nesse lugar, estas ai  por  multiplos votos de confiança  que cada um de nos lhe depositou, saiba retribuir isso. Aquel abraço forte ao meu velho amor e saudações fortes a OJM.                       
                                                                                                                                        Mecre Manhiça
Siyavuma...                                                                                                               

2 de Septembro de 10
   
56  Destaques / África / Governo tratado por criminoso nunca provou o contrário & a afirmação da ditadura em: Agosto 30, 2010, 11:13:50
Não faz tempo, fui criticado por um dos tantos leitores que têm lido os meus escritos, aconselhando-me a moderar a linguagem para não ferir algumas sensibilidades menos fortes.

As ofensas produzem quase sempre revolta e ressentimento, tenho consciência disto.

E também sei de que, a pessoa ferida na sua dignidade e no seu amor próprio, poderá inibir uma reacção imediata por medo das conseqüências, mas não deixará passar uma oportunidade para se vingar.

Quem me conhece e lida comigo, sabe que sou daquelas pessoas, que nunca conseguiu chamar ou tratar as pedras, por flores e ladrões por camaradas, apenas para agradar e pior ainda, quando é para evitar complicações.

A delicadeza tem mais poder do que a força bruta sejamos coerentes.

Se não gostam da franqueza rude, se não apreciam a critica e a vingança, porque usam tais métodos contra os outros?

Será que os métodos violentos passam a ser justos e correctos quando defendem os vossos interesses e os vossos pontos de vista?

Sinceramente nunca foi minha intenção, ofender ou ferir quem quer que seja.

Sou uma pessoa tão bem educada, que jamais tratarei por honesto, o senhor Presidente Eduardo Dos Santos e outros, enquanto os factos me provam que não o são?Aliás, por aquilo que também conheço, sobre algumas pessoas que compõem este governo, estou em plenas condições, para os poder tratar também por criminosos, como fez o activistas inglês.

Também tenho consciência, de que optar pelo confronto aberto critica e honesto, com alguns camaradas de ontem, é nos dias de hoje, na nossa terra, o mesmo como se , estarmos a brincar com o fogo.

Ficar calado é aceitar o que significa estar de acordo, com as besteiras todas que se conhece deste regime e suas práticas constantes de violações dos direitos humanos, na nossa terra.

Desde que o activista inglês veio honesta e publicamente, tratar os nossos governantes, por criminosos, até hoje, não vi nenhum deles desmentir ou provar o contrário.

O que se tem assistido é um desdobrar de esforços, e refinar de práticas dúbias , para se defenderem como podem , camuflando a roubalheira, os abusos de poder e no fundo continuar com seu ritmo demolidor.

A afirmação da ditadura material e intelectual é hoje uma realidade

O país continua a viver a afirmação da ditadura material e intelectual.

Em todas as secretarias deste governo de partido único, estão presentes pessoas que não possuem a mínima das mínimas, condições de desempenho de funções de responsabilidade administrativa.

Mas estão em pleno desempenho dessas funções, fazendo de conta que tem condições de desempenhar papéis sociais para os quais não foram preparadas nem precisam ser. Ou saber

Por quê?

Porque essas funções administrativas são postas nas mãos irresponsáveis desses (as) burocrática como dádiva assalariada de seu partido político.

Muitos por vezes se esquecem de que, antes de entrarem para o MPLA , outros já por lá passaram , desempenharam determinadas funções, e como tal, conhecem bem as regras e os truques da casa.

Cargos assalariados exercidos por pessoas que mal sabem soletrar, algumas com cadastro altamente criminoso.

Burocratas que passariam meia hora para ler meia página de um livro com conteúdo literário pertinente a influência cultural acadêmica.

Pessoas comprometidas com a diarréia dos interesses partidárias assentes no Ascenso de analfabeto a cargos públicos meramente destinados a fazer a corte e a promoção daqueles que são ou serão, serviçais da burocracia do partido no poder.

Quando afirmo que estamos vivendo a ditadura política e cultural não estou exagerando minimamente, pois a maioria dos angolanos crê que, concordam comigo.

Mesmo cá fora tenho constatado isto. Conheço muita gente que trabalha nos mais variados serviços consolares, algumas com pouca ou sem formação, parecendo saídas de triptas do interior de uma cidade recém descoberta por arqueólogos.

Coitados; mais que culpa tem eles?

São produtos de uma política educacional, ministrada pela ditadura, caracterizada pela precariedade estrutural e pelo desinteresse.

Fazem justiça á educação que receberam quando freqüentaram as escolas do Partido que lhes ensinaram apenas a matar, perseguir ou sucatear os recursos naturais de seus corações enferrujados pelo romantismo e propaganda do Presidente da Republica e seu partido único.

