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Autor Tópico: CARNAVAL: ORIGEM E EFEITOS NEGATIVOS  (Lida 10112 vezes)
abuumeir
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« em: Março 05, 2011, 02:55:03 »

CARNAVAL: ORIGEM E EFEITOS NEGATIVOS

O Carnaval e Suas Origens

Os primeiros registros conhecidos sobre esta festividade datam de aproximadamente 5000 anos atrás na Babilônia, onde se venerava a Marduk (deus pagão que, segundo a lenda, fundou a cidade). Outros dados apontam que esta era uma celebração em homenagem a deusa Osiris que se realizava no Egito.

Também é dito que o carnaval teve origem em Roma, com as celebrações Saturnais (em homenagem a Saturno),Bacanais (em homenagem a Baco) e Lupercais (em homenagem ao deus Pan). Na Grécia era realizado um festejo em homenagem a Dionísio. Em Olímpia, Creta e outras populações da Grécia, era sacrificado anualmente um homem que representava a Cronos, o equivalente a Saturno dos romanos.

Estas celebrações  tinham como objetivo venerar a alguma divindade pagã, e se caracterizavam pela selvageria, violência e obscenidade.

O que era celebrado no carnaval?

No carnaval se celebravam festas em homenagem a vários ídolos pagãos. Em tais festas reinavam a selvageria e os excessos de todo tipo; as leis e os cargos públicos eram ridicularizados.
Durante a Idade Média, a igreja Católica, em um esforço para se adaptar os costumes pagãos da população para conseguir mais adeptos, estabeleceu que o carnaval marcava o inicio da quaresma e propôs uma etimologia do latim vulgar “carne levare”, que significava “abandonar a carne”; mas este significado não tinha sentido, já que nestas festas costumava-se comer carne e toucinho. Posteriormente surgiu outra etimologia igualmente falsa, porém mais fácil de entender: “carne vale”, significando que durante a época de carnaval era permitido comer carne, assim poderiam estar preparados para suportar a abstinência de carne obrigatória na quaresma.

Que aspectos comuns existem entre o carnaval moderno e o antigo (romano)?

O principal aspecto em comum do carnaval moderno e do antigo é a selvageria, os excessos e a permissividade. Hoje, como antes, o carnaval é considerado como um tempo em que tudo é permitido. Nesta época as pessoas têm a sensação de possuir a “liberdade” em fazer tudo o que lhe agrada. As estadísticas demonstram que durante esta celebração aumenta desproporcionalmente o consumo de álcool e drogas, a violência nos lares, a violência nas ruas, a fornicação e o adultério.
Apesar de tentarem mostrar o carnaval sendo uma festa cultural ou como uma ocasião para divertir-se, não podemos negar o fato de que,  assim como antigamente, o carnaval segue sendo uma festa onde reina o caos e se cometem inúmeros atos que atentam contra a dignidade do ser humano. Para dar-nos conta disto, basta olhar como ficam as ruas de uma cidade na manhã seguinte depois um dia de carnaval: homens e mulheres jogados nas sarjetas, tão embriagados que não recordam nem seus próprios nomes, garrafas de bebidas alcoólicas por todas as partes e um infinito de outros desperdícios que fazem com que as ruas pareçam literalmente como lixeiras.
Outro aspecto em comum que poderíamos mencionar é o uso de máscaras e disfarces, que já eram usados nas celebrações dos ídolos pagãos na Grécia antiga e Roma, e que tanto como antigamente quanto hoje, servem como uma armadura encorajadora para aqueles que querem cometer seus crimes sem ser reconhecido ou saciar seus mais baixos desejos e paixões.

Quem é o Rei Momo?

Segundo a mitologia grega, Momo é o filho do sono e da noite; e é o deus da zombaria, do sarcasmo e da ironia. OMomo era conhecido como o protetor daqueles que se entregavam a loucura, ao escândalo, aos vícios e aos excessos. Era representado como um bufão (bobo, palhaço), que usava um gorro com guizos, um cetro e uma máscara. Atualmente o Momo é a figura central dos carnavais.


