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14251  Destaques / África / Caixa Econômica Federal do Brasil vai levar microcrédito e incentivo à África em: Novembro 23, 2009, 07:58:42
Acordo entre PNUD e Caixa Econômica Federal tenta ampliar atuação internacional do banco e levar microcrédito a pessoas muito pobres



MARCELO OSAKABE
da PrimaPagina


O PNUD fechou um acordo com a Caixa Econômica Federal (CEF) para ajudar o banco a reforçar suas ações na área social. O apoio inclui tanto programas no Brasil — como microcrédito e incentivo aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio — quanto em países em desenvolvimento, sobretudo na África. Durante dois anos, consultores da agência da ONU vão dar capacitação para que técnicos da Caixa possam melhor formular, implementar, monitorar e avaliar projetos nessas áreas.

O acordo tem três objetivos principais, segundo o coordenador-geral do programa Caixa ODM (Objetivos do Milênio), Laurêncio João Korbes. Um deles é expandir o programa de microcrédito do banco, de modo que ele se estenda a pessoas mais pobres. "O Brasil precisa muito desenvolver esse braço, que é voltado para camadas de baixíssima renda", afirma Korbes.

Hoje, o programa oferece empréstimos de R$ 250 a R$ 5 mil para pessoas de baixa renda. Essa modalidade tem algumas simplificações em relação ao crédito normal — não é necessário apresentar um avalista nem outros tipos de garantias de que essa faixa da população simplesmente não dispõe —, mas há requisitos: é preciso comprovar um ano de ocupação contínua e estar com nome limpo na praça. Com o PNUD, a Caixa vai estudar como ampliar a iniciativa mesmo para quem não consegue cumprir esses requisitos.

Outra meta do acordo, assinado em 9 de novembro, é capacitar a Caixa para que ela atue também no exterior, em programas em países da África, como Namíbia, ou em outras nações subdesenvolvidas, como Líbano e Haiti. O banco, em parceria com o PNUD, manteria contato com governos desses locais para apresentar programas de microcrédito e outros projetos sociais, como construção de casas populares e incentivo à inclusão bancária.

Caixa Objetivos do Milênio

Além disso, a instituição quer reestruturar o programa Caixa ODM. Criado em 2006, ele é voltado a comunidades de baixa renda — como catadores de materiais recicláveis, quilombolas, indígenas e artesãos — e premia todo ano projetos feitos por esses grupos. Além do prêmio, os vencedores recebem o acompanhamento de um comitê de funcionários voluntários do banco, que cuidam de inseri-los em programas do governo, incentivam a inclusão digital e oferecem outras ações. As iniciativas do Caixa ODM são normalmente acompanhadas de outras parcerias, com gestores municipais, universidades e iniciativa privada, o que acaba gerando outros tipos de apoio a essas populações.

A assistência do PNUD consistirá em preparar os funcionários e atuar com eles nesses projetos. Hoje, não há uma forma padronizada de ação para os 90 comitês de funcionários, que acabam atuando de forma "empírica", segundo Korbes. Com a parceria, será criada uma metodologia de gestão e implementação para que o projeto possa medir os impactos nos locais. "O que se precisa fazer é aperfeiçoar esse trabalho, para que o Caixa ODM tenha resultados estruturantes, de forma que possam ser posteriormente medidos. Queremos promover uma mudança estruturada e sustentável”, declara.


http://www.pnud.org.br/administracao/reportagens/index.php?id01=3351&lay=apu
14252  Destaques / África / "Abecedário" traça retrato vigoroso da herança africana no Brasil em: Outubro 28, 2009, 02:54:27
 Grin Triste

João Pontes S Gomes
SAO PAULO - SP - BRASIL

Durante muito tempo a cultura afro-brasileira foi perseguida, malvista e incompreendida. Batuques, candomblé e até mesmo a capoeira foram proibidos. Custou para que a herança africana em nossa cultura fosse percebida como algo importante, profundo e próprio. Mas agora é possível resgatar um pouco da expressividade e da simbologia de suas tradições, histórias e músicas, em "ABC afro-brasileiro", de Carolina Cunha, lançamento de Edições SM.