Nessas escolas fantasma com tanta farsa, que só passa de classe, quem dá gasosa, onde só aprendem a condicionar a própria mentalidade colectiva, á aceitação passiva dos produtos da dominação de uma cultura escolar e acadêmica globalizadas pelos paradigmas da exclusão social

A inclusão social deveria ser pela mostra pessoal de conhecimento, pelo discernimento, pela competência das faculdades intelectuais, pela função inerente ao espírito de exercitar diariamente seu próprio crescimento intelectual e emocional.

Mais as escolas e academias das quais são provenientes lhes ensinaram apenas a fazer qualquer concessão ao empreguismo, á ascensão burocrática dentro do plano de carreira ao qual estão completamente sujeitado

Quase tudo e todas as coisas que um funcionário público nosso, deseja resume-se, á mais um tostão no salário. Pelos quais são capazes de qualquer , trambiquice ao ponto de se envenenarem colegas entre colegas.

Não é atoa que cantores, dançarinos de kuduro ou kizomba, jogadores de futebol são escolhidos pelo Presidente, porque eleição já não é preciso, para o parlamento.

A lógica é simples: Se eles cantam e dançam a musica do chefe está tudo bem. Se começam a refilar são postos na rua ,ou degolados para sempre.

Há muito que a sociedade é educada para desconhecer seus direitos básicos à dignidade pessoal e à cidadania colectiva.

A sociedade actual educa seus membros para a negação diária desses direitos básicos.

A luta pela cidadania foi substituída pela competição em prol de um tostão e um lugar ao pé de governantes corruptos.

A servidão política de seus parlamentares, juízes e executivos tem compromisso com a cultura centenária da corrupção institucional.

A indiferença política, cínica e demencial, do Presidente Eduardo Dos Santos, e seu entusiasmo infantil pelas regalias do poder político, o conduziu a optar por soluções de fachada que se misturam com as farsas habituais.

Esse Presidente tem em mãos a oportunidade única e exclusiva de mudar o paradigma nefasto das estruturas educacionais centenárias voltadas para o ensino e a adaptação das gerações de alunos que freqüentam escolas e academias da dança do ventre e outras merdas para os alienar.

Tudo que desejam da vida a partir do concurso público, é sentar numa mesa de bar e encher a cara com as bebidas preferidas dos corruptos que nos governam.

Enquanto o país afunda na exclusão social de milhões e milhões de alunos do ensino médio que se recusam a continuar freqüentando uma escola do faz de conta que eu ensino, faça de conta que aprende.

O Presidente Eduardo Dos Santos continua sua interminável dança do ventre, mostrando seu umbigo ao povo, ao som dos discursos demagogo, para comprar a consciência nacional e dar uma falsa visão da nossa realidade ao estrangeiro.

Ao mesmo tempo em que o país continua, com a promessa de que, em breve, haverá casa para o povo, luz, ás ruas, praças e avenidas das cidades.

Estarão mais incrementadas de marginais promovendo roubos, assaltos, invasões, chacinas, furtos, seqüestros, tráfico, homicídios, com as armas de última geração da violência financiada pela demagogia oficial de políticos preocupados em incrementar suas contas bancárias nos paraísos fiscais

Tudo na melhor das intenções.

Será que Eduardo Dos Santos, não possui condições intelectuais de saber, o quanto é vital para o futuro de um país a educação fundamental, média e superior que não seja apenas do faz de conta?

Será que ele ainda não se deu conta que já é assustador o número de presos políticos, que temos em nossas cadeias?

Será que ele ainda não se deu conta de que vive cercado de criminosos, que têm em sua conta, mortes recentes até mesmo de figuras do seu partido?

Por: luta pelo poder, ganância, vinganças, paixões, ajustes de conta e traições.

Fernando Vumby
57  Destaques / África / Minha indignação: Outra carta aberta ao Senhor PR de Angola em: Agosto 30, 2010, 11:11:52
Alemanha  - Senhor presidente da republica de Angola , quer antes de  tudo expressar-lhe as minhas saudações patrióticas.

Gostaria de poder continuar a trata-lo por Vossa Excelência , o que significaria reconhecer a sua excelência moral e também a grandeza de sua virtude.  E só não o faço porque não reconheço no senhor autoridade moral , que mereça   este tratamento e consideração de minha parte. Também porque não considero necessário utilizar pronomes de tratamento , para manifestar respeito pelo cargo público , que o senhor ocupa.

Como já ouvi membros de seu governo dizer ; que Angola é um Estado moderno onde existe verdadeiramente justiça e o poder é correcto. Sendo assim , não tenho que temer a arbitrariedade e espero que este tratamento não enfrente nenhuma barreira. Por isso , dispenso também , as  formas fantasiosas e ultrapassadas de tratamento com origem nos círculos da tirania do direito divino e nos meios oficiais corruptos.

Quem lhe escreve é Fernando Vumby , um simples cidadão , com mais de 50 anos de idade trabalhando desde algum tempo , para algumas instituições cívicas internacional , como activista.

Sinto-me revoltado com as roubalheira no nosso país , aumento da corrupção apesar do senhor ter decretado uma dita cuja , tolerância zero contra ela , e desmandos praticados pelo governo liderado pelo senhor.

