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Autor Tópico: Carta aberta à Speed Entretenimento  (Lida 2046 vezes)
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« em: Abril 09, 2012, 02:55:12 »

Convidados à força?!

Não, obrigado.
Por definição, um convidado é alguém a quem o anfitrião dedica especial atenção e goza de algum estatuto diferencial dos demais presentes em determinado evento. Daí os convites serem limitados e, normalmente, entregues com critério.
Ora, no passado sábado, tendo um convite na mão, fui até à discoteca Coconuts para a festa com a presença do Dj Malvado. Entrei às 23h55m, cumprindo a regra verbal da qual fora advertido (e bem), de que os convites eram válidos até às 0h (e porque não escrever isto nos convites?).
A casa ainda estava vazia. De carimbo no pulso resolvi sair para dar uma volta pela cidade, no intuito de regressar mais tarde ao Coconuts. Ao dirigir-me à porta fui interpelado pelo segurança, que, educadamente, devo realçar, me disse que não se poderia sair antes das 2h da madrugada. Indignei-me e disse que não poderia ser forçado a ficar numa discoteca contra a minha vontade. Nesta troca de palavras apareceu um dos responsáveis pela casa Coconuts que reforçou ao segurança que “pessoas com carimbo no lado esquerdo não saem antes das 2h. São os que entraram com convite. Os que têm carimbo no lado direito podem sair.”
Eu falei com o responsável em questão, dizendo que não iria ficar retido na discoteca e ele, dado o nosso conhecimento prévio, disse que “ah, vocês podem sair, meu irmão, mas façam-no pela entrada principal”
Assim fiz. Ao chegar à entrada, o segurança, mais uma vez muito educada e respeitosamente, disse que por ali não se podia sair.
Voltei à saída onde me encontrava e disse que, ou me apresentavam um regulamento escrito com aquela absurda regra de retenção, ou me chamavam alguém responsável mas que eu iria sair da discoteca. Propuseram-me que anulássemos o carimbo na entrada principal. Assim foi. Fui à entrada, onde “borraram” esfregando o meu braço e lá saí.
Ora, meus senhores, permitam-me que vos diga, cheio de boas intenções, que esta não é forma de se tratar os vossos clientes. Quer da Speed Entretenimento, quer do Coconuts.
Como cliente de uma discoteca eu tenho total e completa liberdade de saída dos vossos estabelecimentos. E, no caso de, ilegalmente nos quiserem reter, da próxima vez, pelo menos avisem-nos à entrada e aí sabemos que, ao entrar, não podemos sair antes de X horas.
Aliás, a própria Speed Entretenimento tem o cuidado de alertar sobre esta regra de “retenção” quando realiza festas no barco.
Eu entendo que esta medida tem como objectivo “criar ambiente” de forma mais rápida, mas fiquem cientes de que esta não é a forma mais acertada de o fazer. As pessoas não vão a uma discoteca para serem tratadas como reclusas, pelo contrário. Fazem-no para se libertarem de amarras e tensões a que estão sujeitas no dia-a-dia.
Espero que interpretem de forma correcta esta carta, que visa ajudar-vos a corrigir estas atitudes menos correctas e respeitosas para com o público que, aliás, é quem alimenta e sustenta toda a indústria de eventos.
Com os melhores cumprimentos,
Carlos Osvaldo
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