O Carnaval e Seus Efeitos Negativos

Dado que o carnaval é uma celebração de origem pagã, não é correto que um crente monoteísta o celebre. Todo crente monoteísta de fé sincera, deve estar atento em não cometer atos que desagradem Allah, pois ele deve ter como principal meta de sua vida obedecer a Allah. Ao celebramos o carnaval, estaremos fazendo parte do culto a deuses pagãos e nos rebaixando ao mesmo nível que os idólatras da antiguidade.

É triste ver que, apesar das evidências contundentes onde demonstram o carnaval ser uma festa pagã, prejudicial à sociedade sendo um atentado direto contra a moralidade, a dignidade e aos bons costumes, os líderes de algumas pseudo-religiões que clamam ser monoteístas não manifestarem nada contra essa celebração, se não que a apóiam ou se mostram indiferentes; quando eles em sua qualidade de líderes espirituais deveriam ser os primeiros a zelar pelo bem estar dos seus seguidores, tanto nesta vida como na outra. A Bíblia diz que os bêbados não entrarão no reino dos céus [nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus. - Coríntios, 6: 10]; então, se realmente lhes interessa a salvação de seus seguidores, deveriam proibir expressamente as pessoas consumirem bebidas alcoólicas. Também diz que “os costumes dos povos são uma vaidade” sendo que vaidade é muito mal vista no ponto de vista cristão; pois então, não deveriam usar como pretexto as “tradições e costumes” para permitir a celebração de festas pagãs. E, mais importante ainda, a Bíblia diz que Deus odeia a idolatria e mostra muitos exemplos de povos castigados rigidamente por serem idólatras; se realmente quisessem o bem para as pessoas, deveriam proibir a celebração desta festa que é claramente idólatra desde suas origens e continua sendo na atualidade.

Allah, em sua infinita misericórdia, colocou o ser humano em uma posição privilegiada no Universo e o nomeou Seu representante sobre a criação. Mas o ser humano, em vez de ser agradecido ao seu Senhor, constantemente o desafia e dá as costas, obedecendo aos seus próprios impulsos para satisfazer seus prazeres e rendendo culto a falsos deuses. Se por um pequeno instante e pararmos para pensar em todas as coisas e bênçãos que Allah nos deu, compreenderíamos que mesmo ficando a vida inteira agradecendo Allah, não conseguiríamos.

O Fato de que as pessoas se divertem no carnaval é uma desculpa válida para não prestar atenção a suas origens?
Não, não é uma desculpa válida; porque o fato de que atualmente se dê ao carnaval outro significado ou objetivo (a diversão, a preservação da cultura, gerar recursos financeiros, etc.), não muda em nada sua verdadeira essência: a adoração a deuses pagãos. Se quisermos nos divertir, existem muitas maneiras saudáveis de se fazer, sem ter que participar de um culto idólatra e sem desobedecer a Allah.

Quais são os aspectos negativos do carnaval?

a) A idolatria. Como Já havíamos mencionado, é o principal aspecto negativo do carnaval, já que degrada o ser humano fazendo regressar a um primitivismo espiritual idêntico dos povos bárbaros e ignorantes da antiguidade.

b) O consumo de álcool. Durante a celebração do carnaval há um aumento bastante considerável no consumo de álcool pela população. Este, por sua vez, traz consigo inúmeros problemas sociais, como a violência familiar, a violência nas ruas, a desintegração familiar, intoxicações, acidentes de trânsito, etc.

c) O consumo de drogas. Também há um aumento considerável no consumo de drogas, com conseqüências similares às produzidas pelo consumo de álcool.

d) A fornicação e o adultério. No carnaval e dado não só transito livre para a prática do sexo ilícito, mas também é incentivado inclusive pelas autoridades. A prova disto é que em muitos países o governo ou as autoridades municipais destinam um generoso orçamento, na propaganda e na compra de grandes quantidades de preservativos para serem distribuídos gratuitamente entre as pessoas nesta época. Aparentemente tudo isso tem uma finalidade nobre: o de evitar doenças venéreas; mas na realidade o que ocorre é que, se haviam pessoas que por temor das doenças venéreas e por falta de dinheiro para comprar um preservativo tinham a intenção de absterem-se de cometer fornicação ou adultério, agora já não terá mais o porquê de fazer-lo, pois agora poderá obter um preservativo totalmente grátis. Sendo assim por que abster-se? Desta maneira, os valores e a moral na sociedade se vêem seriamente deteriorados.