Não sou filiado á nenhum partido político , acredito no projecto do BD  para com Angola , e se um dia poder votar , apesar do voto ser secreto , quer dizer publicamente , que votarei neles.

Sou membro de alguns fóruns cívicos e sem qualquer pretensões a qualquer cargo público em Angola que abandonei á quase 30 anos. Como cidadão angolano orgulhoso , sinto-me por vezes envergonhado e indignado por perceber que nosso país , não oferece aos seus filhos um lugar decente para vivermos.

E por ver meu país ter um governo e aliados tão desonestos , sem escrúpulos , mentirosos e dos piores corruptos que existem , quem sabe neste planeta ?

Tomei a amabilidade como cidadão angolano , pelo direito que me cabe na lei constitucional   escrever-lhe , fazendo sentir as minhas preocupações , que julgo ser as da maioria dos angolanos.

Tenho a certeza que , como conhecedor dos métodos  praticados por algumas pessoas chefiadas pelo senhor.

Ao escrever-lhe esta carta ,estou a meter em risco a minha integridade física e quem sabe ,minha própria vida e de meus familiares residentes em Angola. Mas como não sou nenhum covarde , não aceito e nem me submeto á nenhum governo corrupto seja ele qual for .

Senhor presidente ; tenho a certa absoluta que outros milhões de angolanos , gostariam de lhe dizer a mesma coisa , se o senhor um dia desse essa oportunidade e ouvisse seus apelos.  Uma presidência  , que é apontada como o epicentro da corrupção e não prova o contrário , rebaixando-se , aos níveis mais baixos jamais vistos.

Não pode merecer o meu respeito e nem de qualquer outro cidadão de bem deste país.  Um presidente que mexe , remexe e manobra a lei quando lhe apetece , desrespeitando desta forma os eleitores que no seu partido votaram. Não pode de igual modo esperar por respeito. Um presidente que cujo partido não mostra sinais de democratização e aberturas para um dialogo construtivo com seus compatriotas , tomando de assalto a máquina pública com o mero e único objectivo de perpetuação no poder. Como pode merecer respeito e admiração ?

Um presidente que passou mais de 30 anos se vendendo como o paradigma da moralidade e da ética , permitindo seus filhos se apoderarem das riquezas do país para interesses pessoais. Nunca merecerá respeito de um cidadão minimamente consciente e dono das suas faculdades mentais.

Um presidente que oferece milhões de dólares á países como Guine-Bissau , para sair da crise em que se encontra ,  apoia círculos do governo Santomense na perspectiva de ver singrar  um regime obediente  ás suas ordens.

Enquanto várias províncias do país necessitam de apoio financeiro para resolver seus problemas e seus comandados criam dificuldades por serem talvez , regiões de grande afluxo da oposição.

Um presidente que nunca é visto no meio do seu povo dando uma palavra de conforto ou de coragem , quando as catástrofes naturais habituais , arrasam  seus bens e provoca tantas mortes.

Senhor presidente , levante sua cabeça e veja que há falta de escolas , prisões para os corruptos , condições dignas de trabalho , na área da saúde é um caos , onde até nem temos um lugar  digno para morrer na nossa terra.

A segurança é outra desgraça , os tráficos de influencias , drogas , seres  humanos nunca se expandiu tanto como nos dias de hoje.

Senhor presidente , nunca o vi condenar qualquer regime ditatorial , antes pelo contrário é amigo de quase todos incluindo aqueles condenados internacionalmente.
Senhor presidente de forma cínica e desumana , o seu governo não votou na ONU a favor da condenação do genocídio praticado no Sudão , que matou mais de 310.000  sudaneses em Darfur.

Senhor presidente por favor deixa de amordaçar a constituição , o Legislativo , o judiciário e a imprensa privada se quiser merecer respeito e admiração de todos os angolanos.

Senhor presidente , não lhe peço desculpas , por que o que digo é verdade

O Senhor e seus camaradas  corruptos , estão a transformar  Angola  numa  republiqueta  de vagabundos , assaltantes de bancos , em vez de uma país em que a ética, a honestidade , o respeito á honra das pessoas e o amor á pátria , á verdade e á liberdade sejam os alicerces em que deve  sustentar a grande nação que todos nós desejamos.

Senhor presidente procure conversar com o povo e perceberá que o angolano hoje está perdendo sua dignidade.Não baste que os angolanos tenham  peixe frito todos dias , ou fungi com feijão.

Eles precisam também de um alimento para sua alma , seu espírito , para que possam realmente ter consciência de civismo , de patriotismo e de nacionalidade .

E este alimento é a  dignidade , moralidade e bons exemplos vindo de seus governantes. Sem mais de momento aceite o meu abraço patriótico senhor presidente José Eduardo dos Santos .