Combinando texto e imagem de forma lúdica e didática, ABC afro-brasileiro proporciona uma visão global e conhecimento introdutório sobre a influência dos bantos, congos, angola, minas, nagôs e muitos outros grupos étnicos na formação da identidade brasileira, e suas marcas deixadas na música, na dança, nas religiões, nos costumes, na arquitetura, nas festas, na culinária, na arte, no comércio e na língua. O leitor é aqui convidado a mergulhar no universo desses elementos para apreciar um mosaico significativo de aspectos característicos e elucidativos da cultura africana no Brasil.

Neste abecedário, cada letra traz um verbete que, juntos, compõem um retrato da herança africana na cultura brasileira, resgatando valores, comportamentos, tradições e as mais diversas manifestações culturais em âmbitos diversos.

As ilustrações de Carolina Cunha são um universo a parte. De cores fortes, quentes e vibrantes, as imagens trazem elementos da cultura afro-brasileira em ricos detalhes. A autora faz uso também de um mix de texturas, desenhos a lápis, guache e aquarela, cantigas e saudações que além de seus sentidos sagrados fazem às vezes de elementos visuais, entre outras explorações gráficas. Além disso, há muita expressividade nas caracterizações dos personagens, nos traços do rosto e do corpo.

A combinação entre imagem, texto e conhecimento profundo da autora sobre o tema é um diferencial desta obra, o que torna ainda mais atraente a leitura de ABC afro-brasileiro, tanto para crianças (a partir dos 8 anos) como para jovens e adultos interessados em conhecer a diversidade cultural do país.

Carolina Cunha nasceu em Salvador, Bahia, em 1974. Depois de se formar em Propaganda e Marketing na ESPM, em São Paulo, estudou design gráfico na School of Visual Arts, em Nova York. Trabalhou em agências, escritórios de design, redações de revistas e, atualmente, tem seu próprio estúdio, onde ilustra e realiza projetos gráficos para livros. Em 2002, publicou Aguemon – um mito yorubá da criação do mundo. Por Edições SM, em 2005, lançou Caminhos de Exu, na coleção Barco a Vapor e, em 2007, Eleguá eYemanjá, os dois primeiros títulos da coleção Histórias de Okú Láilái. Também ilustrou Oxente! A mulher enterrada viva, da coleção Brasil de Arrepiar, de Toni Brandão. Sua obra é resultado de inúmeras pesquisas e revela conhecimentos profundos sobre a herança cultural e religiosa afro-brasileira.

O Grupo SM é um grupo de Educação de referência na Espanha e na América Latina liderado pela Fundação SM. Responsabilidade social, inovação e proximidade à escola pautam o trabalho da entidade, que tem como objetivo promover o desenvolvimento humano e a transformação social para a construção de uma sociedade mais competente, crítica e justa. No Brasil, onde atua desde 2004, o Grupo SM oferece um catálogo de serviços educacionais e livros didáticos e de literatura infantil e juvenil amplo e diversificado elaborado por Edições SM, e integrado a um projeto que inclui estímulo à formação continuada e à valorização de professores, incentivo à reflexão sobre educação, apoio a projetos socioculturais de diversas instituições, e fomento à leitura e à produção literária.

Título: ABC afro-brasileiro
Autor: Carolina Cunha (Brasil)
Ilustrações: Carolina Cunha (Brasil)
Número de páginas: 48
Formato: 27 x 20,5 cm
Preço: R$ 30
ISBN: 978-85-7675-450-3
Coleção: Álbuns/ABC

Mais informações sobre os livros de Edições SM estão disponíveis no site: www.edicoessm.com.br


