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Autor Tópico: Aconteceu o que já se previa caros colegas  (Lida 2173 vezes)
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« em: Março 14, 2013, 09:51:41 »


A quando da tomada de posse de Jorge Alexandre Arroz, ficou clarividente que teríamos uma Associação Médica de Moçambique diferente da que estávamos habituados.
 
O tempo foi passando e algumas mudanças começaram a surgir, até a altura em que chegou o dia `D`.

Lembrar que para muitos o dia “D” foi um dia como qualquer outro , simplesmente aguardavam o desenrolar da situação. Se desse certo tudo bem, e se não desse também tanto faz...

Colegas, Aquele dia “D” foi um dia muito difícil para Arroz e para aqueles que estavam a acompanhar de perto os passos que antecediam as 10 horas do dia D (hora de conferência de imprensa). Houve muitas chamadas, muitas ameaças, muitas promessas, muita coisa em tão pouco tempo (das 18 horas as 23 horas), mas Arroz foi firme.
Arroz punha em causa a sua cabeça, a sua vida , o seu emprego. ...Prevíamos tudo .

Bom, depois do memorandum achávamos nós que estávamos enganados nas previsões. Infelizmente, não estávamos enganados, o previsto aconteceu: No dia 18 de Fevereiro de 2013, por coincidência e que muitos me desmintam, Jorge Arroz recebeu da instituição onde trabalha uma carta intitulada: “ Comunicação de caducidade de contrato de trabalho”.

Como sei que muitos nunca receberam esse tipo de cartas , apresento-vos alguns trechos: ` Nos termos do nº 1 , da clausula 3ª do seu contrato de trabalho e ao abrigo da alinea a), do nº 1 do artigo 124 , conjugado com o nº 1 do artigo 125 ambos da lei do trabalho, o seu contrato de trabalho cessa no próximo dia 30 de Março de 2013. Aproveitamos ainda informar que o mesmo não será renovado`.... `Gostaríamos de o recordar que por força da caducidade do contrato o seguro de saúde e de vida foram cancelados`...

Colegas para quem nunca recebeu este tipo de cartas, acreditem que não é boa coisa. Quero que fique bem claro que não há nenhuma relação entre esta carta e o facto de Arroz ser presidente da AMM e ter estado presente no dia `D`.

O que venho apresentar aqui é o facto de termos um colega que a 30 de Março de 2013 não terá emprego , este colega não tem economia guardada, não tem familiares de posse, não tem muitos amigos de posse.. , Mas então o que ele confiava Hein Confiava nos colegas Médicos pelos quais ele entregava a cabeça.

Neste momento caros colegas, temos um dirigente que não sabe como vai pagar a renda de casa em Abril, Maio, Junho, Julho... Se guardou alguma moeda provavelmente vai dar para alimentar sua família até 30 de Abril.

Venho colocar para reflexão, adiantando que em reconhecimento aos últimos feitos dele, se a Associação assim o achar e em assembleia própria decidir ,propor que pelo menos com os fundos disponíveis paguemos algumas despesas de sobrevivência (Renda de casa, água, luz e telefone), para que ele encontre forças para continuar a tarefa que lhe incumbimos. Até se restabelecer do choque, e encontrar meios próprios, sei que ele vai em pouco tempo. Colegas , saco vazio não fica em pé.

Esta é minha proposta inicial, acredito que teremos várias discussões em torno do assunto, mas alguém devia começar... Comecei
Boa discussão.
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