*Fernando Vumby
Fórum  Livre  Opinião & Justiça
58  Outros / Carta do leitor / Reflexões do companheiro Fidel - O CAPÍTULO PRINCIPAL DO ÚLTIMO LIVRO em: Agosto 26, 2010, 01:49:10
Após serem publicadas as duas Reflexões sobre o livro do escritor Daniel Estulim, intitulado “A verdadeira história do Clube Bilderberg”, o autor enviou uma mensagem solicitando uma entrevista comigo. Desejava que antes do encontro lê-se um capítulo importante de seu novo livro ainda não publicado e devia ser traduzido do inglês.

Ontem o recebi já traduzido em Cuba. Seu conteúdo é espetacular e merece ser analisado em seus aspectos essenciais. Selecionando parágrafos desse material ofereço uma idéia do conteúdo do capítulo, que proporciona importantes dados que para os técnicos implica um desafio.

O autor começa afirmando:

“Este é o capítulo mais estranho do que você poderá encontrar jamais em um livro, nele ou em qualquer outro que tenha sido escrito [...]. As últimas peças do quebra-cabeça serão colocadas em seu lugar para que você possa ver a imagem do mundo em que vivemos. [...] não será tão fácil fazer com que você acredite nela por razoes puramente psicológicas. Isso poderia se dever em parte a nossa própria mentalidade servil que tão esmeradamente foi criada em nos pela propaganda desumana que com tanta força tem estado dirigida contra a humanidade desde o século XIX.”

“... pequenos grupos de conspiração têm atuado contra Cuba, o Laos, o Afeganistão e a Nicarágua. Durante décadas têm estado envolvidos em tudo, desde as drogas e o tráfico de armas até os assassinatos, a guerra encoberta e o terrorismo aberto.”

“Pessoas como Geroge H.W. Bush; e William Casey, ex diretor da CIA; [...] Oliver North, o ex-homem ponta do Irão-Contras; e Mike Harari, segundo no comando do Mossad, são algumas das mais notórias neste glossário de agentes de operações encobertas...”

“Este capítulo trata das armas de destruição em massa. As armas atômicas, as armas nucleares, as mini-armas nucleares.”

“Neste capítulo analisaremos o atentando a bomba na cidade de Oklahoma, do qual foi culpada a extrema-direita estadunidense; o de Bali, do qual foram culpados os terroristas islâmicos; o assassinato de Rafiq Hariri, do qual foi culpada a Síria; e o atentado no Terminal 4 do Aeroporto de Barajas, do qual foi culpara ETA.”

“Segundo a informação oficial, às 9h02 (Hora Padrão do Centro) de 19 de abril de 1995, o caminhão Ryder, que continha aproximadamente 2.300 quilogramas de fertilizante e uma mistura de nitrometano, que detonou frente ao lado norte do Edifício Federal Alfred P. Murrah, de nove andares. A explosão destruiu a terceira parte do edifício e criou uma cratera de 9 metros de largura por 2,4 metros de profundidade na rua NW 5th Street próxima do edifício. A explosão destruiu ou danou 324 (¡!) edifícios em um raio de dezesseis quarteirões, destruiu ou queimou 86 automóveis nos arredores do lugar e quebrou os vidros em 258 edifícios próximos. A destruição dos edifícios deixou várias centenas de pessoas sem morada e provocou o fechamento de múltiplos escritórios no centro da cidade de Oklahoma. Pelo menos 168 pessoas morreram e 853 foram feridos; a maioria dos ferimentos eram queimaduras. Os efeitos da explosão foram escutados e sentidos até uma distância de 89 quilômetros.”

“Embora a versão oficial fosse confirmada pelo governo dos Estados Unidos e pela maioria dos meios corporativos, não será especialmente difícil desmentir a versão ‘oficial’ com uma versão mais sensata dos acontecimentos:

“1. Os carros-bomba não deixam crateras; as crateras só podem ser provocadas por uma carga soterrada. Inclusive se você coloca uma bomba nuclear em um caminhão e a fez explodir, contudo nessas circunstâncias, a bomba não deixará uma cratera.

“2. Os explosivos convencionais não provocam o incêndio dos autos nos arredores do lugar da explosão...”

[...]


“... foi enganado, converteram-no em cabeça de turco e finalmente mataram-no. Caso fechado. As provas foram destruídas. Não obstante, as perguntas ainda não foram respondidas.”

“12 de outubro de 2002. Atentado a bomba nuclear numa boate de Bali.”

“Segundo a versão oficial o atentado a bomba em Bili, uma tonelada métrica de explosivos convencionais colocada em um veículo tipo jipe explodiu nas  vizinhanças do Clube Noturno Sari, matando imediatamente 187 pessoas, outras muitas com feridas muito graves, enormes bolas de fogo, vindas supostamente dos garrafas de gás para cozinhar, a demolição dos edifícios próximos do lugar da explosão e grandes fogos que se espalharam pelas redondezas.”