http://minhanoticia.ig.com.br/editoria/Educacao_Vestibular/2009/10/28/abecedario+traca+retrato+vigoroso+da+heranca+africana+no+brasil+8951036.html
14253  Destaques / África / CENTRO CULTURAL ORÙNMILÁ DE RIBEIRÃO PRETO em: Outubro 25, 2009, 02:08:17
 Grin Fundado em março de 1994, em Ribeirão Preto , no bairro do Tanquinho, o Centro Cultural Orùnmilá é uma entidade sem fins lucrativos que tem como função primordial a elevação da condição humana mediante a promoção da cidadania , da busca dos elementos da identidade sociocultural, da reconquista da dignidade e da auto - estima particularmente da população negra e demais integrantes das classes populares excluídos dos benesses da sociedade contemporânea e marginalizados por razões socio-politico-culturais. Desde sua fundação, o Centro Orùnmilá, para atingir o seu objetivo junto à população citada, pautou-se por uma filosofia que prioriza a Educação, a Arte a Cultura como elementos fundamentais para a superação de muitos dos problemas sociais, particularmente da violência e da criminalidade que envolvem crianças, jovens e adolescentes . Assim, o Centro Orùnmilá procura questionar e oferecer novos elementos para contribuir com a superação de um processo de educação de caráter conservador e elitista que predominou no Brasil, sem questionamentos, durante muitos anos. Atualmente, alguns progressos foram registrados no cenário nacional mas não se consegue transformar repentinamente toda a cultura gerada durante séculos pelo conservadorismo. É necessário tempo, sabedoria e o envolvimento cada vez maior de toda a sociedade.
 
Para desenvolver o seu trabalho, o Centro Cultural Orùnmilá procurou assentar a sua fundamentação teórica e filosófica unindo as mais avançadas e progressistas posturas teórico-pedagógicas com a tradição milenar da cultura yorubana, concepção filosófica e religiosa calcada em princípios de profundo respeito pela pessoa humana, pela vida e pela natureza. Dessa forma, o Orùnmilá reúne as contribuições de teóricos como Paulo Freire, Muniz Sodré, Antônio Gramsci, Milton Santos e Juana Elbein dos Santos e a milenar sabedoria da nação Yorubá e seus fundamentos filosóficos. Essa postura, embora ousada, não é inédita nem nova, experiências parecidas e vitoriosas já foram e continuam sendo realizadas no Brasil ressaltando, em particular, o trabalho da Comunidade Ilé Axé Opô Afonjá, da Bahia, cujo trabalho não só foi reconhecido como premiado nacional e internacionalmente.

 PRÁTICAS E FILOSOFIA
Desde a sua fundação, o Centro Cultural Orùnmilá trabalha com as diferentes formas de troca, aquisição de conhecimentos que formam um conjunto de atividades que, interpretadas em seu sentido mais profundo, redundam em um sistema e em uma pedagogia de ensino específica.

http://www.orunmila.org.br
14254  Outros / Carta do leitor / Ex-presidente da República e Presidente do Senado do Brasil, é desomenageado em: Outubro 08, 2009, 12:11:42
 Grin Na última terça-feira, dia 6 de setembro, foi aprovado pela Câmara Municipal de Ribeirão Preto, interior paulista, uma solicitação feita pela Almanakut Brasil na internet e enviada à Casa, ao qual havia um abaixo-assinado, que pedia a alteração do nome viaduto presidente José Sarney, inaugurado em 1986, na época do Plano Cruzado, para Jandyra de Camargo Moquenco, presidente de honra do jornal "A Cidade", falecida no mês de agosto desse ano.

http://minhanoticia.ig.com.br/editoria/Brasil/2009/10/08/viaduto+jose+sarney+de+ribeirao+preto+deve+mudar+de+nome+8764095.html
14255  Destaques / Desporto / Rio de Janeiro - Sede dos Jogos Olímpicos de 2016 em: Outubro 02, 2009, 11:56:17
 ;DO Rio de Janeiro será a primeira cidade da América do Sul a receber uma edição dos Jogos Olímpicos. A cidade brasileira venceu a concorrência com Madri, Chicago e Tóquio, nesta sexta-feira, em votação realizada em Copenhague, na Dinamarca. A decisão saiu apenas na terceira rodada de votos, com vitória do Rio de Janeiro sobre Madri. De forma surpreendente, Chicago foi a primeira cidade eliminada, enquanto Tóquio caiu na segunda rodada. Os cariocas "bateram" os madrilenhos por 66 a 32, mais da metade dos votos.

http://esporte.ig.com.br/mais/2009/10/02/rio+de+janeiro+derrota+madri+e+vai+sediar+a+olimpiada+de+2016+8723047.html
14256  Destaques / Nacional / Moçambique lança atrativos para usinas brasileiras em: Outubro 01, 2009, 07:48:31
 ; Entre eles estão política de adição de etanol à gasolina, cessão de terras e programa de redução da dependência do petróleo

Delcy Mac Cruz

O governo de Moçambique quer atrair empresários da região que produzem etanol. "Já existe política pública aprovada para estimular a produção sustentável de etanol e reduzir a dependência de petróleo, porque não produzimos nenhum barril, mas apenas gás natural", disse nesta quarta-feira João Mutondo, pesquisador e professor de Economia Agrícola do Instituto Superior de Ciência e Tecnologia do país, após palestra na Faculdade de Economia e Administração (FEA), na USP de Ribeirão Preto.