e) A proliferação de doenças venéreas. Isto é também uma consequência do ponto anterior. Já que tem muitas pessoas que se excedem no consumo de álcool, a tal ponto de não ser dono de seus atos e serem capazes de cometer os atos mais vergonhosos possíveis. Assim, não é de se surpreender que as doenças venéreas se expandam dentre a população.

f) Gravidez indesejada. Diversos estudos realizados em países que celebram o carnaval demonstram que nove meses depois desta celebração, aumenta consideravelmente o número de nascimentos. A gravidez indesejada é outra das terríveis consequências do adultério e da fornicação. Isto desencadeia um problema muito sério para a sociedade: as crianças de rua. Muitas destas crianças são o produto da gravidez indesejada e terminaram vivendo nas ruas, sendo vítimas de incontáveis sofrimentos.
Rogamos a Allah que nos mantenha longe de todos estes males.



Participar das festividades religiosas dos incrédulos



Infelizmente, muitas vezes assistimos alguns muçulmanos participarem das celebrações como o Natal, o qual é proibido pelas seguintes razões:
•   É imitar os incrédulos e o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse: “Aquele que imita um grupo de pessoas estará com eles (Inferno).” [Abu Daud e outros]. Esta é uma advertência muito perigosa. ‘Abdullah Ibn Amr Ibn Al’-As (que Allah esteja satisfeito com ele), disse: “Quem constrói (uma casa), na terra dos incrédulos, participe de suas festas e os imite, logo morre. Será um perdedor no Dia da Ressurreição”.

•   É uma forma de refletir o amor e compaixão para com os incrédulos, enquanto Allah diz (significado em português): “Ó vós que credes, não tomeis aliados os que são Meus e os vossos inimigos, demonstrando-lhes afeto quando eles renegaram crer na verdade quando vos chegou…”. [Al-Mumtahana 60: 1].

•   Estes festivais são rituais religiosos com base em uma falsa crença dos não-muçulmanos e não eventos seculares habituais, como o Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse comentando sobre uma celebração islâmica [‘id]: “Cada povo tem suas próprias celebrações particulares, e hoje é a nossa”. As celebrações deles são baseadas sobre a corrupção e a descrença, onde envolvem a associação (shirk) de outros com Allah seja de alguma ou outra forma.

•   Além disso, os muçulmanos não podem ajudar, seja de que forma for durante estas festividades. Não podemos vender nada, absolutamente nada que seja relacionado e necessário para tais celebrações, sejam alimentos, árvores, luzes de Natal, doces ou outras coisas; tão pouco podemos alugar um local qualquer para que possa ajudar na realização de tais festividades.

O Imam Ibn Al Qaim (que Allah tenha misericórdia dele e conceda Seu perdão) disse: “Este é consenso dos sábios muçulmanos, e toda forma de felicitação por este tipo de evento está proibido, como por exemplo: “Feliz Ano Novo” ou “Feliz Natal”. Se alguém felicita se converte em incrédulo, e não poderá escapar da ação de ter cometido um grande pecado, pois essa felicitação é como aprovar a prostração perante uma cruz. A felicitação em suas festividades é pior que felicitar alguém que consome álcool ou de ter cometido adultério. Existem muitas pessoas cuja religião é um assunto trivial minimizando a questão de manifestar felicitações a eles, ignoram a gravidade do que eles estão cometendo: que parabeniza uma pessoa por haver cometido um pecado ou um ato de incredulidade, esta submetido a ira de Allah”.