“Uma das primeiras informações sobre o atentado a bomba em Bali chegou através de Fox News: “Atentado a bomba em boate indonésia é catalogado como ato terrorista’. ‘A explosão teve lugar por volta das 11h00. [...] O lugar estava superlotado, e incendiou-se em um milisegundo’”

“ A palavra ‘milisegundo’ constitui um dos lapsos mais imperdoáveis. Mesmo como ‘nível zero’, esta palavra está reservada para as explosões nucleares. É por isso que nunca, sob nenhuma circunstância, a gente utilizaria esta estranha palavra ao fazer referência, a não ser que estivéssemos falando de uma explosão nuclear.”

“O problema é que uma explosão convencional, por grande que for não produz nem calor nem chamas.”

“Outro turista [...] declarou o seguinte: ‘Senti que meu hotel estremeceu-se violentamente e corri para a olhar pela janela. Na distancia pôde ver uma grande nuvem branca em forma de cogumelo, e soube então que não observava um ataque ordinário’.”

“Acho que todo o mundo sabe o que significa realmente uma nuvem em forma de ‘cogumelo’.

“Além disso, as explosões ordinárias não provocam incêndios nos edifícios vizinhos. São as explosões nucleares as que provocam fogos nos prédios das redondezas — devido à intensa radiação térmica que emana instantaneamente das bolas de fogo.”

“A policia indonésia declarou que o número total de mortes atingia a incrível cifra de 202 vítimas. Você não poderia matar instantaneamente um par de centenas de pessoas e ferir não só outras centenas, mas sim milhares com uma carga de 1000 quilogramas de explosivos convencionais colocados em um jipe.”

“O governo da Indonésia sabia por acaso que o que explodiu em Bali foi uma bomba nuclear? Logicamente sim. Por exemplo: o vice-presidente da Câmara, A.M. Fátua, ao se referir ao suposto terrorista que supostamente colocara a bomba, declarou o seguinte: ‘Minha consciência me diz que ele não é o autor principal. Não acho que Amrozi (o suposto terrorista) teve a capacidade para realizar todos os preparativos para o ataque  a bomba, como a explosão de um tipo de mini-bomba nuclear em Bali’. Por isso o vice-presidente da Câmara de um país com uma população de mais de 200 milhões de pessoas sabia que se tratava de uma ‘mini-bomba nuclear’.  Sabia-o a Presidenta da Indonésia nessa altura, Megawati Sukamoputri? E se o sabia, por que não disse nada?”

“Existe uma versão ‘confidencial’, conhecida logicamente pelo governo indonésio, os funcionários do governo dos Estados Unidos e o Mossad Israelita — segundo a qual tratava-se de uma ‘mini-bomba nuclear’ que explodiu com uma potencia de 0.01 a 0.015quilotons segundo a potencia equivalente em TNT, e que a ‘mini-bomba’ nuclear pertencia a ‘Al Qaeda’”

“No capitulo anterior demonstrei de maneira categórica que a Al Qaeda lhe seria mais fácil armar, a toda presa, uma nave espacial de madeira e aterrissar na Lua que ter acesso a uma mini-bomba nuclear. Também demonstrei que quatro nações possuem a capacidade técnica para fabricar uma mini-bomba nuclear — os estados Unidos, a Rússia, a França e Israel. Fontes confidenciais indonésias confirmaram à inteligência nuclear russa que a bomba pertencia ao Mossad de Israel.”

“Nem um só veículo apresentava indícios de se ter queimado, como aconteceu na explosão de Bali.  [...] destruiria com sua enorme onda expansiva os automóveis restantes que se encontrem nas redondezas. Porém nenhum de estes efeitos esperados foi reportado depois da explosão do ‘carro-bomba’ no aeroporto de Barajas. Por conseguinte, podemos tranquilamente descartar a teoria da ‘mini-bomba nuclear’.

“De igual maneira aqui estão presentes alguns efeitos verdadeiramente estranhos — se você tenta fazer uma linha imaginaria de cima para baixo para indicar o limite exato da destruição, essa linha não seria vertical. Seria uma linha em um ângulo de aproximadamente 45 graus. Por que uma onda destrutiva que provocou estes danos se propagaria com este ângulo de inclinação?”

“Imagino que você compreendeu o que eu quis dizer. Parece que isso foi o que aconteceu exatamente aqui. Segundo parece foi uma grande explosão nuclear sob terra a uma grande profundidade, debaixo da parte central do edifício do estacionamento, a que provocou tamanha destruição.”

“Além disso, o fato de que as Forças de Segurança do Estado errassem nos seus cálculos sobre o tamanho da explosão em num 150 por cento é algo verdadeiramente alucinante. O fato de que o calculo (200-500 quilogramas) se baseie nos efeitos visíveis da explosão e na experiência dos técnicos em desativação de artefatos, faz  com que pense em duas coisas: 1)Estes são os agente mais ineptos que existem na face da Terra, comparáveis, no melhor dos casos, com o famoso inspetor Cluzeau. 2) Este agentes afirmaram imediatamente que a explosão foi causada por uma bomba nuclear, e tentaram ocultar as provas à população em geral.”