Segundo Mutondo, além da política pública, entre outros atrativos para o produtor de etanol está a logística interna de Moçambique, formada por 11 províncias, com estradas precárias no interior dessas localidades, mas há uma estrada em boas condições que liga o Sul ao Norte do país.

 http://www.jornalacidade.com.br/editorias/economia/2009/10/01/mocambique-lanca-atrativos-para-usinas.html
14257  Destaques / África / Como criar um Aquecedor Solar com garrrafas plásticas em: Setembro 24, 2009, 12:20:23
 Grin As garrafas PET de refrigerante, podem ser reutilizadas de mil e uma maneiras, seja para criar árvores de Natal, enfeites, vassouras e tantos outros itens e produtos.
E uma nova utilidade das garrafas pet’s, é de aquecer água do sol, exatamente isso um aquecedor solar de baixo custo criado a partir de garrafas pet’s e canos de PVC.

Leia mais e aprenda a fazer em: http://www.tudolink.com/economizar-energia-aquecedor-solar-com-garrafas-pet/
14258  Destaques / África / Vantagens do uso do fogão solar em: Setembro 24, 2009, 12:16:53
 Grin A principal vantagem do uso do fogão solar é a disponibilidade de energia gratuita e abundante, além da ausência de chamas, fumaça, perigo de explosão, incêndios etc.

A energia calorífica concentrada na zona focal do fogão é suficiente para fornecer as calorias necessárias à ebulição da água, cozinhar, assar, fritar, aquecer alimentos etc.

Não seria de mais enfatizar que o uso sistemático do fogão solar somente trará benefícios para o usuário, principalmente os de baixa renda que habitam as zonas rurais. Por outro lado a sua freqüente utilização representa uma contribuição inestimável a fauna e a flora, hoje tão comprometidas com o desmatamento inconseqüente e predatório na busca de lenha, gravetos e materiais outros destinados a produção de energia térmica.

O emprego da energia solar não apenas na cocção de alimentos mas ainda no aquecimento de água, secagem de produtos agropecuários etc, evidencia uma prática ecologicamente correta que não deve ser negligenciada.

Fonte: http://www.aondevamos.eng.br/textos/texto03.htm

Leia mais e aprenda fazer em: http://www.fogaosolar.com.br
14259  Destaques / Nacional / Moçambique deixou marca genética, mas pouca herança cultural em: Setembro 22, 2009, 11:07:52
 ::)CAROLINA GLYCERIO
SILVIA SALEK
da BBC

Com a proibição do tráfico negreiro ao norte da linha do Equador, em 1815, a importância de Moçambique, no sudeste da África, como fonte de escravos aumentou e deixou uma marca genética expressiva nos descendentes de escravos no Brasil.

A conclusão faz parte de um estudo do geneticista Sérgio Pena, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que analisou o DNA de um grupo de 120 negros de São Paulo.

Segundo o estudo, 12,3% dos indivíduos analisados tinham uma ancestral materna na região onde fica hoje Moçambique, um percentual maior do que o esperado.

Apesar da marca genética importante, segundo o historiador Manolo Florentino, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a influência cultural dos moçambicanos na cultura brasileira foi muito mais sutil do que a de escravos de regiões mais ao norte do continente africano, que chegaram antes ao Brasil.

"Os moçambicanos foram os que menos preservaram sua memória. A reconstituição de comunidades africanas, misturadas a valores europeus --o sincretismo-- tem uma dinâmica própria: quanto mais recente, menores as chances de que as comunidades se reproduzam e finquem raízes históricas", disse.

Legado

Segundo Florentino, por terem chegado ao Brasil mais tarde, os moçambicanos não tiveram o mesmo tempo que escravos de outras regiões para estabelecer laços entre famílias da mesma origem.