A proibição mostrada pelo Imam Ibn Al-Qaim (que Allah tenha misericórdia dele e conceda Seu perdão), é porque aquele que os felicita está na realidade aprovando seus rituais de descrença (kufr), mesmo que ele não aprove a incredulidade para si mesmo. É proibido um muçulmano adotar qualquer forma de incredulidade ou felicitar aos outros devido a ela, Allah nos diz (significado em português): “Se negam a crer… Allah é Rico e não necessita e nem aceita de Seus servos a incredulidade. Porém se agradeceis [crendo e praticando Sua Unicidade], os aceitará comprazido…”. [Az-Zumar 39: 7]. É proibido de felicitar uma pessoa pelas suas festividades, independentemente do tipo de relacionamento existente entre os muçulmanos e os incrédulos.

Se os incrédulos nos felicitarem durante estas festas, não devemos responder devido que tais felicitações não fazem parte das nossas festividades, se não que, tais festividades são rejeitadas por Allah, sendo estas na sua essência inovações em suas próprias religiões. E mesmo se elas não forem em sua essência inovações, foram revogadas através da Mensagem de Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele), pois o ele foi enviado não só a uma nação, mas sim, para toda a humanidade. Allah nos diz (significado em português): “E quem busque outra pratica de Adoração que não seja o Islam [submissão livre e espontânea a Allah] não lhe será aceita e na Ultima Vida estará dentre os perdedores”. [Al-‘Imraan 3: 85].
Aceitar seus convites para comemorar essas festas também é proibido, já que isso envolve o participar e apreciá-las com os incrédulos.

Além disso, é proibido imitar os incredulos na forma em que celebram suas festas, trocando presentes ou distribuindo doces e alimentos. Não é permitido tirar uma licença no trabalho para tais festividades, porque Profeta (que a paz e as bênçãos de Allah estejam com ele) disse: “Aquele que imita um grupo de pessoas estará com eles (no inferno)”. Imam Ibn Taimiiah (que Allah tenha misericórdia dele e conceda Seu perdão) disse: “Iimitar os incrédulos (celebrando ou copiando) qualquer uma das suas festas, faz com que eles aproveitem a falsidade em que se encontram…”.

Quem faça qualquer dos atos mencionados acima é um pecador, sem importar se ele o faz como uma mera formalidade, ou porque se sente muito triste de dizer “não” ou qualquer outra desculpa; pois ao fazer isso é como se fosse suavizar (relaxar) a nossa posição com respeito a nossa religião, e porque tal ato eleva o espírito dos incrédulos e os torna orgulhosos de suas falsas religiões.

A xeique Ibn ‘Uthaimin (que Allah tenha misericórdia dele e conceda Seu perdão), foi questionado sobre as regras islâmicas sobre assistir as celebrações de Natal e o trocar felicitações com os pais, não com a intenção de participar das celebrações, mas para aproveitar o fato de que todos estarão reunidos em um só lugar; sua resposta foi: “Louvado seja Allah; a primeira coisa que aquele a quem Allah abençoou com o Islam deve fazer é descartar a sua religião anterior e suas festividades”.

Os muçulmanos têm dois feriados ou ‘Ids, e só comemorar estes dois; não devemos imitar os incrédulos de nenhuma forma como fazem alguns muçulmanos ao recolher doações durante o Natal e distribuir entre os pobres. Em vez disso, o que devem fazer é coletar o dinheiro durante os dois ‘Ids ou durante épocas virtuosas e de prosperidade, como nos últimos dez dias do Ramadan ou os primeiros dez dias de Dhul Hijjah, para que os pobres não aproveitem as festividades dos incrédulos, mas desfrutem das nossas.

Como podemos observar em tudo que foi mencionado antes, o carnaval é uma celebração eminentemente pagã, produto da idolatria dos povos da antiguidade. Por tanto, a celebração do carnaval não é aceita no Islam, já que toda forma de idolatria, por menor que seja ou por mais inofensiva que pareça, é um pecado muito grave.
O Profeta Muhammad (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) proibiu claramente aos crentes em um Deus Único imitarem os costumes dos idólatras. Também proibiu terminantemente aos crentes de participarem destas festas, mesmo que participassem somente com a intenção de se divertirem; pois o participar destas é encorajar, confirmar e aprovar as tais.

E Allah sabe melhor

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