“Não tenho dúvidas de que os terroristas ETA estacionaram seu Renault Traffic no estacionamento D do Terminal 4. Quando admitiram sua culpa perante os tribunais, estou certo que pensaram que suas ações tinham provocado o caos. Não obstante, o dano real, o dano nuclear, proveio de uma bomba nuclear enterrada a grande profundidade dentro do terminal. Quem sabia disso e quem o fez? Não sei. Mas acho que consegui demonstrar quem não o fez.

“Conclusões relacionadas com os atentados com ‘mini-bombas nucleares’, aliás ‘carros-bomba’ e ‘caminhões-bomba’.

“1) As ‘mini-bombas nucleares’ existem.    

“2) ‘Confidencialmente’ se diz que estas ‘mini-bombas nucleares’ pertencem a várias organizações terroristas, quase invariavelmente as chamadas organizações ‘muçulmanas’.

“3) Estas ‘organizações terroristas’ não hesitam em usar estas ‘mini-bombas nucleares’ contra diferentes objetivos, a maioria deles civis.

“4) Estas ‘mini-bombas nucleares’ provocam explosões de uma potência inusual — equivalente a quantidades irracionais de TNT ou outros explosivos convencionais que puderam apenas caber no interior do maior caminhão, para não falar de um veiculo de passageiros.”

Estulin continua analisando seus pontos de vista nos parágrafos 5,6,7,8,9,10, alguns deles extensos, que omito visando a brevidade visto que não são indispensáveis para compreender sua tese.

Ao chegar ao parágrafo 11, na página 64, mais uma vez afirma:

“11) Estas ‘mini-bombas nucleares’ só puderam ser fabricadas como máximo por quatro dos países mais desenvolvidos — os Estados Unidos, a Rússia, a França e Israel.

“12) O ‘Grupo Secreto’ realiza quase todos estes atentados com as modernas ‘mini-bombas nucleares’, provavelmente apenas com um par de exceções. Este ‘Grupo Secreto’ quer seja estadunidense, israelita, francês ou russo, não tem nada a ver absolutamente com o Islã.

“13) Em todos os atentados com as modernas ‘mini-bombas nucleares’, com exceção de um par de casos, são utilizadas as ‘mini-bombas nucleares’ de terceira geração — a mais recente —, que são suficientemente pequenas para que possam ser ocultas no sistema de esgotos.

“14) Se as ‘mini-bombas nucleares’ pudessem obviamente destruir um área extensa onde existam construções de estruturas ordinárias, não podem derrubar completamente um edifício moderno fortemente reforçado mesmo se explodissem nos seus arredores — como ficou demonstrado no caso do atentado a bomba em Oklahoma, em 1995 e também no caso do atentado a bomba às Torres Khobar, em 1996.”

Com estas palavras conclui Estulin, fundamentalmente, o capítulo do seu livro traduzido do inglês.