"Essa era uma tradição muito própria do cativeiro: a constituição de famílias escravas a partir de um critério endogâmico do ponto de vista étnico. Ou seja, um angola buscar uma angola, um mina buscar uma mina".

"Os moçambicanos tiveram que se abrir, buscar esposas e maridos nascidos aqui ou escravos de outras regiões. Com isso, se pulverizou e enfranqueceu a possibilidade de que sua herança africana se reproduzisse", explicou Florentino.

A historiadora moçambicana Benigna Zimba, chefe do Departamento de História da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, concorda com o historiador brasileiro.

"Os moçambicanos chegaram em um momento em que outras rotas de tráfico de escravos para o Brasil já estavam praticamente desenvolvidas. Isso fez com que a integração de Moçambique com o Brasil tenha sido problemática, porque trouxemos uma cultura que, de certa forma, teve de se adaptar à cultura de outros escravos que já estavam integrados", explicou.

Traços

Ainda que sem precisão, registros históricos já davam conta de um aumento expressivo da importância de Moçambique como fonte de escravos para o Brasil.

"Eles representavam apenas 2% dos escravos no século 17, mas, com a interrupção do tráfico pelos ingleses ao norte da linha do Equador, o comércio no Sudeste da África cresceu e passou a representar cerca de 20% do total por volta de 1840", destacou Florentino, autor de vários livros sobre o tráfico e a escravidão.

Isto resultou, segundo o geneticista Sérgio Pena, em mais chances para os moçambicanos deixarem suas inscrições genéticas na população brasileira do que africanos que vieram antes, que, pelos maus tratos, tinham uma sobrevida muito curta no Brasil.

"A fecundidade era muito baixa até a melhora das condições de vida no século 19, quando medidas como a Lei do Ventre Livre começam a melhorar a expectativa de vida", disse Pena.

De acordo com o estudioso, muitas mulheres africanas que chegaram ao Brasil no século 16 e 17 não deixavam filhos, o que pode ter tido impacto no estudo das origens genéticas do povo brasileiro.

Cultura

Por outro lado, a herança cultural moçambicana "se mistura a uma influência africana que está ela própria miscigenada com influências de culturas de outras partes da África", disse Zimba.

Em visita à Bahia, ela disse que viu no Brasil "um pouco da maneira de se vestir, da alimentação, da forma espiritual, da dança, dos traços físicos, da forma de ser" dos nativos de Moçambique. A utilização do côco na comida, o uso de adereços e miçangas no vestuário, cultos como o makweana e o chisunpi remetem à cultura de Moçambique.

"Mas é difícil dizer se esta grande influência africana vem de uma região específica."

Entretanto, sinais de que houve um valioso intercâmbio cultural também são evidentes em Moçambique. "O Carnaval, por exemplo, é comemorado em Moçambique exatamente nas regiões que mais exportaram escravos para o Brasil, como o porto de Quelimane. Aí temos também a cultura de batata-doce, trazida pelos traficantes de escravos que vinham do Brasil."

Uma vez que a troca cultural da era escravagista funcionou mais fortemente no sentido oposto, no entanto, a historiadora acredita que "a busca da identidade deve se centrar muito mais no Brasil".

Para Zimba, a busca de raízes americanas no continente africano pode ser uma iniciativa positiva. "Depende da intenção. Há movimentos políticos que apenas respondem a certas modas da política. Mas, em geral, a busca da origem étnica é boa, no sentido de que ela aproxima os povos."

Colaborou PABLO UCHOA, de Londres

http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u300085.shtml
14260  Destaques / Música / Samba - O Som do Brasil em: Setembro 22, 2009, 11:01:15
 Grin O samba é um gênero musical, de onde deriva um tipo de dança, de raízes africanas surgido no Brasil e tido como o ritmo nacional por excelência. Considerado uma das principais manifestações culturais populares brasileiras, o samba se transformou em símbolo de identidade nacional.
Dentre suas características originais, está uma forma onde a dança é acompanhada por pequenas frases melódicas e refrões de criação anônima, alicerces do samba de roda nascido no Recôncavo Baiano e levado, na segunda metade do século XIX, para a cidade do Rio de Janeiro pelos negros que migraram da Bahia e se instalaram na então capital do Império. O samba de roda baiano, que em 2005 se tornou um Patrimônio da Humanidade da Unesco, foi uma das bases para o samba carioca.
Apesar do samba existir em todo o país - especialmente nos Estados da Bahia, do Maranhão, de Minas Gerais e de São Paulo - sob a forma de diversos ritmos e danças populares regionais que se originaram do batuque, o samba como gênero é uma expressão musical urbana do Rio de Janeiro, onde de fato nasceu e se desenvolveu entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX. Foi no Rio de Janeiro que a dança praticada pelos escravos baianos migrados entrou em contato e incorporou outros gêneros musicais tocados na cidade (como a polca, o maxixe, o lundu, o xote, entre outros), adquirindo um caráter totalmente singular e criando o samba carioca urbano e carnavalesco.

