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Autor Tópico: Politécnico de Tete, uma vergonha de ensino superior em Moçambique  (Lida 11554 vezes)
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« em: Outubro 14, 2009, 01:32:32 »

Caríssimos queiram aceitar que partilhe convosco um pouco daquilo mancha as
instituições de ensino superior público no nosso país, de Tete em
particular.

Quando apareceu o ISPT em Tete, toda gente sentiu-se com alguma oportunidade
de aumentar os seus conhecimentos técnicos profissionais se bem que os
politécnicos tem uma filosofia de ensinar a saber fazer ou seja como se
fosse ensino técnico profissional.

A um ano atrás sentia-me lisonjeado por fazer parte do grupo dos pioneiros
daquela instituição no curso de CA nocturno e toda malta estava cheia de
energias para aprender e dar seu máximo.

O dilema começa quando na cadeira de contabilidade financeira I(cadeira
básica do curso) não nos era permitido usar o Plano Geral de Contas de
Moçambique. Reivindicamos tantas vezes perante o docente mas este
argumentava á sua maneira alegando vários motivos, entretanto, com o tempo e
após varias fontes acabamos sabendo que este é um refugiado Zimbabweano(não
tenho nada contra os filhos de Mugabe se bem que temos outros docentes da
mesma origem) e que mal se expressa em língua portuguesa, não conhece PGC
Moçambicano.

Estudantes que somos, íamos aguentando e aliviando as dúvidas por meio de
investigação ou com auxílio de colegas contabilistas. Até aí tudo bem, só a
situação veio agravar-se já no primeiro semestre de 2º ano na cadeira de
Contabilidade Financeira II, onde as lacunas trazidas desde a contabilidade
Geral e também da Financeira I, começaram a reflectir-se em grande escala ao
ponto de as 2 turmas não conseguirem resolver certos exercícios práticos da
cadeira.

Quase no fim do semestre, faltando 1 mês para o fim das aulas, uma das
turmas, por não estar conformada com a situação de não estar a perceber a
matéria da cadeira básica do curso, resolveu fazer uma exposição dirigida á
direcção (Comissão Instaladora) do Instituto explicando detalhadamente os
factos.

Esta, num tempo recorde, mandatou o director de curso nocturno para mediar a
situação entre a turma e o docente cujo resultado foi negativo
(desentendimento).

Os estudantes exigiam que este mudasse a sua metodologia de ensino no
sentido de transmitir da melhor maneira os conhecimentos a estes, mas a
contraparte (docente) não perdeu a oportunidade para duma forma agressiva,
rude e anti-pedagógica insultar os estudantes chamando-os nomes e no fim
decidir abandonar definitivamente a turma pois era composta por traidores.

*A direcção do ISPT, nada mais fez senão prejudicar intencionalmente a turma
toda decidindo por anular a cadeira com respectivos efeitos nas
precedências. A decisão claramente foi para crucificar quem reclama; será
esta uma decisão académica?** *

*O ABSURDO:** não foi tomada nenhuma sanção para o docente, o mesmo continua
a passear a sua classe e sempre goza com os estudantes prejudicados;
continua a dar aulas a outra turma dos não queixosos e para piorar ainda
deram a este mais confiança atribuindo-lhe duas cadeiras nomeadamente a
contabilidade Financeira III  e contabilidade Internacional, onde os
estudantes estão sujeitos a terem 4horas consecutivas de aulas com o mesmo
docente (não será isso também anti-pedagógico?). ** *

Pergunto, que contabilistas teremos nestas condições? Quando o estudante
pede para ter um docente que ensine devidamente é sancionado. E depois
reclama-se que a qualidade de ensino é baixa no País.

Compatriotas, este é apenas um cheirinho dos tantos e tantos problemas que
se vive nesta instituição que não dignifica em nada o ensino superior no
País; até onde vamos com este tipo de dirigentes que passam mais tempo a
viajarem, tratando negócios pessoais e quando vão aos gabinetes da
instituição é para prejudicar o pobre estudante que sacrifica os seus 100USD
mensalmente para pagamento de propina com intuito de adquirir algum
conhecimento científico.

Gostaria que este grito chegasse ás mãos do ministro Aires Aly e também ao
do ensino superior e tecnologia para que levem a peito e coloquem pessoas
com conhecimentos e capacidade para dirigir um politécnico. Acredito eu que
os verdadeiros académicos não trabalham desta forma atendendo que uma
universidade é local de formação de mentes.

Mais não disse.

Por Carlos Mahungu
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