Fidel Castro Ruz
24 de Agosto de 2010
7h06
59  Outros / Carta do leitor / Reflexões do companheiro Fidel - O Inverno Nuclear em: Agosto 26, 2010, 01:47:13
Fico com vergonha de ser desconhecedor do tema, que nem sequer tinha ouvido  mencionar. Caso contrário teria compreendido muito antes que os riscos de uma guerra nuclear eram muito mais graves do que imaginei. Supunha que o planeta podia suportar o estalido de centenas de bombas nucleares ao calcular que, tanto nos Estados Unidos quanto na URSS, tinham sido feitos incontáveis testes durante anos. Não tinha tido em conta uma realidade bem simples: não é a mesma coisa fazer estourar 500 bombas nucleares em 1 000 dias, do que fazê-las estourar em um dia.
Consegui saber disso quando solicitei informação a vários especialistas na matéria. É de supor que fiquei espantado quando soube que não era preciso uma guerra mundial nuclear para que perecesse a nossa espécie.
Bastaria uma contenda nuclear entre duas potências nucleares das mais fracas, como a Índia e o Paquistão ?que entre ambas, não obstante, reúnem muito mais de 100 armas desse tipo?, e a espécie humana desapareceria.
Razoarei um bocado com os elementos de juízo que me proporcionaram os nossos peritos na matéria, tomados do que tem sido exposto pelos mais prestigiosos cientistas do mundo.
Tem coisas que Obama conhece perfeitamente bem:
“…uma guerra nuclear entre os EE.UU. e a União Soviética produziria um ‘inverno nuclear’.”
“O debate internacional acerca dessa predição, animado pelo astrónomo Carl Sagan, obrigou os líderes de ambas as super potências a encararem à possibilidade de que a sua corrida aos armamentos não apenas os colocaria em perigo a eles, mas também a toda a humanidade.”
“…‘os modelos elaborados por cientistas russos e norte-americanos mostravam que uma guerra nuclear daria como resultado um inverno nuclear tremendamente destruidor para toda a vida na Terra; saber disso representou para nós, para as pessoas de moral e honra, um grande estímulo…’.”
“…as guerras nucleares zonais poderiam desencadear uma catástrofe global similar. Novas análises revelam que um conflito entre a Índia e o Paquistão no qual fossem lançadas 100 bombas sobre cidades e áreas industriais ?só 0,4 por cento das mais de 25 000 ogivas que existem no mundo? gerariam fumaças suficientes para arruinar a agricultura mundial. Uma guerra regional poderia causar perdas de vidas inclusive em países afastados do conflito.”
“Com computadores modernos e novos modelos climáticos, a nossa equipa tem demonstrado que não só eram correctas as ideias dos anos oitenta, mas também que os efeitos durariam pelo menos 10 anos, muito mais do que antes se julgava […] inclusive a fumaça de uma guerra regional receberia calor do Sol e ascenderia para permanecer suspensa durante anos na atmosfera superior, encobrindo a luz solar e esfriando a Terra.”
“A Índia e o Paquistão, que entre ambas reúnem mais de 100 cabeças nucleares…”
“Alguns acreditam que a teoria do inverno nuclear desenvolvida nos oitenta tem caído em descrédito. Por isso talvez se surpreendam perante a nossa asseveração de que uma guerra nuclear zonal, entre a Índia e o Paquistão, por exemplo, poderia devastar a agricultura em todo o planeta.
“A teoria original estava rigorosamente validada. A sua fundamentação científica tinha o apoio de investigações realizadas pela Academia Nacional de Ciências, por estudos patrocinados pelas Forças Armadas dos EE.UU. e pelo Conselho Internacional de Sindicatos Científicos, que incluíam representantes de 24 academias nacionais da ciência e doutros organismos científicos.”
“Talvez o esfriamento não pareça coisa de particular preocupação. Mas convém saber que uma leve diminuição de temperatura pode acarretar consequências graves.”
“A quantidade total de cereais hoje armazenada no planeta poderia alimentar a população mundial durante um par de meses (Vide ‘Crises alimentares: uma ameaça para a civilização?’ por Lester R. Brown; INVESTIGAÇÃO E CIÊNCIA, Julho de 2009).”
“Às vezes, a fumaça dos grandes incêndios florestais penetra na troposfera e na estratosfera inferior e resulta arrastada a grandes distâncias, gerando esfriamento. Os nossos modelos se acomodam também a esses efeitos.”
“Há 65 milhões de anos, um asteróide impactou na península de Iucatã. A nuvem de poeira resultante, misturada com a fumaça dos incêndios, ocultou o Sol, matando os dinossáurios. O vulcanismo maciço, que ao mesmo tempo acontecia na Índia, pôde ter agravado os efeitos.”
“…o crescente número de estados nuclearizados eleva as probabilidades de que se inicie uma guerra, deliberada ou acidentalmente.
“Coreia do Norte tem ameaçado com a guerra se não se pára de inspeccionar os seus navios na busca de materiais nucleares.”
“Alguns líderes indianos extremistas propugnaram atacar o Paquistão com armas nucleares aquando dos últimos ataques terroristas sobre a Índia.”
“Irão tem ameaçado com destruir Israel, já potência nuclear, que pela sua vez tem jurado não permitir jamais, que o Irão se torne em uma potência nuclear.”
“As duas primeiras bombas nucleares comocionaram tanto o mundo, que a pesar do crescimento maciço dessas armas desde então, elas nunca voltaram a ser empregues.”
Uma guerra nuclear resulta inevitável a partir do momento em que se cumpra o prazo do Conselho de Segurança da ONU; qualquer coisa pode acontecer quando for inspeccionado o primeiro navio iraniano.
“No âmbito do Tratado Estratégico de Redução Ofensiva, os EE.UU. e a Rússia se comprometeram a deixar o seu arsenal em 1 700 e 2 200 as ogivas nucleares estratégicas instaladas para finais de 2012.”
“Se essas armas forem utilizadas contra objectivos urbanos, matariam centenas de milhões de pessoas e uma ingente fumaça de 180 Tg inundaria a atmosfera do planeta.”
“O único modo de eliminar as possibilidades de uma catástrofe climática é eliminar as armas nucleares.”
Estive reunido hoje ao meio-dia com quatro especialistas cubanos: Tomás Gutiérrez Pérez, José Vidal Santana Núñez,  o Coronel José Luis Navarro Herrero, Chefe da Secretaria de Ciência e Tecnologia do MINFAR e Fidel Castro Diaz-Balart, com quem analisei o tema de que trato nesta Reflexão.
 Solicitei a reunido ontem 22 de Agosto. Não desejava perder um minuto. Sem dúvida foi muito frutuosa.
Fidel Castro Ruz
23 de Agosto de 2010
17h34


60  Destaques / África / Os equívocos da CPLP em: Julho 26, 2010, 03:24:18
A Cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), realizada na última semana na capital angolana, se vier a ter algum interesse histórico será mais pelo que não foi feito do que pelos discursos dos participantes ou pelos documentos aprovados.
As conclusões saídas da Cimeira de Luanda reflectem as dificuldades da entidade em se estruturar e ultrapassar o pecado original, ou seja, os equívocos que marcaram o seu nascimento e que perduram.