O Dia Nacional do Samba é comemorado em 2 de dezembro. A data foi criada por iniciativa de um vereador de Salvador, Luis Monteiro da Costa, em homenagem a Ary Barroso, que havia composto "Na Baixa do Sapateiro" embora sem ter conhecido a Bahia. Assim, 2 de dezembro marcou a primeira visita de Ary Barroso a Salvador. Inicialmente, o Dia do Samba era comemorado apenas em Salvador, mas acabou transformado em data nacional

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Samba
14261  Destaques / Música / Maracatu Nação em: Setembro 22, 2009, 10:58:05
Maracatu é uma manifestação cultural da música folclórica pernambucana afro-brasileira. É formada por uma percussão que acompanha um cortejo real. Como a maioria das manifestações populares do Brasil, é uma mistura das culturas indígena, africana e européia. Surgiu em meados do século XVIII. Foi criado para formar uma critíca as cortes portuguesas.
Os Maracatus mais antigos do Carnaval do Recife, também conhecidos como Maracatu de Baque Virado ou Maracatu Nação, nasceram da tradição do Rei do Congo, implantada no Brasil pelos portugueses. O mais remoto registro sobre Maracatu data de 1711, de Olinda, e fala de uma instituição que compreendia um setor administrativo e outra, festivo, com teatro, música e dança. A parte falada foi sendo eliminada lentamente, resultando em música e dança próprias para homenagear a coroação do rei: o Maracatu.
Parece que a palavra "maracatu" primeiro designou um instrumento de percussão e, só depois, a dança que se dançava ao som deste instrumento. Os cronistas portugueses chamavam aos "infiéis" de nação, nome que acabou sendo assumido pelo colonizado. Os próprios negros passaram a autodenominar de nações a seus agrupamentos tribais. As nações sobreviventes descendem de organizações de negros deste tipo, e nos seus estandartes escrevem CCMM (Clube Carnavalesco Misto Maracatu).
Mário de Andrade, no capítulo Maracatu de seu livro Danças Dramáticas Brasileiras II, elenca diversas possibilidades de origem da palavra maracatu, entre elas uma provável origem americana: maracá=instrumento ameríndio de percussão; catu=bom, bonito em tupi; marã=guerra, confusão; marãcàtú, e depois maràcàtú valendo como guerra bonita, isto é, reunindo o sentido festivo e o sentido guerreiro no mesmo termo. Mario de Andrade no mesmo texto deixa claro que enumerava os vários significados da palavra "sem a mínima pretensão a ter resolvido o problema. Simples divagação etimológica pros sabedores...divagarem mais." No entanto, sua origem e história não é certa, pois alguns autores ressaltam que o maracatu nasceu nos terreiros de candomblé, quando os escravos reconstituíam a coroação do reis do Congo. Com o advento da abolição, este ritual ganhou as ruas, tornando-se um folguedo carnavalesco. Grin