A criação da CPLP, idealizada pelo brasileiro José Aparecido de Oliveira, na época embaixador do Brasil em Lisboa, e apadrinhada pelo então presidente de Portugal, Mário Soares, ganhou a luz do dia, há 14 anos, perante os olhares cépticos ou mesmo contrariados dos países chamados a nela participar.

Por razões diversas e apreciações diferenciadas sobre os papéis que a nova organização seria chamada a desempenhar, os líderes políticos dos países que a integram nunca se empenharam em ultrapassar a marca “made in Portugal”, que presidiu à sua criação.

Soares era, na altura, `persona non grata´ em Angola, pelo seu posicionamento político a favor da Unita, que prolongava a guerra civil no país. Já José Aparecido de Oliveira, entretanto falecido, era olhado com animosidade em diversos sectores políticos brasileiros.

Nos corredores do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, a CPLP foi praticamente ignorada durante vários anos. Não havia dinheiro para cooperação e a mídia também não se interessava pelo assunto, diziam.

Diplomatas com responsabilidades na política externa consideravam a CPLP uma “criação” dos portugueses, para a qual a contribuição brasileira seria residual, já que, argumentavam, quem tinha responsabilidades históricas junto das ex-colónias portuguesas era Lisboa e não Brasília.

Mais de uma década volvida, a CPLP continua a enfrentar os equívocos gerados na sua génese. Os políticos no poder em Portugal agem, frequentemente, como se a entidade fosse uma quinta particular. Já no Brasil, ela é vista apenas como uma pequena ferramenta, ao serviço do pragmatismo que norteia as relações internacionais do país.

Em diversas ocasiões, sobretudo ao longo dos dois mandatos do presidente Lula, que deixa o Palácio do Planalto no dia 1 de Janeiro de 2011, o Brasil tornou bem claro que o seu relacionamento com os países africanos e nomeadamente com os lusófonos se desenvolve muito além das fronteiras da CPLP.

A ausência de Luiz Inácio Lula da Silva da cimeira de Luanda, sem qualquer razão de peso - o presidente brasileiro justificou a não comparência com a necessidade de visitar áreas no nordeste do país atingidas por cheias, numa altura em que as acções de emergência já tinham sido lançadas e as populações socorridas - evidencia o lugar ocupado pela CPLP na definição da política externa do país.

Já a forma como foi resolvido, ou não resolvido, o pedido de adesão da Guiné Equatorial a membro pleno da comunidade mostra a necessidade de reformular a entidade. Contra a vontade, tornada pública, da maioria dos países membros, o presidente Cavaco Silva e o primeiro-ministro José Sócrates, de Portugal, identificados em espectros políticos contrários, mas irmanados na cruzada da “pureza” da CPLP, bateram o pé e decidiram que Malabo ainda não pode ser um par entre os pares. Terá de provar, primeiro, que cumpre os requisitos estatutários da CPLP.

Uma posição curiosa, pois é difícil encontrar quem cumpra integralmente tais requisitos, entre os países membros, incluindo Portugal. Ou será que Portugal é um país “socialmente justo”?

“O principal critério para Portugal ter rejeitado a entrada da Guiné Equatorial foi a necessidade de se respeitarem os Estatutos da CPLP - como defenderam José Sócrates e Cavaco Silva. O artigo em causa afirma que a CPLP é regida pelos princípios do "Primado da Paz, da Democracia, do Estado de Direito, dos Direitos Humanos e da Justiça Social" (art.5o). É irónico que, se fossem dissecados com ciência os actuais membros da CPLP, nenhum deles preenche todos estes requisitos. Justiça social no Brasil? Estado de Direito na Guiné-Bissau? Direitos humanos em Angola? O que também é surpreendente é que, segundo os mesmos Estatutos, os países observadores da Comunidade também têm que se reger por esses mesmos princípios (art. 7o). Mas em 2006, a CPLP não se coibiu de aceitar a Guiné Equatorial como observador. É esta falta de coerência que mina e descredibiliza a organização”, escreve o português Rodrigo Tavares, investigador de pós doutoramento na Universidade de Columbia (EUA) e consultor do Secretariado da ONU, na revista Visão.

Encerrada a cimeira, abre-se uma nova etapa. Angola, que assume agora a Presidência da CPLP pelos próximos dois anos, pode abrir um novo ciclo, se tiver condições para iniciar um processo de reforma da CPLP, que a torne conhecida, respeitada e útil aos países membros.

Correio Patriota
Páginas: 1 2 3 [4] 5 6 ... 9