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Maracatu_Nação
14262  Destaques / Música / Congado em: Setembro 22, 2009, 10:56:03
O Congado é uma manifestação cultural e religiosa de influência africana celebrada em algumas regiões do Brasil.
Trata basicamente de três temas em seu enredo: a vida de São Benedito, o encontro de Nossa Senhora do Rosário submergida nas águas, e a representação da luta de Carlos Magno contra as invasões mouras.
O Congado originou-se na África no país do Congo, inspirando-se no Cortejo aos Reis Congos que era uma expressão de agradecimento do povo aos seus governantes. Ao receber a colonização portuguesa, vários africanos foram trazidos para o Brasil para serem escravos e acabaram trazendo esta tradição e mesclando com a cultura local.
No Brasil o Congado é celebrado em várias localidades como Cametá/PA, no Esprírito Santo, Bahia, Rio Grande do Sul, Armação de Itapocoroy/SC, Catalão/GO, Machado/MG, São João del-Rei/MG, Uberlândia-MG, São Sebastião do Paraíso/MG, São Gonçalo do Sapucaí-MG, Pedro Leopoldo-MG dentre outras.
Em Minas Gerais além da devoção a Nossa Senhora do Rosário e São Benedito. Há também a devoção da santa, conhecida como protetora do lar, Santa Efigênia.
Em Pirenópolis, Goiás, o congado faz parte da Festa do Divino Espírito Santo, desde o início da festa em 1819.
O congado, também chamado de congo ou congada mescla cultos católicos com africanos num movimento sincrético. É uma dança que representa a coroação do rei do Congo, acompanhado de um cortejo compassado, cavalgadas, levantamento de mastros e música. Os instrumentos musicais utilizados são a cuíca, a caixa, o pandeiro, o reco-reco. Ocorre em várias festividades ao longo do ano, mas especialmente no mês de outubro, na festa de Nossa Senhora do Rosário. O ponto alto da festa é a coroação do rei do Congo.
Na celebração de festas aos santos, onde a aclamação é animada através de danças, com muito batuque de zabumba, há uma hierarquia, onde se destaca o rei, a rainha, os generais, capitães, etc. São divididos em turmas de números variáveis, chamados ternos. Os tipos de ternos variam de acordo com sua função ritual na festa e no cortejo: Moçambiques, Catupés, Marujos, Congos, Vilões e outros.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Congado
14263  Destaques / África / Embaixada da República de Moçambique no Brasil em: Setembro 22, 2009, 10:51:08
 Grin - Brasília - DF - Brasil

Endereço: SHIS QL 12, conj. 7, casa 9 - Lago Sul
Cidade: Brasília
Estado: Distrito Federal
Pais: Brasil
CEP: 71630-275
Telefone: (0xx61) 3248-4222 e 2348-5319
Fax: (0xx61) 3248-3917
Email: [email protected]
Site: http://www.mozambique.org.br/
Expediente: 09:00 às 16:30 hs, de segunda à sexta
14264  Destaques / África / Dia da Consciência Negra no Brasil em: Setembro 22, 2009, 10:45:28
O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de Novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.

A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Apesar das várias dúvidas levantadas quanto ao caráter de Zumbi nos últimos anos (comprovou-se, por exemplo, que ele mantinha escravos particulares) o Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro (1594).
Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.
Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc.
 Rolar os olhos
O dia é celebrado desde a década de 1960, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos; até então, o movimento negro precisava se contentar com o dia 13 de Maio, Abolição da Escravatura – comemoração que tem sido rejeitada por enfatizar muitas vezes a "generosidade" da princesa Isabel, ou seja, ser uma celebração da atitude de uma branca.
A semana dentro da qual está o dia 20 de novembro também recebe o nome de Semana da Consciência Negra.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_da_Consciência_Negra
14265  Destaques / Música / Assim Pintou Moçambique em: Setembro 21, 2009, 10:23:22
 GrinMoraes Moreira
Assim pintou Moçambique


A Bm
De dia não tem lua
E7 A
De noite há luar
Bm
De dia não tem lua
E7 G
De noite há luar
Bm E7
De Arembepe a Itagipe, da Ribeira a Jacuípe
A
Tudo é lindeza
Bm E7
Estrela de quinta grandeza
Filha de mãe sudanesa
A
Tudo é beleza A7 D E7
Fazendo um som no atabaque, trazendo até pro batuque
F#m
Cantando um samba de black
F#7 Bm
Assim pintou Moçambique
E
Nesse tique, nesse taque, nesse toque, nesse pique
A
Assim pintou Moçambique

Moraes Moreira, nome artístico de Antônio Carlos Moreira Pires, (Ituaçu, 8 de julho de 1947) é um cantor, compositor e músico brasileiro, integrante do movimento dos Novos Baianos.

http://cliquemusic.uol.com.br/artistas/ver/moraes-moreira
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